A GREVE DOS CAMINHONEIROS VAI PARALISAR O BRASIL! | Como vai afetar seu bolso?

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https://www.youtube.com/watch?v=qEhSi9EKs2Y

Statut

Analyzed

Demandé Le

March 19, 2026 at 06:00 AM

Performance Globale

-15,78%

Recommandations

PRIO3 BUY
"“Os analistas da Finclass, percebendo o risco do estreito de hormus ser fechado, que estava aumentando cada vez mais, recomendaram na primeira semana de janeiro as ações de Prio”"
Contexte: “E um movimento interessante e semelhante acabou de acontecer em Prio 3, que é uma outra empresa do setor petrolífero da nossa Bolsa. Os analistas da Finclass, percebendo o risco do estreito de hormus ser fechado, que estava aumentando cada vez mais, recomendaram na primeira semana de janeiro as ações de Prio, na época negociando na casa dos R$40,00, e hoje dois meses depois, as mesmas ações estão negociando a 60.”
Prix à la date de publication: R$66,03
Prix de clôture du dernier jour: R$55,61 (Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte: R$-10,42 (-15,78%)

Transcription Complète

O Brasil acordou com um fantasma que todo mundo já conhece e todo mundo teme. Os caminhoneiros do Brasil estão se mobilizando para uma possível greve. E só o rumor de uma greve já foi suficiente para os juros futuros subirem. O Ibovespa cair e o mercado inteiro começar a se preparar para o pior. Por que um grupo de motoristas tem esse poder? Por que a ameaça de eles pararem os caminhões mexe com juros, com bolsa, inflação e o bolso de 200 milhões de brasileiros? É exatamente isso que a gente vai destrinchar hoje. Vou te mostrar o o que aconteceu na última greve dos caminhoneiros, que aconteceu em 2018, e por que a possível greve que pode acontecer ainda essa semana pode ser muito pior. E principalmente, o que você, investidor, precisa fazer para proteger o seu patrimônio. Só que antes, se você ainda não se inscreveu no canal, e está aqui faz tempo, faz isso agora, porque o YouTube só vai te entregar mais conteúdo desse, de finanças e investimentos, que realmente importam para você, se você se inscrever aqui no canal. Então clica no botão de like e se inscreve, porque temos um time de famílias para alimentar. Deixa eu te contextualizar, aqui algo que muita gente não sabe. Essa não é a primeira vez nem a segunda e provavelmente não vai ser a última que os caminhoneiros se organizam para fazer uma greve. O Brasil é um país continental, ele é imenso, com dimensões de subcontinente onde 60% de toda a carga que circula no país vai em cima de caminhão numa rodovia. Pensa comigo, a comida que você come no almoço hoje veio de caminhão. O remédio da farmácia veio de caminhão. A gasolina no posto chegou de caminhão. O insumo da fábrica que produziu o seu celular veio de caminhão. Quando os caminhões param, o Brasil para. É simples assim. Isso já aconteceu antes, três vezes de forma relevante nos últimos 13 anos. A primeira delas foi em julho de 2013. O Brasil vivia um momento de euforia econômica, só que os caminhoneiros já tinham as queixas deles. Eles queriam o diesel mais barato, com impostos menores, isenção de pedágios e a criação de uma secretaria específica para o setor. Essa greve durou quatro dias. O governo Dilma não negociou e foram aplicadas multas por conta dos bloqueios. O movimento foi contido um tempo depois, mas mas o problema de fundo, a estrutura de custos da categoria não foi resolvida. Dois anos depois, em 2015, plena recessão do governo Dilma, os caminhoneiros voltaram. Só que dessa vez, eles misturaram as demandas econômicas com política. Então, pautas de impeachment entraram no movimento, foram bloqueios em 12 estados, a greve teve então duas etapas, uma em fevereiro e março e a outra em novembro. O governo cedeu em parte, sancionou a lei dos caminhoneiros e algumas concessões também, só que o problema na zona central, o diesel caro, a margem espremida, continuaram lá. E aí veio 2018. Em 2018, os impactos econômicos foram avassaladores e, infelizmente, na época ainda não tinha a Finclass para te ajudar a investir seu dinheiro da melhor forma, por exemplo, e se proteger. A greve de 2018 foi diferente de tudo que veio antes, porque desde 2016 a Petrobras adotou uma nova política de preços. Era o alinhamento com o mercado internacional. E o que isso significa na prática? Significa que o preço do diesel aqui no Brasil passou a seguir o petróleo lá fora, e o dólar. Isso não é necessariamente errado do ponto de vista econômico, mas o timing foi brutal. Entre agosto de 2017 e maio de 2018, o óleo diesel acompanhou uma alta de 137,7% em menos de um ano. Ao mesmo tempo, o Brasil tinha acabado de sair de recessão, a economia encolheu 7,2% em 2015 e 2016 combinados, e com a recessão a demanda pelo frete despencou. Só que a frota de caminhões não diminuiu, porque entre 2009 e 2014 o número de caminhões no país tinha crescido 35% impulsionado pelo crédito que foi subsidiado pelo governo. A consequência disso é que muitos caminhões acabaram disputando pouco frete com o curso explodindo. Aí a marcha dos caminhoneiros foi pro chão. Alguns se alataram que faziam viagens e saíam no prejuízo, além muitas vezes de maus tratos, muitas vezes de dificuldade do caminhoneiro que tem um serviço ali, que todos nós dependemos e muitas vezes ele trabalha horas e horas, dias em claro. Então não é uma tarefa muito fácil. O barril de pólvora estava estava cheio, ele só precisava de uma faísca. A greve começou oficialmente em 21 de maio de 2018 e era uma segunda-feira. Na madrugada começou um bloqueio na rodovia Dutra, no Rio de Janeiro e aí em horas o movimento se espalhou. No primeiro dia geram bloqueios em 21 estados, em 22 de maio a paralisação chegou a 24 estados. No dia 23 de maio o presidente da Petrobras da época anunciou redução de 10% no diesel por 15 dias. Os caminhoneiros não aceitaram. 24 de maio o impacto na população ficou impossível de ignorar, Você tinha frotas de ônibus reduzidas, postos sem combustível, prateleira e supermercado sem produto, as universidades todas cancelando aulas, os alunos sempre para as escolas, os voos todos ameaçados, as fábricas parando e o governo resolveu anunciar um acordo. Só que só parte dos caminhoneiros aceitou. 25 de maio, o Temer acionou as Forças Armadas, o Exército começou a escoltar então comboios de combustível. Aí, 26 de maio, o governo falou que a situação estava começando a se normalizar, só que postos ainda estavam secos, na maior das cidades, sem combustível para se abastecer. Aí no dia 27 de maio um acordo foi fechado, com parte da categoria, só que a paralisação ainda continuou. As facções mais radicais do movimento começaram a pedir intervenção militar e aí no dia 28 de maio o desabastecimento atingiu 90% ou mais dos postos na Bahia, no Distrito Federal, em Minas Gerais. E aí no outro dia, 29 de maio, a greve começou a perder força. Só que, gente, os danos eles estavam feitos, né? O PIB estava comprometido. No dia 30 de maio as Forças Armadas desarticularam os últimos bloqueios, só que para completar esse quadro caótico, os petroleiros entraram em greve de 72 horas contra a nova política de preço da Petrobras. Gente, em 10 dias o Brasil tinha chegado à beira do colapso. E agora vou te mostrar o que realmente aconteceu com a economia. Então não são estimativas, eles são dados do IBGE, do Banco Central, da Fundação Getúlio Vargas, que é uma das faculdades mais prestigiadas do país. E o PIB do Brasil em maio de 2018, aquele mês da greve, encolheu 3,34%. A indústria brasileira despencou 10,9% em maio, na comparação em 5 abril e essa foi a maior queda desde a crise internacional de 2008. O setor de serviços, que representava 70% do PIB, recuou 3,8%. Esse foi o pior resultado da série histórica iniciada em 2011. A categoria, então, a subcategoria de transportes caiu 9,5%, resultado mais devastador da série. O comércio varejista recuou 0,6%, o que pode parecer pouco, mas foi a primeira queda de todo ano. Quando a gente fala de inflação, o IPCA de junho de 2018 fechou em 1,26%, que era a maior taxa para esse mês desde 1995. Os transportes subiram 1,95%, os alimentos subiram 1,57%, gasolina 5%, etanol 4,2%, o leite teve uma alta de 15,63% só em junho e o frango 8%. Só que quando a gente fala do dólar, no auge da turbulência ele superou 4 reais, que era uma barreira psicológica importantíssima. A Bolsa perdeu o patamar de 70 mil pontos, a projeção de crescimento do PIB para 2018, que estava em 2,6% antes da greve, despencou para 1,6% em questão de semanas. Isso representa em valores monetários 47,7 bilhões que a economia brasileira deixaria de gerar. No agronegócio, eles perderam 3 bilhões em aves e suínas. Imagina que 64 milhões de animais morreram ou foram abatidos por falta de ração. Eles perderam 1,2 bilhão no setor de açúcar e alvo. Perderam 920 milhões em frutas e hortaliças. Eles perderam 630 milhões em carne bovina. Quando a gente fala do governo, ele cedeu a praticamente tudo. O custo fiscal do acordo foi de 13,5 bilhões e para Para pagar essa conta, precisou aumentar impostos de exportadores, bebidas e da indústria química, realocar R$ 6,2 bilhões de orçamento e fazer R$ 3,3 bilhões em cortes adicionais de despesas. O presidente da Petrobras, na época, o Pedro Parente, caiu. A imagem que ficou para o mercado é a de que o governo cedeu a pressão política. E a credibilidade da política de preço da Petrobras foi destruída. E essa deterioração dos ativos brasileiros acelerou por meses depois do fim da greve. Inclusive, a Petrobras perdeu R$ 126 bilhões em valor de mercado. E isso daqui é mais do que que o Banco Santander vale, por exemplo. E lógico que a Bolsa caiu muito por conta disso. Agora se entende porque o mercado entrou em alerta ontem. Porque tudo que está acontecendo agora tem um cheiro muito familiar. E bom, tudo isso começou porque o diesel subiu quase 19% em menos de três semanas. Por que isso aconteceu? Por causa da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Estreito de Hormuz, por onde passa uma fração gigante do petróleo mundial, está numa tensão máxima. O Brent, que é a referência internacional do petróleo, saltou de 72 para 103 dólares no período, 42,7% de água. alta, inclusive tem navios de diesel mudando de rota do Brasil para outros portos buscando melhores preços e isso daqui preocupa muita gente. O Brasil, que alinha os preços de combustível ao mercado internacional desde 2016, sentiu na hora. E o governo até que reagiu rápido, né? Eles deram o piso e o cofins sobre o diesel, criou um incentivo para reduzir os preços nas bombas, anunciou mudança na fiscalização, só que aí logo depois veio a bomba. A Petrobras anunciou o reajuste de 11,6% no preço do diesel nas refinarias. Na prática, o pacote do governo foi parcialmente anulado, antes mesmo de chegar as bombas. Os caminhoneiros dizem que o modelo não está funcionando e que a conta ainda não fecha. O líder da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores foi um dos primeiros a acender o Senado Vermelho. Eles fizeram uma assembleia em Santos, com representantes de várias associações de estados como São Paulo, Paraná e Goiás. E aí a ideia de greve ganhou aval e provavelmente começando essa semana. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística primeiro apoiou, depois recuou e aí convocou uma nova reunião para hoje para decidir com os trabalhadores. A orientação dos líderes por agora é ficar em casa ou parado nos postos. Não bloquear rodovias para evitar multas. Quinta-feira, meio-dia, para tudo. Quem não parar, Complicado. Enquanto isso, o mercado já está reagindo. E isso é o que você precisa entender sobre o sistema financeiro. Ele não espera a crise acontecer. Ele precifica o risco antes. A greve não precisa estar bloqueando todas as rodovias do Brasil. Basta o boato e o mercado e o mercado já começa a se movimentar. O Ibovespa já começou a cair. Os juros futuros que estavam caindo reverteram a queda e passaram a subir em bloco, porque a gente tem mais risco no país. O DI de janeiro de 2027 subiu de 14,1% para 14,2%. Eu sei que parece pouco, só que esse movimento neutralizou o dois dias de intervenção do Tesouro Nacional no mercado, tudo isso por causa de um rumor. Se a greve de fato começar, as coisas podem mudar. E aí beleza, agora você já entendeu a profundidade do buraco e a pergunta que importa para você como investidor é, e o meu dinheiro nisso tudo? Como eu faço para não me ferrar completamente num cenário de tanta loucura e incerteza? Bom, vamos imaginar alguns cenários. Cenário 1 é, se a greve não acontecer de verdade, então se as lideranças não chegarem a um consenso, a adesão for baixa ou o governo fizer uma concessão nos próximos dias, aí a greve pode não rolar. Ao mesmo tempo, a guerra A guerra no Oriente Médio continua rolando a toda força, então o cenário continua apertado e volátil. Então eu recomendo que você assista os meus últimos vídeos sobre a guerra para entender tudo o que está acontecendo a fundo. O cenário dois é o seguinte, a greve acontece e com força. Nesse caso, o roteiro de 2018 serve de guia e é brutal. Primeiro, a inflação. Então, com desabastecimento do supermercado, nos postos, nas prateleiras, os preços disparam. Os alimentos, combustíveis e energia também. Aí o IPCA, que é a inflação, sobe. Aí o Banco Central fica com as mãos atadas, não pode cortar a Selic com a a população subindo, pode até ter que subir os juros, o que já estava meio que sendo especulado só por conta da guerra. Depois o câmbio, então com risco do Brasil subindo, os investidores estrangeiros saem do país, dólar sobe. Você lembra que em 2018 o dólar chegou a R$4,00 com a greve? Agora já estava em torno de R$5,23, mas estava em um cenário de queda. Uma crise intensa pode empurrar ele para cima. E aí em terceiro a indústria para, os serviços param, o comércio para. Cada dia de greve é um arranhão permanente no PIB. Parte das perdas não se recupera. Aí em quarto o risco político. Se o governo cede de novo a um pacote caro, como em 2019, 2018, quando a conta foi de 13,5 bi, o mercado vai cobrar caro em termos de risco fiscal e eu vou ser direto. O que você tem que fazer com o seu dinheiro é bem simples. Primeiro, proteção contra a inflação. Se a greve acontecer e os preços subirem, você precisa ter parte da sua carteira em ativos que se beneficiam da inflação ou são protegidos por ela. Títulos do Tesouro atrelados ao IPCA ou IPCA+, por exemplo, são o instrumento mais claro para isso. Se a inflação sobe, a sua rentabilidade sobe junto. Segundo, proteção cambial. Você precisa ter uma parte do seu dinheiro em dólar. O nosso câmbio fica todo bagunçado em cenário de crise no Brasil. Aí você pode investir em ETF ETFs de empresas americanas, como o GPY e o ES11, você pode investir em BDRs, você pode investir em estoques, você pode investir em empresas dentro do Brasil e que tem parte da receita dolarizada, ou seja, tem uma parte então do seu patrimônio em outras moedas que não sejam real. E terceiro, ações de commodities e agronegócio. Parece contra o intuitivo, mas empresas de commodities, petróleo, mineração, agronegócio, em geral se beneficiam indiretamente de cenários de alta do dólar e dos preços internacionais. Se a crise no Oriente Médio está empurrando o petróleo para cima, empresas do setor de energia podem se beneficiar. E quarto, não entra em pânico. Dá uma olhada que O interessante foi o movimento das ações da Petrobras na última grande crise dos caminhoneiros em 2018. Dia 11 de maio de 2018, uma ação de Petrobras estava negociando em torno de R$25. Na semana seguinte, a crise estourou. No começo de junho, a ação que antes custava R$25 estava a ser negociada a R$15. Ou seja, a Petrobras perdeu 40% do valor de mercado. Se você tivesse entrado em pânico, provavelmente você venderia suas ações. Ou nem cogitaria em comprar uma empresa que está passando por esse problema. Acontece que 12 meses depois dessa crise, as ações da Petrobras bateram R$28. Então, mesmo sem levar em consideração os dividendos que você receber no período, se você tivesse se tornado acionista da Petrobras naquela janela, você veria o seu patrimônio se valorizar em mais de 80%, quase dobrando o seu dinheiro. E um movimento interessante e semelhante acabou de acontecer em Prio 3, que é uma outra empresa do setor petrolífero da nossa Bolsa. Os analistas da Finclass, percebendo o risco do estreito de hormus ser fechado, que estava aumentando cada vez mais, recomendaram na primeira semana de janeiro as ações de Prio, na época negociando na casa dos R$40,00, e hoje Dois meses depois, as mesmas ações estão negociando a 60. E é por isso que eu preciso dar uma breve pausa nesse vídeo para te dar um recado muito importante sobre a Finclass. A Finclass é a nossa plataforma de educação financeira e research aqui do Grupo Primo. E lá dentro, além de centenas de aulas, os melhores professores do mundo, você vai encontrar carteiras de investimentos recomendadas que foram criadas para surfar justamente esses tipos de cenários que o Brasil está vivendo hoje. Cenários com inflação subindo, dólar subindo, juros travados, mercado em pânico. Você pode literalmente só copiar as nossas carteiras e pode ter uma rentabilidade bem acerta. acima do CDI no longo prazo. Você vai saber exatamente quando comprar, quando vender e quanto do seu patrimônio ter em cada ativo numa carteira diversificada. Vai ter o aniversário da Finclass agora, em abril, presta atenção, em abril e você vai poder assinar com 50% de desconto, só que só durante 24 horas, tá? Então clica no link da descrição ou escaneia o QR Code na tela pra participar dessa oferta, até porque ela vai ser por tempo limitado. Vou terminar o vídeo com uma reflexão pra você. Em 2018, a greve dos caminhoneiros custou pro Brasil 47,7 bilhões. Esse é o número que os economistas calcularam. Só que esse número Esse número não captura as famílias que ficaram sem comida na geladeira, os hospitais que passaram perto, os animais que morreram por falta de ração, os trabalhadores que não receberam porque a fábrica parou e até hoje nenhum governo resolveu o problema central. Diesel caro, margem espremida, dependência total do transporte rodoviário, tudo isso continua igual. É a mesma conta e todos nós vamos continuar pagando por isso. Um grande abraço, até o próximo vídeo e tchau.