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Entrée $63 301,00 13 août 2026Actuel $63 301,00 14 août 2026Résultat +$0,00
a gente tá assim num ponto muito bom para se comprar e, na minha opinião, guardar Bitcoin
Contexte “Agora, quando você olha o movimento dos preços em comparação com médias de preço de longo prazo, a gente tá assim num ponto muito bom para se comprar e, na minha opinião, guardar Bitcoin desde que você tem um estômago para entender que você vai passar por volatilidade, né?”
Transcription Complète
Bem-vindos a mais um podcast Genial Analisa. Aqui você aprende sobre finanças pessoais, investimentos e hoje talvez até sobre ETFs. E tem um assunto que eu quero puxar aqui bastante. Vamos falar sobre aquele primeiro milhão. Talvez seja o momento mais difícil, uma jornada complexa e complicada. Mas e depois desse primeiro milhão, será que a situação fica menos complexa, fica menos difícil? É isso que a gente vai saber. E tem um convidado aqui hoje que vocês não perdem por esperar, mas eu não tô sozinho. Trouxemos aqui uma convidada de peso também, Tainá Rambaldo, veio ajudar a gente com perguntinhas capciosas, né, Tainá? >> Oi, Luan, obrigado pelo convite. [limpando a garganta] Olá a todos que nos assistem. Antes de apresentar o convidado, eu quero fazer uma breve síntese aqui. Dá uma olhada nisso aqui. Bruno Perini é investidor, empresário, escritor e um dos principais nomes da educação financeira no Brasil. é ex-oficial do exército e ele tornou-se conhecido como criador do Você Mais Rico. Atualmente é sócio fundador do grupo Primo e apresentador do podcast Os sócios, que é muito legal, diga-se de passagem, junto com a Malu Perini, a esposa, com conteúdos sobre investimentos, economia, empreendedorismo e construção de patrimônio. O Bruno reúne aproximadamente 11 milhões de pessoas em todas as redes sociais e seus inscritos somados. E hoje a gente vai receber ele pro GN Analisa e uma conversa sobre dinheiro e uma coisa que eu quero aprofundar aqui, finanças pessoais e um novo produto que para algumas pessoas é novo, mas aqui no mercado financeiro a gente conhece faz tempo, que são os ETFs. Bruno, obrigado pela vinda aqui na Genial. Já demos até uma volta aqui pela Genial, já conheceu os bastidores e top falar qualquer coisa aqui hoje. >> Pode perguntar o que quiser, Luan, agradeço pelo convite. Tainá me chamou, enrolei um pouco para vir, né, Tainá? tive uns contratempos, mas tô aqui. Então, muito obrigado. Espero que seja um papo eh muito produtivo para quem tá assistindo em casa. >> Muito obrigado. Então, posso começar? Tainá, você me dá essa honra aqui. >> Eu falei sobre o primeiro milhão. Parece um assunto eh eh longe pra maioria das pessoas, mas talvez essa esse deva ser um dos objetivos. E quando a gente fala do primeiro milhão, eh, eu não quero aqui eh priorizar o dinheiro, mas assim, essa jornada, uma carreira, falar sobre investimentos, mas é literalmente sobre isso. O primeiro milhão, ele ainda muda uma vida ou ele virou apenas um número bonito para colocar na tamb? Bruno, >> essa é uma pergunta excelente, porque eu defini minha meta de ter 1 milhão, quando eu realmente falei: "Não, quero ter R$ 1 R 1 milhão deais". Isso era em 2006, né? Então pensa em 20 anos de inflação acumulada aqui no Brasil, sendo que em alguns períodos a inflação foi alta. Você pega 2015 mais de 10%, 2021 mais de 10%. Então o milhão já não é mais o que era antigamente. >> Hoje 1 milhão em São Paulo, apartamento de 50 m² no Itaim, né? Eu acho que é uma meta muito interessante, é um número redondo, bonito, ele é factível de ser atingido por qualquer pessoa, desde que ela coloca um prazo suficientemente longo para isso, ela comece a investir. Então, acho que é um marco importante, mas infelizmente eu acho que não dá mais pra pessoa bater esse número e pensar: "Agora eu resolvi minha vida". Ainda mais ela mora numa grande cidade no Brasil com evolução do curso de vida, tendo que pagar plano de saúde. Então eu acho que é muito mais uma meta do que realmente o ponto de chegada. É algo que é para comemorar, até porque quando você chega no milhão, você começa a ver realmente poder juros compostos, né? Como a Selíica aqui no Brasil chegou a bater 15%, o cara tem 1 milhão e ele fala: "Caramba, com 15% no ano tem 150.000 no final". E antes disso ele muitas vezes não vê esse poder, porque ele vai investindo de pouquinho em pouquinho, ele fala: "Pô, ganhei com juros aqui, mas vai ter imposto depois, eu abdiquei do consumo". E ele acha que não tá valendo a pena. Quando as cifras são maiores, ele realmente vê, por mais que no relativo seja igual, em termos absolutos, é um dinheiro que ele já fala: "Realmente, agora já posso complementar meu curso de vida ou entender que daqui alguns anos, se eu abrir mão de gastar isso agora, eu vou ter um poder aquisitivo maior, né?" De fato, esse essa jornada desse primeiro milhão acaba sendo bastante complexa e talvez paraa maioria das pessoas estejam em casa, você falou sobre juros compostos, nós meros mortais conhecemos juros compostos ao contrário, quando tá no cartão de crédito, quando tá no cheque especial, mas e os juros compostos a favor, trabalhando a favor. Então, de repente com esse montante, com esses sete dígitos na conta, esse juros compostos, eles acabam ficando bastante interessantes, não é mesmo? >> É. E e tem um ponto sobre o primeiro milhão, né? A fase mais difícil, logicamente, é a fase inicial, onde a pessoa tem muito pouco dinheiro aportado. Então, mais importante, não é ação dos juros, mas os aportes que ela faz de maneira constante, por mais inconstante que seja a situação do país. Eu falo sempre que o investidor bem-sucedido é aquele cara que consegue fazer o corriqueiro, quer investir mensalmente, ainda que o ambiente seja nada corriqueiro, porque não dá para esperar que o Brasil mude. Eu acho que é um pouco do que a gente é, né? Se o pessoal fala: "Pô, vou esperar ficar mais tranquilo para começar a investir", me fala um dia tranquilo nos últimos 10 anos. sempre vai ter alguma coisa acontecendo, até porque esse é o papel da mídia. Se a gente volta para o mês anterior ao COVID, você pensa, tava tranquilo, não. O papo era o Irã matando o general Cassan Suleimani. Aliás, o Irã não, o Trump matando o general Cassan Suleimani no Irã e o pessoal pensando que ia ter uma terceira guerra mundial. Então você vê que não mudou tanta coisa assim, né, que agora tem Trump Iran novamente. Então sempre vai ter alguma coisa acontecendo e o papel do investidor é abstrair disso para fazer o mais importante, aportar e deixar o tempo passar. E eu acho que também o pessoal tem uma ideia meio errada assim, fala: "Pô, mas vou aportar eh e eu não sei escolher os melhores investimentos". Boa parte das pessoas não escolhe os melhores investimentos. Nem o cara que acha tá escolhendo melhor, ele de fato faz isso. É muito complicado. A ideia do investidor tem que ser ter o retorno médio do mercado. Nenhum problema com isso, mas por um tempo acima da média. E as pessoas não ficam muito tempo compradas no mercado, infelizmente, né? Elas entram quando o mercado tá no topo e aí tá todo mundo investindo, elas acabam investindo também. E depois de um, dois anos de performance ruim, elas vão embora, sendo que nessa hora para est comprando mais, porque depois o mercado volta a subir, né? >> Exatamente. Quando a sangue na rua, talvez seja o melhor momento. E para emendar essa pergunta e já passar para Tainar na sequência, em alguns vídeos você disse que demorou talvez cerca de 10 anos aí para construir esse patrimônio, esse primeiro milhão. De repente, o que que faria, olhando agora, né, pro passado, o que que faria você ter acelerado esse processo do primeiro milhão e o que você teria feito diferente? O que poderia ter dado errado nesse caminho também? tanta coisa poderia ter dado errado. [risadas] Infelizmente não deu, né? >> Eh, >> sorte é um fator importante, afinal >> é muito importante. É muito importante. [limpando a garganta] Eu falo sempre que se eu for dividir assim o mundo no percentual de pessoas mais sortudas, eu acho que eu já nasci entre pessoas com considerável sorte. Não porque eu nasci numa família rica ou no país mais próspero, eu seria muito mais sortudo se tivesse nascido nos Estados Unidos, por exemplo. Mas só de nascer no Brasil, num país relativamente livre e sem nenhum problema de saúde, eu já acho que eu tô entre os 30% mais sortudos do mundo e eu consegui buscar para est entre o 1%. Mas isso não tem a ver só com capacidade, né? Eu fui exposto a um contexto muito interessante. A minha família me deu educação. Com educação eu consegui conhecer pessoas que tendo o mesmo tipo de capacidade intelectual que eu, eles tinham um patrimônio maior porque eles empreendiam. Então eu falei: "Caramba, esse cara não é mais inteligente do que eu no entanto, ele tem muito mais dinheiro do que eu, porque ele faz uma atividade onde não tem o limite, se ele é muito competente do que ele pode ganhar. E a sorte ela faz parte, porque se eu tivesse toda a capacidade que eu tenho, mas tivesse nascido mulher no Afeganistão, a chance de conseguir um desempenho financeiro acima da média, eu simplesmente não teria nem acesso à finanças, né? Então, de fato, a sorte ela faz parte do processo. Mas sobre isso da caminhada, se eu conto desde o meu primeiro investimento, foram 12 anos. Se eu conto desde que eu consegui aportar valores melhores, que foi quando eu me formei na academia militar, >> aí já são 7 anos. Eu dei muita sorte nesse processo, apesar de pegar um período em que a bolsa era um moedor de carne humana, a gente não viu o número de investidores evoluir, meio parecido com os últimos anos pós pandemia. Foi um período em que a renda fixa pagava muito bem e onde eu encontrei, esbarrei por acaso, né, com um negócio chamado Bitcoin que eu consegui juntar de graça na internet. Eu juntei nove bitcoins assim. Então, só de eu ter feito isso, se eu tivesse segurado até agora, eu teria uns quase R$ 3 milhões deais. Então, não estaria aposentado vivendo de renda, mas estaria bem encaminhado para isso, né? Só que graças ao Bitcoin eu comecei a empreender na internet. Então, eu tinha um um site onde eu escrevia artigos sobre finanças pessoais e não tinha muita gente que lia. Você entrava num artigo médio e até lá um comentário da minha esposa falando: "Ótimo artigo, eu respondendo obrigado". Porque era para dar um volume, né? Agora nos de Bitcoin eu escrevi dois. Você não tinha nenhum view até começar a ter muitos views, de repente com a subida dos preços. E quando falo subida de preço é é sair de $00 para $00, por exemplo. E aí nesses artigos, um falava sobre como ganhar bitcoins de graça na internet e o outro sobre como transformar esses bitcoins em dinheiro. Porque não era uma época onde você tinha essa abundância de corretoras, né? As corretoras inclusive que existiam, boa parte delas já não existe mais. E esses artigos começaram a ter muitos views e eles eram naturalmente plageados por outras pessoas. E na cara de pau, o cara copiava tudo. Inclusive tinha uma pergunta retórica lá, Bruno, e se acontecer tal coisa? O nome do site do cara era blog do Paulo, tava lá, Bruno, se acontecer tal coisa, o cara não mudava nada, né? no controle. >> E aí teve um plágio desses que foi pro YouTube, o cara ele copiou, botou no site dele e fez um vídeo mostrando o artigo. E aí quando eu reclamava com o Google, o Google falava: "Realmente esse site aqui tá te plageando, vamos banir ele do buscador". Agora no YouTube, o pessoal do YouTube falou: "Isso aqui não é plágio, porque ele podia ter filmado o seu artigo, mas é o tom de voz dele. Ele fez uma piadinha, ele deu uma explicação depois que ele mostra. Então isso é um novo conteúdo e esse conteúdo desse cara tinha muito mais acessos do que o meu conteúdo escrito. Eu pensei, pô, é óbvio, né? A gente tá num país onde boa parte das pessoas são analfabetos funcionais, então algo feito em vídeo é melhor do que feito de forma escrita. E aquilo foi start para que eu e minha esposa a gente fosse pro YouTube. E depois disso, cara, aí tudo que eu achei que eu tinha juntado até então, aquele sacrifício para juntar o dinheiro, ele se mostrou irrelevante frente ao que veio >> depois. Então, se eu voltasse no tempo e fosse mudar alguma coisa, eu mudaria essa questão de ter ido pra internet mais cedo. >> Legal. >> Inclusive, um pensamento que eu tenho é que se aparece algum tipo de revolução tecnológica, a obrigação das pessoas é mergulhar de cabeça. Nem sempre aquilo vai dar um resultado, mas pode ser que mude a sua vida. Eu só tô sentado aqui nessa mesa porque eu mergulhei em duas, sendo que vivemos uma terceira agora que é daá. As duas que eu mergulhei foi o Bitcoin, porque graças a ele eu fui pra internet, também acumulei um bom patrimônio, isso tem acontecido até hoje. E a segunda foi que depois que eu fui pra internet, eu vi essa dinâmica de redes sociais que até então para mim era estranha. Eu falava inclusive que era perda de tempo paraa minha esposa. Só que depois que eu vi que eu poderia falar com as pessoas diretamente, sem intermediários, eu fiz uma conta básica. Se eu conseguir vender um produto de R$ 1000 para 1000 pessoas, eu faço 1 milhão em coisa de um dia, sendo que até então eu tinha levado 12 anos para fazer a mesma coisa. Então é quase como uma máquina do tempo, né? Quando você pensa o número de views, eu pude me tornar muito mais produtivo. >> Eu sou um professor, meu pai também é um professor, só que meu pai dava aulas para turmas de 30 pessoas, eu posso dar aulas para turmas de centenas de milhares de pessoas. >> Perfeito. Ganha escala, né? >> Exatamente. Grande escala. Já que você entrou em Bitcoin, eu ia puxar para outro assunto, mas eu queria a sua visão sobre o Bitcoin hoje. Você ainda acha Bitcoin oportunidade? Você olha o Bitcoin como uma reserva, proteção? >> Bom, eh, não estamos num momento muito popular para falar de Bitcoin, mas é difícil que algo seja uma boa aquisição pro seu portfólio ao mesmo tempo em que é muito popular. Então, acho [limpando a garganta] que a gente tá numa janela ótima para pessoas que tm uma cabeça de longo prazo, porque por mais que o pessoal goste de olhar os ciclos anteriores para projetar onde vai ser o fundo desse ciclo e vai começar a subir, isso não tem serventia, né? Porque o futuro ele pode não repetir o passado, não tem nenhum tipo de garantia disso. Agora pode ser que ele te traga lições interessantes. E quando você olha o movimento dos preços em comparação com médias de preço de longo prazo, a gente tá assim num ponto muito bom para se comprar e, na minha opinião, guardar Bitcoin desde que você tem um estômago para entender que você vai passar por volatilidade, né? Então, um cara que tá acostumado só com renda fixa pósfixada, não é que ele não possa ter, mas é interessante que ele tem um pouco até para se acostumar com a volatilidade. E eu entendo que o Bitcoin ele é uma possível reserva de valor. Ele tem vários elementos, por exemplo, que o ouro tem, inclusive melhores, só que ele não tem o que o ouro tem de sobra, que é a prova do tempo, né? O Bitcoin ele é extremamente novo. O primeiro bloco minerado foi em janeiro de 2009. Então a gente tá falando aí de um período de basicamente 17 anos. Então ele tá chegando eh na idade adulta, só que ele tem muito potencial realmente para multiplicação de preços, até porque muita gente ainda não tem, até conhece, mas por algum tipo de preconceito ou porque não entende, ele não vai comprar. Então se a gente pega as pessoas mais velhas, que geralmente são mais avessas as revoluções tecnológicas, são as pessoas que têm mais dinheiro. Então você pega os baby boomers americanos, daqui a pouco esse pessoal vai falecer, a herança vai passar de mãos. falamos de alguma coisa em torno de 80 trilhões de dólares para pessoas mais novas, mais propensas a comprar. Então, se esse pessoal colocar 1, 2, 5% de Bitcoin no portfólio, a gente pode tá falando uma grande multiplicação de preços. Eu acho que isso tende a acontecer no futuro. E por que que eu vejo o Bitcoin como uma reserva, né? A gente tá entrando num mundo cada vez mais abundante em uma série de coisas, principalmente dinheiro. Toda hora quando tem uma crise, o que o Banco Central faz é criar mais moeda. E acho que essa dinâmica não vai mudar. No exército a gente costumava falar que um general tá sempre pronto para lutar sua última guerra, né? Porque ele usa sempre as mesmas ferramentas. E o que os bancos centrais fazem? Ó, cara, injeta a liquidez e depois a gente lida com o problema mais à frente. Só que o Bitcoin é escasso, são 21 milhões. Serão porque ainda não são, tem torno de 20 agora. a mineração vai ficando mais complexa, são cada vez menos bitcoins por bloco minerado, já que a cada 4 anos você tem um processo onde a recompensa cai pela metade, que a gente chama de halving. E esse Bitcoin que já é escasso, ele foi perdido ao longo do tempo também. Então a gente fala em alguma coisa em torno de 5, 6 milhões de unidades perdidas que não estarão mais acessíveis. Então a gente pensa no final em alguma coisa como 15 milhões de bitcoins para dividir pelo mundo todo, sendo que esse negócio é uma reserva de valor adequada, porque primeiro ele é matematicamente escasso. Isso é superior à escassez do ouro, porque todo mundo sabe que tem bastante ouro pelo mundo, por exemplo, em terras da África. Só que não dá para explorar porque você não tem estrada, você não tem porto para escolar a produção, você tem muita instabilidade política. Agora, quando o ouro sai de $.000 a onça para 8.000, Talvez vale a pena construir uma estrada, ter um porto mais próximo e enfrentar aquela instabilidade porque o preço do ouro subiu. Então quanto mais o preço do ouro sobe, maior a tendência ao aumento da oferta de ouro no mercado. Bitcoin não. O preço pode subir que a oferta não vai aumentar. Ela tá programada, ela é matemática, não tem como sair disso. O ponto também é que o Bitcoin ele pode ser transportado no tempo e no espaço de uma maneira menos dispendiosa que o ouro, porque hoje todo mundo romantiza um pouco a época do laft em metais preciosos, né? Fala: "Pô, era muito melhor porque você viu o gráfico de produtividade da mão de obra e de renda evoluindo juntos. É quando você teve 71, que foi o fim do último lastro em ouro no mundo, né? Apesar de que a Suíça manteve, mas de maneira geral era esse marco do dólar. Então acabou o lastro em ouro no dólar, você vê essa curva separar. Você teve ainda o crescimento da produtividade graças à tecnologia principalmente e a remuneração não acompanhou. Então fala quando tinha last em ouro era muito melhor. Só que o ouro ele era muito adequado para transações quando a economia era mais local. Quando ela passa a ser global, ainda que seja só um lastro em ouro, não tem que ser liquidado o tempo todo, em algum momento tem que ter liquidação daquilo. E aí imagina carregamentos de ouro saindo de Nova York para chegar em Tóquio. Isso é dispendioso, isso é perigoso. Então não era adequado. Aí você pega a evolução que foi a moeda fiduciária, muito mais adequada a transações globais, porque você risca um registro num livro e acrescenta no outro. Então, de maneira espacial, a moeda fluiduciária, ela disrupta o ouro. Só que de maneira temporal, o ouro ele manteve seu valor ao longo da história. Eu tenho moedas de ouro antigas que eu coleciono. Eu tenho uma da época do Egito Pitolomaico, que é uma moeda muito grande de ouro pra época. Ela tem coisa de 30 g de ouro. Com essa moeda lá no Egito, eu tô falando de 200 antes de Cristo. Eu poderia trocar aquilo por transporte, por abrigo, por comida. E hoje eu posso fazer exatamente a mesma coisa, sem contar o valor realmente de colecionador dela, só o valor do ouro. Com moeda fiduciário isso não acontece. Então o ouro ele é melhor do ponto de vista espacial, mas ele perde na questão temporal. A mafuciara é melhor na questão espacial, mas perde. Aliás, a moeda fiduciária é melhor na questão eh espacial e perde no temporal. O ouro é melhor na questão temporal, mas perde na espacial. O Bitcoin ganha nos dois. Eu posso transferir agora 1 bilhão em Bitcoin, 1 bilhão de dólares em Bitcoin para um cara na Austrália. A liquidação será em 10 minutos por um custo ridiculamente baixo, coisa de alguns dólares. Então, espacialmente é muito eficiente. Temporalmente, desde que você segure por uma média de 3 anos, também é muito eficiente, porque tem valorização, desvalorização, mas a tendência dele desde que foi lançada é de aumento de preços. Então eu vejo o Bitcoin como uma reserva para as pessoas físicas e como instrumento de liquidação internacional para países ou empresas, porque ele é muito eficiente para isso. Embora você teja outras coisas eficientes também quando você pensa não em questões de de horizontes muito longos, né? >> Dólar digital é ótimo para liquidar a transação. Então Bitcoin tem tudo. O que falta para ele é só o teste do tempo e mais pessoas >> vendo a mesma coisa que eu já vi lá atrás e por ter visto antes, foi muito recompensado por isso, né? >> Maravilha. Gosto muito da tese do Bitcoin também como longuíssimo prazo, mas o que me preocupa talvez nesse momento seria as stable coins vindo para suprir essa necessidade de trocas, né, internacionais ou até locais. Então, eh, talvez o Bitcoin tenha encontrado um concorrente para este momento e para essa situação, mas eu acho que até nos próximos anos a gente vai começar a ver talvez resquícios dessa maior injeção de dinheiro da história da humanidade do que foi a pandemia. E talvez a nossa percepção de de transação financeira, ela mude um pouquinho, porque você citou aí vários momentos históricos, talvez nos nas últimas nos últimos séculos, o que a gente conhece como dinheiro não mudou. eh, a gente troca, trabalho por dinheiro, trabalho por por alguma coisa monetária, então talvez tenha uma revolução prestes a acontecer, quem sabe, eh, nesses modelos de negociação. Enfim, >> é, tem pessoas que são mais otimistas com Bitcoin, que elas falam: "Não, Bitcoin vai virar uma moeda de fato, ela vai ser usada como um meio de troca", né? Porque se você pensa na moeda, ela tem três funções. É um meio de troca, >> uma unidade de conta e uma reserva de valor com várias aspas aqui, porque aponta uma moeda fiduciária que é reserva de valor hoje em dia e e você não tem. Mas é engraçado, né? Porque quando você pensa nessas três funções, uma delas realmente quando deixa de funcionar é o que decreta a morte daquela moeda. E não se reserva de valor, porque o real é uma péssima reserva de valor e mesmo assim continua funcionando. >> É verdade. >> Não é ser unidade de conta, porque o real também é unidade de conta horrível. Vamos pegar outras unidades de conta. Quilo e metro, cara. 1 kg é 1 kg, 1 m é 1 m. Não tem inflação no metro. Não tem assim, ah, eu medi 1,80 em 2002, mas agora é 1,3 m. Não existe isso. Seria loucura. Agora com o réu é assim. Quando eu falo que lá atrás eu ganhava R$ 400 meu primeiro emprego, eu tenho que falar o ano, porque senão o pessoal fala: "Pô, R$ 400, se foi agora é trabalho escravo. Se foi há 30 anos, era uma remuneração muito interessante." Então, quando você fala em real, você tem que falar o ano, porque ele sozinho não é uma âncora de conta. Agora, se o real é usado para trocas, continua sendo moeda. A hora que para de ser usado para troca, para de ser moeda. E o Bitcoin não é usado para troca. Talvez venha a ser por países que não tem acesso ao dólar e que talvez por isso, tenham mais dificuldade de ter acesso ao stable coin. >> Uhum. >> Um Irã transacionando com uma Rússia, por exemplo, eles poderiam usar o Bitcoin. Talvez já tenham usado. Quando a gente vê baleas movimentando lá no blockchain, você não sabe quem é aquilo. Pode ser o Putin com o Xinping, né? Com King um. a gente simplesmente não sabe agora para trocas do dia a dia, pessoa fala: "Pô, você gosta do Bitcoin, já comprou um café em Bitcoin?" Nunca e nem vou comprar se eu posso gastar o real. >> É [roncando] inclusive uma coisa que é uma barreira pro Bitcoin ser usado como moeda, né? Para que que eu vou usar moeda boa que ganha valor com o tempo se eu posso usar a moeda bosta que perde valor com tempo? Então eu quero me livrar da moeda ruim e tesourar a boa, que é basicamente o que o a lei de Gran fala, é o que acontece, né? Então, acho muito difícil que o Bitcoin ele venha realmente a se tornar uma moeda de uso no dia a dia. E se você pega paralelos históricos, a mesma coisa acontecer com moedas de ouro de prata. Eu tenho coleção de moeda antiga. As de prata são visivelmente mais gastas do que as de ouro, porque o pessoal usava de prata no dia a dia e a de ouro era poupança da família, >> quase não era utilizada, sen >> até porque se fosse utilizar era para transações de maior volume, né? Porque ela comprava muito mais coisa do que a prata. Perfeito. >> Vamos pegar só uma curiosidade. Você tem coleção de moedas. Quantas moedas tem na sua na sua coleção fugindo completamente do tema? É que eu fiquei realmente curiosa. >> Então, se eu pego a coleção de moedas antigas, eu gosto principalmente das gregas e e das romanas, né? Nisso deve ter umas 60 moedas, mais ou menos por aí. São 60 moedas. Tem algumas que são realmente muito raras, bem caras. Eu já paguei R$ 200.000 R$ 1000 uma moeda, por exemplo, que é essa do Egito pitolomaico, que tem um um custo mais alto e outras são mais baratas. Por exemplo, até uma moeda da época do Alexandre Grande, o custa R$ 4.000. >> Como que você acessa esse mercado, Bruno? >> Leilão. Tem leilão. Inclusive tem uma certificadora, né, NGC, que manda lá, ela vem no estojinho lacrado mostrando, ó, essa moeda aqui é verdadeira. Até tem como você comprar moedas que não estão certificadas, mas tem muita falsificação vinda da China, né? >> Então, não vale muito a pena. né? Porque o cara vê que dá para fazer, pega prata, envelhece um pouco. Inclusive, eu fui gravar podcast uma vez com um amigo, ele falou: "Cara, eu fui no Egito e comprei a moeda antiga porque eu vi que você colecionava e eu falei: "Cara, vou começar a juntar também". Aí ele foi me dar a moeda para ver. A hora que ele deu a moeda, bateu na mesa e fez um barulho que moeda antiga não faz. Eu falei: "Puta, tá muito estranho, cara. Prata quando cai assim não faz esse barulho". Eu tirei essa essa foto dessa moeda, mandei para pessoas, né, que tm muito mais conhecimento do que eu nessa área. Aí na hora falar isso aqui é uma falsificação muito popular no Egito. E já mandaram a foto assim, falei: "Ta moeda aqui, >> a barraquinha ali do lado." >> Pô, o cara me enganou. Eu falei: "Você comprou on?" Falou: "Uma barraca perto das pirâmas". Falei: "Pô, também, né?" >> Lógico. >> Que que você esperava, né? Tá certo. Esse parece ser um hobby interessante porque nós recebemos aqui recentemente Roberto Lombard, um dos maiores traders do Brasil, opera desde em 86, pregão e Vavós, opera até hoje e ele tem um painel, uma parede gigantesca com moedas do mundo inteiro e também moedas históricas. Então hobby interessante. Acho que é faz total sentido. Legal. >> É, mas é muito mais hobby, né? Porque, por exemplo, o meu sócio Thiago tem os hobbies dele também, igual cart Pokémon, né? Aí você pensa, pô, Meda Antiga é mais legal, não é o que o mundo pensa. Thiago outro dia acordou num grupo de WhatsApp com Memphis e o o Neymar tava abrindo carta de Pokémon. Falei: "É, nunca acordei num grupo de WhatsApp com um pessoal mega famoso assim querendo saber, cara, como é que é a moeda do Egito. Então é só um hobby mesmo. >> Ele pagou caro em uma aí 4 milhões, 10 milhões. >> É, pagou, mas o Thiago fez um dinheiro bom com essas cartas também, cara. que ele não fala muito sobre isso hoje, mas ele consegue ganhar bastante dinheiro porque ele tem acesso a fornecedor, ele compra barato. >> Eu imagino. É um bom negócio. >> Bom, já que você puxou do Thiago, conta para quem tá nos assistindo um pouco mais do projeto do grupo Primo, o que vocês pensam lançar em breve. A gente já deu um spoiler de TFS. >> Bom, o grupo a gente pode basicamente dividi-lo em três camadas, né? Primeiro, tem uma grande camada de audiência, onde nós falamos com as pessoas através de conteúdo gratuito. Nisso eu falo só da parte proprietária do grupo. Eu não tô contando onde a gente vai a convite, como por exemplo aqui, né? Mas se você pega lá os sócios, Primocast, o podcasts Economistas, meu canal do YouTube, do Thiago, da Finclass, enfim, tudo isso a gente fala na média com cerca de 40 milhões de pessoas. Não são pessoas únicas, tem pessoa duplicada porque tem muita gente que acompanha tudo, né? O cara vê o YouTube, vê os sócios, assiste o Instagram, então ele vai est contando mais de uma vez. Aí dessa camada de audiência você tem uma camada de educação. Não é uma passagem obrigatória de uma para outra, mas acontece bastante, onde algumas pessoas elas falam: "Cara, eu tô disposto a pagar para aprender mais com vocês". E aí nisso você tem os cursos, você tem plataformas de assinatura a Finclass, você tem conteúdo inclusive profissionalizante porque a pessoa pode gostar tanto de mercado que maravil de cara, eu quero trabalhar com isso, eu quero me certificar, quero verar consultor, né, quero verar analista, como é o caso de vocês, tem que tirar o CNPI. Dentro do grupo a gente tem a Top Invest do pessoal que passa nas provas, 60% passou pela Top Invest. Temos MBAs também, uma faculdade no grupo. Então é é um braço de educação bem robusto, que gera uma receita com uma margem mais alta do que a gente consegue na parte financeira do grupo, que seria o fundo do funil. Durante muito tempo a gente foi relutante com essa parte financeira, porque o o Thiago ele vendeu um hospital de assessoria lá atrás, ele falou: "Cara, modelo de assessoria não é um modelo que combina mais com o que eu acredito hoje". Mas aí veio o modelo de consultoria no Brasil, que é um modelo que fora do Brasil, o Febased, né, cont commission based, acabou se destacando mais em vários países. >> Explica só pra gente isso. Perfeito. >> Seria isso. Sim. Então, basicamente você tem dois modelos, né? O modelo que impera no Brasil é o da comissão. Tem um profissional que te atende de maneira gratuita, só que ele tem que receber pagamento, porque as crianças têm que comer, né? Jejum intermitente, uma hora acaba. Então, como é que ele recebe esse pagamento se você não paga ele? Ele vai ser pago pela plataforma devido aos produtos que ele coloca na carteira do investidor. E aí não é que todo assessor vai fazer isso, né? Mas alguns assessores são pressionados pelo curto prazo, por exigências do escritório e muitas vezes podem colocar na carteira do cliente um produto que não seria o mais adequado para aquele perfil de cliente e vai parar lá porque a comissão é mais alta, por exemplo. Eh, e você tem outro modelo que é o Dofased, onde esse conflito de interesse ele é minimizado porque não tem comissão sobre os produtos financeiros. O que acontece é que quem paga o consultor ou assessor que trabalha no FIBASED é o próprio cliente. Então falo sempre que nesse modelo você deixa de ser um produto, que é o que pode acontecer, e passa de fato seu patrão, porque você paga aquela pessoa para querer exatamente a mesma coisa que você quer o seu crescimento patrimônio a longo prazo, até porque quanto mais patrimônio administra, maior a receita daquele consultor. Então a gente começou a empreender nesse modelo. Nós compramos uma consultoria que já funcionava, que era pequenininha, que era a Portfel, chegou no grupo com 400 milhões sobre consultoria. Hoje, se a gente pega o EUC do grupo, né, ou o, né, são os ativos sob a nossa gestão, somando a consultoria gestora, nós batemos a coisa de semanas 24 bilhões. Isso, >> isso num período aí de 4 anos, que nem um desses negócios existia há 4 anos. Então, foi um crescimento muito grande e que me surpreendeu bastante, porque quando você pensa na pessoa física, no leigo, e você oferece para ele duas opções, olha, eu posso te atender de graça ou cobrando, naturalmente o cara fala: "Eu quero de graça". Só que muita gente viu que o modelo gratuito ele tinha um custo escondido e que às vezes era um custo muito alto. Então, grande parte dos clientes que a gente recebe hoje na nossa consultoria são pessoas que passaram pelo modelo gratuito e por algum motivo não gostaram. Eu até falo que um cliente que vem pra gente, a nossa função é abraçá-lo para que ele fique até o final da vida dele conosco. Infelizmente já aconteceu, embora a gente tenha um tempo recente, né, na consultoria porque enfim incidentes acontecem, né, acidentes de carro, tinha pessoas mais idosas e já teve sucessão. Os e os filhos continuaram como nossos clientes. Eu acho que é essa a meta do nosso negócio, né? A gente quer estar do lado do nosso cliente para sempre. E no outro modelo eu vi que o pessoal tinha um negócio com potencial para ser assim e conseguiram transformar basicamente num negócio de LTV de 2 anos. Ou seja, o cliente fica do anos lá, ele tem contato com conteúdo educacional, ele olha pra carteira dele, vê produtos que não fazem sentido e simplesmente ele vai embora, vai para outro modelo. Então o pessoal pegou um negócio que tem um potencial de longuíssimo prazo e transformou no Tinder, num ponto de passagem, entendeu? Porque o Tinder é isso, né? aquela rede social onde o pessoal entra para arranjar encontros, você entra solteiro, você arranja alguém, namora e você sai. Então não tem como esse negócio valer mais do que o Facebook, a meta, onde eu tenho minha conta no Instagram há 10 anos e o do Facebook há, sei lá, 18, né? É basicamente isso. Eu só pego um ótimo negócio analogia viu? >> É uma analogia boa, né? >> Porque vários negócios são issos, eles viram só um ponto de passagem, sendo que o nosso é realmente o destino da daquela pessoa. Ela pode ficar com a gente para sempre. E aí no Brasil a gente tinha também um negócio muito diferente, por exemplo, do mercado americano, porque lá no mercado americano a gestão, vamos colocar assim, passiva, ela já ultrapassou ativa. Você tem muito volume de recurso investido em ETF. >> E no Brasil você não tinha essa mesma coisa acontecendo. E isso em parte era por conta do modelo que imperava aqui, que era o modelo de comissão, porque vários fundos em plataformas dão comissão pro assessor colocar na carteira do cliente e ETF não tem comissão. Então, como aquele cara tem que ser remunerado? Porque ele tem custo de vida, né? Pô, trabalhar na Faria Lima tem um custo alto. Você vai comer um almoço é R$ 150. Então o cara ele tem que boletar, ele tinha que indicar o fundo, embora talvez ele preferisse pessoalmente o o ETF. Agora no modelo de consultoria ele pode indicar o produto que ele acha que é o melhor. E é o que aconteceu com os ETFs no Brasil. Depois que a consultoria começou a ganhar corpo, explodiu a locação em ETF. E aí vem um ponto muito interessante, né? A gente ainda tá no movimento de taxas altas no ETF. Então você vê plataformas lançando ETF, cara, com custo de% ao ano, 03. Aí você vê, não, o cara vai lançar um outro ETF para competir com esse, vai ser mais barato. Ele lança lá 0,29, ele baixa 0.01. Lá no grupo Prima a gente toma uma decisão de não ganhar dinheiro com ETF. A gente lançou o GPCA tem poucos meses, tá quase chegando a 200 milhões de de volume e a taxa é taxa global é 0.1, né? Aliás, a taxa total é 0.1, porque também tem um uma jogada semântica, né? As gestoras são obrigadas a mostrar qual que é a taxa global. Aí você pensa, a taxa global tem tudo? Não, [risadas] a taxa que tem tudo é a total. Nossa taxa total é 0.1. Se fosse considerar a taxa global, fazendo marketing como o resto do pessoal faz, ela seria de 0.075. Então, depois que a gente lançou, algumas gestoras vieram falar comigo assim, off, falou: "Cara, você lançando numa taxa que pro meu negócio ela não é saudável, eu não irei sobreviver com essa taxa." Eu falei: "É porque essa taxa ela não faz nada no nosso negócio. Se a gente pega a previsão do grupo Prima esse ano, é faturar alguma coisa em torno de R$ 540 milhões deais. Então, se eu fosse lançar um ETF com uma taxa de 05, que diferença faria isso no meu negócio?" Então, como o nosso negócio não é ETF, não tem que ganhar dinheiro com ETF. Nosso negócio é educação e consultoria. Agora, quando eu lanço um ETF a 0.1, eventualmente eu vou ganhar dinheiro lá na frente depois que negócio tiver gigantesco. Ou talvez não, que eu posso baixar ainda mais a taxa, mas o ponto é que eu quero lançar o melhor produto pro cliente, até porque eu penso que daqui a relativamente pouco tempo quem vai tomar as decisões é uma IA. Então aí ela vai olhar pros ETFs e falar: "Cara, o que que eu vou botar num ETF de 0,9 de taxa global, taxa total de 0,23? Se eu posso botar num de 0.1, >> sendo a mesma coisa. Exatamente. Então ela vai preferir no final a taxa mais baixa. E muita gente tem dificuldade de fazer isso porque o negócio do cara é a gestão ou quando ele lança um ETF de taxa muito baixa, ele concorre com outros produtos da prateleira dele. Como o nosso negócio não é esse, a gente pode pegar esse movimento e e intensificá-lo, né? A gente conversou também recentemente que nesse movimento que tá acontecendo de uma forma até acelerada, na minha concepção, fundos multimercados que estão espalhados aí pelo Brasil, que antes ganhavam dinheiro sobração com uma taxa relativamente alta, estão sofrendo, penando aí justamente porque os ETFs eles estão vindo para suprir essa necessidade de consumidor com uma taxa que o Bruno falou como essa deles aí de 0.1. Agora, Bruno, para quem de repente nunca ouviu essa sigla ETF, explica pra gente ali qual que é essa diferença e conta até um pouquinho do GPC, o que que tem dentro dele. Sim. Bom, só um comentário sobre os fundos multimercado, né? O pessoal já tinha um problema que era o comicotas, uma invenção do Lula lá atrás, uma das mais perversas. Porque se você vai pensar no sistema tributário que ele é mais justo com o investidor, ele deveria premiar quem tem cabeça de longo prazo. Igual a tabela regressiva de imposto de renda na renda fixa, por exemplo, começa em 22,5. Se você fica mais de 2 anos, vai para 15. Agora, quando você pega o multimercado, não, não importa se você ficou 10 anos, vai ter o comicotas acontecendo semestralmente e aí em 10 anos você pagaria imposto de renda 20 vezes. Então a indústria do multimercado ela já tinha uma competição injusta com, por exemplo, os produtos isentos, que o cara pensa: "Pô, aqui eu vou pagar imposto para tem o isento, deixa o inizento." Então a gente pode falar que o isento segurava o multimercado, agora v o ETF para dar um soco na barriga, porque o ETF tem uma eficiência tributária muito grande também. Até por isso que o mercado de ETFs aqui no Brasil tem um volume muito maior em renda fixa do que em renda variável. Porque na renda variável, se o cara vende ações e passa daquela isenção de 20.000 mensal, ele vai pagar imposto de 15%. No ETF, o imposto também é de 15%. Se é do day trade, ele vai pagar mais, né? Se tiver lucro. Já na renda fixa, se o cara pega um CDB ou um título público, a tributação começa em 22,5 e depois ela vai caindo, mas só cai até 15 após 2 anos, sendo que se ele vende no curto prazo em 30 dias, além do imposto de renda, tem o IOF >> que começa em 96% e vai caindo até chegar a zero no 30º dia. Já no ETF não, ele pode vender no dia seguinte, que se aquele ETF tiver um prazo médio de repactuação superior a 720 dias, ele vai pagar imposto de 15%. Agora sobre o que é o ETF, né? Você que investe compra ações, fundos imobiliários, você compra isso no ambiente de bolsa de valores usando home broker. O ETF é simplesmente um fundo de investimento que vai seguir um índice aqui no Brasil, né? Não temos gestão ativa ainda, que ele tem suas cotas negociadas em bolsa de valores. E isso é uma coisa muito interessante também, porque vários fundos sofrem com o movimento de resgate dos cotistas, principalmente aqueles que tm um descasamento entre os ativos e os passivos. Você pega, por exemplo, um fundo onde o pessoal tem debentores, geralmente de longo prazo, >> e por algum motivo o fundo bota lá um prazo de resgate de 15 dias e aí acontece um strresse, como já aconteceu vários, né, pô, americanas e e outros. Aí o pessoal vai lá e entha de pedir resgate. O que acontece é que o cara tem uma série de ativos que podem ser muito bons que não é um dá problema, não teria default, só que são ativos que vão vencer no longo prazo. Agora tem uma pressão de curto prazo, ele é obrigado a vender aqueles ativos no momento estressado do mercado, onde não tem comprador, vai ter que vender por um preço mais baixo para poder honrar os resgates. E aí o cotista de longo prazo, ele sofre com isso também, porque ele vê a cota caindo, talvez ele pense: "Caramba, investi errado, vou pedir o resgate também." Agora em bolsa não, que o cara quer vender, ele vai vender porque outra pessoa quer comprar. E a mágica do mercado é isso, né? Ambos pensam que estão tomando a melhor decisão naquele momento e talvez pros seus portfólios estejam realmente, né? Precisa ser um jogo de soma zero nesse sentido. Então o ETF ele tem muita vantagem na minha opinião, e não é à toa que nos Estados Unidos, por exemplo, é um mercado que ele tá crescendo mais do que o da gestão ativa. E aí a gente tem o privilégio aqui no Brasil de poder olhar lá para fora e saber como é que vai ser o futuro, né? que a gente copia o mercado americano com um delay de alguns anos. Então eu acho que o mercado de ETF vai crescer para caramba aqui. Não uma opinião só minha, o pessoal está se posicionando e a gente vai se posicionar também, mas com uma taxa muito muito baixa. >> É, de fato. E sem contar a variedade envolvida em ETFs, né? Existem vários ETFs nos Estados Unidos alavancados em tecnologia. Você está alavancando a alavancagem, tem uma alavancada inverso, tem de tudo lá. É absurdo. É absurdo. E de fato um professor meu, ele falava uma coisa que me deixava bastante e preocupado. Ele falava assim: "Você acredita em viagem no tempo?" Claro que não. Ele falou: "Vai paraos Estados Unidos, você vai ver quantos anos luz eles estão à frente". De fato, em relação a investimentos, a bolsa de valores talvez eh haja uma equiparação em tecnologia, mas em relação à produtização e a pessoas envolvidas nesse processo, eles de fato estão tão muitos anos adiante. Posso mudar o tema aqui? Claro. >> Você, já que eu falei dos Estados Unidos também, quero fazer uma comparação junto com os americanos. A gente tem que se espelhar em quem de repente tem alguma coisa a nos oferecer. Sobre classe média, nos Estados Unidos tem um movimento parecido com o losango, né, que em que a classe média ela é muito pujante, ela é muito forte, ou pelo menos tem sido assim no nas últimas décadas. Aqui no Brasil a gente tem um movimento quase que de pirâmide, né, em que a base dessa pirâmide, infelizmente, é da classe de ali. Eh, a classe média, ela ainda existe no Brasil, tem de repente uma esperança paraa classe média, dando minha opinião aqui, eu entendo que a classe média é quem movimenta o mercado, seja ele qual for. E aqui no Brasil a gente não vê essa classe média pujante. Vê inclusive a base da pirâmide recebendo benefícios, o topo da pirâmide indo pro Paraguai ou indo pro para paredes fiscais e a classe média pagando a conta de todo mundo. >> É, ou o topo da pirâmide tá ganhando a CELIC né? >> CDI >> que tá muito generoso nos últimos anos. presidente pode falar que eh no Brasil a gente tem duas bolsas, a bolsa família pro pessoal que tá na base da pirâmide, a bolsa juros, pessoal que tá no topo. Então, realmente a classe média ela fica exprimida e pagando uma conta cada vez mais cara. Até porque o Brasil é um país que ele ele tributa de maneira muito pesada as pessoas. Se você pensa na classe média, eles estão pagando imposto de renda de 27,5% que o pessoal do topo não paga porque esse cara vai receber na pessoa jurídica, ele vai ter os melhores tributaristas para adotar estratégias para que ele pague menos impostos de maneira legal, ele dá saída fiscal no pior dos casos. Então não dá para você tributar o cara que realmente tem muito dinheiro, porque se cria o imposto novo, ele vê: "Cara, eu vou ter que pagar por conta do imposto novo R 1 milhãoais". Isso quer dizer que ele pode gastar R 999.000, sabe? na vírgula ali para falar para alguém criar uma estratégia para ele para que ele tenha economia, né? E estratégias são criadas, o pessoal é muito criativo para isso. Muitas vezes até o próprio pessoal em Brasília deixa uma brecha para que eles mesmos possam aproveitar, já que o político no Brasil costuma ficar rico também. Então o Jordano Bruno, que ele que foi queimado pela igreja lá na Europa por falar que poderia existir vida em outros mundos, né? Algo que tá muito atual agora também, né? Ele falava que é ingenuidade você pedir para quem tem o poder reformar o poder. Isso não vai acontecer, né? Em todo o sistema, de uma maneira reducionista, você pode falar que existem duas classes de pessoas, os vencedores e os vencidos. Os políticos são vencedores, eles querem o sistema como está. Então, sempre que eles fazem algum tipo de mudança, sempre tem algum tipo de brecha para que a coisa fique como está. Então, o rico não vai pagar muito imposto, ele vai ter as ferramentas para se livrar disso. O pobre também não paga imposto porque não tem imposto de renda, ele vai pagar imposto sobre consumo, né? Só que embora ele consuma tudo que ele ganhe, né, no final é menos do que, por exemplo, alguém da classe média tem poder de consumir. Então a classe média toma na cabeça do imposto de renda, toma também no imposto sobre consumo. E tem mais uma coisa, a classe média não quer usar o serviço público porque ela entende que não é confiável. Então eles pagam imposto para ter educação pública. Pobre vai usar porque não tem opção. A classe média vai pagar a escola particular. É uma nota a escola particular aqui no Brasil. A classe média paga imposto para ter saúde, mas não quer usar a saúde pública. Então vai pagar o plano de saúde, que também é muito caro. Você pega reajuste, plano de saúde, pelo amor de Deus, né? Mas para as pessoas idosas é é ridiculamente alto. >> Só que aí se vem o governo e fala: "Não pode ser tão alto assim". Você também quebra a operadora porque é alto porque saúde é caro, entendeu? Então de fato, nós vivemos tempos muito obscuros pra classe média. E nessa tendência, se você extrapola pro futuro, é realmente uma, sabe, é quase certo que ela vai diminuir de tamanho em comparação com o pessoal do topo ou da base. O Brasil, infelizmente, deixou passar muitas chances de se transformar num país melhor ao longo do tempo, né? E olhando assim pro futuro, não agora, porque agora isso não faz preço, mas eu fico preocupado com uma série de questões no Brasil, principalmente demográficas, porque se você pega no passado, na queda do Império Romano, um dos fatores que levou à queda também foi a questão de natalidade. Eles não tinham mais tantos nascimentos quanto no passado. Aqui no Brasil, embora as pessoas tenham uma ideia de que não, o brasileiro tem muito filho, a gente tem menos filho que os franceses, >> menos filho que o pessoal na Islândia, menos filho que os americanos. A média de filhos por casal hoje tá em 1.6 filhos por casal. Isso é abaixo da taxa de reposição. Deveria ser 2,1. Tem mortalidade infantil ainda, embora menor. Então essa é a taxa para você simplesmente manter uma população. E aí no Brasil nós vimos muito crescimento econômico enquanto a população crescia. Foram duas coisas, né? Crescimento populacional. Tem aquela música da Copa de 70, 90 milhões em ação, agora são 210 milhões, é muito mais gente. Imigração das pessoas do campo pra cidade. Se você volta em 1950, você tinha mais ou menos 20 milhões de pessoas vivendo em cidades no Brasil. Hoje são 180 milhões, multiplicou por num período de basicamente 70 anos. O cara sai do campo pra cidade, ele produz mais, ele consome mais. Só que isso já aconteceu, não dá para sair de novo. E se você pega boom de países, geralmente é isso, né? A Índia tá passando por isso, a China passou por isso, cresceram bastante, o Brasil já passou por isso e agora a gente tá envelhecendo e tá ficando velho antes de ficar rico. Então é normal que você veja, né, na no futuro a pirâmide etária do Brasil ficar cada vez mais uma torre e ter pessoas com 40 anos acima das pessoas com quatro. Então vai ter um contingente maior. Mesma coisa com pessoas de 60 anos. É a faixa que mais cresce hoje é essa. E esse pessoal vai se aposentar. numa previdência que ela não é sustentável, né? A gente fez há pouco tempo uma reforma da previdência a duras penas. Que bom que foi feita em 2019, porque depois não teria passado e a expectativa era de economizar 1 trilhão nos próximos 10 anos. A gente gastou 1 trilhão só na pandemia e agora paga 1 trilhão só de juros. >> Você entrou no tema que eu tava aqui, ó, [risadas] alfinetando para puxar. Eu quero falar com você sobre tributação. Hoje o Brasil é um dos países que mais tributa. O que que você enxerga sobre isso? E se você o na sua visão, a gente tem que reduzir mais gastos para tributar menos. Se você hoje tivesse numa posição de poder dar uma canetada mesmo, como que você organizaria esse tabuleiro? >> É uma pergunta bem complexa, né? >> É bom. O Brasil, sem dúvida nenhuma, é um país paradoxal, porque a gente tributa igual a Europa e dá serviço público padrão África sub-saariana, né? [roncando] Então é um negócio que não faz muito sentido. A tributação no Brasil é muito alta. Ela é de certa maneira sufocante. Então, empreender aqui é realmente um exercício de de fé, né? O Kenny tinha aquela ideia do espírito animal do empreendedor, porque à luz de todas as informações, se o cara realmente ele for racional, ele não empreende. >> É porque ele sempre acha que não vai dar para fazer alguma coisa aqui, ele vai adiante, ele ousa. Aí muita gente quebra, mas alguns dão certo e conta essa história que motiva outros a tentarem também, né? Então, o imposto no Brasil é muito alto. Eu gostaria de ver uma redução dos impostos, mas para que você possa reduzir imposto é necessário você reduzir o gasto público. Não tem como você reduzir tributação se o estado vai gastando cada vez mais. E, infelizmente, por mais que todo mundo olhe pro problema do Brasil e fala: "Pô, o problema fiscal do Brasil é relativamente fácil de resolver, né? A gente gasta mais do que a recada, né? Isso vai virar juros de vai virar dívida, os juros são muito altos, a dívida cresce bastante. A gente tem que primeiro conseguir ter um um supervit primário, porque isso para de gerar dívida nova, retoma confiança, o juro cai, a despesa financeira vai ser menor. Só que embora se você tem essa visão economicamente de que é simples, do ponto de vista político, não é simples, porque o sucesso político não vem do controle da máquina de imprimir dinheiro, vem do seu uso. Então, se você pega em uma eleição, quem tem vantagem é sempre o candidato que promete mais coisas. E, eventualmente, porque ele prometeu, ele vai ter que cumprir uma parte disso. Talvez não tudo, mas pelo menos uma parte para que seja crível que ele consiga uma reeleição. Então, pensando num cenário hipotético de dois candidatos em um segundo turno, tem um candidato que fala: "Eu vou resolver o problema, um MI da vida, que ele fala a verdade ainda. Olha, não vai ser legal não, tá? vai ser duro, não é um processo simples, eu vou ter que reduzir uma série de gastos públicos. Então, para isso a gente vai cortar na própria carne >> benefício, >> muito mais da população do que dos políticos, né? No final é sempre assim, então não vai ser legal, mas é o necessário. Qual é a chance desse cara aqui no Brasil contra um outro que fala: "Não, eu vou te dar mais saúde pública, eu vou te dar mais educação pública, eu vou melhorar a previdência dos aposentados, vai ser um pagamento maior, vai manter o reajuste igual tempo salário mínimo, vai reajustar lá também. Eu vou dar um mínimo maior, eu vou dar tudo que vocês querem". Aí alguém pergunta: "Pô, mas vai pagar como por isso?" A resposta clássica é: tributaria mais ricos. É a minoria que nunca tem defesa, né? Aquela que vai ser sempre atacada. Só que como a gente já falou aqui, o mais rico se defende, então no final vai sobrar para que classe média, eventualmente pro pobre, mas esse cara vai ser eleito e aí quando ele é eleito, ele tem que minimamente atender o público dele, né? Por exemplo, não dá para falar que o Lula ele não fez o que disse que queria fazer, não teve realmente uma parte assim de segar, né, a o resultado da eleição. Ele falou: "Não, vou dar isenção para quem ganha até 5.000". No final, ele foi lá e conseguiu. Vou aumentar e benefícios sociais, ele foi lá e aumentou. Dá para criticar a questão da transparência, que ele falou que iria acabar com isso e botou tudo sobre sigilo de 100 anos, né? Mas no final ele jogou pro público dele, ele fez isso, mas isso tem consequências, né? E a gente tá vendo isso na dívida pública. Não dá para falar que tá tudo legal se você olha a taxa de longo prazo e num título público tá IPCA mais 8. Ese mais 8 é o novo normal Bruno? >> Eu espero que não. [risadas] Eu espero que não, mas pode ser que a gente veja isso durante mais tempo. Mas por que que eu espero que não? Porque se você começa a fazer conta de juro composto, é, cara, é inexequível o pagamento de uma dívida assim, né? >> Nós estaríamos falando de dominância fiscal. É, exatamente. >> Nós recebemos aqui recentemente Governador de Minas Gerais e lá eles estavam com ainda estão de fato com uma dívida bastante grande, R bilhões deais com uma dívida estadual absurdamente grande. Eh, obviamente isso não foi construído agora, tem um histórico muito antigo e uma das coisas em que ele se vangloria, acho que até com razão, é de que literalmente eles conseguiram eh reorganizar essa dívida. A dívida continua em 200 milhões, mas eles estavam atrasando, em governos anteriores, atrasando pagamentos do funcionalismo público de fornecedores. Teve que haver cortes colossais em gastos públicos no estado. Então, muita gente ficou revoltada, benefícios sociais foram cortados, isenções fiscais foram eh retiradas e naturalmente você criou uma impopularidade muito grande. Tanto é que o atual governador ele fez todos esses cortes e tá com apenas 4% nas pesquisas. Por quê? Porque isso é absolutamente impopular. Ninguém gosta de cortar na própria carne, principalmente no ano de eleição. Mas enfim, acho que é é um tema bem curioso. Agora, Bruno, você tá de frente aqui dos dois candidatos do segundo turno, certo? Aparentemente, pelo que a gente tá vendo nossa pesquisa agora, Lula e Flávio Bolsonaro por enquanto. Que que pergunta relacionada a temas econômicos ou pelo menos uma pergunta você faria para esses caras para de repente colocar eles na berlinda? >> Eu não colocar eles na berlinda, né? porque eles são muito bons em desviar do assunto. >> Esse ano, por exemplo, eu na última eleição eu tentei levar o máximo possível de candidatos lá no meu podcast. Naturalmente o pessoal mais à direita topou, o pessoal à esquerda não topou, porque tem que entender também que eles preferem ir num terreno que é mais amigável, mas se o político não quer responder o que você pergunta, ele não responde e ele pode responder também contando melorota, entendeu? Então, no final é é um um exercício muito difícil assim e pouco produtivo. Na verdade, falar de política no Brasil é pouco produtivo, porque no final você vai cair sempre no viés de confirmação, né? Ou seja, o pessoal já tem uma certa preferência, esquerda ou direita, e você dá uma informação falando algo, se é da preferência do cara, ele absorve e reforça aquilo. Se não é da preferência, ele fala: "Não, isso aí é fraude, isso aí é é fake news, né? Então, o cara não vai acreditar". Mas uma coisa que me preocupa é o fato de que se a gente mantém as coisas como estão, realmente vai chegar no cenário de dominância fiscal, onde a parte fiscal ela tá tão ruim que não adianta fazer política monetária, né? Então aqui no Brasil a gente já tá gastando muito mais do que a recada pelo arcabolso fiscal, pelo mecanismo que o PT criou. Tem uma série de coisas fora dessa conta. a gente faz mais dívida pública. Essa dívida tá crescendo, metade dela a seri outra metade a juros cada vez mais altos e com dificuldade de emissão de dívida nova. E cara, isso pode piorar bastante ainda, porque o pessoal fala: "Pô, mas lá no no mundo desenvolvido tem gente que deve mais de 100% do PIB, o Japão deve mais de 200, mas vai pegar os juros do Japão, juros americanos e compara com os nossos juros". >> A Celique deve cair agora na próxima reunião, né? Sai hoje, né? >> Uhum. Sei. >> E aí quando eu olhei o último boletim lá, eh, as últimas opções de COPOM, tava em 96% de crença de uma queda de 0.25. Então, nossos juros vai para 14% ao ano. Sabe quem mais tem juros de 14% no mundo? A Rússia, >> que tá em guerra desde o 22. Aí se você pega juros nominais, pô, tem a Turquia lá com 37%, tem a Argentina com 29, mas porque tem problemas inflacionários muito graves, aí você pega juro real, é o Brasil no topo do ranking. Então quer dizer que o pessoal cobra mais juros para investir aqui do que na Rússia. Por que será que isso tá acontecendo? É uma questão de confiança. Eles estão extrapolando que olha, do jeito que tá a dívida crescendo, como cresce o PIB com esse crescimento, a relação dívida PIB vai deteriorar muito até uma hora que vai tá extremamente ruim pro país. E o Brasil ele já resolveu esse problema de dívida no passado com uma forma, inflação. >> É isso. >> Deixa a inflação correr solta uns anos. A gente inclusive fez isso na época da pandemia. seria que A2 inflação A10, a dívida pública reduziu. Então isso pode acontecer novamente. Eu acho que pode. Seria uma saída crível, mas dói no bolso de todo mundo, né? Que a inflação pega todos, principalmente aqueles que menos entendem como ela funciona. >> De fato, tem um personagem eh caricato aqui da Genial, o Mota figuraça. Ele dise que o Brasil é o banco master do mundo, literalmente porque a gente tá pagando taxa acima de todos, né? E em algum momento, em algum momento isso vai se complicar. Enfim, eu quero trazer aqui um tema também interessante. Eh, eu vejo que o empresário aqui no Brasil, na minha concepção, esse cara tinha que ter um tapete vermelho toda vez que ele sai de casa, porque competir com essas rendas fixas que estão pagando valores astronômicos é difícil você conseguir bater um CDI no seu comércio, no seu supermercadinho, no seu barzinho, na sua lanchonete. É absolutamente difícil. Mas por outro lado também eu vejo que é uma classe que não se organiza para opinar sobre assuntos que são interessantes, que são pertinentes. E eu sinto falta disso. E também eu sinto falta de influenciadores falando abertamente sobre política e sobre candidatos também, sobre ideias eh um pouco mais profundas e e nesse sentido político mesmo. Nesse sentido, você acha que os alguns influenciadores, você e outros influenciadores de finanças e do mercado também, h, que vão para esse cunho, eh, literalmente econômico, deveriam comentar mais sobre política e sobre político também? Essa é uma pergunta muito boa, né? Eu no passado já fui bem vocal assim em posicionamento. De certa maneira eu ainda sou. Eh, mas eu sou muito mais comprado assim com quem, por exemplo, com a rejeição. Então, eu não sei em quem eu vou votar no primeiro turno. Inclusive, quem tá em casa, o primeiro turno é para você votar no melhor, independentemente das chances dele. Aí geralmente você tem um segundo turno, porque no Brasil é muito difícil com a rejeição dos principais candidatos, que alguém obtenha 50% mais um e ganhe primeiro turno. >> No segundo, aí você tem que votar naquele que é menos pior. Então, no primeiro turno eu tenho opções em aberto. No segundo turno eu vou naquele que não é o Lula, é simplesmente a minha visão. Só que eu entendo também quem é menos vocal com isso, porque, cara, você não quer ser perseguido por aquele que ganhou né? >> É. >> E as pessoas têm a ilusão de que não, o pessoal não vê, né, o que acontece em rede social. O Lula, por exemplo, parece que não tem celular, mas quem fala as coisas para ele é a Janja. Ela tem, ela tá olhando as coisas. Então, não é muito bom você cair, né? ia falar a esquerda do do pessoal que tá no poder, talvez não seja a melhor expressão, mas não é muito bom você tá como uma carta marcada de alguém que fez uma campanha muito forte contra. Então eu entendo quem tem o medo de se posicionar, até porque se você geralmente olha os grandes empresários do Brasil, eles não se posicionam porque no final eles vão ter que lidar com quem tá no poder. Então eles sempre t um posicionamento mais neutro. Dá para saber em quem o cara votou, a não ser que você conheça e converse com aquela pessoa. Talvez os meus sócios ficassem muito mais tranquilos se eu fosse mais neutro, mas a questão é que eu não consigo. [risadas] Então, eh, o que eu acho que vai acontecer não é o que eu queria que acontecesse, porque pela pelo andar da carruagem parece que a gente vai ter mais 4 anos de governo Lula, né? Então, o brasileiro simplesmente deu o título de ditador vitalício pro Lula, tipo um César do passado, entendeu? E talvez ele só saia da cadeira quando ele morrer, né? Eh, não é o que eu quero que aconteça, mas é o que a direção aponta, independentemente daquilo que eu, por exemplo, venha a fazer. Mas a minha posição é essa. Eu acho que as pessoas podem se posicionar, mas não dá para iludi-los, né? Tem um custo do posicionamento, de fato. Tem um custo alto que talvez alguém lá veja e e queira te ferrar. Isso pode acontecer. E tem um custo que sempre vai acontecer, que eu acho que é mais baixo, que é uma parcela do público passar a te rejeitar automaticamente por conta da sua posição política. E um terceiro ponto é que geralmente você ganha um rótulo que ele é injusto, né? Então muita gente hoje me chama de bolsonarista. Eu nunca fui bolsonarista. Eu só no segundo turno eu tinha duas opções. Eu fui naquela que eu considerava menos pior e que perdeu. E [roncando] eu também acho que apoiar a política é um negócio meio deletério, porque depois o político vai fazer algum tipo de coisa que vai ser uma cagada e vai parecer que você comprou aquele pacote todo, sendo que você só escolheu a opção que era menos pior e tem que ter liberdade para criticar aquele político depois, né? >> Perfeito. Você tem quantos anos? >> Eu tô com 38, recentemente completados 38. Dia 2 de agosto. É, >> eu sou dia primeiro de agosto. Leoninos. Parabéns. Então, boa parte da sua idade adulta, você viu o governo do PT aí no poder né >> praticamente, pô. [risadas] Teve um, >> não temos outra visão. Eu nasci 88, né? Eu eu peguei ali as diretas já. Aí um pouquinho ali color, né? E Tamar, depois você teve Fernando Henrique e depois é PT, cara. É. >> Então, muita gente fala: "Pô, mas você conseguiu prosperar nesse governo?" Sim, porque você tem que conseguir prosperar independentemente de quem tá no poder. Mas nunca dá para saber o que teria acontecido se fosse outro Brasil. Então a gente tá falando de uma realidade que aconteceu e de cenários hipotéticos do que poderia ter acontecido. Então o pessoal sempre fala: "Pô, o primeiro governo do Lula foi muito bom, né? O Brasil cresceu bastante, teve o boom das comodes e um boom de crédito interno também. Mas se você pega a comparação com os nossos vizinhos, eles também cresceram bastante no mundo das commodities, cresceram mais que a gente. Pô, mas o Brasil é maior, é mais difícil crescer sobre uma base maior. Sempre tem um um tipo de conversa assim que você fala: "Não, realmente um argumento plausível, mas não dá para saber como teria sido o Brasil com outra pessoa no poder, né? Então, e talvez a gente não saiba nos próximos anos ainda. >> Bati na madeira. Bruno, [risadas] vou fazer a última pergunta. Se a tá aí na >> Não, pode ir >> agora. Bruno Perini acabou de ser eleito presidente do Brasil. >> Pô, me tira dessa. [risadas] >> Sua primeira ação com o presidente, você tem Congresso, o Senado e os deputados ali e te apoiando integralmente. Você tem total autonomia para fazer? poderia rever a constituição, por exemplo. >> Você tem total autonomia para fazer o que você quiser dentro das quatro linhas, inclusive da Constituição, se você tiver apoio dos parlamentares, você tem que que você faria? >> Tem duas coisas que que eu mudaria no Brasil, duas coisas. A primeira delas é que o Waren Buff tem aquela ideia que eu acho maravilhosa de que é muito fácil você consertar o déficit público. Basta falar que olha, teve déficit, os políticos não podem se candidatar à reeleição. E o Milei ele adotou uma medida, digamos, similar na Argentina. Eu não sei se de fato já tá valendo, se ainda vai ter negociação com o Congresso, mas a ideia é muito boa, onde ele falou que caso haja déficit público, os políticos não recebem remuneração. Presidente vice-presidente ministros deputados, senadores, ficariam sem a sua remuneração. A gente não pode ser ingênuo achando que os políticos no Brasil ganham dinheiro só de remuneração. >> Uhum. >> Ganham dinheiro com uma série de outras coisas, né? Algumas listas, outras ilícitas. Mas é é uma maneira de você alinhar incentivos realmente e fazer o país funcionar de uma maneira minimamente correta, que é gastando menos do que você arrecada, porque aí você não vai gerar dívida, a dívida já existente, esse estoque vai crescer um juro menor, porque quando você olha pro longo prazo, ela tende a diminuir, né? Então esse seria um primeiro ponto. Eu acho que isso seria muito interessante pro Brasil. E a outra é que eu acho que a gente tem eh é muito brando com as pessoas que elas não conseguem conviver em sociedade. Por exemplo, pessoas que cometem crimes graves. Quando eu fui pai há pouquíssimo tempo, minha filha tá com 1 ano e 3 meses, eu senti um um uma coisa paradoxal, né? porque ao mesmo tempo eu passei a valorizar muito mais a vida, então me tornei uma pessoa radicalmente contra o aborto, por exemplo. E é uma questão complexa, não vou entrar nesse assunto aqui, mas enquanto eu passei a valorizar mais a vida dessas crianças em defesas, eu passei também a ser muito mais crítico com crimes que eles são inconcebíveis, como por exemplo, pedofilia. Eu sou a favor de pena de morte para pedófilos. Porque não tem como você achar que uma pessoa adulta que estupra uma criança de 5 anos e você vê todo tipo de história, né? Quando você é pai, seu algoritmo no Instagram ele muda, você começa a receber coisas boas e coisas que você fala: "Cara, eu não queria ter acesso a esse tipo de >> de coisa porque isso fica na cabeça." >> Você tem gente que estupra criança de 5 anos que é autista não verbal porque ela não vai poder comunicar os outros. Como é que dá para pensar que quando você prende esse cara e deixa ele alguns anos preso, ele vai poder sair e vai est ressocializado? Não tem como você ressocializar essa pessoa. O melhor uso dela é embaixo da terra para que a natureza pegue os átomos e os de outra forma. Então não dá para pensar assim que pena de morte não deveria existir para esse tipo de crime. Eu sou a favor de pena de morte para crimes ediondos. Quando você vai muito além da dúvida razoável de que o cara é ocupado, né? Claro. >> A gente teve um caso recentemente de um ator, eu não lembro o nome desse cara, mas ele numa festa de família num sítio, pegaram ele no quarto com uma criança de 5 anos, ele nu já pronto paraa ação e a família chegou lá e viu e deteve o cara. Parece que teve até um princípio de linchamento. Eu pensei que pena que ficou no princípio, né? Não foram >> até o final, porque esse cara vai ser preso, daqui a pouco ele tá solto. Como é que dá para pensar que esse cara vai ser ressocializado? Entendeu? Então não é concebível isso. E o cara ainda deu a desculpa que ele confundiu a criança com a namorada. Com a namorada eu vi isso. >> Nossa, >> é inconcebível. >> É inconcebível. Ainda acha que a gente é idiota. Só que não dá para falar que ele tá tão errado quando você olha pra população brasileira, né? Tem muita gente que é que é estúpido e inclusive tem um livrinho que é maravilhoso, se eu pudesse dar uma recomendação de leitura aqui para quem tá assistindo, que é As leis fundamentais da estupidez humana, de um historiador da economia chamado Carlo Emitípola, onde a tese dele defendida em algumas poucas páginas de maneira brilhante é que os estúpidos são piores do que os bandidos. Ele basicamente divide a população em quatro grupos. Ele fala que há pessoas inteligentes, pessoas ingênuas, os bandidos e os estúpidos. E ele fala que o inteligente, para que a gente possa entender a definição dele, é o cara que gera bem para si mesmo enquanto gera bem pros outros. Dando exemplo, tem uma cidade sem acesso a saneamento básico, eh, não tem esgoto, água encanada. O empreendedor vai lá, ele gasta dinheiro do bolso dele, ele faz tudo isso acontecer e depois ele recolhe uma recompensa econômica, vai ter lucro na atividade. Então, duvido que alguém fale: "Pô, era melhor pegar água no rio e fazer cocô na vala." Não, é melhor você ter acesso esse tipo de coisa. Então, o cara ganha enquanto ele proporciona também um ganho paraas outras pessoas. É o cara inteligente, o cara ingênuo é o cara que proporciona o ganho para os outros, mas ele em si não tem ganho. O Carlo Mitípola, ele usa o exemplo de um artista de rua. Ele fala: "Ó, o cara não vai ganhar dinheiro, mas as pessoas vem aquilo e pensam: "Pô, bacana o que ele faz." Aí ele chega no bandido. O bandido é o cara que para oferir o bem para ele faz mal pros outros. E no bandido ele divide, ele coloca que é o bandido inteligente e o bandido estúpido. O bandido inteligente é o que faz um pequeno mal para conseguir um grande bem para ele. Eu lembro de um caso de um hacker francês que ele conseguiu pegar centavos de milhões de contas. Para ele foi um volume muito grande no final e as pessoas nem viram que tinham tomado um golpe. Depois o governo foi lá e meio que contratou o cara inclusive. Então ele é o bandido inteligente. O bandido burro é o cara que mata uma pessoa pegar um celular, ganhou um pequeno bem e acabou com a vida do outro, né? Aí chega no estúpido. O estúpido é o cara que faz mal aos outros enquanto faz mal para si mesmo. Um estúpido é, por exemplo, o cara que defende esse bandido burro. Então, na sociedade brasileira a gente tem muita gente estúpida que numa eleição, por exemplo, vota num candidato que é um bandido >> e depois todo mundo sofre mal e essa pessoa também. e definir a eleição. >> E pode definir a eleição. >> Perfeito. Depois dessa interessante analogia aqui, inclusive recomendação de livro, acho que eh fiquei até curioso para ler, com certeza. [roncando] Bruno, excelente. Palavras aí. Gostei muito. Abordamos vários assuntos, desde Bitcoin, ETFs, até eleições aqui, assuntos que talvez sejam polêmicos, mas são importantes pra gente discutir, principalmente nesse momento de eleição. Obrigado pela presença e, ó, nos veremos mais vezes aqui. Tainá, muito obrigado também. bastante participação e agradeço, pessoal. Foi ótimo convite, foi um prazer bater um papo com vocês aqui. Para quem quiser te acompanhar nas redes sociais, fala só algumas, porque você tem muitas, né? >> Pode procurar por Bruno Perini, geralmente você vai achar o meu perfil, mas o o que eu considero mais interessante é o Instagram Bruno_line Perini e o YouTube Você é mais rico. >> Perfeito. Excelente, pessoal. Obrigado. Até a próxima. >> [música]
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