PETROBRAS PODE SUBIR MAIS? (+ CENÁRIO POLÍTICO) - PROFESSOR MIRA
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Statut
Analyzed
Demandé Le
January 27, 2026 at 06:02 AM
Performance Globale
+10,89%
Recommandations
PETR4
BUY
"muita casa de análise diz que o preço, tem recomendação até de compra"
Contexte: No preço que ela está hoje, muita casa de análise diz que o preço, tem recomendação até de compra, do preço de Petrobras bem, assim, lá para a casa dos R$ 40, R$ 27, R$ 40, como preço justo para ela.
Prix à la date de publication: R$35,36
Prix de clôture du dernier jour: R$39,65
(Jul 11, 2026)
Bénéfice/Perte:
+R$4,29
(+12,13%)
Transcription Complète
Agora a gente vai entrar em ano eleitoral. E é uma discussão muito grande aqui em relação a Petrobras. Entrando no ano eleitoral, vale a pena olhar? Ou você fica meio de fora? O que você acha, professor? Historicamente, o preço do petróleo é mais importante do que as eleições. Se você pegar o preço do petróleo, não tem mágica que a Petrobras vá fazer, que o preço dela vai subir pra caramba com o petróleo derretendo. Então, não tem... Porque ela depende da cotação do petróleo. Mas, sim, ela também é suscetível à questão eleitoral. No preço que ela está hoje, muita casa de análise diz que o preço, tem recomendação até de compra, do preço de Petrobras bem, assim, lá para a casa dos R$ 40, R$ 27, R$ 40, como preço justo para ela. Eu vejo um grande problema para a Petrobras e esse problema nem é eleitoral. O problema é o petróleo. com as questões de Rússia e Ucrânia, Irã, agora Venezuela, um monte de coisa, e o preço do petróleo caindo e operando baixo, esse é um risco maior para a Petrobras. Petrobras é uma empresa cíclica, todas as empresas que são cíclicas, o que é uma empresa cíclica? Ela não é uma empresa que você espera um crescimento constante ao longo do tempo. Por quê? Porque ela depende da cotação do petróleo. Então, tem momentos que ela vai valorizar, tem momentos que vai desvalorizar, assim como o Vale, que são duas que dependem de commodities, assim como as empresas do agro, que agro também é commodity, assim como talvez a maioria das empresas da bolsa, elas são cíclicas, e a nossa bolsa é muito pesada em ativos cíclicos, principalmente Vale e Petrobras. Então, essas empresas são muito sensíveis e suscetíveis à cotação da commodity que lhe é peculiar. No caso de Petrobras e do petróleo, eu acho o petróleo um perigo muito maior. Ah, eu compraria a Petrobras hoje? Não compraria por conta do risco do petróleo. O risco eleitoral não se manifestou ao longo desse ano. Claro que, se o Lula se reeleger, todo segundo mandato, eu tenho essa teoria, é uma teoria minha, que todo segundo mandato é sempre muito ruim. A Dilma tomou impeachment, o Fernando Henrique fez o Lula, então, só o segundo mandato do Lula que ele acabou conseguindo eleger a Dilma, por conta do boom das commodities, tem livros aí. Isso aí está bem documentado na nossa história econômica, tem o livro do Jambiás, tem outros livros de história econômica que contam e refletem, então isso aí é dado histórico, não é opinião, é dado histórico, que ajudou um monte de coisa, mas foi o único segundo mandato que conseguiu eleger o sucessor, porque o resto teria muito problema. É o que eu sempre falei, Ah, se o Bolsonaro tivesse sido reeleito, eu acho que teria sido um governo bem ruim. Por quê? Porque todo segundo governo é ruim. Não é porque ele ou aquele... Ah, o Lula, num segundo governo. Eu acho que vai ser ruim. Por quê? Porque vai ter um shutdown e todo segundo governo é ruim. Não é por conta do Lula especificamente. É porque todo segundo governo eu acho que tende a ser ruim. Porque aí vai fazer o quê? Não está buscando mais nada. Não tem como se eleger novamente. E você acha que o Lula é o favorito mesmo... Não é o que eu acho, é que as pesquisas mostram, né? Por enquanto. Inclusive, ah, mas a pesquisa, não sei o quê. Quando o Flávio Bolsonaro anunciou a candidatura, o mercado derreteu. Porque fala, pô, ele não tem chance de ganhar do Lula. É o que as pesquisas mostram por enquanto. O mercado queria o Tarcísio, né? É, o mercado queria o Tarcísio. Até por conta da necessidade de um ajuste fiscal, né? Algum candidato que fale de ajuste fiscal agrada mais ao mercado. Por quê? Porque... porque é uma necessidade. O Brasil tem esse problema fiscal, assim, desde a época dos militares, da ditadura, que foi uma lástima, que foi muito ruim, principalmente, além de todas as questões de repressão, de morte, de não sei o quê, mas o fiscal foi muito comprometido. Por isso que os militares largaram o governo, porque não tinham mais o que fazer. Criaram uma bomba relógio, nos dois primeiros anos da ditadura. Teve algum ajuste fiscal, só que isso... maltratou demais a população, não tinha comida, racionamento, não sei o quê. E aí eles viraram um governo populista baseado em endividamento externo, um governo progressista populista baseado em endividamento externo e virou a bomba relógio. Toda vez que a gente vê um governo que não tem um cuidado com fiscal, dá problema. Independente se é direita, se é esquerda, se é ditadura, historicamente mostra que dá problema. Por isso que o mercado financeiro tem essa preocupação com fiscal. Se a gente tem um fiscal controlado, um monte de outras coisas indo bem, caramba, é para voar. Muita gente fala assim, mas a dívida pública brasileira, o Japão, os Estados Unidos, eles têm uma dívida pública. Só que as pessoas não sabem, mas existe uma coisa chamada ação da dívida. Então você tem uma fórmula matemática que vai mostrando a equação e aí você tem uma reta. O problema da dívida brasileira é que a reta é quase que 90 graus, não é uma reta para... bem para cima, já a dívida japonesa é uma reta que é quase no eixo X, é quase no zero. A inclinação dessa reta é muito pequena. Por quê? Porque tem um componente na nossa dívida chamado Selic, que é muito pesado, que é a LFT, que a maior parte do endividamento é em LFT, em Tesouro Selic. Não é Tesouro Selic, é LFT. Eu falo Tesouro Selic só para as pessoas conseguirem associar. E aí, para você segurar a inflação, você tem que subir... a Selic. Pô, só que aí você joga a tua dívida lá pra cima, a gente tem um problema. O nosso problema fiscal de endividamento está ligado a tudo isso, essa preocupação dos governos em serem populistas, progressistas, gastarem mais do que poderiam e não ter esse ajuste. Então, não é questão de governo de esquerda ou de direita, é como acaba se governando. E aí é que a gente tem uma série de problemas e por isso... o mercado tem essas preocupações com a reeleição do Lula. E não é o Lula. Se a gente pegar o último ano do governo Bolsonaro, ele também chutou o pau, jogou o fiscal no ralo e turbinou para tentar se reeleger. Pegou o auxílio e jogou lá para cima. Eu tive um professor que falava assim, ele falou, cara, o Lula entrou pressionado porque o Bolsonaro, para se reeleger, jogou os auxílios lá para cima e ele ia fazer o quê? Ia reduzir? Ele teve que dobrar a aposta e aí, fiscal já estava ruim, ficou muito pior. Por quê? Dois governos populistas tentando reeleição e, infelizmente, esse é o cenário que se repete rotineiramente no Brasil.