⁠LUIZ BARSI: A ENTREVISTA MAIS SINCERA QUE VOCÊ VAI VER

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https://www.youtube.com/watch?v=j1ATvGZ7CK8

Statut

Analyzed

Demandé Le

May 27, 2026 at 06:00 AM

Performance Globale

+6,38%

Recommandations

KLBN11 BUY
"“amanhã eu vou montar o projeto igual que esse ... ele falou, isso aí custou 3, 4 bilhões falei: ‘Para você, para mim vai custar 3,30, que eu ia comprar as ações, entendeu?’”"
Contexte: Quando ele conta sobre a inauguração de uma grande fábrica da Klabin e diz que, para “montar” um projeto igual, ele compraria ações para ter participação no negócio.
Prix à la date de publication: R$16,61
Prix de clôture du dernier jour: R$17,40 (Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte: +R$0,79 (+4,76%)
UGPA3 BUY
"“então ele comprou para mim X ações da Ultrapar e falou: ‘Essa aqui vai ser a sua mesada’.”"
Contexte: Ao explicar como estruturou a mesada da filha via dividendos, ele relata que comprou ações de Ultrapar para isso.
Prix à la date de publication: R$27,87
Prix de clôture du dernier jour: R$30,10 (Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte: +R$2,23 (+8,00%)
UGPA3 BUY
"“dependia também se eu poderia pegar essa grana e reinvestir, comprar mais ações da ultrapar, né?”"
Contexte: Na mesma explicação, ele menciona a possibilidade de reinvestir a “mesada” comprando mais ações da Ultrapar.
Prix à la date de publication: R$27,87
Prix de clôture du dernier jour: R$30,10 (Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte: +R$2,23 (+8,00%)

Transcription Complète

Hoje eu vou ter a conversa mais sincera e profunda que eu já tive na minha vida até hoje com Luís Barço. E essa é a minha expectativa. Faz 10 anos que eu conheci. Talvez quase todos os anos eu tenha de alguma forma vindo pedir conselhos para ele ou conversar de alguma forma. E acho que hoje chegou a hora e o momento e a maturidade a gente ter essa conversa na maior profundidade e sinceridade possível. Bárcio, seja muito bem-vindo mais uma vez e obrigado por abrir as portas de novo. >> Ô, claro, tem uma disposição. OK. Se for para falar algo que possa melhorar o nosso mercado, eu tô à disposição. >> Estamos também com a Luíse também, né? Filha do Barce, vem levando o legado para todo canto, uma pessoa que a gente admira para caramba. Já fizemos vários negócios juntos, espero que façam muito mais. >> Parceria, uma parceria desde 2022, né? Começou com o nosso MBA, agora se ampliando aí para levar mais educação financeira para ambos os públicos. Bom, vamos nessa. Vamos direto. Ô Bárcio, me conta um negócio. Eh, qual foi a última coisa que você aprendeu? >> Bom, eu aprendi aquilo que eu já tive oportunidade de comentar de que o mercado de valores ele foi feito para pobres e não para ricos. Por quê? Porque eu tive a oportunidade de, enquanto eu era profissional de mercado, operar para muitos que operaram, que fizeram, né, o que a gente determinava, o que a gente falava, que era investir na geração de riqueza e formatar uma carteira de renda mensal. E foram pessoas que não que eles fossem pobres palpérrimos, claro, mas eles eram pessoas assim de limitados recursos que acabaram ficando com uma carteira excepcional e acabaram ficando ricos. A verdade é essa. E por outro lado, o mercado acabou me ensinando através de leitura e através de próprio conhecimento de pessoas que muitos que eram ricos acabaram ficando pobres, tá certo? O sentimento do rico não, ele não é o mesmo sentimento daquele que quer investir na geração de riqueza. O rico já pensa que por ele ter uma quantidade grande de recursos, talvez seja mais propício para ele operar no mercado especulativamente, não é isso? Quando na verdade especular não vai levar resultado positivo. Por quê? A maioria dos profissionais de mercado, eles vivem de corretagem, não é isso? Eu não vivo, nunca vivi de corretagem. Eu sempre vivi de dividendas, por isso é que a minha visão foi sempre eh fazer com que o com que o cliente da época, o aplicador, que ele tivesse o mesmo resultado que eu. Ao passo que aqueles que operam em grandes instituições, eles são seduzidos a especular, a a fazer comprevenda, trader, né? Isso aí não leva a nada. Isso leva a ter perda de perda de resultado e perda de recurso. >> Ô Barça, então você acha que a bolsa foi feita pro pobre ficar rico e no final das contas o rico acaba ficando pobre de novo? >> Eu acho que no mercado existem muito mais exemplos de ricos que ficaram pobres, tá certo? Do que pobres que ficaram ricos. Mas ainda tem uma quantidade que pelo menos eu conheço. Eu sou um deles. >> Aham. Você era pobre e ficou rico? Eu era pobre, pobre e fiquei rico. >> Por que que acontece isso do pobre ficar rico na bolsa? E mas mais importante até, por que que um rico fica pobre? Por que que essas duas coisas acontecem? >> Bem, o pobre ele não fica rico na bolsa. Ele fica rico investindo em empresas que paguem bons dividendos. Essa questão de falar que você investir teu dinheiro na bolsa, isso aí é comédia, tá certo? Por exemplo, você para poder ficar sócio de uma empresa, você não pode chegar na porta da empresa, bater e falar: "Eu quero ficar sócio". Você tem que chegar o quê? Você tem que chegar e comprar ações da empresa. E você só consegue comprar ações da empresa na bolsa. Então você não aplicou na bolsa. Você tá aplicando numa empresa que deva ter um projeto, que pague dividendos, que tenha uma atividade perene. Não só uma atividade perene, como tenham empresas que sejem perenes também. Tá certo? É muito simples operar no mercado de valores. >> Mas por que que o rico fica pobre? >> O rico fica pobre porque, exatamente porque ele não investe na geração de riqueza. Ele fica mais propício a operar em termos de comprar e vender. Comprar e vender. Por quê? Porque normalmente o seu orientador vai ser uma pessoa que tem interesse em que ele compreende sistematicamente, porque o seu orientador, que seria o profissional, ele vive de corretagem. Como o pobre tem pouco recurso, o mercado, né, o ecossistema não fica pensando em como tirar dinheiro dele, porque não tem o que tirar. Agora, o rico, ele vira um alvo onde as pessoas elas pensam, caramba, eu posso me beneficiar de alguma forma. E aí elas começam a induzi-lo a cometer erros e aí ele acaba errando e e o dinheiro vai mudando de mão. >> Não há dúvida nisso, que esse é o dogma do mercado, esse é o que acontece efetivamente no mercado. >> Mas aí, você acha que onde que tá o ponto? Você acha que tá na ganância ou você acha que tá na ignorância o ponto? Eu acho que tá na falta de cultura de investimento. Se o brasileiro tivesse uma cultura de investimento mais afiada, mais desenvolvida, com certeza sendo rico, sendo pobre ou sendo remediado, ele não operaria no mercado. Assim sob a forma de especulação. Quando na minha forma de interpretar o cidadão compra ação de uma empresa, é como se ele tivesse montando a empresa, tá certo? O cidadão que monta uma empresa, ele não vende a empresa, daí a 10 minutos recompra de novo. Ele o cidadão tem que pensar como o grande dono. O cidadão que compra ações, ele tem que pensar como um pequeno dono para que um dia ele possa se transformar num grande dono. >> Hoje, turma, a gente tá aqui com o Luiz Barcio, que é com certeza um dos maiores investidores aqui da história do Brasil e tem muito a nos ensinar. Então hoje a gente vai passar por alguns temas que não vão ser só sobre investimentos, mas que ajudam talvez a gente a entender um pouco mais da mentalidade da mente, do funcionamento aqui do Luís Bárcio. Então a gente vai falar sobre origem e informação, a gente vai falar sobre os primeiros anos do mercado, sobre filosofia de vida e de investimentos, um pouco sobre família e um pouco também sobre riqueza e estilo de vida. Então, a gente vai passar sobre vários e vários temas. E hoje também é um dia muito importante porque a gente tá anunciando para vocês um projeto que demorou muito para sair do papel, que a gente chamou de o legado. O legado ele acaba reunindo um pacote de coisas que podem eh transformar de alguma forma a sua vida como investidor. A gente pensou o que que a gente poderia colocar dentro disso para que pudesse causar uma transformação real na sua vida e nos investimentos. Então a gente pegou, por exemplo, o MBA, né, do Luis Barts, onde a Luí participa e encabeça isso e de uma forma fenomenal, que só na época que a gente vendeu o MBA, ele ele foi vendido por quê? Uns R$ 12.000, mais ou menos, né? >> R 12 R$ 13.000. Is >> uns R 12 R$ 13.000. Junto disso, a gente colocou também 2 anos no aplicativo da GF também, que ações garantem o futuro. A gente colocou a mentoria do Mom Milhão, a mentoria do Bruno Perini, 2 anos de Finclass e uma série de outros produtos. E a gente encapsulou tudo isso num projeto que a gente chamou de legado e você pela primeira vez vai poder adquirir isso e numa condição, enfim, absurdamente diferente, né? Você vai conseguir adquirir tudo isso com praticamente 85% de desconto. E isso daqui só vai durar é pouquíssimo tempo. Não sei nem se é um dia só ou são alguns dias ou algumas horas. Vou deixar o link aqui na descrição para você clicar, ver se faz sentido para você e entrar na lista de espera, porque em breve a gente vai abrir essas inscrições. Ban, que que você comeu hoje no café da manhã? Hoje eu comi um caquê, uma pera e >> cqui. >> É um cqui. >> Um cqui, meu cqui. Alguém come? Alguém. Você comequi? Sério? Eu nem lembro de última vez que eu comi caqu na min. Come caqui? Eu não gosto de caqui. >> Poxa. E é uma fruta doce, saborosa, digestiva. Tá certo. Eu comi um caqui grande, comi uma pera. >> Hã. E comi um pedaço de torta de palmito que eu comprei ontem com café. >> Com cafezinho. Café preto, expresso. >> Café preto. >> Preto com açúcar. Sem açúcar? >> Não, eu eu não uso açúcar não, né? >> Uso mel. >> Ah, entendi. Não, porque eu vi um vídeo >> açúcar natural. Entendi. Eu vi um vídeo já desses que a Luiz tava fazendo seu seu prato, ovinho, omelete. Tinha um jeito que você gosta do omelete, né? Ela aprendeu a fazer um omelete coreano, né, que ela disse. Ele realmente é um omelete saborosíssimo. Agora ela ela coloca lá um pozinho que é fenomenal. Aquele pozinho, ele dá um >> Que que é esse pozinho? Sabor. >> Ah, trufa, caral. Não, trufa é sacanagem mesmo. >> A trufa é sacanagem. E >> é isso aí. E de vez em quando eu como omelete. Vario, né? Mas e aí você todo dia acorda o mesmo horário? E aí o que qual que é a primeira coisa que você faz quando você acorda? Você vai direto tomar café ou você tem outra rotina de manhã? >> Não, eu tenho ultimamente eu tenho ido na academia, >> eu faço 30 minutos de esteira, né? Só. >> Você sabe a velocidade que você faz? >> Não, eu faço a poucos quilômetros por hora. >> Fica andando. >> Fico andando. Andando como se eu tivesse caminhando. >> E faz alguma coisa assim? Aela, tal. Você fica focado ali no treino. Como que é? Não, não fico andando assim sossegado, sem me esforçar. Então eu procuro, eu procuro responder aquilo que o meu corpo me fala, né? Eu paro de andar quando eu começo a suar. >> Aí eu paro de andar. O corpo falou: "Chega". >> Então você vai treinar aí quando vê que tá começando a >> a suar >> a suar e você para. >> Eu paro. Tá bom. >> Entendi. Entendi. E e vem cá. E você ainda dirige? Porque eu lembro que você sei que dirige. >> Dirigo. Dirijo. >> E o e a sua atigo? >> E bem e bem. >> Hã? >> E bem. >> Dirige bem mesmo. >> É mesmo? >> Nossa. Às vezes não dá uma sobe na na calçada, dá um >> Não, não, não, >> não tem isso >> não. Isso aí ainda não, né? >> Ainda não, né? >> Ainda não. >> E você dirige aquela sua tigo ainda? Como que tá esse negócio? >> Não tinha uma tigo? Mas não é tigo >> não. Eu tenho um tigo >> que é um tigo antigo. >> Aham. Ah, eu tô >> não tem número. >> Não tem número. Ó, quando o Tigo passou a ser fabricado no Brasil, ele começou com Tigo dois, aí depois Tigo C, tigo sete, tigo oito. Como o meu não tem número, então ele é o antigo. Então é um tigo antigo. >> Ah, entendi. >> De que ano que é esse carro, senhor? Lembra de que ano é esse carro? >> Eu tinha um 2010 e tenho um 2012. >> E roda bem >> com 20.000 km. >> 20.000 km >> é >> caramba. 20.000 km é se meses meio rodando. Moro longe de tudo, né? O meu é 15 anos. >> 15 anos rodando, cara. É que tem outros carros. Não, eu não contrário. >> É que eu como eu tenho outros carros, é isso? E e o Tigo é um carro que só anda com gasolina. Então eu tenho outros carros que anda com etanol. >> Que carros que você tem? >> Eu tenho um Peugeot e um e um Honda City. E on da sede. Ah, e tem uma caminhonetezinha que ajuda ele de vez em quando a fazer um transporte, mas é antiga. >> Tem um monte de gente que tem um monte de sonho comprar uns carros diferente, né? Um quer ter uma porche, outro quer ter uma Ferrari, outro quer ter, sei lá, um carrão. E você, você não você não gostaria de ter um carro desses assim? >> Mas eu já tive esses sonhos. É que eu tenho 87 anos, velho. Agora não tenho mais sonhos, só tenho pesadelos, tá entendendo? Então eu não quero, eu eu já me conscientizei de muitas coisas. Eu não critico ninguém que tem um porche, que tem uma Ferrari, mas eu não quero ter, porque eu vivo num país, tá entendendo? Que você não pode sair na rua, camarada veio limpar o vidro do carro. É um país que não é recomendável você ter um carro, porque aí você passa a ser visado. Um desses carros, eles geralmente são objeto de cobiça. Eu procuro ter aquilo que não é cobiçado porque não é visto. Entendi. >> Que são as ações. >> Que são as ações. É verdade. Você falou de sonhos. Fala, já tive esses sonhos, né? >> Ah, já tive son. Eu já tive uma Mercedes há pouco tempo atrás eu tinha um, eu tinha um Peugeot conversível que eu vendi com 16.000 1000 km. >> Você tinha um Peugeot comersível. >> Na verdade é o seguinte, >> uma vez a gente foi na loja, eu sonhava com esse carro, um pejzinho conversível. Ele falou: "Eu vou comprar para você e quando você fizer 18 anos eu te dou". Aí eu fiz 18 anos, ele não me deu porque ele se apegou o Peugeozinho, né? >> Ah, ele pegou para ele. >> Então e esse Peugeot foi interessante. Nós estivemos numa numa loja, ela tava junto >> e tinha um Peugeot conversível preto para vender em 2006. A gente perguntou o preço e naquela época custava 98, não vou esquecer nunca, R$ 98.000, né? 2006, né? Era caro 2006. Era era um preço caro, porque um carro custava seis, cis, né? E o que que aconteceu, rapaz? 1 ano e meio depois, quase do anos depois, estava jogando tênis lá em Mariporã e apareceu um carro, um cara, um médico com um carro preto conversível 2006, >> igualzinha. igual, né? Aí eu perguntei para ele, pô, onde é que você comprou esse carro? Fi, comprou, comprei em tal agência onde nós estivemos. Então ele que comprou o carro que a gente queria comprar. Aí eu cheguei para ele e falou: "Olha, o dia que você for, eu falei assim: "Meu, o dia que você for vender essa bombeta fala comigo. >> Hã, >> uns três meses depois ele falou comigo: B, eu vou vender falei: "Eu vou comprar de você. Quanto você quer?" Ele falou para mim: "Eu quero 55.000". Eu falei: "Eu te dou 50.000. Escolhe a moeda, escolhe o banco, né?" Não, 50 não dá porque eu paguei muito mais caro. Falei: "Você pegou? Você pagou 90 e poucos mil?" Falou: "Paguei 98.000". Caraca. Então, e um carro, ele me vendeu o carro tinha acho que 4.000 km. >> 4.000 km. Andou pouco. É, andou pouco também. Ele morava num condomínio próximo do meu e eu não sabia, rapaz. No condomío você tem uma estradinha que você sai da Santa Inês para você ir para Caieiras e do lado esquerdo tem um condomínio, esqueci o nome daquele condomínio lá, ele mora, ele mora lá até hoje. Aí no fim ele acabou me vendendo um carro por 50.000. E veja o que eu vou falar para você, o ano retrasado eu vendi ele com 16.000 km por com R$ 50.000. O meu cunhado chegou para mim e falou: "Báco, isso aí é uma gibóia que você vai morrer abraçado com ela". Eu falei: "Bah, quem sabe não, né?" Ele falou: "Não, mas eu vou pôr um anúncio no jornal. Tinha fila para comprar. Você acredita? O carro tava tão novo também que no fim já porque o primeiro que chegou falou: "É meu, tá aqui 50.000". >> Caramba, >> você acredita? >> Que que você acha que tem por trás disso que faz com que você faça bons negócios consistentemente? Cara, você à as pessoas compram a passivos geralmente, então elas gostam de comprar coisas que vão depreciar. Quero comprar o carro zero, aí tirou de lá, já vale menos, né? E o tempo todo faz investeiras com o dinheiro e você faz o contrário o tempo todo. O que que você acha que tem de diferente? >> Não, mas aí que tá. Você falou do tigre, né? Se você vê meu tigre, é um carro zero. Então, quer dizer, e é um carro que sabe quanto? R$ 40.000. >> Uhum. >> É um tranque de guerra aquilo lá. Não é um carro, é um tranque de guerra. Tá entendendo? Ô bar, você falou que você eh tinha muitos sonhos antes. Eu o que eu queria te perguntar é quando você era mais novo, que sonhos que você tinha que não tinham nada a ver com dinheiro? >> Não, eu sempre fui uma pessoa muito aplicada em querer prosperar, em querer adquirir cultura, não é isso? E sempre fui um bom estudioso, depois eu acabei sendo professor também, não é? E como tal, sempre fui obrigado a estudar bastante, a pesquisar, a analisar as coisas sempre com uma profundidade até exagerada, né? E quando você analisa as coisas de uma com uma profundidade exagerada, você acaba chegando no diagnóstico certo, porque você vai se colocando no lugar das pessoas, dos interesses, né, e você acaba em muitas ocasiões acertando o o o diagnóstico. Então, sempre fui aplicado. Eu ainda hoje eu leio o jornal todo dia. Mas tinha alguma coisa que você lembre na infância que você queria muito que você sonhava, você era pequeno você sonha, pô, quando eu crescer ou alguma coisa acontecer ou eu queria tal coisa assim, tinha algum, você tem alguma lembrança de sonhos? >> Não, eu não não não me recordo de nenhum sonho que pudesse ter assim uma mudança de vida extraordinária. Eu sempre tive que trabalhar, né? trabalhar bastante sempre e queria progredir. Um belo dia não é uma questão de sonho, é uma questão de realidade, né? Belo dia, eu fiz uma reflexão seguinte: minha mãe sempre trabalhou que nem uma condenada, né? Então um dia eu cheguei e falei: "Bom, eu jamais vou herdar alguma coisa, né? O que eu tenho que fazer, o qu é conquistar". E a partir daquele instante, o meu o meu objetivo maior foi conquistar, tentar conquistar as coisas, né? conquistar recursos, investimento, enfim, progredir na vida, né? >> Tem uma coisa que você falou no seu livro, você falou que não tinha nada de bonito na minha pobreza. Você falou isso, então tem >> tinha mesmo. E você acha que é bonita a pobreza? Eu não acho, >> pelo amor de Deus, >> acho. Eu não acho. >> Não tinha nada de bonito, >> mas as pessoas romantizam, né? >> A sensação que eu tenho que quando eu era garoto, eu morava num curtiço, tá certo? Moravam, se não me falha a memória, 119 pessoas. Era um curtiço enorme, chamava Quintalão. Quintalão em Castelho, é quintal grande. Hum. >> Tá certo? E as pessoas que moravam lá eram tudo estrangeiro, tudo português, espanhol, italiano. Não havia no sentimento deles o mesmo sentimento que provavelmente exista hoje num curtiço, tá entendendo? Que é de um querer prejudicar o outro lá. O pessoal não era de beber, não era de se embebedar, eram pessoas que tinham uma outra um outro sentimento de vida. E aí na sua infância, Marce, você narra no seu livro, né, que você passou por uma série de desafios e um deles que talvez tenha sido um dos maiores, foi que você teve uma perda paterna com ano de idade. >> A perda quando tinha um ano de idade eu não eu não senti porque >> Sim, você ainda tava, né? Só que aí teve algum momento da vida que o senhor acabou tendo alguma alguma outra figura paterna, né, nesse lugar? Não, eu tive, eu tive a minha madrinha, meu padrinho, né, que eles sempre ajudaram minha mãe, tá entendendo? A gente passava todos os Natal com eles, Natal, fim de ano, mas eles também já são falecidos e eu lamentei bastante também a morte deles, mas enfim, né? É a lei da vida essa aí. Então eles me ensinaram muita coisa, viu? Me ensinaram a ser humildes, tá entendendo? A repartir parte do que a gente possuía, né? Porque eles faziam o mesmo, repartiam o pouco que eles tinham, tá entendendo? Hoje não dá para repartir, né? Eu acabei incorporando a mesma filosofia do Henry Ford, né? Eu não sei se você sabe, né? >> Qual? O Henry Ford um belo dia num discurso na sua fábrica. Tinha aí uns uns 200, 300 funcionários pleiteando, brigando com ele e todos eles dizendo que ele tinha que distribuir a riqueza dele, que ele era rico e tinha que distribuir. Ele falou: "Tudo bem, eu vou fazer isso". Então ele mandou chamar o contador e falou o seguinte: "Quanto que é a minha fortuna? É tanto. Qual é a população do mundo? Tanto divide minha fortuna pela população. Quanto dá? Dá dólar. Pegou e deu dólar pro camarada. A sua parte tá aqui. >> Isso é verdade. >> É verdade. >> É mesmo. >> Isso é verdade. Eu li várias vezes isso daí. Existem algumas verdades que não são assim muito divulgadas, né? Uma das outras verdades que aconteceram foi o seguinte. Um belo dia o Rock Ferler fez 80 anos. Você sabe dessa? Acho que não. O filho dele chegou e falou: "Pai, eu vou fazer uma festa pro senhor. Nós vamos fechar uma boate, vai ver todo mundo, vai ver seus amigos, né? Tudo bem". Então ele foi. Quando chegou mais ou menos um horário que já era quase o horário dele dormir, ele chegou ele falou: "Ó, filho, fica você aí que eu vou embora", né? Aí ele saiu, chegou pro cidadão que guarda o carro lá, né? O manobrista falou: "Meu carro, o cara trouxe o carro, ele pegou $ e deu pro manobrista, né?" Manoblista olhou assim espantado e ele falou: "O que que houve? Algum problema?" Falou: "Não é que o seu filho ele me dá $1 por dia. Sabe o que acontece? Meu filho tem um pai rico e eu nunca tive um pai rico >> é isso mesmo. Depois a gente vai falar um pouquinho sobre isso também, até porque eu sou sou pai de uma menininha de se meses agora também. Então lá em casa a família é grande. Depois eu queria algumas dicas sobre isso. Eu sei que uma das formas de ensinar é através do exemplo, mas será que é suficiente? Depois eu vou querer te perguntar mais sobre isso. Por enquanto eu queria falar um pouquinho agora dos seus primeiros anos no mercado. A sua primeira ação, a compra da sua primeira ação, quanto que custou, se você lembra disso, como foi o momento onde você tava, você tá numa mesa, você foi em algum lugar, foi em casa, porque não tinha um home broker na época, né? Como que foi esse momento? >> Ah, os primeiros movimentos que eu tive no mercado foram através de comprar, comprar e vender alguma coisa, não é? Na época não havia a bolsa de valores, abria um recinto que comercializava ações e chamava Corberry, que hoje tá retratado aí. E a Corber se negociavam ações, mas não existia o corretor de valores, existia o corretor de títulos públicos. Naquela ocasião você ia na Corbet, você ficava na terceira fileira, não é isso? que a primeira fileira era dos dos corretores, a segunda eram dos propostos e a terceira as pessoas que ficavam lá chegar, porque ninguém ficava muito tempo lá. A gente chegava, olhava como tá o mercado, como não tá, compra isso ou vende aquilo, né? E comprava alguma coisa, vendia. Então naquela época você tinha Antártica, Brama, Indústrias Vilares, Asos Vilares, CBUM, você tinha Brava, Embrava é a empresa brasileira de varejo, você tinha editora de guias LTB, tinha Petrobras, custava centavos. >> Quando você vê se um monte de empresa que a maioria não existe mais, qual que é o segredo? Porque você pensa assim, meu, se eu tivesse comprado um pouquinho de cada uma, teria sobrado um pouco. >> Mas eu não tinha grana para comprar um pouquinho de cada uma. O problema é esse. >> Tinha que acertar. Não, o problema é esse. A minha experiência inicial no mercado foi que eu chegava, comprava eh Maná, por exemplo, né? Comprava indústrias vilares. Até que teve um dia o governo brasileiro, os militares resolveram criar a bolsa de valores, né? Viva voz. Na verdade, eles criaram o sistema financeiro nacional. E dentro do sistema financeiro nacional, as bolsas de valores ocupavam a penúltima posição. A última posição era das distribuidoras de valores. Então, como consequência, criou-se uma bolsa de valores e, por conseguinte, os seus associados. Para você poder operar no mercado, você tinha que comprar um título, não é isso? Eu não tinha grana para comprar um título e então a gente acabou reunindo as forças e através do Danilo Delanila a gente comprou um título, não é? Era o Danilo Delanila, Fábio Benato, o S Vicente Dária, juntou uma graninha de cada um e comprou um título. Viemos operar no mercado, tá certo? Então eu operava exclusivamente ações. >> Quando fal título, né? Porque assim, vocês basicamente compraram uma licença para poder operar. >> É um título. Você precisava comprar um título, né? Na razão direta do número de inscrição que você ficava era o número da corretora. Então o nosso foi 134, não, 104. 104. Cruzeiro do Sul. >> Você lembra quanto que era esse título? >> O título foi 200 e poucos mil. >> Só que naquela época não era, era cruzeiro, né? Ah, >> cruzeiro, depois virou cruzado. Era uma grana, >> era uma graninha boa. >> E o senhor comprou uma participação, né? Não. >> É, eu comprei era um pouquinho mais de 10%. Quando você fizesse a inscrição, só podia fazer o nome de um, não podia fazer o nome de muitos, né? Então, o nome do Danilo e a gente tinha um contrato por fora, né? Naquela época o contrato era >> verbal, >> verbal. Você tinha umbridade, pessoal, tinha muita raiz, raiz positivo, né? E aí nós compramos uma corretora. Aí aconteceu um fato interessante no mercado. O governo na época ele havia criado um decreto chamado decreto lei 157. Esse decreto, ele tinha por finalidade produzir, gerar a cultura de investimento a médio a médio e longo prazo em ações. Esse projeto chamava o decreto lei 157, incentivo fiscal para compra ações. Então você tinha um percentual que acho que era de 40% que você deixava de pagar um imposto de renda para comprar ações. Esse foi o espírito do do decreto. Entretanto, naquela época nós tínhamos um um banqueiro inteligente, ele viu a possibilidade de ganhar muito dinheiro e como ele tinha uma uma ascendência boa sobre os militares, ele conseguiu convencer os militares que o cidadão brasileiro, ele não possuía cultura suficiente para ele comprar ações, cada um comprar ações. Então ele sugeriu que se montasse um fundo decreto lei 157. Aí o que que aconteceria? Os bancos montariam esses fundos e o incentivo fiscal que ia pro cidadão ia pro banco, montar o fundo. Aí o banco compraria sempre ações de primeira qualidade, etc., né? Isso foi o argumento principal para eles poderem ter criado o fundo fiscal, decreto lei 107. Esse fundo aí levou o mercado pra glória. Por quê? Porque o banqueiro recebeu um volume de dinheiro tão grande e ele não tinha, você não tinha a quantidade de ações suficiente para comprar. Ele começou a convidar empresas que abrissem o capital. Muitas empresas que não tinham essa a condição de ser empresa de capital aberto. Entraram no mercado muitas empresas e com isso o dinheiro que eles receberam, que foi um volume muito grande para o tamanho do mercado que havia, o mercado parou. Por quê? que já tinham mais ou menos umas 800, 900 empresas, né? Muitas, sem nenhuma estrutura para ser de capital aberto. >> 71, né? >> 1971, junho de 71. >> O mercado parou a começou a cair. Até hoje existem recursos no fundo do decreto lei 157 que não foram tirados e são recursos grandes, tá certo? Eu, como sempre fui uma pessoa estudiosa, acompanhei e cheguei numa conclusão triste, nunca compre um fundo, porque eu vou falar um negócio para vocês e é certo, é verdade isso aí. Em 1970 o mercado era incipiente, né? Mal havia se iniciado o pregão vivoz, então eu já frequentava a ordem dos economistas, etc. E por conseguinte a gente tinha alguns algumas pessoas de amizade, né? Então eu eu tinha uma um cidadão que dava aula também, o professor Nelo Ferrentini. E o professor Nelo Ferrentini, ele era diretor geral de um jornal. Um belo dia de Chubar, se você que tá lá no mercado, você quer escrever um artiguinho aí pra gente pôr no Ninguém fala nada, ninguém sabe nada, né? Então eu escrevi um artigo chamado mercado de capitais. Escrevi dando algumas sugestões, analisando balanço, né? Aquilo teve um sucesso tão grande que ele falou: "Márcio, todo fim de semana você vai fazer um artigo tá bom". Falei: "Tá bom, se é para melhorar o mercado, enfim". A coisa foi crescendo que aí ele falou: "Maro, você vai ter que fazer todo dia isso aí". >> Poxa >> aí eu comecei então trabalhar no jornal, fazia, acabei sendo editor de mercado de capitais e até editor de economia, tá certo? o jornal, tive oportunidade de escrever muita coisa, tentei fazer muita coisa pelo mercado, tentei mostrar pro mercado que o mercado tinha que examinar, ser examinado à luz de uma cultura de investimento mais profunda, não é isso? Não era só você analisar imóvel, enfim, e coisas que provavelmente não tinham condição de prosperar. Até que um belo dia, em 1970, final de 1970, 71, saíram algumas reportagens onde boa parte dos fundos de previdência privada começaram a quebrar. Eu comecei a ficar preocupado porque eu falei: "Poxa, os fundos de previdência privada que se supunem ter a melhor administração, não é isso? A melhor orientação, a melhor base, a melhor base operacional, comprar os melhores papéis, não é isso? começaram a quebrar. Logo, imaginei o seguinte, poxa, e aí a previdência, né? A previdência é um fundo, não é isso? É um toma lá me d cá. Quer dizer, você tem uma quantidade de pessoas que contribuem pra previdência, não é isso? E você tem aqueles que destróem a riqueza, não é isso? Então, fiquei preocupado e falei: "Puxa vida, eu tenho que procurar alguma coisa que seja mais consistente", não é? Então, eu comecei a analisar uma série de investimentos. Na época nós tínhamos alguns títulos, por exemplo, tinha um ARTM, a pollice reajustável do tesouro municipal, era um título que era reajustado, bônus rotativo do estado de São Paulo. Nós tínhamos RTP, que que era ORTP? Era obrigação reajustável do tesouro do estado. Tinha também um um tipo de aplicação que eu esqueci o nome. Quando o camarada comprava algum imóvel, ele podia emitir um título, né? Eu comecei a analisar todos esses esses investimentos e fui concluindo que nenhum deles pudesse ter assim uma vida longa, não é? Não ia se multiplicar, tá certo? Talvez se multiplicasse de uma forma muito assim inconveniente em relação à inflação que nós tínhamos, né? O governo sempre fez o seguinte, ele sempre mostrou pro brasileiro a inflação que ele quis mostrar, mas na verdade a inflação sempre foi uma muito superior. Naquela ocasião já comecei a a não a não acreditar mais nos números do governo. Então comecei a fazer os meus números, tá certo? E na realidade se você for fazer uma uma percepção, uma análise completa, você vai ver que cada um de nós tem uma inflação >> diferente, né? diferente. Você tem uma inflação, eu tenho, ela tem, cada um tem uma. Fui olhando a minha inflação. Começo do ano, pegava tudo aquilo que eu precisava, a maioria, a grande maioria, e confrontava no último dia do ano. Nunca deu menos do que 30, 40%. Cara, >> a inflação era 2,5, 3. Qualquer investimento que você fizesse com base na inflação, você tava perdendo dinheiro. Você nem corrigia o seu dinheiro. Preciso montar uma empresa, fazer um empreendimento, montar uma empresa. Mas montar uma empresa não acreditava muito, porque como eu como eu venho da da área de auditoria, eu via sofrimento do camarada que monta uma empresa. é problema com fiscal, enfim, é problema com impulso, enfim, >> a vida do empreendedor, né, é difícil para caramba, né? >> Que que eu fiz? Eu falei: "Bom, eu acho que montar uma empresa e ser dono de um pequeno negócio não é uma boa alternativa. Talvez possa ser melhor alternativa é montar uma empresa grande. Mas eu posso montar uma empresa grande? Eu não posso. Então eu vou me associar." Então eu passei a cultuar a filosofia de que era melhor você ser parceiro, pequeno parceiro de um grande negócio do que dono de um pequeno negócio. E esse foi o encantamento que me seduziu e eu faço isso até hoje. >> Compra fatias pequenas de negócios e aí bota para trabalhar para você um CEO incrível, né? Um time bom. >> É. Então, então naquela época eu comecei a analisar empresas, não é isso? Sempre foi a minha paixão analisar empresas. né? Eu via que o o de uma boa empresa, ele sempre teria uma renda mensal. É por isso que eu não falo em carteira de previdência. Carteira de previdência é o apelido que o mercado deu pro meu projeto. O meu era carteira de renda mensal e comecei a analisar algumas empresas. Só havia um meio de você se associar à empresa e formar essa carteira de venda mensal, que seria em última análise, eu constituí um fundo meu com as ações na minha mão, não ninguém administrando por mim. Eu fui, fui, fui e o pensamento foi evoluindo, né? Foi evoluindo, foi evoluindo. Até que o bar dia eu cheguei e falei: "Bom, cidadão para se aposentar, ele precisa na época ele precisava contribuir 30 anos, né?" Aí eu pensei, falei: "Poxa, e se eu comprar 1000 ações por mês durante 30 anos? Vamos ver o que que dá, né?" Aí eu fiz um trabalho, um por um durante 30 anos, comprando 1000 ações por mês. Achei que aquele trabalho mostrou para mim uma coisa incrível. E se você seguisse um trabalho como aquele, até um determinado momento, você tinha que colocar dinheiro do seu bolso para comprar ações e a partir de um determinado momento, o produto da do resultado das ações já te dava a condição de você continuar o projeto sem você botar a mão no bolso. Eu fiz, fui comprando. Eu comecei esse trabalho aqui olha >> é mostrar o senhor para ele, ó. >> Esse trabalho aqui, olha, >> esse foi o trabalho que você fez quando você tava escrevendo o estudo. >> É um por um. Olha, tá vendo? Até o 30º ano, olha, de 1 a 30 anos. >> Posso ver? >> Pode ver. Claro. >> Ó, esse aqui é o estudo. Então, ano, primeiro ano, ações com direito 5000. 5% em é cruzado isso daqui ou cruzeiro. >> Cruzeiro. >> Em Cruzeiro. Ações com direitos 5% em Cruzeiro total. E aí isso vai aumentando ano a ano. É isso. >> É. Então você quer ver, deixa eu te aqui mostrar. É aqui. Aqui é é a tabela dos 30 anos, né? E aqui é a tabela no 5º ano o que você recebia já pagava. >> Aí você chega num momento onde ao invés de seguir uma linha reta já é algo exponencial, né? Até o quinto ano eu tirava dinheiro no bolso. A partir do 5into ano a receita pagava e a partir do oitavo ano eu já sobrava dinheiro. >> Porque basicamente assim, você compra algo, aí você recebe dividendos. Esse dividendo agora é pequeno, mas daqui a pouco esse dividendo ele é suficiente para ele mesmo comprar novas ações sem precisar tirar do bolso. Você comprou 1000 ações por mês, você vai aumentando a tua carteira e você vai aumentando o dividendo. Há pouco tempo atrás a Luía chegou para mim e falou: "Pai, não sei quem aí chegou e falou: "Quanto é que o senhor gastou para ter sua carteira?" Eu falei: "R >> Como assim R$ 1?" >> É por quê? Porque eu no início eu tirava dinheiro do bolso e comprava as ações. Eu fui recebendo, fui recebendo, fui recebendo e fui repondo. Então eu falo R$ 1 para ter um número, mas nunca não custou nada. >> Agora par você tá falando do seu começo, quando você começou a comprar ações, né, toda essa trajetória, esse seu estudo de que você começa na força do seu braço, depois os dividendos vão te ajudando, né, a formar essa bola de neve. Só que a gente tem momentos e momentos na bolsa, né? Tem momentos onde tem algumas empresas boas que ficam baratas, tem momentos onde empresas boas às vezes ficam caras. E aí eu já vi você falando várias vezes, até teve conversa nossa que você falou já que uma vez queria dar um beijo na boca da Dilma quando ela fez alguma cagada lá que os preços caíram. Você falou: "Pô, vou comprar ação nesse preço". E é claro que a lógica nos diz que eh assim como eu entro num mercado e eu quero comprar algo na promoção, eu deveria comprar algo na promoção quando um preço despenca na bolsa de valores. Por mais que as pessoas queiram fazer o oposto na realidade, elas fogem nesse momento, né? Porém, o que eu queria saber do senhor é o seguinte: você tem uma vida na bolsa e uma vida muito bem cedida, mas eu tenho certeza que teve algum momento que você ficou com medo. Algum momento isso deve ter acontecido. Eu queria saber qual foi esse contexto, se ele existiu de fato, né? Não teve nenhum momento que você pegou e ficou com medo. Meu, eu não sei o que que vai acontecer. Por exemplo, eu durante o Covid eu falei assim: "Meu, eu tô com muito medo. Só que pelo medo eu consegui por algum motivo racionalizar e falar: "Mas é por isso que ficou barato e o medo tá embutido no preço, eu vou comprar." Comprei e ganhei muito dinheiro. Tiveram momentos que você ficou com medo ou algum momento que isso aconteceu? >> Não, medo. Medo eu nunca tive. Se eu tivesse tido medo, eu não teria feito a carteira que eu fiz. Tá certo? Nenhum momento Bar >> nenhum momento. Corajoso. Então, o que eu não sou corajoso. Eu é o seguinte, eu me conscientizei muito do que é o mercado. Então, o mercado ele é o quê? Ele é você investir na geração de riqueza. É por isso que hoje eu acabo concluindo que aquele que compra e vende, aquele que faz day trade, se ele era rico, ele ficou pobre. O mercado ensinou isso. Então, eu aprendi o quê? Que você tem que investir na geração de riqueza. Eu aprendi, eu sempre quis ser dono, mas de um grande negócio. Eu vou ter que contar até um negócio, não lembro se ela tava junto, mas em setembro do ano passado teve uma a inauguração de uma grande fábrica da Clamim lá em Piracicaba. Projeto que tem 1 milhão e poucos milos. Eu não me lembro exatamente. Eu vi aquilo, falei: "Puxa vida, isso aqui é o meu sentimento, né? Fiquei encantado porque você viu um projeto de 1 milhão e poucos milos com um monte de equipamentos funcionando de uma forma super desenvolvida em termos de tecnologia. Você não vinha ninguém trabalhando, você tem uma sala de controle, não é, que controlava tudo e são bobinas de 50 toneladas, não é isso? Eu fiquei encantado. Quando acabou a visita, etc., Os diretores foram foram fazer uma programação, perguntar que achou, achou o programa, cada um falou uma coisa. Quando ele perguntou para mim, eu falei para ele, ele olha, eu vou fazer o seguinte, amanhã eu vou montar o projeto igual que esse ele falou, isso aí custou 3, 4 bilhões falei: "Para você, para mim vai custar 3,30, que eu ia comprar as ações, entendeu?" E vou falar uma coisa para você, viu? O brasileiro ele não tem assim um espírito de se conscientizar que de pequeno ele pode um dia ser um grande dono. Warft, ele não tem ações, ele tem um fundo e não é dele. >> Ele tem uma holding, na verdade, uma holding mas são mas são 40.000 pessoas que t dinheiro lá. O meu é só meu. >> Ah, você não se sente buffer? >> Não, eu eu não tenho fundo, eu não tenho uma holding, eu tenho as ações, >> sua propriedade, né? É que o pessoal te chama de Buffet, que eu falo assim, poxa, ele é o velhinho, bem-sucedido, o maior investidor do Brasil e com bom track record. >> Não, eu não sou o maior investidor do Brasil. Tem outros investidores também grandes. O Ju Cabidar é um grande investidor. Ele eu acho que é o maior investidor do Brasil. X% da Eletrobras, X% da Petrobras, X%. Tá entendendo? >> Você sempre vai ser o nosso maior investidor da bolsa brasileira? >> Não, sou um investidor que veio do nada. O Juca Abidala é um cara que o pai dele era rico do Rip. Então é um é um dos ricos que nunca vai ficar pobre. >> Para ele não se aplica essa regra. Ele precisaria fazer muita cagada. >> Ah. >> E se você fosse jantar com o Barça de 25 anos de idade, você acha que o barça de 25 anos de idade, olhando para você, você acha que ele iria ficar orgulhoso ou decepcionado? >> Sei se orgulho. Eu sou uma pessoa que eu continuo fazendo o que eu sempre fiz. Se você perguntar para mim qual é o sentimento de riqueza, eu digo o seguinte: meu sentimento de riqueza é aquele que se contenta com o que tem. Eu sou pobre porque eu não tô contente com o que eu tenho. Eu vou fazer sempre aquilo que deu certo. Eu não mudo de jeito nenhum. >> Você acha que o que o brasileiro merece o que tem? >> Eu acho que merece porque você sabe qual foi o maior presente que o brasileiro ganhou? Tem ideia? Eu acho que o maior presente foi o projeto Olegado que a gente tá lançando junto agora. >> Maior presente foi um negócio chamado voto em 1984. Veja em quem ele votou de lá para cá. >> Você acha que esse foi o maior erro que a gente cometeu? Mas você acha que tem jeito, Bárcio? Porque é difícil, porque quando você pega votos, você tá falando de todo mundo. E o todo mundo geralmente tem interesses muito diversos e uma falta de conhecimento. Muitas vezes na minha empresa, por exemplo, se eu fosse pegar a minha companhia e deixasse todo mundo votar igual na empresa, a gente provavelmente não chegaria onde a gente chegou. >> Você tem que fazer que nem o Ford, >> que nem o Ford, >> distribuir para Rqueza R 1 para cada um. >> E aí todo mundo ia aumentar seu próprio salário e ia chegar uma hora que a empresa ia funcionar. Difícil conscientizar. >> É porque o cidadão ele não tem o espírito patriótico de morar num país que lhe proporcione oportunidades, não esmola. Que é um povo que é pedinte. Isso é um pedinte. Tá sempre chapéu na mão. Eles não querem conquistar. >> Aí aproveitando esse gancho, você fosse ministro da fazenda por um dia, qual que seria a primeira coisa que você faria? >> É de admissão. >> Caraca, rápido, hein? O ministro aqui no nosso país, há pouco tempo atrás eu esteve com um político de nome e ele falou: "Porra, Mar, eu falei: "Você quer saber de uma coisa? 500 para resolver um problema nunca vai resolver nunca. Por quê? Porque desses 500 tem no mínimo 70% é proveniente de um estado que não tem nem não tem nem latrina, vai, não tem comércio, não tem nada. E o cara vai voltar para uma coisa importante pro país. Você não tem assim o o poder da decisão. Eu tenho o poder da decisão para mim. Quando você tem que exarar, emanar uma decisão de uma coletividade de 500 e pouco com diferentes níveis, você nunca vai dar coisa certa. A história a história da arca de Noé, >> a história da arca de Noé é o seguinte. Eh conhece? >> Não, eu acho que coisa, a não ser que tem alguma pegadinha, >> não é? Que a Cadia brasileira morreu todo mundo afogado. >> Precisou fazer tanta coisa, concorrência, fazer um estudo, fazer uma comissão, fazer não sei o quê, morreu todo mundo afogado. >> É que você, esse negócio aqui é verdade, né? Muita gente para tomar decisão é difícil. Moisés, quando ele vai entrar na terra prometida, ele manda 12 espias e aí os 12 voltam, um contamina o outro, ficam todo mundo com medo e aí todo mundo acaba tendo que virar uma geração, então morre todo mundo, >> 40 anos >> e aí ninguém entra na terra prometida, entra Josué e mais um. Aí Josué aprendeu com isso e lá na frente, quando ele precisa mandar esse espías, ele só manda dois ao invés de 12. E aí deu certo porque é pouca gente decidindo rápido e é isso que você falou, faz muito sentido. >> Por isso que eu pediria admissão. >> Eu nunca é tal, eu nunca aceitaria >> por nada. Você nunca aceitaria? >> Não, >> não. >> Eu frequento a minha profissão que é economista, né, desde 1968 e frequentemente eu fui nas entidades sempre, né? Até que quando chegou num determinado momento, eu fui eleito presidente do Conselho Regional de Economia. Como presidente do Conselho, eu criei muita coisa, fiz muita coisa pelos economistas, coisas que atingiam diretamente o economista. Uma das coisas que eu tentei fazer, tá aí ol >> passa dos economistas, >> porque se o economista vier pro mercado e tiver uma uma orientação boa e tiver o espírito do do investimento, ele vai prosperar. Mas lamentavelmente eu não consegui convencer, acho que fui um mau professor. Eles foram pior professor, foram péssimos alunos. Por quê? Porque eles querem já. E no mercado você precisa criar, você precisa cultivar, você precisa se empenhar ser um empreendedor. Um empreendedor não com o sentimento de você ser um dono, porque uma empresa, eu já tive várias pessoas que vieram aqui, falaram: "Seu Marcel tem razão. Eu montei uma empresa assim, peguei uma indirização, montei uma empresa, seis meses, eu quebrei." Se você tivesse comprado a estava com ela até agora. A empresa que você comprou, você teria investido, não teria quebrado. Vários. Eu tentei mostrar para eles o seguinte: há um caminho a ser percorrido. Como presidente do conselho, eu criei e hoje consta da lei, tá certo, do economista, a função consultor econômico financeiro independente. Criei essa profissão. Eu tentei oferecer alguma coisa que eu cultuei, que e que deu certo, mas a turma prefere ser empregado. Uma vez uma reunião aí pessoal, cheguei e falei algumas coisas que aconteceram na minha vida, né? Por exemplo, quando eu fiz esse trabalho, o diretor financeiro da CESP era um dos tentáculos do Delfim, era um dos braços direitos do Delfim, um cidadão, bombom economista chamado Moacir Teixeira. Ele inclusive acabou sendo diretor financeiro de Itaipu. Foi ele que mandou publicar isso aqui. Eu falei: "Mocê não acha que a gente podia levar isso daí pro Delfim, pro chefe, que chama tudo o Delfim de chefe". Ele falou para Márcio, o Delfim só aceita o que vem da USP. Isso aqui tentou mostrar que você tem por base a empresa e não o estado. Um belo dia, há muito tempo atrás, eu falei isso daí, né? E o cidadão chegou para mim e falou assim: "Por que que você não pegou um economista da USP e deu para ele?" Eu falei: "Porque aí o mérito não seria dele, por mérito, né?" E depois outra coisa que eu vou falar para você, graças a Deus que eu não me formei na USP. Tardo, como presidente do conselho falar isso aí, rapaz, deu uma deu uma repercussão, mas estão vivo. E eles continuam, sabe o quê? PhD e Olerite. >> PHD e Olerite. >> É, eles querem emprego. Eles não quer, não quer correr risco. >> Ô, Marc, eu queria bater um último tema com você. Você acha que você foi um bom marido? >> Olha, eu acho que acho que sim. >> Fale mais sobre isso. >> Não, eu acho que sim. Você pareceu, você perguntou se eu acha que eu fui? Eu acho que sim. >> Por que você acha que você foi um bom marido? Ah, porque, por exemplo, eu não tive uma sequência eh de vida, né, com com meu com o meu casamento. Deu certo porque não porque por brigar nem nada, é por coisas que a gente imaginava que era e não era. E depois cheguei e falei: "Olha, para aqui, viveu sempre bem numa propriedade minha que eu deixei para ela, né?" Aí depois eu tive uma outra uma outra união de 24 anos, mas não era já não era marido, ela morava na casa dela e eu morava na minha casa porque eu tinha minha mãe para cuidar, tá entendendo? Minha mãe já de idade, né? Até que não deu certo também brigar, sem, né? Aí apareceu a mãe dela e eu tô com ela até hoje. Se não fosse bom, eu não não estaria 30 e quantos anos? >> 34 anos. >> 34. Você acha, considera que você foi um bom pai? Eu acho que eu sou um bom pai, não foi. Sou, por exemplo, eu não tive assim a oportunidade de conviver com os os meus primeiros filhos, os filhos do primeiro casamento, porque me foi imposto isso na separação. A minha ex-mulher chegou e falou: "Você vai poder só ver seus filhos uma vez cada 15 dias e você vem buscar eles de manhã e tem que trazer na hora do almoço." Eu fazia qualquer negócio para me livrar dela, inclusive isso. Mas um dia eu falei para ela, eu falei, o dia que eles crescerem, eles vão ver quem você é e quem eu sou. Todos eles quando casaram, eu dei uma casa para cada um e ela nunca deu nada. Então hoje eu acho que e eles têm assim um certo apego. Sempre tem um, não é como você gostaria que fosse. Então eu tenho um filho que ele quis ficar rico de repente. E no mercado não se fica rico de repente, né? Ao contrário, você fica pobre de repente. Esse foi um dos fatos que gerou esse aprendizado em mim. Se você quiser ficar rico de repente, você vai acabar virando pobre. >> De tudo que você falando de paternidade que você acertou e que você errou, que que você me recomendaria assim? Um erro para eu não cometer com os meus filhos e um acerto que você cometeu para eu fazer questão de fazer também com os meus filhos? Primeira coisa que eu acho que você não deve permitir que seus filhos sejem pedintes, que eles sejem conquistadores. Essa é a minha opinião. Se você é uma pessoa que é um conquistador, você tem que transmitir isso pros seus filhos. E é o que eu tenho feito. >> O que que você demorou para contar pra Luise que você era rico? >> Eu nunca contei. >> Descobri. >> Ela que descobriu. >> Como foi isso daí? >> É verdade, não é, filha? É verdade, >> é verdade. Eu nunca cheguei para ela e fal pai, você tem um pai rico? Não. A riqueza ela vem de uma forma assim pausada, né? Você fica rico, depois você fica bilionário, depois você fica bilionário né? >> Processo, né? Não é não é impacto, é processo. >> É um processo. É o que deveria ser o mercado. Um processo. >> Você nunca deu mesada pra Luía? É isso. Você comprava ações para ela? Era, era assim que era >> outra par. Foi assim. Eu eu pedi na época, tava na moda aquele Nike Shots que agora tá na moda de novo, né? Aquele quando das molas e tudo mais. E eu tinha 13 para 14 anos e é aquela fase, você tá entrando na pré-adolescência que você começa a ter os desejos de consumo, né? Ver os amiguinhos, t tal. Então eu queria tal coisa, depois queria tal coisa, ele chegou um belo dia que ele falou para mim: "Chega, chega, vamos fazer o seguinte, eu vou te dar uma mesada, mas quem vai pagar não sou eu, é ultrapar". Então ele comprou para mim X ações da Ultrapar e falou: "Essa aqui vai ser a sua mesada". que eu dava o equivalente a uns R$ 300 por mês. Então a ultrapar pagava trimestral, ele segurava a grana e me distribuía mensalmente, né, os R$ 300 por mês até a empresa anunciar de novo. A minha mesada dependia se a empresa ia dar lucro ou não, dependia também se eu poderia pegar essa grana e reinvestir, comprar mais ações da ultrapar, né? E aí ele foi me orientando nesse sentido. Foi foi muito bom. Então ele me dava meses, ele eu recebi mesada. >> Eu recebi a mesada, mas quem quem pagava não era ele. >> Sim. Desde pequeno já acostumando com esse movimento. Legal. >> Por isso que eu sugeri a você isso. >> Legal. >> Faça com que eles não sejam pedinte e que eles não estudem na USP. >> E você tem medo que alguém gaste o dinheiro que você levou à vida para construir? >> Não, um dia eles vão gastar, né? Eu tenho procurado, na medida do possível mostrar para eles que juntos eles podem mais do que sepá-los. Eu tô tentando, né? Já consegui com alguns. Ainda tem um que ainda não conseguiu, né, Luí? É, >> a Luí só, só fica aí só, né? Não, não fala nada. >> Eu sempre dei muito valor pra meritocracia, tá entendendo? Tinha um cidadão falando em termos de sucessão patrimonial, então ele dizia: "E dá o patrimônio igual". Aí eu disse para ele o seguinte, um grande advogado, me diga uma coisa, você acha que tem que ser igual? É, é claro, é direito. Eu não acho. Eu acho que é uma questão meritocrática, meu filho. Se ele tem condições de ganhar 10.000, eu vou dar 10.000 para ele. Se esse aqui tem condições de ganhar só 1000, eu vou dar só 1000 para ele. Tem que dar o que ele merece. >> Pará dos talentos, né? >> Então, meitocracia. O cara falou: "Não, isso não pode, porque a lei não sei o quê". E eu acabei me convencendo que é verdade né? >> Ah, você pode fazer o que você quiser com metade, né? >> Dá para ter uma meritocracia numa parte, né? Não dá para ser não. E depois outra coisa, eu tô procurando mostrar para eles unidos, vocês têm mais chance, você tem mais poder. Por exemplo, o dia da manhã eu pego a minha posição de unipar, divido, você não coloca ninguém no conselho. Com a minha posição junta, você coloca dois no conselho. Tô procurando mostrar, olha, é isso aqui, eu trabalhei. Ô, eu tenho 87 anos, venho todo dia aqui. Vem todo dia, olho, me interesso, falo no telefone, enfim. >> Uhum. Uhum. É que hoje já eu já perdi muito espaço. Acho que 90% dos meus amigos, né, que trabalhavam comigo morreu tudo. Então a gente vai perdendo, né, contato. E a garotada de hoje é uma garotada que eles não quer comprar ações e guardar, eles quer comprar por um e e vender por 1,5, 1,10. Então você sabe o que o mercado também me ensinou? Que o sentimento de longo prazo pro cidadão de hoje é 15 minutos. O cara quer comprar e vender paciência para nada. É, não há mais aquele aquela raiz do cara falar: "Não, eu tenho que investir devagarzinho, né?" Vamos supor, se você monta uma empresa, um exemplo, você descobre a pírola e a gasolina, você coloca uma pírula no carro e anda 100 km, tá entendendo? Mas você não fica grito do dia pra noite, você tem que montar uma empresa, você tem que, né? Mesmo você tendo alguma coisa substancial na mão, como é você ter ações do banco, ações da Clabim, ações de inúmeras empresas, da SEMIG também, né? e algumas outras que a gente interpreta que vai ser um bom negócio também, né? É questão de tempo. >> Indo pro final aqui, qual que é sua relação com Deus? >> Olha, eu tenho inveja desse pessoal que fala em nome de Deus. Eu chego pro cara e fala: "Mas você tem procuração com firma reconhecida?" Não, eu acho que Deus é uma figura folclórica, tá certo? Eu tenho assim uma crença muito mais voltada pros deuses que o homem não consegue fazer, >> tá? >> O céu, a terra, o vento, o mar. Mais ou menos uma coisa parecida com a teoria dos vikings que eles acreditam naquilo que é palpável. Deus está representado por uma quê? por uma estátua. Pode ser até que ele tenha existido. Eu não sei porque eu não vi, né? Nem você viu também. Então tem um monte de gente aí que ultimamente fala em Deus e e fala de um jeito que como se ele fosse íntimo do Deus, né? Eu acho que existe um ser supremo que comanda tudo isso, tá entendendo? >> Você teve algum momento da sua vida que você teve um momento de de busca ou de curiosidade assim de Deus, Deus Deus existe, como que é? Você teve momentos assim? Já tiveram alguns momentos em que a gente, né? Mas eu acredito muito numa coisa que se chama justiça divina. O que você faz aqui, você paga aqui e você paga antes do que você imagina. Então esse sentimento sempre me colocou numa posição de nunca tentar fazer nada ruim para que não viesse nada ruim para mim. >> E Márcia, a gente pode tá lançando junto o projeto legado, né? Tá? Então a gente pegou basicamente o MBA construído junto, que a gente fez em conjunto, mas liderado por vocês. A gente pegou o aplicativo da GF de vocês, a Finclés, as nossas mentoras, a gente se juntou junto, tudo isso daqui junto num pacote para disponibilizar para quem tá assistindo a gente e num preço diferente, né? A gente vai deixar o link aqui na descrição até para você conferir, tá? Então clica aí para entrar na lista de espera. Mas como o nome desse projeto é o legado, a última pergunta que eu queria te fazer é sobre legado. Você, se Deus quiser, é uma pessoa que ainda tem muito tempo junto com a gente, porque você ensina a gente demais. Todo ano pelo menos uma interação a gente tem. E eu venho te pedir conselhos, em especial na área de investimentos, né? E você sempre me me ensina muito. E aí eu queria te perguntar de tudo que você já viveu, tudo que você vive e ainda vai viver e talvez um pouco mais na área de investimentos ou se quiser deixar isso mais amplo, qual que é o legado que você quer deixar para todas as pessoas que estão acompanhando você há tantos anos? >> Que eu gostaria de deixar é uma coisa que eu já tenho, já tenho tido muitos pronunciamentos. Cidadão chegar para mim e falar: "Barce, você mudou minha vida". E eu chego para ele, eu falo: "Eu não mudei minha tua vida. Você mudou tua vida. Eu mostrei o caminho para você. O meu legado é esse, é mostrar o caminho pras pessoas. Eu não consigo mudar a vida de ninguém. O caminho é que vai mostrar a vida. >> Eu vou deixar um link aqui na descrição para vocês entrarem na página do legado. É muito provável que lá tenha o caminho para que vocês possam financeiramente se preparar para gerenciar melhor seu patrimônio, talvez gerenciar melhor o fruto do seu trabalho, que possa investir melhor seu patrimônio pro futuro, aprendendo com quem já construiu e chegou lá. Por isso que o nome do projeto é Olegado. Muito obrigado, Bar Luí, né, por mais uma vez a gente fazer alguma coisa junto. >> Mas a constante que ela não falou nada. >> Eu sei que é estrela. >> É que a Luise ela ela tem uma presença que já conta por tudo assim, não sei. Você tá falando, ela olha para você, você já muda a fala assim, então parece que ela vai direcionando. Vocês estão juntos como uma única coisa falando, se comunicando, >> que a gente tem um um caminho que a gente procura ensinar, não é isso? Não. Muito bonito o que vocês fazem juntos assim. É, realmente é. E o que eu sempre falo da Luía, assim, ela carrega o seu legado de um jeito muito bonito. Uma vez a gente foi no evento do em Omar e assim e todo lugar que ela vai, ela eu eu consigo ver ela levando seu legado e eu tenho certeza que ela vai mais longe que você. Tenho certeza que ela prendeu muito, vai carregar esse legado e e com respeito, porque nunca vi ela desrespeitando e assim é a maior honraria que ela tem de estar contigo. Então, >> não, não há dúvida nenhuma. Então é fato que você veja, eu acabei de falar aqui para vocês porque há pouco tempo atrás ela chegou para mim, olha pai, tem um banco aí que já foi um banco pequeno, não sei o que lá que agora, né? >> A gente discute investimento, né? É, a gente discute investimento, né? >> Foi discute, avalia, né? Escute, eu digo para todos, sempre eu fui visitar as empresas que eu investi, sempre. E hoje eu digo que o caminho é muito mais suave, muito mais tranquilo, porque eu sempre precisei ir à empresa. Hoje a empresa vem a você. Se você quiser visitar a Clabin, por exemplo, você entra no site da Clabin, você tem lá visita virtual. É como se vocês estivessem na Clabim. Eu já sugeri para vários empresários, né? Por que que você não faz uma visita virtual? Agora que eu tive lá na lá na Tauros, não é? Eu cheguei pro Salésio, que é o presidente, falei: "Salésio, [ __ ] você tem que mostrar isso aqui pro pessoal, você tem que mostrar o que que é." Vai ver as surpresas que a tal vai dar. >> Espero que a maior surpresa seja a rentabilidade né? >> É, a rentabilidade é uma consequência, tá entendendo? Dos projetos. E, você quer falar alguma última coisa pra turma? Eu lamento profundamente, por muito que a gente fale e por muito que a gente insista em divulgar o mercado de capitais examinado à luz desse sentimento, ou seja, de você investir, o brasileiro ele tem que começar a avaliar que um país ele se forma com uma sociedade que procure gerar riqueza pro país. E lamentavelmente hoje nós somos um país que tem poucos que geram a riqueza e muitos que destróem a riqueza. Aquele presente de 1984 precisa ser analisado com uma visão patriótica, não com uma visão de interesse. Essa que é a verdade. >> Ô Luí, e você, Luí, você que tá presente no papo, sei que você tá acordadaça no papo inteiro, com um monte de coisa para falar, a gente não conseguiu falar muito aqui, mas você que vive esse legado na pele e imagina o legado que vai ficar, que que você acha que são os principais pontos que vão realmente prosperar? Quando a gente brincou aqui, né, que ele não me contou que era rico, eu descobri. Mas eu acho que pro meu desenvolvimento pessoal, até pra minha carreira, isso acabou sendo bom, porque eu primeiro admirei a história dele primeiro e o que ele conquistou como homem, como ser humano. E depois eu fui admirar o que ele conquistou em termos de patrimônio. Hoje eu sei o tamanho do meu privilégio, quão privilegiada eu sou, não só pela questão do patrimônio, mas por ter tido a chance de um pai presente, de um pai que me ensinou e fez questão de me ensinar tudo que ele sabe, de passar o conhecimento adiante. Então, em determinado momento, eu senti medo, né, pela pressão das pessoas, da comparação. É inevitável, né, caramba, eu sou filho do bu filha do do buffer brasileiro, né? Então eu sempre me cobrei muito. Como é que eu faço para estar à altura? Até que eu cheguei a determinada conclusão de que eu não sei se algum dia eu vou estar à altura, mas se eu conseguir atingir as pessoas e fazer com que, enfim, se eu for um décimo do que ele foi como homem, do que ele conquistou, já vou ter feito muito, né? Então eu entendi que a missão dele foi criar do zero, foi criar a estratégia, né? E ele aplicou para ele mesmo e que eu jamais poderia fazer igual a ele, né? Eu não saí do zero, eu não tive que passar por pobreza, ele passou por tudo isso para que eu não precisasse passar. Então a minha missão é diferente, né? A minha missão é pegar o que ele construiu e dividir com as pessoas. É uma missão, enfim, tão nobre quanto a dele, enfim, mas são missões diferentes, né? Então, hoje eu não sofro mais de mim mesmo aquela pressão de superá-lo, né? O Barça é um cara, sabe aqueles caras que nascem uma vez a cada 100 anos? E então, se eu conseguir passar pras pessoas um décimo do que ele me passou, eu acho que eu já vou estar contribuindo pra gente estar numa sociedade, num país melhor. Então eu acho que como mensagem é tudo que ele trouxe aqui, todo mundo quer chegar onde ele chegou, mas não quer passar pela mesma dificuldade que ele passou. Então eu sempre digo pras pessoas, bom, se você não quer ser um milionário, não tem problema. Dá para você seguir a nossa estratégia e ter pelo menos uma vida digna lá na frente sem depender do INSS. Já é muito melhor do que as pessoas vão ter acesso se dependerem única e exclusivamente do governo. Então, comece, dê o primeiro passo, né? O primeiro passo é sempre o mais difícil porque é diferente de tudo aquilo que você aprendeu a vida toda, né? Você vai ter que quebrar muitos paradigmas, né? muitos vieses que são colocados na nossa cabeça e na nossa educação ao longo do tempo, mas quebrada essa barreira deu o primeiro passo e sem dúvida nenhuma, seguindo tudo o que a gente vai ensinar também no legado, né? A gente tem todo o ferramental, cursos, mas não adianta nada você comprar o legado e você não executar, que é o que ele diz, né? Eu dei o caminho agora, quem muda a sua vida é você, só você pode fazer aquilo por você mesmo. Algumas coisas são assim, né? Eu vou dizer uma coisa também complementando o que ela falou, o seguinte, não vá pensar que não existe uma instituição que procura fazer de você um empreendedor. Tem um órgão chamado SEBRAI, que ele é encarregado de mostrar para você um empreendedorismo. Só que tem uma coisa, ele te ensina a pensar pequeno, porque ele chega para você e fala: "Monte um bom cabeleireiro, monte isso, monte aquilo, monte não sei o quê". Ele não te mostra o caminho que eu procuro mostrar. Em vez de ser dono de um pequeno negócio, ser parceiro de um grande negócio. E veja bem, é mais fácil ser um pequeno parceiro de um grande negócio do que você montar um negócio. Porque você com R$ 500 você se torna parceiro de um grande negócio. Você pode começar a comprar ações e qualquer empresa, R$ 500, R$ 300 por mês. E você tá comprando o quê? Você tá comprando um grande negócio. >> É isso aí, pessoal. Um grande abraço para vocês, link na descrição. Espero vocês no nosso próximo vídeo. Um abraço e tchau.