TRÊS INVESTIMENTOS QUE ME FIZERAM GANHAR MILHÕES

← Retour au Tableau de Bord

URL YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=PBUrVWXgF7w

Statut

Analyzed

Demandé Le

January 04, 2026 at 10:16 AM

Performance Globale

-46,79%

Recommandations

BTC BUY
"Então investir em Bitcoin hoje é quase como está na internet em 1995, quando pouca gente usava, ou nas redes sociais em 2005."
Contexte: Trecho em que o narrador defende que investir em Bitcoin ainda é uma oportunidade por ser um mercado pouco adotado e ineficiente.
Prix à la date de publication: $119 955,80
Prix de clôture du dernier jour: $63 830,00 (Jul 10, 2026)
Bénéfice/Perte: $-56 125,80 (-46,79%)

Transcription Complète

O filósofo Alfred Whitead dizia que toda a filosofia ocidental são uma série de notas de roda que remete até Platão. Em investimento a gente pode falar a mesma coisa com Aren Buffett. A gente sempre termina em uma frase do Buffet. E eu vou começar esse vídeo com uma delas. Ele diz que você não pode comprar aquilo que é mais popular pro seu portfólio e esperar ter um bom retorno com isso. Se eu pego no meu caso específico, os melhores retornos que eu já tive na minha vida vieram de mercados impopulares, ineficientes, lugares onde tem pouca gente olhando, menos gente ainda entendendo e uma pequena fração dos brasileiros costuma ter coragem de entrar. E é justamente sobre isso que eu vou falar nesse vídeo, os três mercados onde eu mais ganhei dinheiro e como você também pode fazer parte deles. Mas antes de revelar quais são esses mercados, você tem que entender uma coisa essencial. Não basta encontrar um bom ativo. Você tem que encontrar esse ativo por um preço bom. Ninguém explica isso melhor do que Hard Marx, o gestor americano. Ele diz que você não fica rico comprando coisas boas, mas sim comprando bem as coisas. E se isso não ficou claro ainda, vamos pensar em um exemplo mais próximo da realidade de boa parte das pessoas, os imóveis. Se eu perguntar a alguém, você quer comprar minha casa? Geralmente a próxima pergunta é por quanto? Uma vez que se eu vender minha casa para alguém por 100 milhões, é um péssimo negócio para quem comprou. Se eu vender por 1 milhão é um ótimo negócio, de modo que o preço importa e muito na hora de escolher um bom investimento. E agora estamos justamente o momento ideal para comprar bem, porque aqui no Brasil os preços estão muito baixos. E por que estão baixos? Porque a gente viu os juros saírem de 2% lá na época da pandemia para 15% hoje. Novamente citando Buffet, ele diz que os juros estão para o preço dos ativos de risco, assim como a gravidade está pra matéria. Vamos imaginar a gravidade da Terra aumentando. O que aconteceria nesse caso? Você seria puxado com mais força em direção ao centro da Terra. ficaria mais pesado, seria capaz de saltar menos. Com os ativos de risco, a mesma coisa acontece. Quando os juros sobem, os preços caem. Ativos que estavam esticados voltam para patamares mais razoáveis, talvez até pouco razoáveis, pensando em estar baratos. E se a gravidade aumentasse ainda mais? No caso aqui da Terra, a atmosfera começaria a ficar mais densa, alguns pássaros não poderiam mais oar. Em casos extremos, até corpos celestes seriam atraídos pra Terra, como, por exemplo, meteórios. E no mercado esse meteoro são choques as crises que acontecem geralmente quando os juros aumentam muito, porque com juro baixo tem muita empresa endividada que continua sobrevivendo. Quando o juro aumenta, aí é que a gente vê quem tá nadando pelado na praia. Mas voltando às lições do Harard Marx, como você pode ver aqui na tela, ele tem seis princípios para locar capital. Só que aqui eu não vou focar no seis, eu vou focar naquele que eu considero mais importante, que é atuar em mercados ineficientes. E para isso eu tenho que primeiro explicar o que são esses mercados ineficientes. E para deixar a coisa mais fácil, apesar de parecer meio complicada, vou colocar uma equação aqui na tela. Mas não se assuste, porque é extremamente simples de entendê-la. Veja que retorno é igual a α + beta x x. E o que significa cada uma dessas coisas, né? Como eu já disse, o R é o seu retorno total, aquilo que você vai ter de ganho ou de perda no seu investimento. Já indo pro X, ele representa simplesmente o desempenho do mercado. Se a gente pensa no mercado nacional e brasileiro, o X geralmente é o Ibovespa. É o índice mais famoso, mais acompanhado. Do lado do X você tem o beta. E o que que é o beta, né? De vez em quando o pessoal monta umas carteiras em épocas de booll market e enquanto Ibovespa sobe 10, a carteira do cara sobe 20. Ibovespa subiu 15, a carteira subiu 30. Para quem investe, pegou o último ciclo lá 2016 até 2020, foi bem comum ver isso. E quando isso começa a acontecer durante anos seguidos, a pessoa cria uma ilusão de que ela é muito melhor do que o mercado. Até que vem uma crise e quando Ibovespa cai 30, carteira da pessoa cai 60 e ela descobre que ela não é melhor do que o mercado. Ela só tinha uma carteira que era mais sensível, mais volátil, ou seja, com um beta mais alto. Esse beta é simplesmente a sensibilidade dos ativos que você tem em carteira em relação ao mercado. E agora, por último, a gente tem o alfa, que é o quanto você consegue ganhar mais do que o mercado de maneira descorrelacionada, ou seja, realmente por mérito seu, ao escolher ativos melhores, operar com mais eficiência, se posicionar melhor no tempo, não simplesmente porque pegou small caps que vão subir mais quando Ibovespa sobe ou cai mais quando Ibovespa cai. E aqui eu citei o exemplo do Ibovespa, mas se você pensa no mercado de fundos imobiliários, o X seria o IFIX, na renda fixa pós-fixada seria o CDI. Em títulos atrelados à inflação seria o IMAB. Mercado americano é 100500 e por aí vai. Ou seja, por essa equação, fica claro que para ganhar do mercado de forma consistente, o mais importante é gerar esse alfa. E se você quiser ter o mesmo retorno do mercado, é muito simples. Basta comprar um ETF que replique o índice que você quer acompanhar. Se você quer acompanhar, por exemplo, o Ibovispa, tem lá o BOVA 11. Se quer acompanhar o S&P500, tem o GP e o S11, que inclusive, apesar de ter muito pouco tempo ainda de track record, porque afinal de contas foi lançada a coisa de dois meses, veja aqui na tela uma comparação dele com o IVVB11, que é uma ETF aqui no Brasil que dá exposição a essa em pequ. E repare que nesse curto período de existência a gente abriu uma boa margem em comparação a VVB11, ou seja, a gente é mais eficiente em local capital no S&P500. E aí para quem não tem o GP e o S11, fica o convite para que você possa começar a comprar as cotas. Talvez não vale a pena você vender sua posição do IVVB11 para não pagar imposto de renda, mas os novos aportes deveriam ser direcionados ao veículo mais eficiente. Mas voltando aqui ao assunto do vídeo, fica bem claro que gerar beta é fácil. O difícil mesmo é gerar alfa ao longo do tempo. E se a gente pensa no maior gerador de alfa da história no qual a gente pode se inspirar, novamente caímos em Warren Buffett. Hoje o Buffett tem mais de 142 bilhões de patrimônio. O detalhe interessante é que 95% disso veio após seus 65 anos de idade. Ou seja, o sucesso dele não é só genialidade, é também tempo de exposição. O Buffet tem mais de 90 anos, sendo mais exato 94 anos enquanto eu gravo esse vídeo e começou a investir quando tinha 10 anos. Inclusive, ele brinca que antes disso estava desperdiçando a sua vida. E o mérito desse velhinho é que enquanto SP entrega uma rentabilidade média de 10% ao ano, o Buff conseguiu entregar 20% ao ano. Isso foi alfa. Mas o grande ponto é que gerar alfa hoje é mais difícil do que lá na época do Buffett. Tanto que o retorno dele era muito maior do que o SNP lá atrás e hoje em dia já fica em linha com SNP em vários momentos até abaixo, porque o mercado americano foi ficando mais eficiente. Pra gente entender essa questão de mercado eficiente, ineficiente, eu vou usar aqui palavras de Jun Fama, um economista que ganhou um prêmio Nobel e é o pai da hipótese dos mercados eficientes. Ele diz o seguinte, né, que em mercados com muitos participantes, muita informação e um baixo custo de transação, onde o pessoal pode mudar de ideia rápido, sem gastar muito, os preços já refletem praticamente tudo que se sabe sobre os ativos. Ou seja, é muito difícil, quase impossível encontrar uma verdadeira barganha. Pega, por exemplo, aqui no Brasil, o caso de Petrobras, é uma das ações mais acompanhadas, todo mundo conhece, praticamente toda a casa de análise bancão cobre. Tem gente olhando o ativo o tempo todo, de modo que quando alguém diz: "Ah, Petrobras tá barata". Eu sempre me pergunto, tá barata mesmo? Porque se tivesse tão barata assim, todo mundo começava a comprar, o preço subia, ela ficava no preço razoável. Então, se ela tá barata, deve ter outras coisas por trás justificando aquilo. Por exemplo, o risco político. Um outro exemplo é com No Bank. Constantemente pessoal fala: "Pô, no Bank tá caro". Só que é uma empresa que todo mundo conhece. De cada três smartphones do Brasil, dois tem o app do Bank instalado. Muita gente cobre a empresa, até analistas internacionais, porque aquela listada lá fora, o Aren Buffettha posição. Então, se ela tá realmente cara, não era para todo mundo tá vendendo o preço a cair até que ela ficasse num patamar razoável. E aí o ponto é, será que já não tá nesse patamar razoável, tanto o caso de Petrobras quanto o caso de Nubank? E veja que aqui eu listei nomes nacionais, sendo que o nosso mercado ele importa muito pouco pro mundo, mas mesmo assim esses nomes já têm um mercado mais eficiente. Agora, quando você pensa no mercado americano, em empresas de trilhões de dólares, nas quais não só os americanos investem, mas também os brasileiros argentinos chilenos colombianos, o pessoal da Europa, da África, da Ásia, da Oceania, todo mundo investe no mercado americano. Então, todo esse pessoal ultra inteligente, com muito dinheiro, utilizando algoritmos IA, onde um estagiário Wall Street ganha $.000 por mês. Você acha realmente que você vai conseguir na sua uma hora por semana para decidir onde investir no mercado americano, superar todo esse pessoal? Eu sou uma pessoa autoconfiante, mas eu não tenho esse tipo de ilusão sobre mim mesmo. De modo que lá fora, por exemplo, eu vou investir apenas utilizando ETFs. Novamente citando o Hard Marx, ele costuma falar que lá fora você não vai achar dinheiro largado na rua. Já aqui no Brasil, a história é diferente. Ainda dá para achar esse dinheiro largado, porque o nosso mercado é muito menos eficiente que o mercado americano. Nós temos menos participantes, muito menos informação circulando e mesmo quando a informação chega nas pessoas, muita gente não sabe interpretar aquilo que está lendo. Tem gente que compra uma ação só porque viu uma dica no Instagram, outros compram fundo imobiliário só olhando o dividend y, por exemplo. Eles acham que o dividend y alto é um bom negócio quando muitas vezes está sinalizando, na verdade, uma armadilha. E é justamente por isso que o Hard Marx foca nesses mercados ineficientes, porque a concorrência é menor, é menos qualificada. Nesses mercados é mais fácil você conseguir gerar alfa. E agora a pergunta que fica é: "Tá bom Bruno, mas onde estão esses mercados ineficientes hoje?" E a resposta é o título desse vídeo. São os três mercados nos quais eu fiz mais dinheiro e que, felizmente, na minha opinião, ainda são ineficientes. O primeiro deles que me fez ter uma rentabilidade muito mais alta do que basicamente todo mundo que eu conheço no mercado, é um mercado de criptomoedas. Eu acho que ainda é um mercado muito mal compreendido e pouco explorado pelas pessoas. Se a gente pega em termos estatísticos, menos de 3% da população global tem alguma exposição ao Bitcoin, que o ativo de entrada é o mais famoso e o maior. E se a gente pega apenas 1.2% detém mais de 0.01 bitcoins, o que hoje dá cerca de 1.000. Então investir em Bitcoin hoje é quase como está na internet em 1995, quando pouca gente usava, ou nas redes sociais em 2005. Além disso, o mercado ainda tem muita desinformação e uma certa barreira tecnológica para entrada. Eu tive a sorte de descobrir o Bitcoin lá em 2014. Na época, ninguém falava do assunto ou quando falava era de uma maneira pejorativa, como uma moeda de hacker, de traficante, de terrorista, que não valia nada. Dava para comprar o Bitcoin por menos de R$ 1.000, depois começou a ser 2.000, 3.000, 8.000. Eu tenho esse print aqui da primeira aula do viver de renda falando sobre Bitcoin lá em 2017. E naquele mesmo ano o Bitcoin chegou a bater R$ 70.000. Depois ele caiu e subiu tudo de novo e hoje tá nesse patamar acima de R$ 600.000. E aí você pensa, bom, com esse preço todo que o Bitcoin tem hoje em comparação lá atrás, o mercado já está mais eficiente e de fato o nível de informação melhorou, mas a simetria ainda é enorme. Tanto que até para precificar o Bitcoin, o pessoal tem dificuldade. Ainda tem gente que fala que ele vale zero e outras pessoas falam que deveria est valendo já 1 milhão de dólares. Então veja que entre 0 e 1 milhão de dólares a gente tem um rende muito grande. De modo que isso mostra que é verdade que o mercado ainda tá tentando entender o que é o Bitcoin. se é uma moeda, simplesmente um ativo escasso colecionável, se é uma reserva de valor de fato. Mas enquanto essa discussão vai rolando, o fato é que a do adoção institucional ela segue crescendo, empresas alocam cada vez mais nos seus balanços e até governos discutem sobre reservas estratégicas de Bitcoin como alternativa ao ouro ou ao dólar, por exemplo. Esse é um mercado jovem, imaturo e justamente por isso, com muitas oportunidades e assimetrias. Se você tá pensando, pô, Bruno, legal, mas eu não entendo nada disso aqui, eu te deixo duas opções. A primeira, não fazer nada, fingir que esse mercado não existe, como muita gente faz inclusive, que ainda é melhor do que ficar falando mal, porque as frases contra o Bitcoin, elas envelheceram de uma maneira bem ruim na história. E aí você pode pensar, bom, só tô deixando passar o bonde pensando que esse é um caminho seguro, mas ele tem um custo alto, né? já que é apenas uma pequena locação em Bitcoin lá atrás ter deixado você milionário. De modo que eu prefiro a segunda opção, que é buscar conhecimento, estudar e entender o jogo, dominar as regras, porque nesse mercado quem aprende primeiro colhe melhor. E se você também prefere a segunda opção, está pronto para aprender e aproveitar esse mercado que foi o mais promissor da última década e provavelmente será o mais promissor da próxima, eu vou lembrar que as inscrições pra turma oito do viver de renda cripto estão abertas. É um treinamento extremamente completo que pega quem quer investir com estratégia, proteger o patrimônio e explorar simetrias do universo crirypto do zero. Você pode chegar sem saber nada que você vai aprender. E nessa turma a gente tem uma condição muito especial com 20 produtos pelo preço de um. Você leva 20 produtos, incluindo o curso completo, um ano de assinatura da Paradigma Pro, carteiras recomendadas, bônus práticos, tudo por único valor. Além disso, o pessoal que tá entrando agora também recebe o meu livro em nome do povo autografado em casa, desde que coloca o endereço no Brasil para quem quiser fazer parte da turma. Lembrando que a gente já começa na semana que vem. O link tá aqui na descrição. Agora vamos pro segundo mercado que me fez ganhar bastante dinheiro também, que é o mercado de imóveis, só que mais especificamente aqui de leilão de imóveis. Porque se você pensa em imóveis já é o mercado mais ineficiente, né? Enquanto na bolsa você tem um monte de gente olhando as cotações e colocando o preço o tempo todo nas negociações. Em imóveis geralmente você tem uma pessoa negociando com a outra. Ah, na bolsa de valores tem fundo imobiliário, sim, tem mais gente negociando, mas mesmo assim são pessoas que não detém muito conhecimento. Como eu já disse, tem gente que compra fundo imobiliário só olhando lá quanto é que vai receber de dividendo, esquecendo que dividendo você tá olhando pelo retrovisor, aquilo que já foi pago. E muitas vezes parece lá que tá grande, porque a conta é o que foi pago é dividido pelo preço do ativo multiplicado por 100. Então, se o preço do ativo ele cai 50%, o dividendo que era 10 vai para 20%. E você pensa: "Nossa, é um baita negócio". sem entender que os pagamentos devem diminuir ao longo do tempo, porque se o preço que é o tanto assim, é porque deve est tendo na implência, no caso de imóveis de tijolo, uma vacância mais alta, algum problema na região. E nada disso você percebe simplesmente olhando dividendo. Mas enfim, a gente sabe que imóveis tem um mercado ineficiente, fundos imobiliários também tem ineficiência, mas no dailão de imóveis você tem uma ineficiência máxima. Isso acontece porque ninguém quer ter o trabalho, ninguém quer aprender como funciona o edital, ninguém quer descobrir se o imóvel tá ocupado ou se não está. Se tá ocupado, como é que faz para retirar a pessoa de lá? vai ter que falar com cartório, advogado, talvez tenha que fazer obra. Justamente por isso quase ninguém participa. E eu até entendo, né, porque todo esse trabalho faz com que isso não seja de fato só um investimento. É diferente de simplesmente pegar o seu dinheiro e colocar num tesouro Selic. No entanto, a recompensa também é muito mais alta. Junto com a minha irmã, eu já arrematei vários imóveis com 50% do preço original, sendo a única pessoa a participar do leilão. Digas de passagem, isso aconteceu várias vezes, principalmente em imóveis ocupados. Eu diria que dos imóveis que eu arrematei, 90% estava ocupados. E aí a gente dá um único lance, leva o imóvel, desocupa, em alguns casos faz uma reforma breve, né, uma pintura, uma troca de piso e costuma revender com um valor um pouquinho abaixo do valor de mercado para conseguir ser mais rápido. Maior parte dos imóveis que eu revendi levou menos de 6 meses, um outro que passou um pouco desse prazo, mas nenhum levou mais de um ano. E as margens de lucratividade chegaram próximas de 50%. E aí você pensa, né, 50% em 6 meses, anualisando, se eu conseguisse fazer a mesma coisa com o mesmo capital, eu poderia ter 100% de retorno em único ano. Nenhum outro investimento imobiliário me deu tanto dinheiro quanto esse na parte dos leilões. Para quem quiser acompanhar minha irmã nas redes sociais, vou deixar o Instagram dela aqui, Priscila Perini_line. E agora indo pro terceiro mercado, ele é o da renda variável aqui no Brasil. Se a gente pensar no Brasil como um todo, em várias áreas nós temos mercados mais ineficientes, né, com menos participantes, menos informação, mas aqui eu tô focando em mercado financeiro. Se a gente pega as ações, por exemplo, hoje a gente tem pouco mais de 5 milhões de CPFs cadastrados na bolsa. Isso num país com 211 milhões de habitantes. Em termos proporcionais, a gente tá falando que cerca de 2% da população brasileira investe em bolsa. Isso é quase nada. Sendo que desse pessoal que investe a gente tem um outro fator, né, que é educação financeira baixa. E mais do que isso, educação baixa em si. Porque o brasileiro ele lê pouco e muitas vezes não sabe nem interpretar aquilo que ele leu. A população de analfabetos funcionais é gigantesca aqui no Brasil. E eu vejo isso até pela minha exposição em redes sociais. Eu faço um post escrito: "Vendo bolo de chocolate por R$ 10 e entrego em casa frete grátis". As primeiras perguntas nos comentários são: "Tem de chocolate? Qual que é o preço? Quanto custa o frete? Entrega em casa". E tá tudo lá. Toda a informação tá lá. E alguns podem falar que é por preguiça, mas não é só preguiça. É simplesmente o fato de que o brasileiro ele lê e não absorve. E no mercado acontece exatamente a mesma coisa. Tem muita gente comprando uma ação sem nem entender como é que funciona os indicadores, que que é um PL, PVP, ROY, margem ou dívida líquida sobre BBÁ, por exemplo, ou quando acha que entendeu, na verdade entendeu errado. É deprimente ler os comentários de vídeos quando a gente fala de uma ação aqui, porque tem muita desinformação lá e o pessoal fala como se fosse o dono da verdade. Aliás, é deprimente não, né? Porque você lembra que esse cara é o seu competidor no mercado. Então se ele tá lá puxando a média do mercado para baixo, então é mais fácil você ganhar do mercado nesse caso. Pô Bruno, mas justamente por não ter conhecimento, eu só compro o que eu vejo gestores falando em vídeos ou podcasts. Só que esse cara se esquece que geralmente o gestor tem uma janela para investimento de cerca de se meses para que ele possa receber a taxa de performance. Então ele tem janelas mais curtas enquanto o cara quer comprar. Ele ouviu falar de buy and hold, nem entende direito o que que é. Ele acha que é nunca vender. Pegar Aren Bufflo, sendo que ele vende as posições dele e aí ele segura um negócio que era bom porque em uma janela de seis meses ia acontecer algum evento específico. Aí fica 5 anos com aquilo, não quer vender porque não quer realizar prejuízo quando ele tem. Então simplesmente esquece no portfólio, sai comprando outras coisas, de repente quando vê tem 40 ações lá dentro. Ou seja, é justamente por isso que esse mercado é ineficiente. Ele tá com uma série de brechas. Como eu já disse, enquanto lá fora eu só uso ETFs porque há muita eficiência no mercado. Aqui eu ainda prefiro fazer stock pick em montar minha carteira. E diga-se de passagem, tem funcionado muito bem. Se eu pego exclusivamente minha carteira de ações, colocando a performance aqui, ela inclusive era aberta aqui no canal, depois eu fechei, agora eu só mostro lá no viver de renda. Mas veja que durante muito tempo eu acompanhei os índices, ganhando por um pouquinho, tava perdendo para SMP 500 apenas. E aí esse ano a carteira deu um salto, né, por conta da posição que eu aloquei em médios, que também pode ser citado como um outro exemplo de ineficiência, né, já que a empresa divulgou um fato relevante falando que ia começar a comprar Bitcoin e o que queria transformar a empresa, inclusive em uma Bitcoin trajic company, eu fui montando a posição ao longo de um mês com muito pouca variação no preço, até que de repente do nada bum, o preço explode. Mas esse é só um exemplo entre tantos que eu poderia dar aqui da nossa bolsa. E ainda em ativos de bolsa vale a pena comentar de fundos imobiliários. Porque se nas ações a gente tem 5 milhões de CPF, quando a gente fala de fundo imobiliário, é praticamente metade disso, são 2.7 milhões. Sendo que o investidor médio desse mercado, ele só quer uma coisa, dividendo. E aí ele faz o quê? Como eu já disse, ele entra num site, faz um filtro de maiores dividendos e compra simplesmente o que mais pagou. Ele nem olha o que aquilo significa. Ou seja, esse cara é o seu concorrente. Pô, Bruno, desses dois mercados, qual você prefere, né? Eu tenho ambos no meu portfólio. Eu invisto em ações aqui no Brasil, mas também em fundos imobiliários. Só que devido a maneira como funcionam os fundos imobiliários, eu costumo preferir as ações, uma vez que as empresas têm um super poder, né? Elas podem reinvestir boa parte daquilo que elas têm de resultado. Já o fundo imobiliário é obrigado a distribuir 95% do seu resultado dentro do semestre, de modo que sobra muito pouco para que ele possa continuar reinvestindo. Tanto que vários fundos fazem continuamente subscrições, né? Vão aumentando o capital para ter mais dinheiro para comprar, por exemplo, outros imóveis, para fazer mais investimentos. Uma empresa não tem tanta necessidade de fazer isso. E é como empresas podem lançar novos produtos, adquirir novas fontes de receita com mais facilidade, eu prefiro investir mais em ações. No entanto, eu não poderia deixar de pontuar que esse mercado imobiliário através de fundos também é ineficiente. Só que aqui eu tenho um detalhe e ele serve pros três mercados que eu falei aqui, tanto o cripto quanto o leilão de imóveis, quanto, por exemplo, a renda variável aqui no Brasil, ações e fins, que é o fato de que os mercados amadurecem com o tempo, a informação se espalha e a concorrência aumenta, de modo que nenhuma ineficiência dura para sempre. Os mercados continuamente vão caminhando para mais eficiência, de modo que aquilo que era uma baita oportunidade porque ninguém via, com o tempo passa a virar consenso. Aquilo que era barato e mal compreendido, mal precificado, de repente fica óbvio e o preço sobe. E o retorno que antes era simétrico, ele pode desaparecer. E é justamente por isso que os grandes movimentos não são feitos quando tá tudo claro e transparente, mas sim quando tem pouca gente olhando muito mais obscuridade sobre aquele tipo de mercado, com mais incerteza. Quando todo mundo já percebeu que ele é bom, aí já costuma ser tarde mais. Portanto, tente explorar oportunidades desses mercados enquanto elas ainda existem, porque a tendência é que elas venham a desaparecer pelo menos as grandes oportunidades com o tempo. [Música]