POR QUE O BARSI INVESTE EM KLABIN? | 3 MOTIVOS FAZEM MEU PAI TER 2% DA KLABIN | CELULOSE E O FUTURO
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Status
Analyzed
Solicitado Em
May 26, 2026 at 06:00 AM
Desempenho Geral
+5,14%
Recomendações
KLBN11
BUY
""Então, se é um negócio tão bom, será que não merece o seu investimento, né?""
Contexto: Após afirmar que a empresa é “um negócio formidável”, o entrevistado sugere que ela merece receber investimento.
Preço na data de publicação: R$16,55
Preço de fechamento do último dia: R$17,40
(Jul 10, 2026)
Lucro/Perda:
+R$0,85
(+5,14%)
Transcrição Completa
Eu queria explorar um pouco mais o ponto de Clabin, né? Porque você falou: "Pô, ele não tá dentro do BCH, é uma empresa de commodity". Mas realmente ela tem várias barreiras quanto a competição, porque é um negócio gigantesco. Então você vê essas mudanças políticas, mudanças também monetárias, 10 moedas diferentes e pensa: "Cara, eles vendem o que eles vendem há 127 anos." Então deve ser um negócio formidável mesmo, porque senão tinha quebrado. Exatamente. >> Então, se é um negócio tão bom, será que não merece o seu investimento, né? Barce, curiosamente, ele é acionista desde que a empresa abriu o capital. >> Olha só, >> é, eu não vou lembrar o ano exatamente, mas faz com certeza 40 anos que ele é acionista. Então, sem dúvida. Mas eu acho que é muito pela questão da barreira de entrada do negócio e pela eh multiplicidade de setores que essa empresa atende, pelo fato também de que a celulose ela não tem eh não tem competição, né? O que que substitui a celulose hoje? pode ser que um dia surja, mas na verdade a celulose é o substituto do plástico, né? >> Uhum. >> Então é um negócio que a gente vê ainda assim com com muito bons olhos pro futuro, inclusive atendendo a outros setores que ainda não conseguiram abolir o plástico, né? >> Eu olho assim e falo: "Cara, um dos grandes vencedores dessas compras online, por exemplo, é a indústria do papel papelão." >> Total. Então o pessoal sempre fala: "Pôx o Barça se não investe no agro". Fala: "Como invisto no agro?" Lá, eu tenho sei lá quantas milhões de ações. Tenho 2% da Clabim. Eu sou um dos maiores detentores de terra do Brasil, né? Eu tenho 2% disso, né? [música] >> Eu queria explorar um pouco mais o ponto de Clabin, né? Porque você falou: "Pô, ele não tá dentro do BH, é uma empresa de commodity". Mas realmente ela tem várias barreiras quanto a competição, porque é um negócio gigantesco. E tem uma característica na Clabin que eu acho muito interessante. Eu queria saber se vocês dão algum peso para isso, que é o tempo de existência dela. >> Sim. >> A gente fez uma viagem h mais ou menos uns dois tr anos para Barcelona. >> Uhum. >> Na última vez que tivemos em Barcelona, que no meu caso foi a segunda, é mais do que a primeira, tá vendo? >> Era, foi a única. >> Mas lá eu achei muito interessante porque a prefeitura dá placas para lojas que são centenárias. >> Ah, que legal. Aí eu tirei foto de duas dessas placas >> no chão na frente da loja. >> Isso era uma loja de moedas, era um no Mismata que vendia moedas antigas e a outra era uma loja de velas. Daí eu pensei, caramba, 100 anos de negócio aqui, né? A Espanha passou Segunda Guerra Mundial, Primeira Guerra Mundial, Guerra Civil, etc. >> Eu pensei, cara, mas no Brasil tem empresa centenária e foi pior no Brasil, porque além dessas [limpando a garganta] guerras, tudo bem que a gente não tava, né, com território sendo invadido, mas você teve muita mudança política. Você tá falando em em Clabim, por exemplo, tem 127 anos, foi criado em 1899. Então é o começo da República, vem república do CF com Leite, vem Era Vargas, Ditadura, aí volta o governo militar, redemocratização, você pega esse período redemocrático, né? Quantos presidentes já foram presos? >> É, >> Temer já foi preso, Lula já foi preso, Bolsonaro tá preso, quantos outros serão ainda, né, no futuro? Então você vê o tá preso. >> Pois é, o Color foi preso, né? >> Foi preso. >> É verdade. >> Então mais um pra lista, né? Então você vê essas mudanças políticas, mudanças também monetárias, 10 moedas diferentes e pensa: "Cara, eles vendem o que eles vendem há 127 anos, então deve ser um negócio formidável mesmo, porque senão tinha quebrado." >> Exatamente. >> Então, se é um negócio tão bom, será que não merece o seu investimento, né? Até porque tem coisa no balanço patrimonial deles, cara. Terra marcada quando eles compraram, sendo que hoje, qual o valor da terra que eles compraram há 50 anos atrás? >> Uhum. É. Então, como é que eu raciocínio em cabinho assim para local o capital? Que que você pensa quando olha pra empresa? >> É, e o Barce, curiosamente, ele é acionista desde que a empresa abriu o capital. >> Olha só. >> É, eu não vou lembrar o ano exatamente, mas faz com certeza 40 anos que ele é acionista. >> Uhum. >> 40 anos. Clabim e Banco do Brasil, salvo engano, são as empresas mais antigas da carteira. Mas eu acho que o racional foi muito por esse aí mesmo, assim, a barreira de entrada é altíssima. Eh, primeiro porque os grandes ativos são os ativos florestais, né? Hoje tá na moda a gente falar sobre isso, mas imagine 100 anos atrás você já eh ter essa visão, né? É a grande matériapra. Então, assim, a empresa tá no DNA dela se ISD, porque se ela não cuida das florestas, obviamente não tem o negócio, né, todo o negócio que deriva dele, né? Então o pessoal sempre fala: "Pôxubar se não investe no agro". Fala, como eu invisto no agro? Lá, eu tenho sei lá quantas milhões de ações, tenho 2% da Clabim. Eu sou um dos maiores detentores de terra do Brasil, né? Eu tenho 2% disso, né? E é muito verdade, assim, eu acho que [limpando a garganta] essa questão das das terras, né, num lugar tão estratégico quanto ali a região sul Paraná, especificamente, né, hoje as empresas estão tendo que explorar um pouco mais a região ali do Mato Grosso do Sul, né, tendo que expandir um pouco mais eh as florestas justamente por ser um ativo tão escasso hoje, né? E já se discute inclusive e que é um setor muito tradicional, então discute-se daqui 30, 40 anos o fato de nós termos que ir para outras localidades, né, outras florestas que são virgens e tudo mais, de como é que a gente pode explorar isso, eh, de uma forma, enfim, sustentável, né, ter um manejo sustentável. Mas, enfim, eu acho que isso entra muito na conta assim, né, o fato dessa empresa é e eh o que eu disse sobre perenidade é exatamente isso, né? um negócio que suportou 100 anos de fogo amigo. >> Não é nem fogo, né? Não é nem o seu, é fogo amigo, né? Quer dizer, a gente se autodestrói, pelo menos a cada 5 anos a gente cria uma crise própria nossa, né? Ou importa as que estão rolando, né? Então, sem dúvida, mas eu acho que é muito pela questão da barreira de entrada do negócio e pela eh multiplicidade de setores que essa empresa atende, né? Ela é uma empresa muito flexível, digamos assim. Então você tem a parte da da silvicultura, que são as florestas. Logo após você tem a parte da celulose, que ela pode ser exportada ou que ela pode ser beneficiada ao longo da cadeia, seja pelo craft ou até chegar o papelão, papel de embalagem, né, o BPO. Eh, então ela é uma empresa que tem essa flexibilidade de conseguir verter para cada um dos seus negócios que estão dando mais margem no momento. Então, por exemplo, a celulose tá passando por um momento difícil, né, commodity, 40% da receita da empresa vende celulose, mas os outros 60 ela tem essa disponibilidade de conseguir direcionar um pouco pros produtos que t maior demanda, que tem uma margem melhor, né? Então, na própria celulose, ela tem a diferenciação de ter a celulose fluffy, por exemplo, né, que é essa celulose de maior valor agregado justamente eh para esse mercado de descartáveis, né, que inclusive depois da pandemia também só cresce, né, pelo fato também de que a celulose ela não tem eh não tem competição, né, que substitui a celulose hoje pode ser que um dia surja, mas na verdade a celulose é o substituto do plástico né? >> Uhum. Então é um negócio que a gente vê ainda assim com com muito bons olhos pro futuro, inclusive atendendo a outros setores que ainda não conseguiram abolir o plástico, né? >> Então a tecnologia envolvida também, a empresa investe muito em PID. >> Eh eh então assim, é uma empresa que a gente é fã há muitos anos, foi uma das primeiras empresas fábricas que eu conheci inclusive >> eu tive contato, é quando criança. >> Eu fui buscar o ano do IPO, foi em 79. >> 79. >> Então realmente muito tempo, né? Nem plano real era, ainda, só foi 94 plano real. >> Mas tem um ponto que eu sempre olho no nosso Natal. Talvez a Malu nem saiba disso, porque quando a gente vai comemorar o Natal, sei também, é, é um caminhão de de papel. >> Exatamente. Exatamente. >> Porque o Natal é lá em casa, então vai uma galera lá em casa, >> 20 pessoas >> e aí todo presente, não sei o que. Agora tem criança, a criança recebe 70 presentes porque todo mundo dá presente, etc. É muito papel. >> É muito papel, muito papelão. Eu olho assim e falo, cara, um dos grandes vencedores dessas compras online, por exemplo, é a indústria do papel papelão. >> É verdade. >> Sim. >> E aí eu lembro que teve uma época, não vou lembrar o ano exato, mas talvez a Loí lembre, né? Teve um um medo assim no mercado com a a indústria de celulose, porque as pessoas estavam lendo muitos livros em leitores de de ebook, né? >> Tipo o aquele que fal da Amazon, Kindle. Uhum. E aí o pessoal falou: "Não, tão lendo o livro digital e aí vai ter menos venda de livro". Cara, acho que hoje as pessoas compram muito mais livro do que lá atrás. Talvez não leiam tanto, entendeu? >> Não, mas >> mas [risadas] estão comprando livro para caramba. >> Mas compram. O fato é que elas compram muita coisa e chega tudo em papelão. >> Quanto mais rico a pessoa fica, acho que mais papel ela consome. Inclusive, uma piada que eu já ouvi totalmente incorreta do ponto de vista, né, eh, político, né? Então já me perdoem aqui, mas eu ouvi só tô repassando. Não matem o mensageiro. [risadas] É cara, papel de celulose é legal, mas imagina quando o pessoal na Índia começar a usar papel higiênico. [risadas] Essa foi a piada que eu ouvi, >> entendeu? Mas é só falando isso. O cara tá pobre, ele usa pouco papel. A medida que ele começa a ter uma renda mais alta, ele vai gastar com comida, por exemplo, mas também vai gastar com essas compras, onde vem embalado com papel, com papelão, >> né? Então no final, né? É, é um um setor que ele realmente faz sentido você calcular a perenidade nesse ponto. >> Sim, >> porque tem uma coisa muito bacana no método de vocês, né? Quando você olha lá bancos, né, setor elétrico, saneamento, quando a Ia ela começou a realmente mostrar um pouco do potencial que ela tem no futuro, de mudar muita coisa, eu peguei a lista das empresas listadas em bolsa e comecei a ver, cara, quem aqui pode ser disruptado de maneira mais fácil e quem não pode, né? E aí os setores muito regulados são mais resistentes à desrupção, por exemplo, que >> são setores nos quais vocês investem, >> né? Porque aí pode mudar um monte de coisa, mas não tem como desruptar a criação de, sabe, árvores para gerar celulose cara. >> É. Uhum. >> É. E você sabe que uma discussão muito interessante, né? A gente teve uma evolução gigante nos últimos 20 anos do capital intelectual. Passado isso, acho que as pessoas estão começando a perceber que para que esse capital intelectual, talvez a IA resolva boa parte agora desses dilemas intelectuais, mas o que a IA ainda não resolve é justamente a necessidade do físico, que que a IA não vai substituir, né? Então a gente vai precisar do minério, da energia, >> da água, da árvore, da terra e tudo mais, né? Então, acho que é uma tendência natural nos próximos anos e entrando um pouco no mundo de bolsa, porque acho que o Brasil deve se beneficiar enormemente nesse próximo, nesse próximo ciclo, é justamente a abundância desse tipo de recurso e das empresas que fazem isso com muita maestria, né? A gente tem excelentes empresas aqui no Brasil que fazem, que entregam serviços e produtos muito bons nesse sentido, né? Então eu acho que de fato esse capital que que começou a vir pro Brasil, né, de fato uma gotinha no oceano, né? Acho que é uma tendência que veio para ficar aí pro próximo ciclo, viu? >> E vocês vendem as posições mesmo as vencedoras, por exemplo, vamos dizer que você tem lá a Clabin no seu portfólio e ela subiu muito mais que o restante do portfólio. Você vende para eh rebalancear ou não? Vender uma coisa muito rara, realmente vocês tentam rebalancear só alocando dividendo novo nas posições estão mais baratas. É muito raro. É muito raro. Até por Clabinho até que tem até que teria liquidez para isso. Mas assim, imagina que o bar tem 2% da clabin. Vamos falar de uma outra empresa que é grande na carteira, Unipar, que é hoje é 35% da carteira, digamos assim, né? Já foi mais pela pela questão da cotação e a gente foi diversificando ao longo do tempo. Mas se o BER for se desfazer, a participação dele é de 20% da empresa. Ele destrói o valor da empresa. Teria que ser algum block trade ou alguma venda direta, né? Então, nessas posições maiores, difícil é muito difícil a gente vender. O que o que pode acontecer ocasionalmente é como a gente faz muito opções, né? Então, por exemplo, Banco do Brasil não é uma posição que a gente venda, teria liquidez para isso, mas já nos deparamos com o momento em que nós fomos exercido nas calls e aí vendemos, mas depois recompramos de novo. Então, existem as vendas, mas elas são muito raras, são muito difíceis. Geralmente os papéis que o bar se trocam são aqueles papéis que ficaram tão pequenos na carteira, cujo dividendo é é irrisório. E aí por uma questão de eficiência, ele acaba vendendo e trocando por alguma outra coisa.