O Banco do Brasil, por exemplo, aparece com possibilidade de valorização de mais de 100%.
Contexte
Se o Brasil for pro cenário de mudança de política com reforma fiscal, juro caindo, eles colocam 15 ações favoritas e algumas delas com upside absurdo. O Banco do Brasil, por exemplo, aparece com possibilidade de valorização de mais de 100%.
Os analistas da Finclass recomendaram compra da CA em junho de 23
Contexte
As duas empresas do setor de varejo, mas uma ganhou com cenário e a outra não. É por isso que você precisa ter uma carteira de investimentos que esteja com um time de analistas preparados pra crise, preparados pra bonar o Brasil. Olha nos últimos 4 anos o que aconteceu. As ações da CIA, que também é uma empresa do setor de varejo. Os analistas da Finclass recomendaram compra da CA em junho de 23 e menos de 2 anos depois, quando eles fecharam a recomendação de compra, as ações da CIA já tinham mais de 162% de rentabilidade.
Transcription Complète
Um dos bancos de investimento mais importantes do mundo escreveu um relatório de 126 páginas sobre o Brasil e a conclusão deles é pior do que qualquer coisa que você possa imaginar. No dia 24 de agosto de 2026, exatamente 8 da manhã, o documento foi publicado por um dos maiores bancos do mundo, 126 pares escritas pelo Morgan Stanley e o título do relatório é Brasil. Mais está em jogo do que o mercado está precificando. E logo na primeira página tá escrito lá que o mercado tá precificando um cenário relativamente controlado pro Brasil. a gente enxerga um risco de queda ainda maior. Em outras palavras, o Morgan Stanley olhou para tudo que vem acontecendo com o Brasil nos últimos meses e anos e viu uma coisa que muita gente se recusa a enxergar. E é exatamente sobre isso que eu vou falar no vídeo de hoje. A gente vai ver exatamente o que tá escrito nesse documento, página por página. Vamos tentar entender porque o Morgan Stanley discorda da maioria dos brasileiros sobre as eleições. Que cenário caótico é esse que o banco tá enxergando pros próximos meses, como tudo isso impacta o seu bolso por meio da bolsa de valores, da taxa de juros e do dólar a partir do ano que vem. Mas antes da gente começar, eu queria muito que você que ainda não é inscrito, se tornasse parte da comunidade aqui dos primos e das primas que gostam de finanças, né? E não só isso, mas investimentos e também querem prosperar financeiramente de alguma forma. Então clica no botão de like e se inscreve aqui no canal, tá bom? Para você entender porque esse relatório é tão grave, eu primeiro preciso te levar 10 anos no passado por ano de 2016. Porque foi nesse ano que o Brasil criou uma coisa chamada teto de gastos. E a ideia era simples. O governo não podia gastar mais do que gastou no ano anterior, corrigido pela inflação. Então, se o governo gastou R$ 100 bilhões deais num ano, no ano seguinte ele só podia gastar esses mesmos 100 bilhões mais a inflação do período. E se ela foi de 5%, então ele poderia gastar 105 bilhões. Quando essa regra nasceu, só 2.5% de todo o gasto público ficava de fora dela. Quase tudo, mais de 97% do orçamento do Brasil estava dentro do teto sendo controlado. Só que ano após ano a gente foi abrindo algumas receções. Uma para precatório, outra pra saúde, mais uma pra defesa. E o relatório do Morgan Stanley mostra na página 13 o tamanho exato desse buraco. Quase 11% de todo o gasto público brasileiro tá fora da regra que devia controlar ele. E para vocês terem uma ideia, em 2017 esse número era de 1.4%. Passamos de 1.4% para quase 11% em menos de 10 anos. E beleza, agora pensa no seguinte, quando uma família gasta mais do que ganha, ela sabe o que precisa fazer. Ela precisa cortar gastos, ajustar o padrão de vida pra realidade do bolso e o raciocínio pro governo devia ser o mesmo. Se o Brasil tá gastando demais, é só cortar. Só que aqui mora o problema, porque o governo simplesmente não consegue fazer isso. Na página quatro, eles mostram que mais de 91% de todo o gasto do governo brasileiro é obrigatório por lei. Isso tem nome e se chama gasto compulsório. Pensa numa conta de luz que sobe todo mês sozinha. E como é uma conta de luz, você é obrigado a pagar, senão você fica sem energia em casa. Então não importa quanto você ganhou naquele mês. Se você ganhou mais, você paga conta de luz. Se você ganhou menos, você paga do mesmo jeito. Você não tem escolha. É basicamente isso que acontece com o orçamento do Brasil. Salário mínimo, aposentadoria, saúde, educação. Tudo isso cresce sozinho todo ano. É como se você ganhasse R$ 10.000 por mês e R$ 9.100 já estão comprometidos com contas fixas que você não pode negociar. E se você quer saber para onde vai esses R$ 9.100, R$ 100. Na página 17, eles dizem que 43% é previdência social, quase 17% é folha de pagamento do funcionalismo público e só o seguro desemprego já tá mais 9%. Quase 15% é o que o relatório chama de outros gastos obrigatórios. É uma bagunça de leis, emendas diferentes, todas amarradas. 7% são transferências de renda, tipo Bolsa Família, e 2% é pregatório, que são aquelas dívidas judiciais que o governo é obrigado a pagar. Aí você soma tudo isso e você já gastou mais de R$ 9.100 dos seus 10.000. Então, voltando pro caso da família que ganha 10.000, se não dá para cortar gasto, a saída é óbvia, seria renda, né? Ao invés de ganhar 10.000, ganhar 12, 15, 20.000. E no caso do governo, a saída seria aumentar os impostos. Só que o próprio relatório mostra que o Brasil não aguenta mais imposto. Esse gráfico apareceu na sua tela agora mostra em porcentagem tudo que o Brasil produz e que vira imposto desde 2001 até agora. Em 2008 bateu quase 21%, depois caiu até a mínima em 2019, quase batendo 16%. E aí a partir de 2022 ela simplesmente não para de subir. Hoje em 2026 a carga tributária tá de volta na casa dos 21%, o maior nível em 18 anos. Desde 2008, o Brasil não tirava uma fatia tão grande assim no bolso de quem trabalha e de quem produz. E o próprio Morgan Stanley disse que a estratégia de aumentar imposto para resolver os problemas já foi usada quase até o limite. Não sobrou muito espaço para fazer mais. Então não dá para cortar gasto e não dá para aumentar a receita. Que que sobra de alternativa? pegar din no emprestado. Só que empréstimo tem um pequeno problema que são juros. Se a economia cresce mais rápido que o juro, aí não tem problema. A dívida até pode subir em número absoluto, mas ela fica menor perto do tamanho da economia. Você cresce mais rápido que ela. Agora, se o juro é maior que o crescimento, acontece o contrário. A dívida cresce sozinha. Imagina uma escada rolante descendo, só que ela é muito rápida e aí você tá tentando subir ela andando. Se você anda mais rápido do que a velocidade da escada, você vai subir. Mas se a escada desce mais rápido do que você consegue subir, você pode estar andando, suando, fazendo força nas pernas e mesmo assim você vai cada vez mais para baixo. E é isso que tá acontecendo com a dívida brasileira. A taxa de juros é a velocidade da escada. O crescimento da economia é a sua perna andando. E hoje a escada tá descendo mais rápido do que a sua perna consegue subir. E o Morgan Sty mostra na página 15 o resultado dessa escada rolante. O Brasil tá pagando um déficit nominal de quase 8% do PIB. Déficit é diferença entre o que o governo arrecada e o que ele gasta. Nominal significa que esse déficit já inclui os juros da dívida. E segundo Morgan Stanley, essa conta inteira hoje representa quase 8% de tudo que o Brasil produz num ano. É como se de cada R$ 100 que o Brasil produz, R$ 8 simplesmente somem, indo direto para cobrir esse rombo. Na página 15, eles até simularam dezenas de cenários diferentes de taxa de juros e de crescimento para tentar achar uma combinação onde essa dívida para de subir. E segundo as contas deles, se o crescimento do Brasil ficar abaixo de 2% ao ano, é mais ou menos onde a gente tá hoje, o giro real precisaria ficar no máximo em 2%. E sabe onde a gente tá hoje? O juro real do Brasil é de 9% ao ano, é o maior do mundo. E essa é a situação que a gente tem hoje. E parece ser um beco sem saída. Só que o mais curioso é que o próprio Morgan Stanley já mapeou nas páginas 16 17 pelo menos três reformas que resolveriam boa parte desse nosso problema. O problema é que nenhuma delas é fácil aprovar. A primeira é mudar a regra de reajuste do salário mínimo. Hoje ele sobe acima da inflação todo ano e se essa regra mudasse o governo economizaria mais de R 1 trilhão deais em 10 anos. A segunda é desamarrar saúde e educação da receita do governo. Hoje, por lei, uma fatia mínima da arrecadação tem que ir para esses dois setores. Desamarrar isso economizaria R$ 131 bilhões deais até 203. E a terceira é a reforma administrativa. Ela sozinha economizaria R bilhões deais em 10 anos. E o próprio relatório chama ela de fruta mais fácil de colher. Só que mesmo assim ela é extremamente impopular. E bom, agora você deve estar se perguntando, beleza, Thago, mas então por que que o Morgan Stanley fez esse relatório gigante de 126 páginas? Só para mostrar que o Brasil tá cheio de problema e que as soluções são impopulares e difíceis de aplicar na prática? Na realidade não. Não foi só por isso. Grande parte desses problemas a gente já sabe que existem. A gente sabe que as soluções são complexas, mas em nenhum momento eles dizem que o Brasil precisa solucionar esses problemas para você ganhar dinheiro na bolsa. Eles mesmos dizem isso na página 16. O próximo presidente não vai precisar salvar o Brasil. Ele não precisa resolver todos os problemas, nem ter resposta para todas as perguntas. A única coisa que ele precisa fazer é convencer o mercado de que eles vão começar a trabalhar para resolver o problema. Então ele precisa sinalizar. E é só isso. E aqui o Morgan Stanley disse que existe um cenário binário para acontecer. São dois possíveis caminhos independente da direita ou da esquerda. Os dois podem tomar os mesmos caminhos, inclusive. Mas a ideia é a seguinte. Se o próximo presidente apresentar um plano fiscal fraco e que o Morgan Stanley batizou de continuidade de política, eles projetam um cenário onde a Selic. 5% e a taxa de juros de longo prazo vai para 18%. O crescimento da economia desacelera praticamente para zero. A dívida pública ultrapassa 100% de tudo que o Brasil produz até R33. O dólar bate R$ 6 e o Bovespa cai até 130.000 pontos. Agora, se o próximo presidente apresentar um plano fiscal com medidas de controle de gastos, o cenário muda completamente. O Morgan Stanley disse que a Selicairia para 9,75%, o dólar voltaria para perto de 4,50 e a bolsa poderia bater 250.000 pontos. Então, repara na distância entre esses cenários. Ele tá falando de uma CELIC com cinco pontos a menos, praticamente o dobro de retorno da bolsa e dólar com R$ 1,50 de diferença. E falando mais especificamente da bolsa, eles destrincharam quais ações ganham e quais perdem em cada um dos dois cenários. Se o Brasil for pro cenário de mudança de política com reforma fiscal, juro caindo, eles colocam 15 ações favoritas e algumas delas com upside absurdo. O Banco do Brasil, por exemplo, aparece com possibilidade de valorização de mais de 100%. Só que se o cenário for de continuidade, o grupo de ações favoritas muda muito. Aí entram empresas que ganham dinheiro em dólar ou que se beneficiam de juros mais altos. Afinal de contas, ele cria para 15,5 e o dólar para mais de seis. Ou seja, não é só a bolsa que vai bem ou vai mal, é que o vencedor dentro da própria bolsa muda completamente, dependendo de qual dos dois cenários vai acontecer. E agora fala a verdade, você que tá assistindo meu vídeo agora, você provavelmente ficou desanimado com a bolsa nos últimos anos. Eu sei que você ficou, não precisa mentir para si mesmo. Deixa aqui nos comentários se você acredita que o cenário hoje é mais pessimista ou se ele é mais otimista. Eu sei que você pode estar desanimado porque o próprio Morgan Standy fala isso. Hoje o brasileiro tem menos de 4% do próprio patrimônio em ações. É a posição mais baixa da história. E quem tá comprando ação brasileira na prática é o estrangeiro. Mas olha só que interessante, o Morgan Stanley deu três motivos para achar que o risco retorno da bolsa tá pesando mais pro lado bom do que pro ruim. O primeiro deles é exatamente esse que eu falei agora, o brasileiro sumiu da bolsa. Na página 59, eles calcularam o que aconteceria se esse número simplesmente voltasse pra média histórica. E se isso acontecesse, entraria mais de R 600 bilhões de reais na bolsa. E se voltasse para um pouco acima da média, passaria dos R 940 bilhões. E se pelo menos uma parte dessa grana voltar pra bolsa, os ativos vão começar a subir e a demanda pelas ações aumenta. E tem uma galera do mercado financeiro que fala que nesse cenário vai faltar papel. O segundo motivo é que o lucro das empresas brasileiras é mais estável do que parece. A bolsa brasileira gera mais de 100 bilhões de dólares de lucro por ano. E se a gente for olhar empresa por empresa, o resultado varia bastante. Mas quando você olha o total, esse número continua subindo forte, mesmo com toda a bagunça política. E o terceiro motivo é o preço, porque hoje a bolsa brasileira negocia oito vezes o lucro das empresas. e prefeito de comparação, a mínima histórica foi de seis vezes, ou seja, a gente tá perto do fundo do poço em termos de preço. E na página 61, o relatório também compara a bolsa brasileira com a média dos mercados emergentes como um todo. E o Brasil negocia com desconto de 20% em relação a essa média. Ou seja, o brasileiro fugiu da bolsa, o gringo tá comprando, o lucro da bolsa tá estável e subindo em termos de preço, principalmente comparando com outros pares emergentes e a gente tá barato. E é dentro desse cenário que o Morgan colocou um cenário alternativo de 215.000 pontos para nossa bolsa. seria uma alta de 28% até o meio de 2027. Só que lembrando que esse é o cenário base. O cenário mais otimista é 250.000 pontos. Já no caso de continuidade vai para 130.000. E esse é justamente o ponto do vídeo de hoje. A gente sabe que os problemas existem, a gente sabe que eles podem continuar, a gente sabe que eles podem até piorar. Esse é o consenso do mercado. A maioria das pessoas acredita que o Brasil vai continuar fazendo o que sempre fez. O Morgan Stanley chama isso de mudr, é tipo empurrar o problema com a barriga. Só que na página 18 eles escrevem que esse resultado não é assimétrico, mas não binário, compensa o mercado. Eu sei que pode parecer meio confuso, então vou explicar o que significa. O mercado, ele concorda que se sair um plano fiscal bom, o Brasil pode ir bem. Isso ninguém discute. Só que o mercado também acredita que mesmo se não tiver plano nenhum, o estrago vai ser limitado, que o Brasil no final das contas vai se virar. E o Morgan Stan el discorda exatamente disso. Para el ou dá certo ou vai dar muito errado. Na página 15 eles escrevem que o Brasil tá entrando em 202 com dívida alta, com juro real muito alto e um colchão de crescimento menor do que teve nos últimos anos. Ou seja, a gente tá com menos espaço para erro. E exatamente por isso que existe uma distância tão grande entre os dois cenários que eu te mostrei, os 130.000 ou os 250.000 pontos. E olha, eu sei que depois de ouvir tudo isso dá uma leve sensação de desespero, porque é um cenário que tá se desenhando, onde você pode perder ou ganhar muito dinheiro. Só que eu te provei nesse vídeo que mesmo se o Brasil não mudar e a bolsa cair, você ainda pode escolher os ativos certos e ver o seu patrimônio valorizar. O problema é que os dois caminhos que eu te mostrei pedem carteiras completamente diferentes. O próprio relatório do Morgan Stanley provou isso. Se tiver uma reforma de verdade, o grupo de ações que ganha um, se for continuidade, o grupo que ganha é outro, quase que o oposto. E a maioria das pessoas na hora de montar a própria carteira de investimentos não tem a menor ideia de qual desses dois times ela tá comprando. Olha nos últimos 4 anos o que aconteceu. As ações das Casas Bahia que em nenhum momento foram recomendadas pelo grupo Primo, muito por conta do dicionário de juros absurdamente alto que a gente teve, acabaram derretendo na bolsa. Foi uma queda de 99%. Agora olha as ações da CIA, que também é uma empresa do setor de varejo. Os analistas da Finclass recomendaram compra da CA em junho de 23 e menos de 2 anos depois, quando eles fecharam a recomendação de compra, as ações da CIA já tinham mais de 162% de rentabilidade. As duas empresas do setor de varejo, mas uma ganhou com cenário e a outra não. É por isso que você precisa ter uma carteira de investimentos que esteja com um time de analistas preparados pra crise, preparados pra bonar o Brasil. E foi pensando nisso que eu decidi fazer uma coisa que a gente nunca fez antes aqui no grupo Primo. O nome desse projeto é Finclass Vitalício. Você vai ter acesso a Finclass, que é a maior plataforma de educação financeira do Brasil, com dezenas de cursos dos professores mais renomados do mercado e também vai ter acesso à carteira recomendada da Finclass atualizada e montada, considerando justamente esse tipo de cenário que a gente acabou de te mostrar. você vai conseguir investir bem o seu patrimônio independente de quem ganha as eleições. Ao invés de pagar FIN class mês a mês pelo resto da vida, no vitalício você paga uma vez e tem acesso para sempre enquanto ela existir. Hoje a assinatura mensal da F class custa R$ 79,90. Isso dá quase R$ 1.000 por ano. Só que nessa oferta você vai pagar o equivalente a menos de 3 anos de assinatura e pode usar para sempre. Você também vai ganhar 3 meses do My Hub IA de graça, que te dá acesso ao cloud, ao GPT e a várias outras IAs. E você vai ganhar um ingresso VIP pro evento presencial, a nova carreira que vai acontecer aqui em São Paulo nos dias 18 e 19 de setembro. E eu falei com o meu time e convenci eles de que os primeiros 500 que comprarem essa oferta vão poder visitar também o novo escritório do grupo Primo em São Paulo no começo do ano que vem, quando as obras terminarem. Só tem um detalhe, essa oferta não vai existir para sempre, ela é por tempo limitado. Então clica no link que tá na descrição ou escanei o QR code que tá aparecendo na tela agora para aproveitar essa oportunidade de ter acesso a Fincl de forma vitalícia. E agora voltando pro vídeo, vamos entender tudo que eu trouxe até aqui. O Brasil criou uma regra para travar o gasto e essa regra foi furada. O governo não consegue cortar gasto porque 91% dele é obrigatório por lei. Não consegue aumentar imposto, né? Porque a carga tributária já tá no maior nível em quase duas décadas e paga hoje o juro real mais alto do mundo, bem acima do que seria necessário pra dívida parar de crescer. O Brasil entra em 2027 mais fraco do que entrou em 2023, com menos espaço para errar. E é exatamente por isso que o resultado da eleição de outubro, segundo Morgan Stanley, não tem meu termo. Ou o próximo presidente convence o mercado que dá para arrumar a casa ou o problema vai virar uma bola de neve. Cenário positivo, bolsa sobe, dólar cai e taxa de juros cai. cenário negativo, bolsa cai, dólar sobe e juro sobe. Por mais que alguns ativos específicos da bolsa também possam subir. Só que antes da gente fechar o vídeo, preciso te contar uma coisa que o próprio relatório também mostra e que muita gente esquece. O Brasil já fez isso antes. A gente já arrumou a casa no passado. Entre 2016 e 21, teve o próprio teto de gastos, a independência do Banco Central, a reforma da previdência, o surgimento do Pix e esse pacote inteiro junto derrubou a taxa de juros e derrubou a inflação. Ou seja, não existe nada de novo aqui. A gente já fez isso no passado. A pergunta que fica pro próximo governo é se ele vai ter coragem de fazer de novo ou não. E lembrando que ninguém tem bola de cristal, nem eu, nem você, nem o Morgan Stanley que é pago para fazer esse tipo de projeção. Mas ficar parado sem fazer nada, só esperando outubro passar também é uma escolha. e talvez não seja a melhor de todas.
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