POR QUE O BRASIL NÃO QUEBROU... AINDA?
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https://www.youtube.com/watch?v=VxKAc5oBeng
Statut
Analyzed
Demandé Le
May 29, 2026 at 06:00 AM
Performance Globale
+0,57%
Recommandations
BBAS3
BUY
""Foi exatamente nesse mês, nesse ano, nesse cenário que o Luiz Barce comprou suas primeiras ações do Banco do Brasil.""
Contexte: "Foi exatamente nesse mês, nesse ano, nesse cenário que o Luiz Barce comprou suas primeiras ações do Banco do Brasil."
Prix à la date de publication: R$20,61
Prix de clôture du dernier jour: R$20,00
(Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte:
R$-0,61
(-2,96%)
KLBN11
BUY
""O Barça foi comprando as ações ao longo dos anos 70""
Contexte: "Sabe a Clabin? ... O Barça foi comprando as ações ao longo dos anos 70 e no exato mesmo cenário desse caos."
Prix à la date de publication: R$16,67
Prix de clôture du dernier jour: R$17,40
(Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte:
+R$0,73
(+4,38%)
UNIP6
BUY
""Só que o Barça comprou. Ele comprou a 25 centavos por ação""
Contexte: "... foi a Unipar. ... quando o Barça começou a comprar ela, em 2017... Só que o Barça comprou. Ele comprou a 25 centavos por ação"
Prix à la date de publication: R$60,87
Prix de clôture du dernier jour: R$61,04
(Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte:
+R$0,17
(+0,28%)
Transcription Complète
Você provavelmente abre esse vídeo pensando que ia te dizer que o Brasil vai quebrar em 2027 e que o nosso dinheiro vai virar pó, que o país ia virar Venezuela, que os caixas eletrônicos vão parar de funcionar, que o colapso é iminente imparável. Mas não, o Brasil não quebrou e provavelmente não vai quebrar. >> Não do jeito que você imagina, a gente tá assim quebrando, mas de outra forma. E talvez seja até um pouco difícil de acreditar. É só você olhar para os números do Brasil em 2026, você vai descobrir que eles são bons, muito bons. Na verdade, a taxa de desemprego bateu o menor nível da história. O PIB do Brasil cresceu de uma forma consistente nos últimos anos. A bolsa renovou máximas históricas várias vezes e as agências de classificação de risco devolveram pro Brasil o grau de investimento. A inflação tá próxima do intervalo da meta. O dólar voltou pra casa dos R$ 5. O Banco Central já começou a cortar Selic. Esse olha para esses números e parece que o Brasil finalmente engatou, que tudo deu certo, que o país virou a chave. Tá um pouco estranho e difícil de imaginar que o nosso país possa quebrar de alguma forma, mas se tá tudo bem, tudo tão bem, o que que todo mundo continua dizendo e às vezes até eu que o Brasil vai quebrar? Porque tem ex-ministro da Fazenda dando entrevista falando em colapso fiscal em 2027. Por que que o brasileiro médio tá endividado como nunca esteve na história? Por que inadimplência das famílias bateu recorde? Por que tem mais brasileiros saindo do país hoje do que em qualquer outro momento dos últimos anos? Tem alguma coisa aqui que não tá batendo. Os números da economia brasileira são bonitos, mas dentro de cada casa a coisa tá cada vez mais complicada. E o que ninguém te contou é que a verdadeira bomba relógio do Brasil tem outra cara. É uma cara que você não vê nas manchetes de jornais, só que aparece de outra forma na sua vida. É exatamente sobre isso que eu vou falar no vídeo de hoje. Eu vou te mostrar como o Brasil tá quebrando, porque os números macro tão bons, mas sua vida tá ficando cada vez mais apertada a cada ano. E principalmente como você sai desse cenário antes que seja tarde demais. Mas antes de começar, eu tenho um pedido muito simples. Deixa o like aqui no vídeo e se inscreve no canal. Eu descobri que recentemente, né, mais da metade das pessoas que assistem os meus vídeos não são inscritas. Eu queria muito que você se tornasse parte da comunidade de primos e primas aqui do canal. Então, deixa o like, se inscreve e bora pro vídeo. Para te explicar o que tá acontecendo, preciso te contar uma história. Ela vai começar lá em 1998. Naquele ano tem um cineasta australiano chamado Peter Weer, que lançou um filme que pouca gente esperava que fosse virar o que virou. E o filme se chama O Show de Truman. Ele conta a história de um homem chamado Truman Burbunk, interpretado pelo Jein Carry. E o Truman vive numa cidade muito pequena chamada Sea Heaven Island. É uma cidadezinha de praia com casas brancas, ruas limpas, sol todo dia e aí os vizinhos sorrem para ele toda manhã. Ele tem esposa, ele tem um emprego estável, ele ganha muito bem. A vida do Truman é em uma palavra perfeita, só que tem um detalhe, ela é falsa. Toda ela, cada centímetro dela é falso. O Truman sabe, mas desde o dia que ele nasceu, ele tá dentro do maior reality show da história. A cidade onde ele mora é um cenário gigantesco. A esposa dele é uma atriz, o melhor amigo dele é um ator. O sol da cidade é um sol artificial projetado num teto gigantesco que cobre tudo. A chuva é controlada, o vento é controlado, os vizinhos são pagos para sorrir, os carros são posicionados na hora certa. Tudo na vida do Truman foi cuidadosamente fabricado para que ele pensasse que aquilo era real. E ele acredita por 30 anos. Ele acredita porque na cabeça do Truman fecham, a vida funciona, o salário cai todo mês, a esposa volta para casa, o sol nasce, as ruas estão limpinhas, ele nasceu assim. Para que duvidar então? Só que aí um dia alguma coisa começa a não fazer sentido. Primeiro um holofote cai do céu no meio da rua e aí puf, explode no chão. Aí depois um rádio começa a transmitir por acidente a comunicação do diretor do programa. Ele começa a perceber que tem alguém narrando a vida dele e ele tenta sair da cidade. Aí o carro quebra, uma árvore cai na frente da estrada, um incêndio aparece do nada, sempre tem algum motivo para ele voltar e aí o Truman começa a desconfiar. Tem uma frase no filme que o personagem que dirigiu o programa chamado Christoph diz assim, ó: "Nós aceitamos a realidade do mundo como ela nos é apresentada". >> E essa é a frase mais importante do filme inteiro, porque é exatamente isso que o Truman fez por 30 anos. Ele aceitou a realidade do jeito que ela foi entregue para ele. E é exatamente isso que o brasileiro tá fazendo hoje. A gente olha pros números, PIB crescendo, desemprego nas mínimas, bolsa subindo e a gente aceita, a gente engole, a gente acredita. Na superfície tá tudo bem, só que igualzinho no show do Truman, tem coisa caindo do céu, tem holofote caindo, tem incêndio que aparece do nada e quando você começa a olhar com atenção, a coisa toda começa a ruir. E o que eu vou te mostrar agora é como esse cenário todo foi construído tijolinho por tijolinho, desde 1988 até hoje. Para começar, eu preciso te levar lá pro dia 5 de outubro de 1988, mais especificamente para um dos lugares mais importantes do Brasil. Eu tô falando de Brasília. Naquele dia, um cara chamado Ulisses Guimarães levantou a constituição recém promungada e disse na frente das câmeras: "Esta será a Constituição Cidadã". E era uma promessa bonita, né? Educação, saúde, previdência, direitos sociais e salário mínimo, digno para todos. Tudo muito lindo no papel. Só que teve um pequeno detalhe que ninguém na época notou. Um detalhe técnico escondido nas entrelinhas que mudaria toda a história do Brasil dos próximos 40 anos. A constituição amarrou várias despesas do governo brasileiro para crescerem automaticamente todo ano junto com a inflação ou junto com o salário mínimo ou junto com a receita do governo. O que que significa na prática isso? Significa que o governo brasileiro perdeu a capacidade de cortar gastos. Quando a economia tá boa, o gasto sobe. Quando a economia tá ruim, o gasto continua subindo. Não importa o que acontece lá fora, no mundo real, dentro do orçamento brasileiro, a despesa sempre vai subir. Você não tem espaço para fazer qualquer tipo de ajuste. Mas naquele momento, em 1988, ninguém tava olhando pro orçamento. Todo mundo estava preocupado com outra coisa, que era sobreviver. Só em 1994, o Brasil viveu seu primeiro grande sinal de que talvez existisse um caminho de prosperidade, que era o plano real. Aquela ideia matou a hiperinflação. E quando a inflação some, uma coisa mágica acontece. Crédito imobiliário começa a existir. Você consegue financiar uma casa, que o banco consegue calcular o risco, você consegue pegar um empréstimo, que os juros não são mais de 80% ao mês e aí você consegue pensar em comprar um carro a prazo, porque o preço daqui a 36 meses vai ser mais ou menos previsível. O Brasil, pela primeira vez em décadas, começou a ter futuro e aí veio a década do ouro. 2003 a 2013 o Brasil viveu o que talvez tenha sido o melhor momento econômico da história moderna. A China tinha começado a consumir comodities como nunca. Soja, minério de ferro, petróleo, carne, café e açúcar. Tudo que o Brasil produzia, o mundo queria comprar. As exportações brasileiras explodiram, a balança comercial do país virou um foguete e com mais dinheiro entrando, o real se valorizou, o salário mínimo começou a subir acima da inflação e aí o crédito ficou mais barato. E aí foi nesse momento que aconteceu uma das coisas mais marcantes da história econômica brasileira. Milhões de famílias entraram pela primeira vez no mercado de consumo. Então, pessoas que nunca tinham viajado de avião viajaram, pessoas que nunca tinham comprado um carro zero compraram, pessoas que nunca tinham financiado imóvel próprio financiaram. O sonho da casa própria, o sonho do primeiro carro, o sonho da viagem de férias deixou de ser só para uma camada pequenininha da população e virou meio que alcançável para dezenas de milhões de brasileiros. A renda média do brasileiro subi um pouquinho, a desigualdade caiu, a extrema pobreza despencou e aí o Brasil tinha entrado no seu próprio show de Truman. particular, pessoal todo dia, vizinho sorrindo, emprego estável e o brasileiro, igual o Truman, acreditou. A gente acreditou que tinha virado o país futuro. A gente acreditou que o Brasil tinha resolvido a equação matemática, toda essa cagada. E a gente acreditou que finalmente o o nosso destino tinha mudado. Só que tinha uma coisa que poucas pessoas estavam vendo. Tem uma carta brilhante de uma gestora chamada Kineia, uma das gestoras de investimento do Brasil, uma das maiores, publicada esse ano em 26, que coloca o dedo na ferida desse período. A Kneia diz na carta que o Brasil daquela década viveu uma ascensão real, só que essa ascensão estava menos apoiada em produtividade, em grande eficiência, em capacidade de gerar mais riqueza pro trabalhador e mais apoiada numa combinação temporária de renda externa, crédito e política fiscal expansionista. Em português, claro, significa o seguinte, que o Brasil tava enriquecendo, mas a culpa não era nossa. E é aqui que o roteiro do filme do Truman começa a fazer sentido. Lembra que eu falei que toda a vida do Truman era um cenário? A década de ouro brasileira foi exatamente isso. Um cenário muito bem construído. A China comprando a nossa soja era o vizinho sorridente. O BNDS financiando empresas era o emprego estável. E o salário mínimo subindo era o sol todo dia. O crédito imobiliário explodindo era a esposa linda voltando para casa. E o brasileiro, igualzinho Truna, olhou para tudo isso e aceitou. Acreditou que a a vida era real, né? Mas não era. E o dia em que o holofote caiu do céu foi em 2014, quando a China começou a desacelerar, a balança comercial do Brasil mchou. E quando isso aconteceu, o cenário começou a se desfazer p na nossa cara. A crise começou em 2014, aí ela se aprofundou em 2015 e 16. Foi a maior recessão da história moderna do Brasil. E mais importante que o tamanho da queda, foi o legado que essa crise deixou. A Kéia, naquela mesma carta, disse que o Brasil saiu daquele episódio mais pobre, menos disposto a investir, mais vulnerável fiscalmente e com setor privado mais machucado. Aí a crise de 2014 a 16 não foi um, sabe, um soluço, não foi uma coisa rápida, foi uma quebra de trajetória, uma mudança de caminho. E para piorar veio a pandemia em 2020, aí bagunçou tudo de novo. O governo precisou gastar bilhões em auxílio emergencial para evitar uma calamidade social. A dívida pública explodiu e aí depois da pandemia o Brasil entrou numa fase ainda mais estranha. Aparentemente tudo voltou ao normal. O desemprego começou a cair, o P voltou a crescer, a bolsa começou a se recuperar, a inflação foi controlada e o grau de investimento voltou. Aí você olha os números, parece que o Brasil deu certo de novo, >> igualzinho na década de ouro. >> Só que existe uma diferença gigantesca entre esses dois momentos. E essa diferença é o coração de todo esse vídeo, porque entre 2003 e 2013, quando o Brasil subiu a colina, né, á tudo bem, o salário do brasileiro tava subindo, a renda real das famílias estava aumentando. E de 2017 para cá é diferente. Aqui o Brasil parece tá bem inúmeros, só que o brasileiro não. Deixa eu mostrar com dados. Segundo os dados oficiais do Banco Central, o endividamento das famílias em relação à renda praticamente dobrou desde 2000. Hoje tá em recorde histórico e olha o que que é mais perturbador ainda. A inadimplência das famílias tá subindo, mesmo com o desemprego nas mínimas históricas. Isso daqui é algo que historicamente não acontece. Pensa comigo, em ciclos anteriores, sempre que o desemprego caía e o salário subia, aí na de implência caía junto. Mais gente trabalhando, mais gente pagando as contas em dia. Mas não tá funcionando assim mais. E essa quebra do padrão é o sinal de que alguma coisa lá embaixo mudou. O brasileiro tá trabalhando, tá empregado, só que tá fundado em dívida. Por quê? E a resposta tá num lugar simples. O custo da vida adulta no Brasil disparou. Você tem noção? Há pouco mais de uma década, um carro popular custava mais ou menos 17 salários médios brasileiros. Hoje, o mesmo carro custa mais de 25 salários médios. O preço do plano de saúde subiu acima da inflação ano após ano. A escola particular subiu acima da inflação, o aluguel explodiu, o preço dos imóveis triplicou em valor real entre 2004 e 2014, enquanto o salário mínimo no mesmo período subiu muito menos. O que era padrão de classe média virou luxo, mas não no sentido de extravagância, mas no sentido de que não é mais acessível. E aí o brasileiro faz o que dá, ele estica o cartão de crédito, pega empréstimo, renegocia a dívida e aí vai empurrando. E é por isso que mesmo com emprego ele tá endividado, porque a renda dele não tá acompanhando o custo de vida. O brasileiro médio não tá mais tentando subir e em muitos casos o objetivo é só não descer. E aí esse é o resumo da nossa década. E aqui é onde o cenário do Truman fica maluco, porque por cima tá tudo bem, mas por baixo a sua vida tá ficando ano após ano mais apertada. Tudo que você precisa comprar para ter uma vida adulta minimamente normal ficou muito mais caro, não ficou? Inclusive, deixa nos comentários se você tem sentido isso de alguma forma no seu bolso, porque essa é uma quebra silenciosa. Você não acordou no dia em que o Brasil quebrou, você acordou todos os dias por anos descobrindo que mais alguma coisa tinha saído do seu alcance. Só que eu quero te mostrar mais um número e esse é o que me parece mais preocupante de todos. mais ou menos 1/5, ou seja, 20% da renda total das famílias brasileiras hoje vem do governo. E isto aqui em forma de transferências. Então, Bolsa Família, aposentadoria, salário de servidor, benefício de tudo que é tipo, 20%. E sabe quanto é esse mesmo número no México, por exemplo? 14%, na Colômbia é 15%. Ou seja, o brasileiro depende muito mais do governo para fechar orçamento do que vários outros pares. Isso explica uma coisa muito importante. Se ouve falar bastante daquela ideia de diminui o estado ou o governo é grande demais. Tá certo, mas tem outro lado da mesma moeda. Nos últimos 40 anos, o Brasil se acostumou a depender do estado. E é por isso que cortar gasto público é tão difícil, porque cortar gasto não é um botão. Cortar gasto é dizer para um aposentado que ele vai guiar menos. É dizer para uma família que recebe bolsa família que o programa vai diminuir. É dizer para um servidor público que o salário não vai ser reajustado. E nenhum político em ano eleitoral consegue fazer isso. Nenhum. Então o gasto continua subindo. Aí a dívida continua subindo, os juros continuam subindo e o brasileiro no fim continua pagando a conta. E se você acha que a situação não poderia piorar, você tá enganado. Eu preciso te apresentar um personagem da nossa história que merece um capítulo, uma parte do vídeo aqui só dele. Você lembra naquele momento do filme do Truman em que o Holofot cai do céu e ele começa a desconfiar que tem algo errado? No mundo real, no nosso mundo, tem pessoas que olharam para esse Brasil e fizeram a conta. Tem pessoas que viram o holofote cair, viram a árvore na estrada, viram um incêndio surgir do nada e passaram a acreditar que tinha algo de errado. Uma dessas pessoas se chama Maíson da Nóbrega e provavelmente você não conhece ele, mas ele foi ministro da fazenda do Brasil 40 anos atrás. Nas palavras dele, se nada mudar, o orçamento brasileiro vai entrar em colapso em 2027. Ah, e ele não tá sozinho nessa. O próprio governo já admitiu isso. Em audiências públicas do orçamento, eles já reconheceram que no ritmo atual de despesas obrigatórias, 2027 não vai sobrar dinheiro nenhum. Você quer uma prova disso? Eu tenho aqui nas minhas mãos vários papéis que são documentos orçamentários do governo e mais especificamente esse aqui, ó. Ele é o anexo de metas fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ele é basicamente o orçamento do governo pro ano que vem. é onde ele coloca o quanto que ele espera arrecadar, quanto ele pretende gastar e se vai terminar o ano no azul ou no vermelho. E os números desse documento aqui contam uma história que ninguém contou para você. Para 2027, 2028 e para 2029, 3 anos consecutivos de déficit. E olha que coisa interessante, sabe quem fez essa projeção? Não foi a Faria Lima, não foi a XP, não foi o BTG, foi o próprio governo. Qualquer pessoa minimamente racional faria o quê? Você cortaria seu gasto? Você renegociaria sua vida, você mudaria para uma casa mais barata? Você trocaria a escola do seu filho, talvez você trocaria o carro. O governo não faz isso. Como que esse buraco ele é tapado? Olha só, com mais dívida. Mas esse dinheiro ele não vai pro hospital, não vai pra escola, não vai pra rodovia. Esse dinheiro simplesmente ele não existe. Ele é o tamanho do buraco. Ele é a despesa que vai acontecer sem que haja receita correspondente. E o que o governo faz? ele pega emprestado e aí a dívida sobe e aí os juros sobem e aí no ano seguinte o buraco é ainda maior e aí pega emprestado de novo e aí a dívida sobe de novo e o juro sobe de novo. É como pegar empréstimo novo para pagar empréstimo velho eternamente. E sabe qual que é a parte mais louca disso? Esse documento é o cenário que o próprio governo considera o mais provável. É a expectativa deles. E aqui tem um detalhe importante. Por mais que sejam números, eles têm um viés. Claro, nenhum governo vai publicar um documento oficial pintando o cenário mais sombrio possível, né? Isso aqui assustaria o mercado, assustaria os investidores, derrubaria confiança na economia. Então o que que eles fazem? Eles projetam um cenário otimista, onde tudo corre dentro do roteiro. E mesmo nesse cenário otimista, o cenário não é positivo. Agora imagina se algo dá errado, se economia desacelerar, se a inflação surpreender, conta ficar muito, muito pior. Lembra que eu falei lá no começo do vídeo? Todo o show do Truman foi cuidadosamente construído pro Truman acreditar que aquilo era real. Só que aí um dia o Olofot caiu do céu e aí o Truman começou a desconfiar. Esses documentos que eu acabei de te mostrar são os holofotes caino do céu. A diferença é que no filme foi um holofote. No Brasil real são vários, caino todo ano e ninguém olha para cima. O brasileiro liga o celular de manhã e vê a manchete que desemprego tá nas mínimas, olha o número do PIB e olha pro crescimento. Olha a inflação, vê que tá próximo da meta. Só que enquanto ele toma o cafezinho lendo essas notícias, em algum site do governo, num PDF que ninguém lê, um documento técnico que praticamente ninguém sabe que existe, tá escrito em preto e branco com celo déficit em 27, em 28 e em 29. Dívida subindo, juro subindo, risco fiscal. Olha, eu não quero parecer um cara extremista, eu quero ser justo com os fatos. O Brasil não vai quebrar em 2027 no sentido técnico. Nossa moeda não vai virar pó. Os caixos eletrônicos vão continuar funcionando, as coisas vão continuar acontecendo normalmente, mas o que vai acontecer é outra coisa. Essa coisa é mais sutil e é por isso que é mais perigosa. O custo de carregar essa dívida toda vai continuar pressionando juros. E o juro alto é um veneninho devagar, sabe? É um veneno não só para você, só que pras empresas brasileiras. Segundo o estudo da RK Partners, 24% das empresas da bolsa já não conseguem gerar caixa suficiente para pagar os juros das próprias dívidas. Uma em cada quatro. Não são empresas pequenas, são companhias listadas na B3, com balanço publicado, com auditor, com conselho de administração, elas não conseguem pagar nenhum juros. E por que os juros estão tão altos no Brasil? Porque o governo precisa atrair quem compre a dívida. E para atrair esse dinheiro, ele oferece o juro alto. Quanto mais dívida ele acumula, mais juro ele precisa pagar. E quanto mais juro ele paga, mais dívida ele acumula. Quanto mais de vida ele acumula. Aí acho que você entendeu o que que vai acontecer. O governo e as empresas estão presos no mesmo ciclo e no meio desse ciclo tá você. E eu sei que quando você junta tudo isso, o orçamento que não fecha, a empresa que não paga nem juros, custo de vida subindo, dá vontade de fechar o vídeo e fingir que você não viu nada, né? Só que tem uma coisa que eu aprendi nesses anos todos, uma coisa que muda completamente a forma como se enxerga um cenário como esse. O problema nunca foi o Brasil tá ruim. O problema é não ter um plano quando ele tá ruim, que existe uma saída. Só que ela não vai vir do governo não. Ela não vai vir de uma reforma tributária e ela não vem de um novo arcabolso fiscal. Ela não vai vir de Brasília. Ela vem de uma decisão que só você pode tomar. E para te explicar isso, eu preciso te apresentar um homem, o Luís Barce Filho. Você provavelmente já ouviu falar dele. Maior investidor, pessoa física da bolsa brasileira, bilhões de reais em patrimônio. Um homem que construiu tudo isso do zero. Só que o que a maioria das pessoas não sabe é quando ele começou. Olha essas imagens aqui. Isso é a Folha de São Paulo, abril de 1972. A manchete principal era nova etapa na luta contra a inflação. O Brasil tava em plena ditadura militar, a inflação rodava perto de 90% ao ano. O país estava fechado pro mundo e ninguém em san consciência investira na bolsa, exceto um homem. Foi exatamente nesse mês, nesse ano, nesse cenário que o Luiz Barce comprou suas primeiras ações do Banco do Brasil. E Banco do Brasil não foi exceção. Sabe a Clabin? Maior produtora exportadora de papel celóio do Brasil. O Barça foi comprando as ações ao longo dos anos 70 e no exato mesmo cenário desse caos. A Clabin tá na carteira dele há mais de 50 anos. Só que a atacada recente, que talvez seja mais emblemática de todas, foi a Unipar. A Unipar é uma petroquímica. E quando o Barça começou a comprar ela, em 2017, a empresa era o que o mercado chamava de mico. Essa empresa estava corralada, você tava cagada. A controladora tinha lançado uma OPA para fechar o capital da companhia. O setor era impopular. O Brasil tava saindo do impeachment da Dilma. Só que o Barça comprou. Ele comprou a 25 centavos por ação e quase uma década depois a ação chegou a R$ 100, 400 vezes de multiplicação num ativo que ninguém queria, num país que ninguém acreditava, no momento que todo analista de mercado chamaria de péssimo para investir. O Barça ignorou todas essas manchetes, ele investiu. E agora o que que a gente tem? Déficário, juros altos, crescendo, todo mundo dizendo que o Brasil não tem jeito. É meio familiar, não é? A história do Barce não é a história de um gênio que previu o futuro, é a história de um homem que entendeu uma coisa simples, que o momento em que todo mundo quer sair é exatamente o momento em que você precisa começar a plantar. E é exatamente por isso que a gente tomou uma decisão muito importante aqui no grupo Primo. A gente decidiu reunir o grupo Primo com o Luiz Barce e a gente tá criando um dos maiores projetos da nossa história. O nome desse grande projeto é O legado. E nesse novo projeto você vai aprender a construir uma aposentadoria que não depende do INSS, que não depende do governo, não depende do otimismo do mercado. Você vai ter acesso ao jeito Barça de investir, que é o método que o próprio Barça usou para construir o patrimônio dele em mais de 50 anos da bolsa brasileira. Você vai ter acesso ao viver de renda do meu sócio Bruno Perini. Você vai ter acesso ao do meu milhão com dividendos, que é o meu curso que te ensina a criar um segundo salário com renda passiva. E você vai ter acesso a 2 anos da FCLS, que é a maior plataforma de educação financeira do Brasil. Você vai ter acesso ao MBA do próprio Luiz Bars. Então, se você concluiu o curso, você pode sair com certificado de MBA em Value Investing. E assim, eu posso ficar o dia inteiro aqui falando tudo que você vai receber. E só para você entender o tamanho do que a gente tá fazendo, se você fosse comprar cada um desses 16 produtos separadamente, você ia gastar mais de R$ 37.000. Só o MBA do Barce sozinho custa 12.000, quase três vezes mais do que o valor da nossa oferta. Só que tem um detalhe, essa oferta não vai existir para sempre, ela é por tempo limitado. Então clica no link da descrição ou escanei o QR code que tá aparecendo na tela agora. Dá uma olhada na página e se inscreve que a gente não vai ficar muito tempo com essa oferta rodando. Antes de eu terminar esse vídeo, quero deixar uma coisa muito clara, não tô aqui dizendo que o Brasil vai implodir amanhã. Pode ser que o governo encontre um caminho, pode ser que uma reforma aconteça, pode ser que o cenário mude. Eu não sei, você não sabe, ninguém sabe. O que eu sei é o seguinte: os documentos estão lá, os números estão lá, o déficit tá projetado, a dívida tá crescendo, as empresas estão com balanço machucado e o brasileiro médio tá silenciosamente ficando mais pobre a cada ano que passa. Esses fatos não dependem de opinião. E diante desses fatos, você tem duas escolhas. Você pode continuar aceitando a realidade do jeito que ela foi apresentada para você, igualzinho o Truman. Você pode olhar para cima, ver o Lofot caindo e decidir que a sua vida financeira não vai depender de Brasília resolver, que Brasília nunca resolveu. A escolha é sua. Vou ficando por aqui. Um grande abraço e até a próxima.