enquanto a Auren valuation é atrativo, negociando uma taxa interna de retorno real de 13,5% que favorece o programa de recompra de ação e resgate de papéis
Contexto
"As escolhas táticas do JP Morgan são a Energisa... enquanto a Auren valuation é atrativo, negociando uma taxa interna de retorno real de 13,5% que favorece o programa de recompra de ação e resgate de papéis."
As escolhas táticas do JP Morgan são a Energisa, respaldada por gatilhos regulatórios no segmento de distribuição que consideram subestimados pelo mercado no segundo semestre de 2026
Contexto
"As escolhas táticas do JP Morgan são a Energisa, respaldada por gatilhos regulatórios no segmento de distribuição que consideram subestimados pelo mercado no segundo semestre de 2026..."
a preferência vai para Eneva, devido à previsibilidade de contratos de longo prazo no segmento de gás e opcionalidade de crescimento
Contexto
"Das teses estruturais, a preferência vai para Eneva, devido à previsibilidade de contratos de longo prazo no segmento de gás e opcionalidade de crescimento..."
Contexto
"No entanto, mesmo com a queda das elétricas e da Cemig, ela ainda tem recomendação de venda do JP Morgan."
Transcrição Completa
Após quedas de cerca de 14% que o setor de utilidade pública passou nas últimas semanas, quando a gente fala de utilidade pública a gente fala de elétricas e saneamento, né? O JP Morgan escolhe as melhores para investir nesse momento. Só que ainda assim ele ainda enxerga algumas empresas que é o momento de vender, a gente Mas primeiro vamos dar uma olhada aqui na alta da bolsa, né? Pelo IPCA mais fraco, será que isso realmente é sustentável? É mais um voo de galinha aqui da nossa bolsa. Então, por favor, já deixe seu like, é muito importante seu like, o hype também, tá? Vamos começar vendo então essa questão aqui do IPCA vir mais fraco. Como podemos ver a bolsa do seu topo recente já chegou a cair 16% aproximadamente, mas engatou aqui uma sequência de alta, inclusive em respeitando essa linha de tendência de alta. Eu admito que eu não sou muito fã de análise gráfica, tá? Mas esse inclusive é um dos benefícios adicionais aqui da Quantfury. Você tem a versão paga do TradingView podendo utilizar várias ferramentas aqui, também tudo sem propaganda, integrado aqui na Quantfury. Mas enfim, por que que a bolsa engatou essa sequência de alta? Por algumas notícias positivas que vem acontecendo, tanto macroeconômicas do exterior como também aqui do Brasil, que no momento tem sido a inflação. Nosso IPCA vem pelo segundo mês seguido abaixo do que o mercado projetava. Então, hoje foi divulgado aqui nosso IPCA 15, que é a prévia do IPCA do mês de julho, né? Que conta ali até o dia 15 e nós tivemos uma inflação baixa de 0,06% puxada para cima por energia elétrica. Isso tende a continuar acontecendo porque os erros do governo vão ser pagos pelos consumidores invariavelmente, tá? De qualquer forma, na outra ponta, inclusive, os alimentos puxaram a inflação para baixo em 0,66 negativo, uma deflação nos alimentos. Como a gente pode ver, nossa inflação de 0,06 é uma queda considerável do mês anterior de 0,41, também uma queda considerável de julho do ano passado de 0,33. Como a gente pode ver, inflação bem morna aqui, para baixo em alimentos e bebidas e habitação subindo 0,97% subindo exatamente puxada por energia elétrica, que é uma tendência como eu já disse de prazo bem longo isso aqui, essa dor de cabeça, tá? Com essa queda nossa inflação volta ali pro teto da meta, lembrando que nossa meta é 3% e tem 1,5 de limite, nossa inflação agora em 4,52 tá ali bem próximo do teto da meta. Essa inflação encostando ali no teto da meta já faz com que o mercado comece a imaginar um corte de juros acontecendo ali na próxima reunião. E aí os analistas como por exemplo Guilherme da Ativa Investimentos estão entendendo que a inflação não foi uma queda pontual, o resultado sugere que a desaceleração dos preços não foi algo pontual e sim o fruto de uma queda disseminada entre diversos itens que compõem o indicador. Como nós vimos o único que acabou realmente despontando foi energia elétrica de fato, o resto ficou controlado, alguns até negativos. O resultado disso é alta na bolsa com a expectativa de queda dos juros da Selic e inclusive o tesouro já tá refletindo a expectativa de juros menores. O tesouro pré-fixado 2029, a curva de juros recuou de uma taxa de 14,34 pra 14,19. O de vencimento médio 2032 saiu de 14,69 pra 14,57. Mas vamos lembrar né pessoal que ainda temos uma taxas muito altas aqui por conta que a Selic ainda está muito alta. O relatório de Focus de ontem ainda mostra a expectativa do mercado esperando juros de 14% no fim do ano, que é um juros bem alto, mas talvez uma inflação menor comece a fazer o pessoal esperar juros menores né, inclusive já estão esperando corte na próxima reunião do Copom. Mas é bom a gente não ficar eufórico porque nós ainda temos uma questão fiscal pra resolver muito séria, em 2026 inclusive era pra tá contendo os gastos, estamos gastando mais ainda por conta de eleições e tudo mais né, então é bom ficar pés no chão. Mas num primeiro momento o mercado pode ser que comece a revisar essa expectativa de juros pra baixo, favorecendo aqui a bolsa. Dito Tudo toda a expectativa de juros maiores que passamos nas últimas semanas fizeram com o setor de utilidade pública despontasse com um desempenho menor, né? Abaixo da bolsa como um todo. E agora, se nós revertermos isso e a expectativa de juros realmente melhorar, elas devem usufruir disso. E foi exatamente essa expectativa de juros maiores que fez o setor de utilidade pública sofrer mais do que o desempenho geral da bolsa, né? Que nós tivemos a disparada das taxas reais anteriormente e também a queda dos preços de energia de curto prazo. E aí exatamente as taxas de juros reais dando uma aliviada agora com a inflação, o setor de utilidade pública tende a usufruir disso. É um setor que costuma ter uma dívida mais alta e juros altos acabam impactando no resultado financeiro que diminui o lucro ali, né? No entanto, nós já estamos aqui com juros altíssimos, né? Não tem muito espaço para subir além disso. E a questão dos preços de energia de curto prazo é aquilo que eu digo para vocês, né? Toda essa questão do curto time, dessa bagunça que foi acontecendo no setor de geração de energia tem bagunçado os preços de energia sim. Eles têm se recuperado, mas com muita volatilidade. Mas o de longo prazo, que é onde deveremos ter o foco, ele vem se recuperando e se mantendo ali sem grandes volatilidades tantas como aparece no curto prazo, tá? Então, no fim do dia eu enxergo isso como uma volatilidade adicional forte aqui nas empresas de energia, mas não necessariamente que isso seja ruim, já que os preços de energia de longo prazo estão se sustentando, tá? De qualquer forma, o J.P. Morgan fez ali as escolhas, né? Ele tem uma posição mais seletiva para o setor, dividindo a posta entre nomes táticos, estruturais e defensivos. O setor de utilidade pública caiu 14% ficando cinco pontos abaixo do Ibovespa. E o J.P. Morgan alerta o aumento do prêmio de risco para o setor, que veio acompanhado de uma maior incerteza macroeconômica e operacional. E o custo macroeconômico representa o principal obstáculo no momento, segundo o relatório. A taxa de juros reais no Brasil registrou um avanço de 60 pontos base nos últimos três meses. Os economistas do banco projetam que as taxas nominais devem encerrar o ano de 2027 ao patamar de 12,25. E como eu já disse, esse aumento dos juros traz uma pressão adicional nas empresas de utilidade pública que têm seus balanços uma média de endividamento de três vezes relação entre a dívida líquida e o Ebitda, o que acaba impulsionando revisões para baixo em relação ao lucro corporação, né? O que comprime o prêmio do risco do segmento. Mas se você tiver uma visão um pouco além, você não vai ficar bitolado nessa questão de juros oscilando no curto prazo. Se nós estamos no juro mais próximo de patamares recordes para cima, significa que temos mais espaço para melhorar. O problema é que, de fato, tenho que admitir que é difícil visualizarmos grandes melhorias aqui no Brasil, né, em termos de juro. Mas de qualquer forma, as empresas continuam sendo muito lucrativas. Então eu não vejo porquê atuar de forma desesperada. As escolhas táticas do JP Morgan são a Energisa, respaldada por gatilhos regulatórios no segmento de distribuição que consideram subestimados pelo mercado no segundo semestre de 2026, enquanto a Auren valuation é atrativo, negociando uma taxa interna de retorno real de 13,5% que favorece o programa de recompra de ação e resgate de papéis. É um ponto que eu tenho dito para vocês, né? Auren, na minha visão, segue descontada mesmo quando você vê a alta dela nos últimos tempos ali, né, daquele fundo que ela fez. Essa queda recente, inclusive, deixa ela interessante. As teses estruturais, a preferência vai para Eneva, devido à previsibilidade de contratos de longo prazo no segmento de gás e opcionalidade de crescimento, enquanto a Sabesp, posicionada para expansão orgânica e um plano de investimento de 20 bilhões em quatro anos. Nomes defensivos, a escolha acaba sendo Copel como opção de balanço forte e projeção de retorno de dividendos em torno de 6% que devem crescer, né, ao longo do tempo. Enquanto a Alupar se destaca por 20% das receitas atreladas ao dólar e um fluxo de caixa contratado. Aqui no site dos membros do canal, eu tenho previsão de dividendo da Auren até 2029, mas o dividendo que eu espero para 2026 fica em torno de 8%, que é um ótimo dividendo. Esses dividendos tendem a crescer, inclusive. O ponto que complica na visão de alguns é que a empresa tem aquela questão da recompra de ação, que alguns investidores não gostam tanto como a dividendo, né? Então, a recompra de ação mais forte eventualmente pode diminuir um pouco o dividendo, mas, cara, no fim do dia, para o longo prazo, o efeito é muito parecido, tá? E depois da alta, toda essa volatilidade da Auren tem a ver com os juros, mas tem a ver também com a questão do preço de energia, tanto de longo prazo, mas principalmente de curto prazo, que tá oscilando muito e tá trazendo oscilações fortes na empresa, que ela tem uma descontratação grande, mas essa exposição tão grande nos preços de energia de curto prazo tende a ir diminuindo ao longo do tempo, né? O que eu tô querendo dizer que eu enxergo essas quedas como oportunidade, mas não dá para dizer que ela não pode ter outras quedas ali na sequência, porque, de novo, os preços de energia de curto prazo estão oscilando bastante. A outra escolha tática do banco foi a Energisa, que é uma boa empresa também, com atuação principalmente em distribuição de energia. No último ano vem com alta de 27,2% com alta de ações de 21,8. É uma empresa que tem um dividendo um pouco menor nesse momento, mas é uma boa empresa também. Só que entre as duas eu acabo preferindo a Auren e Energisa. Do topo recente até o fundo, a Energisa caiu 15,9%. Das teses estruturais, eles escolhem a Eneva e a Sabesp. A Eneva vem com uma alta de 93% e não vem caindo muito do topo recente. Como podemos observar, o topo máximo que ela fez ali em abril, a empresa vem caindo cerca de 7%. Já a Sabesp vem com uma alta de 41% nos últimos 12 meses e apresenta uma queda do topo recente de cerca de 19,6% sem considerar os dividendos, que na verdade está um pouco fraco dividendo, a empresa tem bastante investimento, mas entre as duas empresas eu prefiro a Sabesp do que a Eneva, porque a Sabesp agora como uma empresa privada do setor de saneamento tem muito a crescer aqui, tá? Só que isso aqui tende a tem que ter paciência ali no longo prazo, né? Enquanto em nomes defensivos, a Copel vem alta de 46,8% paga um dividendo interessante, voltou, né? A crescer ali os dividendos e vem caindo do seu topo recente, cerca de quase 12%. A Copel é uma empresa excelente, que na minha visão ainda tem mais a ganhar com a questão pós privatização e esses dividendos tendem a se manter bons dividendos, né? Enquanto a Alupar, ela vem de alta de 16,7%, se você considerar a queda aqui do topo recente 10,4% tem um dividendo menor do que a Copel, ela tem também uma alavancagem maior que a Copel, ficando mais exposta ali a Selic alta e tudo mais, né? Embora empresas com mais fatia de transmissão tem essa tendência de ter realmente alavancagem maior, né? Ela tem mais transmissão do que a Copel, mas a vantagem da Alupar por sua vez é por ter mais diversificação geográfica, ela tem inclusive investido aqui em geração e principalmente em transmissão de energia na América Latina, né? Não se limita aqui ao Brasil. Então isso é uma importância que a gente não pode esquecer, a diversificação de receitas. Mas entre as duas eu prefiro levemente ainda a Copel, tá? Então desse universo de seis empresas que eles escolheram como as favoritas, eu escolheria a Auren Energia, a Sabesp e a Copel. No entanto, mesmo com a queda das elétricas e da Cemig, ela ainda tem recomendação de venda do JP Morgan. A empresa atua em distribuição e transmissão focada ali em Minas Gerais e a classificação de venda fundamenta-se na baixa probabilidade de privatização e na queda dos dividendos. Riscos de alta inclui o avanço do processo de desestatização no legislativo estadual. Então você percebe que privatização e tal envolve coisas políticas, mas em linhas gerais a empresa realmente é fato que deve apresentar uma queda nos dividendos, um período de investimento mais forte, onde vem a revisão tarifária lá para meados de 2028 e aí as receitas tendem a subir mais um pouco, a empresa começa a ganhar novas gorduras ali de espaço para pagamento de dividendos maiores. Como vocês sabem, aqui no site dos membros do canal, nós temos a previsão de dividendos da Cemig até 2029. Vocês estão vendo aí que para 2026 eu prevejo um dividendo na casa dos 6%, 71 centavos. Estou atento à Cemig para se precisar revisar esses dividendos levemente aqui, tá? Mas a minha expectativa no momento de dividendos 2026 e 27 menores de fato, para 2028 começar a ganhar um pouco de corpo ali e mais ainda em 2029. Então é um dividendo que deve ir recuperando ali posteriormente, mas 2026 e 27 a expectativa de dividendos menores mesmo. Aí quando a gente observa o dividendo atual da empresa, que na verdade é um retrato dos últimos 12 meses, de fato vai representar uma queda. O dividendo dos últimos 12 meses era de 11,5%. Então aqui é que você tem que tomar um pouco de cuidado. De qualquer forma a Cemig apresenta uma queda aqui desse topo recente, uma queda de quase 18%, chegou a ser mais é verdade, ali passando de 21% mas ela recuperou-se um pouco, mas ainda assim é uma queda significativa. Só para a gente fechar, olha só o desempenho do Ibovespa, são esses candles aqui no ano de 2026 junto com o índice de ações financeiras, o de amarelo, e o de azul clarinho aqui o setor de elétrico. Então a gente tem uma queda em todo mundo aqui, o setor financeiro se recuperou, caiu mais forte mas se recuperou mais forte ali alcançando o Ibovespa novamente, enquanto o setor de energia elétrica de repente começou uma queda aqui, né? Está ameaçando uma recuperação agora, mas a gente vê que ficou um pouco para trás mesmo. Então é isso, e se eu fosse escolher uma empresa do setor de utilidade pública favorita neste momento seria a Auren Energia, inclusive se torne membro do canal que você tem a previsão de dividendos para várias empresas, inclusive aqui a Auren até 2029. Um abraço e até o próximo, valeu.
Comentários 0
Entre para participar da discussão.
EntrarAinda não há comentários. Seja o primeiro a compartilhar sua opinião!