Tenho muitos alunos, assim, aluno que trabalhava na Snapchat, aluno que trabalhava no Google, aluno que trabalhava em várias multinacionais diferentes, principalmente lá nos Estados Unidos, que é mais comum você ter remuneração e ações. Bom, Fábio, o que que eu faço com as ações dessa empresa? E o que eu sempre oriento é sempre que você tiver oportunidade, venda todas as ações e invista no restante da sua carteira e não tenha ações da empresa que você trabalha em carteira
Contexto
"Tenho muitos alunos, assim, aluno que trabalhava na Snapchat, aluno que trabalhava no Google, aluno que trabalhava em várias multinacionais diferentes..." → "o que eu sempre oriento é sempre que você tiver oportunidade, venda todas as ações e invista no restante da sua carteira e não tenha ações da empresa que você trabalha em carteira"
Tenho muitos alunos, assim, aluno que trabalhava na Snapchat, aluno que trabalhava no Google, aluno que trabalhava em várias multinacionais diferentes, principalmente lá nos Estados Unidos, que é mais comum você ter remuneração e ações. Bom, Fábio, o que que eu faço com as ações dessa empresa? E o que eu sempre oriento é sempre que você tiver oportunidade, venda todas as ações e invista no restante da sua carteira e não tenha ações da empresa que você trabalha em carteira
Contexto
"Tenho muitos alunos, assim, aluno que trabalhava na Snapchat, aluno que trabalhava no Google, aluno que trabalhava em várias multinacionais diferentes..." → "o que eu sempre oriento é sempre que você tiver oportunidade, venda todas as ações e invista no restante da sua carteira e não tenha ações da empresa que você trabalha em carteira"
Transcrição Completa
Oi gente, tudo bem com vocês? Reinvestir
tudo é uma armadilha. Eu me deparei com esse vídeo aqui do Ron, fundador da
reserva, onde ele fala sobre como ele vê os investimentos sobre a ótica de um
empresário. Ele traz uma visão aqui que ela é pouco intuitiva. A gente vai
reagir esse vídeo mais aqui pro final porque eu decidi pegar esse vídeo como
um contexto pra gente falar um pouco sobre um assunto que é muito pouco
tratado, mas que é muito importante para você que investe pro longo prazo, que é
entender o conceito de background risk, de risco de fundo, que é um conceito que
eu vejo que as pessoas basicamente atropelam e passam por cima. e que vai
fazer você investir muito melhor pro longo prazo. Se você entender esse
conceito, esse conceito e o que a gente vai abordar aqui ao longo do vídeo é
basicamente sobre como você deveria olhar pros seus investimentos e como que
você deveria estruturar sua carteira de investimentos com base no que você gera
de renda fora da sua carteira de investimentos. Então a gente vai ter
essa visão holística de risco, considerando todo seu patrimônio, seus
investimentos, sua renda ativa. Vou mostrar para vocês alguns estudos muito
interessantes sobre tolerância ao risco, percepção de tolerância ao risco e como
que você deveria tratar os seus investimentos e como que você deveria
investir em função de como você gera a sua renda. Então, a sua carteira de
investimentos, ela deveria complementar os riscos da sua vida e não simplesmente
repeti-los. O jeito que você faz uma coisa é o jeito que você faz todas as
coisas. Antes de passar aqui pelo roteiro que eu separei pra gente fazer
do vídeo, eu queria te mostrar um estudo muito interessante que foi feito agora
em 2022, onde os pesquisadores e todos esses dois estudos que eu vou mostrar
para vocês aqui, eles são públicos. Você pode colocar o nome deles no Google e
baixar gratuitamente. É um estudo onde eles tentaram identificar as
preferências das pessoas, tanto considerando os contextos econômicos e
não econômicos, para prever as decisões financeiras. O que os pesquisadores
identificaram é que as decisões em relação ao risco, elas ocorrem numa numa
banda grande de contexto, desde os investimentos até decisões relacionadas
à saúde. Então, o que que eles perceberam? Vocês perceberam que existe
um general risk, uma tendência geral de risco, que cada pessoa vai ter a sua. E
quanto mais risco você é tolerante, quanto mais você tende a assumir riscos,
você tende repetir isso para outras áreas da vida. E essas outras áreas
influenciam também, principalmente na parte de vestimentos, que é o tópico do
nosso vídeo de hoje. Então, normalmente o que a gente observa que uma pessoa que
pessoa que nasce com essa pitidão ao risco, ela é uma pessoa que ela tem mais
propição a jogos, jogos de vício, né, gambling aqui no caso, a atividades
recreacionais também mais arriscadas, norment a pessoa que vai gostar de pular
de paraquedas ou de fazer grandes aventuras de uma forma geral. Pessoas
que normalmente não vão ter tanto problema com segurança, normalmente vai
ser uma pessoa que não vai ter muito medo de avião, não vai ter muito medo de
tomar risco ao longo da vida. Pessoas que vão tomar riscos éticos ao longo da
sua vida, tem mais facilidade de cometerem deslizes éticos, vamos colocar
assim, e pessoas que têm uma capacidade de ter um risco social também mais
elevado. Então, todas essas áreas elas se cruzam e elas influenciam a forma
como a gente investe. E a conclusão que eles chegaram é que existe uma alta
correlação entre a forma como as pessoas tomam risco nas outras atividades e como
que isso se traduz na carteira de investimentos também tomando mais risco.
Então, o que a gente percebe é que a gente leva a nossa personalidade pros
nossos investimentos. Então, pessoas mais conservadoras tendem a buscar
carreiras e investimentos mais seguros. Pessoas mais tolerantes ao risco tendem
a assumir risco em diferentes áreas da vida. No entanto, tolerância ao risco é
diferente de capacidade de assumir risco. Isso aqui é muito importante de
entender. Não é porque você tem uma grande tolerância ao risco que você
deveria suportar esse risco em todas as áreas da vida. E é exatamente essa
gangorra e essa provocação que eu queria trazer aqui para você hoje. Se você é
uma pessoa ultra conservadora e que sempre buscou uma carreira extremamente
estável, que tem uma renda muito previsível, será que você não deveria
tomar mais risco, apesar da sua tolerância ao risco ser baixa na sua
carteira de investimentos? porque você tem uma alta capacidade de tomar risco,
porque você tem uma previsibilidade gigantesca na parte da sua renda ativa.
Ao ponto que o contrário também é verdade. Se você é empresário, talvez
você devesse assumir menos riscos nos investimentos. Lembrando sempre que ter
só renda fixa não necessariamente garante que a sua carteira tenha menos
risco, mas às vezes agir de uma forma muito mais prudente nos investimentos.
Eu vejo grandes empresários com carteiras de investimentos altamente
concentradas, que é um erro e um risco totalmente desnecessário, por exemplo, e
simplesmente investindo demasiadamente em ativos mais arriscados, sendo que a
principal atividade da pessoa já é tomar risco no próprio negócio, ou pior ainda,
tomar risco somente no próprio negócio, que é exatamente o assunto que o Rony
trouxe no vídeo, que a gente vai reagir daqui a pouco. Então, o seu perfil de
investidor, ele não deveria ser analisado isoladamente. É muito comum as
corretoras fazerem aquele formulário de suability, né, para entender qual que é
o seu perfil de risco, para te recomendar investimentos de acordo com o
seu perfil de risco, sendo que aquilo dali é uma exigência do Banco Central,
da CVM. Mas de uma forma aquilo ali não deveria ser muito útil, porque quanto
mais tolerância você tem ao risco, talvez você deveria tomar menos. E o
contrário também é verdade. Então o problema aqui é investir apenas de
acordo com aquilo que deixa você confortável. Isso daqui é um problema,
porque você tem muito conforto em tomar risco, você vai tomar risco em todas as
áreas da sua vida. E o contrário também é verdade. Então, a sua carteira de
investimentos, ela vai além dos investimentos. Eu quero trazer aqui hoje
uma visão holística da sua carteira para você sair desse vídeo investindo melhor
pro longo prazo. Ou seja, a sua carteira de investimentos é o seu patrimônio
financeiro, é o seu capital humano, que é a sua capacidade de gerar renda, seja
na sua empresa, caso você tenha uma empresa, seja na sua profissão, seja até
mesmo tendo uma profissão mais arriscada ou menos arriscada. Às vezes você é um
CLT em uma empresa, uma multinacional, onde você tem uma certa previsibilidade
de progressão de carreira. Às vezes você é autônomo, às vezes você é empresário,
você é funcionário público. Inclusive, aproveita para me deixar aqui nos
comentários qual que é a sua profissão. Sei que tem muito dev aqui no canal.
Então, tem os seus imóveis, o seu verdadeiro portfólio, é a somatória de
tudo isso. Isso aqui é muito importante para você que quer construir uma
carteira de investimentos pro longo prazo. Então, sua renda futura também é
um ativo. Quanto mais previsível a sua renda, maior tende a ser a sua
capacidade de suportar volatilidade. E quanto maior o risco da sua profissão,
mais importante pode ser diversificar fora dele. Então, lembra, o fato de você
ser muitas vezes pouco tolerante ao risco e buscar carreiras e tudo na sua
vida são coisas altamente previsíveis, você talvez tenha uma capacidade de
tomar risco muito maior na sua carteira, ou pelo menos olhando o risco ali como
uma volatilidade curto prazo, você consegue e você tem uma capacidade de
tomar mais risco, apesar de você não tolerar tão bem esse risco. Então é
importante você entender isso para você manejar sua carteira da melhor forma
possível, porque é sempre importante lembrar que a volatilidade ela é um
proxy de risco, porque você vê o seu patrimônio subindo e caindo de forma
abrupta no curto prazo, mas no longo prazo o risco é o seu capital não ser
bem remunerado. E a renda variável ela tem uma capacidade muito maior de
remunerar bem o seu capital no longo prazo, em 10, 20, 30, 40 anos do que a
renda fixa. Pense sempre com esse horizonte de longo prazo que você tem
uma capacidade de suportar risco muito maior se você é uma pessoa que se julga
com pouca tolerância ao risco. Eu pessoalmente me considero uma pessoa
pouco tolerante ao risco, por incrível que pareça. Por isso que quando eu fui
pra renda variável e hoje eu tenho um patrimônio 100% alocado em renda
variável e por acaso hoje eu também sou empresário, mas em todas essas áreas eu
tento investir de forma extremamente conservadora. A maior parte da minha
carteira de investimentos é de fundos imobiliários, de ações, de empresas
altamente conservadoras, de empresas que t uma alta previsibilidade tanto no
Brasil quanto no exterior, sejam as empresas de crescimento ou as empresas
de dividendos. Eu tenho recentemente trazido até algumas empresas de turnar
around paraa minha carteira com uma frequência um pouquinho maior,
exatamente estimulando isso. Então, olha, eu me considero a pessoa pouco
tolerante ao risco, mas eu consigo investir 100% da minha carteira em renda
variável, porque eu faço isso também de uma forma pouco arriscada. Mas isso é
até um assunto para um próximo vídeo. Já tratei pra galera que é mais das
antigas, a gente já tratou sobre isso em alguns vídeos há mais tempo. Então a
gente tem num exemplo extremo funcionário público com a renda
altamente previsível, uma alta estabilidade e muitas vezes uma carteira
de investimento extremamente conservadora. Você pode ter uma baixa
tolerância psicológica, mas uma alta capacidade financeira de assumir o
risco. Enquanto os empresários eles estão na ponta completamente oposta. A
renda dependente da empresa, o patrimônio dependente da empresa, o
futuro profissional depende da empresa. E, ó, presta atenção, a empresa muitas
vezes não depende de você. As empresas estão expostas a riscos macroeconômicos
do país, onde ela atua. Então você tem um risco circunstancial da sua empresa
que não depende só de você, não depende só de você ser um excelente empresário.
Então já você já possui uma enorme exposição ao ativo concentrado, que é a
sua empresa, líquido e altamente arriscado. Então o erro de concentrar
todos os riscos no mesmo lugar é o caso ali do Ron e da reserva que a gente vai
reagir aqui juntos agora. >> Vídeo é para tirar um bandade de um
assunto a mega polêmico no mercado de investimentos. Tá bom? Eu quase quebrei
na física por causa de uma babaquice que costumam falar para todo dono de
negócio, principalmente no Brasil. >> Na física ele tá falando na pessoa
física dele, né, que ele quase quebrou. Existe uma máxima que virou quase um
inconsciente, uma culpa coletiva de que o empreendedor tem que reinvestir
absolutamente todo o lucro da empresa de volta no negócio, ao invés de colocar
pelo menos um pouquinho de dinheiro no bolso.
>> É, você vê que é muito comum muito empresário falando: "Ah, eu tenho uma
taxa de retorno ROI na minha empresa de 30% ao ano, quando que eu vou conseguir
uma taxa de retorno assim fora?" É porque a pessoa tá olhando só pra
ótica do retorno, não tá olhando pra ótica do risco, porque o risco ele pode
até conseguir retornos menores ou até maiores fora da empresa dele na bolsa de
valores, que na bolsa de valores a gente tem as duas pontas, mas você ter uma
alta descorrelação desses retornos é igualmente importante, porque você vai
ter às vezes retornos de 15%, de 20%, de 30%, de 40% fora da empresa, mas com uma
alta descorrelação, principalmente investindo no exterior ou investindo em
empresas de outros segmentos, >> como dividendos, né? E quando ele faz
diferente disso, é como se ele não tivesse comprometido o suficiente com o
negócio. E obviamente isso gera uma culpa coletiva. Pois bem, eu acreditei
nessa parada e cheguei na pandemia casado, pai de três filhos, dono de um
negócio enorme, multimilionário, gerador de caixa e lucro, sem nunca ter colocado
um puto no bolso. Absolutamente todo real que entrava voltava pro negócio no
final do ano. Nova loja, estoque, time. Bom, eu me achava o máximo por isso e
contava super orgulho pras pessoas que eu não tirava nada da empresa,
reinvestia tudo, etc. Enfim. E aí chegou o fatídico março de 2020. A gente fechou
tudo, eu olhei pra minha conta e não tinha reserva para absolutamente nada.
Enfim, a empresa nunca quebrou, graças a Deus, mas quem quase quebrou naquela
ocasião fui eu. Ó, eu abria 30, 40 lojas por ano. Isso foi maravilhoso. Foi o que
construiu a empresa. Quem não cresce, importante dizer, desaparece. A empresa
tem que crescer sempre. Mas calma, valente, calma. Se em um ou dois anos a
gente tivesse aberto 20 em vez de 40 lojas e a diferença daquilo tivesse
entrado em dividendos pros sócios do nossos bolsos, ninguém ia morrer. A
empresa não ia quebrar e os sócios da empresa não viveriam 20 anos sem nenhum
tipo de reserva. Negócio bom, rapaziada, esse o cabelinho branco me ensinou, faz
as duas coisas, gera caixa, dá lucro, põe dinheiro no bolso do dono todos os
anos com data marcado e ainda sobra para investir no ciclo seguinte. As duas
coisas tem tem que acontecer. Mas esse ponto ilustra muito bem os argumentos
que a gente colocou aqui, eh, pelo menos até agora no vídeo, ou seja, reinvestir
grande parte dos recursos do próprio negócio. A pandemia teve uma queda
brutal de vendas de todo mundo, né, não só da reserva. Empresa e patrimônios
estavam expostos ao mesmo problema. e a importância de construir patrimônio e
liquidez fora da empresa. Quando a sua renda e seu patrimônio dependem do mesmo
evento, você não tá diversificado. Outros exemplos que são muito comuns e
eu já vivi, conheço várias pessoas que fazem parte desses outros exemplos aqui.
Talvez possa ser até o seu caso. Você é um executivo de tecnologia ou
desenvolvedor e você tem uma carteira entupida de empresa de tecnologia porque
às vezes você se julga mais capaz nessa área. Você pode até ter uma certa
afinidade, né, até que o Buffet chamava de ciclo de competência, mas muitas
vezes você pode estar exposto a um risco desnecessário, um risco de alta
concentração num segmento que muitas vezes você não tem controle sobre o que
tá acontecendo ali. Aqui também é muito comum, muito comum pessoas que trabalham
em empresas de tecnologia e que são remunerados em ações da própria empresa.
Tenho muitos alunos, assim, aluno que trabalhava na Snapchat, aluno que
trabalhava no Google, aluno que trabalhava em várias multinacionais
diferentes, principalmente lá nos Estados Unidos, que é mais comum você
ter remuneração e ações. Bom, Fábio, o que que eu faço com as ações dessa
empresa? E o que eu sempre oriento é sempre que você tiver oportunidade,
venda todas as ações e invista no restante da sua carteira e não tenha
ações da empresa que você trabalha em carteira, né? Normalmente tem um locup
ali de 3 anos, 5 anos para você conseguir vender, mas não faz sentido
você tá exposto tanto do lado da sua renda ativa naquela empresa, se a
empresa for mal ou quebrar, não precisa nem quebrar, mas ela ter uma alta
quantidade de demissão de funcionários já é o suficiente para você perder sua
renda ativa. E provavelmente se ela tá fazendo isso, as ações estão despencando
porque o lucro tá despencando, a empresa tá tendo dificuldades, então você perde
dos dois lados de uma forma muito impactante. Mercado imobiliário. Então,
a pessoa trabalha no mercado imobiliário, tem um patrimônio imóveis e
ainda tem uma carteira só de fundos imobiliários, porque já tem essa
propensão ao mercado imobiliário. O empresário que tem uma empresa, tem
ações de alto risco, investe em startups, uma carteira, a carteira de
alto risco na bolsa, empresas altamente, a carteira concentrada com poucas
empresas, vezes só empresas de crescimento agressivo e ainda investe em
startups. Eu tenho amigos que são assim. Então é importante também lembrar que
não existe investimento puramente seguro, existem riscos diferentes que a
gente pode correr. Quando a pessoa tá totalmente socada de renda fixa,
pósfixada, atrelada ao CDI, qual que é o risco que ela tem no longo prazo? É
simplesmente ela ter o seu capital sendo completamente destruído, conforme a
gente viu em 2020, 21 e 22. Quem entrou em 2020 totalmente alocado em CDI, saiu
em 2023 com pelo menos 50% a menos de patrimônio de forma real, porque você
não tem controle da taxa livre de risco, você tem seu patrimônio sem oscilar, mas
o Banco Central pode socar a taxa em 2%, igual a gente viu durante a pandemia, ou
até baixar para 5, seis, você tem uma inflação do mesmo tamanho. Então o risco
de longo prazo é não ter o capital sendo bem remunerado. Não que você não possa
ter renda fixa em carteira, você deveria ter renda fixa em carteira, mas é
importante entender essa dinâmica. A renda fixa, ela reduz a volatilidade,
mas ela não elimina o risco e principalmente o risco de longo prazo. A
gente tem inflação, tem os reinvestimentos que as empresas fazem no
próprio negócio, que normalmente tem uma taxa de retorno muito maior do que a
renda fixa. E é esperado, tá pessoal, para qualquer país que investimentos e
renda variável tragam sempre um retorno maior do que a renda fixa no longo
prazo, porque senão a gente não teria bolsa de valores. Já falei sobre isso
aqui com vocês. procure um vídeo onde eu falo sobre CPM, KPM, modelo KPM, e a
gente explora esse termo que é o prêmio de risco dos ativos negociados em bolsa.
Então você pode ter um retorno real insuficiente, ficando totalmente enfiado
na renda fixa e até na renda fixa indexada a inflação, porque o IPCA não
necessariamente representa o acréscimo de inflação que você precisaria paraa
sua cesta de consumo e o risco de chegar ao no futuro com o patrimônio
insuficiente. Então, às vezes tentar eliminar todo o risco no curto prazo
aumenta o risco de curto prazo e vice-versa. A partir do momento que você
traz volatilidade pra sua carteira, você tá trazendo um risco de curto prazo que
se materializa na volatilidade, mas no longo prazo você tá trocando isso por
uma expectativa de retorno muito maior. Então, antes de montar sua carteira,
você precisa se perguntar quão previsível é a sua renda? Quanto do seu
patrimônio depende da sua profissão e da sua empresa? A sua renda sofre nos
mesmos cenários em que os mesmos investimentos sofreriam? Isso aqui é
muito importante. Por quê? Porque se o seu país vai mal, se o seu país passa
por uma recessão, provavelmente a sua renda vai sofrer a não ser que você seja
funcionário público. E é daqui que vem os dois terços indicados de alocação no
exterior do Beyond Esteros Qu, um estudo que eu já trouxe para vocês aqui várias
vezes, que mostra que o ideal é você ter 2/3 fora do seu país de residência para
exatamente proteger desses cenários críticos no seu país de origem. Porque
às vezes você é CT, você é empresário, tudo que não seja funcionário público
sofre momentos de crise severa no seu país de residência. Se você ter parte no
exterior é muito importante porque o delta cambial, você tem um ganho cambial
gigantesco, caso o seu, a moeda do seu país se desvalorize e o seu patrimônio
tá lá fora, vai te proteger disso. Então você tem patrimônio e liquidez fora da
sua principal fonte de renda. Qual o tamanho desse patrimônio frente à sua
renda? Também é importante entender. E a pergunta mais importante é: a sua
carteira de investimentos, ela tá diversificando a sua vida ou ela tá
repetindo os mesmos riscos? A sua carteira de investimentos, ela não
precisa parecer com você, ela precisa funcionar junto com você. E a melhor
carteira de investimentos para você não é aquela que combina com a sua vida, é
aquela que complementa a sua vida. Eu espero que esse vídeo tenha trazido para
você algumas reflexões importantes sobre a sua carteira de vestimentos, até
porque esse é um assunto que muitas vezes passa batido e a gente vai
atrupelando as coisas no piloto automático. Caso você tenha alguma
dúvida, deixa aqui embaixo nos comentários, porque eu sempre tento
responder todos vocês. Caso você queira me ajuda para estruturar sua carteira de
investimentos, fica aqui o meu convite pr você conhecer o do Zero a Holder, que
é o meu curso para você estruturar do absoluto zero a sua carteira de
investimentos e conhecer a série O plano que tem dentro do Zero Holder, que é um
conteúdo em paralelo, onde a gente estrutura uma carteira de investimentos
do piloto automático para você. Então o intensivo inédito de seis aulas,
inclusive se você é meu aluno das antigas, essa aula já tá liberada. Essas
aulas estão liberadas para todo mundo lá dentro da nossa plataforma, onde a gente
faz exatamente essas seis etapas. Então, na primeira etapa, a gente estrutura sua
carteira de investimentos. Considerando todos esses assuntos que a gente
estruturou e a gente elaborou aqui dentro dessa aula. A gente decide quais
são os ativos que você deveria ter em carteira, renda fixa, ações, fundos
imobiliários, stocks e resits no exterior e também ETFs. E a gente
preenche cada uma dessas caixinhas, conforme você deveria ter ou não cada
uma delas, com os melhores ativos de cada uma delas pro longo prazo. A gente
tem a carteira perfeita de renda fixa, a carteira perfeita de ações, a carteira
perfeita de fundos imobiliários, carteira perfeita de stocks e a carteira
perfeita de REITs para você sair com uma carteira onde você sabe exatamente aonde
ela vai chegar no futuro. A gente consegue fazer várias previsões
interessantes sobre quanto você vai ter de patrimônio em cada ano, quanto que
você vai ter de renda passiva para você conseguir traçar esse mapa rumo à sua
independência financeira. A série, o plano tá dentro do Zera Holders, são
seis aulas direto ao ponto. Então fica aqui o meu convite para você conhecer,
caso você ainda não seja aluno do Zero Holder. Pelo nosso vídeo hoje é isso.
Espero que vocês tenham gostado. Se esse vídeo te ajudou, deixa o seu like. Um
abraço e a gente se vê no próximo vídeo. >> [música]
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