“Brasil vai quebrar como em 2015?” Felipe Miranda, fundador da Empiricus, responde | Genial Analisa

“Brasil vai quebrar como em 2015?” Felipe Miranda, fundador da Empiricus, responde | Genial Analisa

Analisado Ver no YouTube Solicitado Em
Retorno do vídeo
-0,65%
Chamadas
1
Compra / Venda
1 0
Publicado

Recomendações

Entrada é o preço de fechamento do ativo na data de publicação. Atual é o último fechamento registrado.

  1. BTC CRYPTO COMPRAR -0,65%
    Entrada $77.255,00 10 set 2026
    Atual $76.749,00 11 set 2026
    Resultado −$506,00
    vs. índice BTC é o próprio índice de referência — não há excesso a medir
    Contexto da transcrição original
    …? Então assim, como a gente não sabe o que vai acontecer, que que você faz quando você não sabe, você meio atira para todo lado, né? Então você diversifica. Então se a gente tá num momento de tanta incerteza global, a gente vaza pro resto. Então vaza pro Bitcoin um pouco, vaza pro ouro um pouco, vaza para mercados emergentes, vaza para ativos fix eh fixos, físicos e fica menos com o dólar. Se você sai de uma de uma locação de 75% em dólar para 65, o dólar continua dominante ainda. Mas é uma, mas o que impo…

    Então vaza pro Bitcoin um pouco

    Contexto extraído por IA Então se a gente tá num momento de tanta incerteza global, a gente vaza pro resto. Então vaza pro Bitcoin um pouco, vaza pro ouro um pouco, vaza para mercados emergentes, vaza para ativos fix eh fixos, físicos e fica menos com o dólar.

Transcrição Completa
Bem-vindos a mais um Genial Analisa. Dessa vez temos uma pessoa aqui que com certeza é referência para muita pessoa física, para muito investidor que tá no mercado. Talvez ali em meados de 2010, 2000 e adiante. Quem entrou no mercado a partir desse momento, com certeza você vai conhecê-lo. Talvez até já seguiu alguma recomendação, se não dele, dos economistas que o cercavam. Eu tô falando do Felipe Miranda, criou uma empresa chamada Empíricos com mais de 450.000 1 assinantes e com certeza foi uma das bases aí para trazer muita gente para dentro do mercado. Infelizmente o nosso mercado aqui no Brasil ainda é pouco difundido e ele com certeza tem um papel e fez e desempenhou um papel muito importante aqui nessa condução e para trazer pessoas pro mercado financeiro. Felipe Miranda, economista pela USP, mestre pela FGV, inclusive deu aula também na FGV, fez curso de valuation em Colúmbia com o Nascintal, fundou a Empíricos, foi sócio do BTG e colunista da revista Exame também na Infomana traz né? >> Foi, [risadas] >> é autor de >> Playboy, da Playboy também, com muito orgulho. Fui colista da Playboy também. >> É, então, [risadas] várias vertentes. Bacana. Fiquei curioso. Depois, se você puder, aborda isso também. Ele também é autor de alguns bestsellers, o tal do O fim do Brasil, que tá muito atual. Aquilo foi em 2014, >> 2014. >> E parece que a gente tá falando de hoje, né? [risadas] E também os princípios do estrategista. E diante dessa carreira bastante interessante, tenho a honra aqui de trazer o Felipe depois de muito tempo no não compete, adormecido, mas escrevendo bastante ali no substaque, inclusive com 5.000 assinantes, talvez. É isso aí. >> Uma onda, talvez uma empírico sendo criada. Então, se você não tá aproveitando, talvez eh fica a lição. Felipe, muito obrigado pela presença. Estamos muito felizes aqui de trazer alguém que fala com pessoa física, o que é raro dentro do mercado financeiro, né, >> pô. Obrigado a vocês, super feliz de estar aqui. Obrigado pela oportunidade, uma honra e vamos trocar essa ideia aí. >> Com certeza. Vale tudo. >> Vale tudo, né? [risadas] Quase tudo, quase tudo, >> quase tudo já é um bom, já é um bom negócio. E não tô sozinho aqui, trouxemos um time de peso, Tainá Rambaldo, para falar sobre economia, sobre macro também e algumas perguntinhas capciosas. Tainá, >> obrigada, Luan pelo convite. Obrigada, Felipe, por aceitar e obrigada a todos que nos assistem aqui no canal da Genel Investimentos. >> Maravilha. Antes de falar da Empíricos, fala da sua sociedade, de como você foi o criador, né, exempíricos. Eh, depois fez um deal muito interessante ali com o grande banco aqui no Brasil. Eh, você tem uma tese muito curiosa aqui nesse momento de Brasil que a gente tá vendo Renda Fixa pagando valores muito bons, atraentes, né? Inclusive atrapalhando um pouco a economia real, tirando, sugando dinheiro da economia. E em uma das suas das suas escritas, do seu texto, seu, dos seus textos, você diz que a renda fixa no Brasil, ela pode ser um risco muito maior do que o mercado tá falando. Isso é real mesmo? >> Não, é só olhar a história, né? Eu acho que tá numa super tendência ali. Acho que a Carmen Reinhard fez um um trabalho muito interessante de como que você lida com a dívida em moeda local. Inclusive a última carta da Verde, né, ela Stberger explicita ali, né, como olha, a hipótese da repressão financeira, ela parece que ganha os contornos mais tangíveis, né? Repressão financeira é você de alguma maneira manter os juros da economia mais baixos do que eles deveriam ser por variadas formas, né? Uma delas é o que o toroamericano fez de recomprar os títulos longos. E e esse é um caminho. Mas o o que me me preocupa, né, essa ideia de que o governo não pode defaltar em moeda local, né? Essa é a o argumento que inclusive eh foi trazido por economistas de esquerda, que o Samuel Pessoa rebateu usando um um artigo clássico também, listando todas as as várias eh reestruturações, defaults, explícitos implícitos né? que os países tiveram ao longo do tempo em moeda local, né? O meu ponto é, eu não tô dizendo que vai acontecer ou não vai acontecer, porque o futuro ele é impermeável, ele é opaco, a gente ele é um bicho teimoso que insiste em ficar no futuro né? O o meu ponto é o seguinte, as pessoas elas estão preocupadíssimas com a trajetória de dívida brasileira e fundamentalmente alocadas em coisas que estão ou diretamente associados a emprestar dinheiro pro governo ou correlatos a isso de uma forma de uma super alocação nessa história. Então parece, ah, o CDI é muito bom, até que não é mais, né? E e quais são as formas? você você pode perder dinheiro nisso ou que você vai num para um cenário de dominância fiscal, por exemplo, que o Brasil flertou com eles várias vezes. E o que que isso aconteceria? Isso, ah, vou ficar no CDI que não tem, não tem problema. Se você vai pra dominância fiscal, o Banco Central uma hora joga a toalha e deixa a inflação correr e o juro vai ser mais baixo do que deveria e você vai est no CDI baixo perante uma inflação muito alta, você vai ter um retorno real negativo. Uma outra for no pré, ah, eu vou estar no pré que o retorno tá alto, a implícita tá sete. Se você explodir a moeda, de repente aquela inflação vai ser muito mais alta, vai comer seu retorno real inteiro. E no, ah, o indexado não tem problema não. Pego o que a Argentina fez no momento da crise, o governo rouba no na no cálculo do PCA. Eh, é isso que acontece. E, eh, então são os tipos de de diferimentos que podem acontecer pro detentor de dívida. E tem o outro que, né, a discussão do Braulio Borges com o o Samuel Pessoa na Folha também de novo, né, que o Braulio chama a atenção do Samuel, falando assim: "Olha, você tem os como se ele tivesse lembrando, né, ó, porque teve aquele defold do Paulo Guedes também, quando a inflação foi muito alta no pós-pandemia. Então a inflação é um jeito de dar o defô. Ó, eu te devo 100, eu te pago 100, só que esse 100 não vale mais nada. Então, na verdade, eu defaltei de um outro jeito. >> Então, ele chama a atenção do defult eh implícito, não explícito. O qual o problema do defult implícito, que também tá na carta da verde, a inflação. Os governos de esquerda perceberam que ela é impopular. Então você a inflação mata. O rico tá tranquilo, né? Ele tá num retorno muito alto, poupa para caramba e o poder de compra dele tá preservado. >> Agora o o cara da classe mais baixa, quando você tem inflação, a renda dele inteira tá capturada pelo consumo e ele não tem onde se defender. >> Ele é ferra mais o pobre e concentra a renda. Então isso pra esquerda é um super tiro no pé. >> Estão descobrindo agora, né? >> Perceberam. Então os governos estão t evitado a inflação, que é um negócio muito impopular. Olha o que aconteceu com a popularidade do Lula no começo do ano, quando o preço de alimento disparou. Se entrar o Elninho agora, pode ser decisivo para eleição, inclusive. Mas recapitulando, então assim, pô, então a hipótese de corrigir a dívida pela inflação é um caminho que também vai implicar um tipo de risco para aonde você tiver na renda fixa. O outro caminho é o defult explícito, que o governo não chamaria de defult. Ele não vai te falar que ele tá calotando. O que ele vai fazer assim: "Você é detentor de NTNB, agora você na verdade vai ter a NTNC, eu vou te pagar, mas eu vou te pagar com seis meses de carência. vou te colocar um imposto de 2% e no final é um é um defoldar. Então é eh de repente você acorda 10% mais pobre e você resolveu a dívida. Então eh é um mecanismo típico de mercados emergentes. Tô falando que vai acontecer, não necessariamente, mas assim não tem muito para onde escapar. Você tem uma trajetória de dívida brasileira que vai aumentar 12 pontos no atual governo. Você tá caminhando para rapidamente superar dívida PIB de 100%. Com juro de 13, 14. Esse negócio é assim, não precisa ser muito gêno para você saber assim, isso aqui não vai continuar e o que não vai continuar vai parar. Então você vai ter mais tributo, a sociedade não quer. Tá claro que tá bem difícil você tributar mais. Você vai ter um super ajuste fiscal com o governo de esquerda. Não parece ser o caso. Pode ser. Pode ser. Mas não é habitual, né? >> É, não é o mais provável. Não tô dizendo que não vai acontecer. >> Você vai ter eh inflação ou você vai ter o defult ou algum tipo de reestruturação da dívida. Então eu acho que as pessoas não estão atribuindo a probabilidade que deveriam a esse risco de algum tipo de reestruturação de dívida. E quando você vê o secretário do tesouro indo ao Brasil Journal negar aquilo, você tem começou a negar que vai ter defult, é porque o risco de def existe. >> Estão preocupado >> e ele existe no mundo. Isso que é mais assim, quando você os Estados Unidos não é mais triple A, então você por que que você não vai discutir risco de dívida soberana no Brasil se nos Estados Unidos está sendo discutido de alguma maneira? Eh, então eu eu o meu ponto só assim, existe uma probabilidade associada a esse cenário que ela é maior do que as pessoas na média estão atribuindo. Se vai acontecer ou não, essa é uma outra discussão que eu não sei, mas que existe esse risco e ele precisa ser colocado na conta, ele existe. >> Legal. Então, na hora de vender, talvez esses argumentos fiquem escondidos, né? O pessoal tá olhando só pra rentabilidade e esquecendo todo esse esse esse aparato por trás. E acho que até um discurso, inclusive uma fala recente do próprio Lula, ele cita que o Brasil tá endividado, mas tá pouco endividado perto dos grandes das grandes economias. Ele cita Estados Unidos, Japão com uma dívida PIB de mais de 200%, só que ele esqueceu de citar que lá a taxa de juros é próximo a zero, né? E aqui a gente tá com 14% de taxa celica. Então, de fato, a gente tem uma diferença muito grande como você colocou nessa ponto. >> É, é, não são coisas absolutamente incomparáveis, né? Eh, e quando você vai no Jornal Nacional e diz que você não está preocupado com a dívida, você, cara, assim, eu eu tô, né, fico mais preocupado ainda que você não tá, né? E e a e as várias sinalizações, né, do próprio do Hadad e que eu acho um cara bem intencionado para para ser sincero, acho que o o Hadad tentou fazer várias coisas e e acho que teria sido muito pior sem o Hadad. Pod quase quase me, eu respeito muito o Hadad. vai me colocar na na classificação de admirador do Hadad. Vou ficar com eu respeito muito o Haddad. E depois o Durigan dizendo assim: "O o a questão fiscal foi feita?" Não, não foi feita. Território tá aí para explicar. >> Vocês e basicamente zeraram o primário, passaram um monte de co de crédito subsidiado abaixo da linha e tem 8% de déficit nominal. É, >> cara, não, entendeu? [risadas] Se vocês não estão achando que isso aqui é um problema, não. Isso é realmente um problema. Talvez também o Lula, o Lula é cínico e macímico, talvez foi no Jornal Nacional, falou aquilo e depois vai fazer um ajuste fiscal. pode ser que aconteça, mas a gente vai apostar 80% da nossa locação nisso. Não tô dizendo que é corra paraas colinas e venda todas as suas ntns, LFTs. Não, não é esse o caso. Mas assim, o só ter isso, como é a locação de boa parte das pessoas ou cri cri, ele sei as coisas que estão de alguma forma CDI, mais alguma coisinha, eh, eu acho um perigo. >> Tem um gráfico da Bloomber que as pessoas, a pessoa física nunca esteve tão alocado em CDI, né? >> Pois é. Pois é. E e por outro lado assim, uma coisa, o CDI é bom, mas é um duration muito curto, né? De repente o CDI vira nove e aí as outras coisas, ah, aí eu vou comprar bolsa, tá bom? Vai comprar bolsa 250.000, né? Porque então assim, eu acho que os dois cenários, a renda fixa ela funciona bem, mas no meio do barbel, se fica muito ruim, ela também não funciona, que é o que aconteceu na Turquia e na Argentina. o que andou, né? A moeda perde o valor e vai andar ativo real, vai andar terra, imóvel, ação que tem poder de remarcar preço >> e no cenário muito bom, ela também não não vai não performa, porque o juro cai e o resto anda, né? Então no meio na meiúca vai bem, de repente não vai mais. >> A gente gosta de acompanhar aquele índice móve que é o o VIX da renda fixa, né? E ele >> já antecipa pra gente um strress do mercado até muitas vezes antes do próprio VIX. Você acredita que a renda fixa ela tá tóxica no mundo, que a gente vive uma era de talvez estamos próximos, cada vez mais próximos de uma dominância fiscal no mundo inteiro? >> É, cada vez mais próximo, sim. Eu acho que a gente tem um problema e não estou dizendo que vamos paraa dominância fiscal, mas assim, eu acho que a gente nunca esteve com um problema fiscal tão grande, né? O diagnóstico brasileiro, né? Se você pegar Ricardo Hausman, né, Harvard 2004, Brasil, precisa resolver a questão fiscal. até hoje é o mesmo mesmo discurso. A questão é que lá era só a gente que tinha esse problema. Agora um problema global, né, que que é um problema social também, né, que é um problema geopolítico, que é um problema, você tem sociedade que polarizada nos dois no mundo inteiro. Você não, o seu, o outro lado, ele não é simplesmente o seu antagonista ideológico, ele é seu inimigo. No se torna uma luta do bem contra o mal, em que os dois lados se colocam do lado do bem. >> [risadas] >> Ninguém se admite do lado do mal. Então, se se você é o demônio e vai assumir o poder, pode qualquer coisa, inclusive te matar no limite, né? Pelo bem, porque é pelo bem. Todo mundo se acha pelo bem. Só que se você não fala com o outro lado, no final você tem um problema paraa democracia absurdo. Porque como é que você resolve o conflito distributivo que é você ceder um pouco ao outro lado. Você não pode ceder ao outro lado. Então se você você não cede, você tem que dar tudo. Tem que dar tudo. A sociedade já entra meio a meio. O incumbente tem que prometer um monte de coisa, não entrega, já vira contra ele. Desde a pandemia, no mundo todo, o incumbente não consegue. O único jeito é o affordability no mundo inteiro, né? A capacidade das pessoas comprarem coisas relevantes, super eh prejudicado. Não, o cara não consegue colocar o nariz para fora da água, não tem ajuste fiscal para fazer. Só pressão de mais gasto, mais gasto, mais gasto. Uma precarização do mercado de trabalho, porque antes você tinha lá a Ford, você tinha, então o cara tinha um seguro desemprego, o cara tinha um 13º, uma não, agora hoje você uberizou, né, o iFoodizou, sei lá, a a sociedade como um todo. Esse cara tem um emprego, mas não tá muito feliz ali também vive em condições meio precárias. Como é que você sai daqui, né? Como é que você faz um ajuste fiscal nessa história? A demanda da sociedade é por mais gasto. E aí nesse cenário os líderes populistas sempre o populista entrou e é isso. Agora Trump prometendo $.000 para ganhar republicanos ganharem, né? De fato. >> Então cara, não sei, né? Alguma coisa vai >> e dizem que o Trump não é populista. >> É, é uma bobagem, né? Os popul e assim, se o mercado é mais de direita na média, né? Não quer dizer que não, mas assim, pô, se a gente não reconhecer o populismo de direita, nós não vamos sair do lugar. assim, vai o o juro americano tá subindo e vai continuar subindo e é ruim para todo mundo, né? O é o Drun Miller criticando o Scott Bassent, que foi foi chefe do Scott Bent, né? Cara, essa intervenção que você tá fazendo, J não vai funcionar. O que você tem que fazer é faz um ajuste fiscal e aí o juro vai cair muito mais do que e e esse é o maior, né, eh eh benefício programa social que você pode fazer. O Brasil é 8% do PIB de guro, cara. Imagina se a gente reduz o juro pela metade, >> sobra >> 400 pau, R 400 bilhões deais por ano. Eh, desculpa, 4% do PIB. É, eh, 4% do PIB por ano que você resolveu, cara. >> É, vai sobrar um pouco. >> É lote de dinheiro, né? >> Agora tem um tema importante, inclusive, eu vou fazer a pergunta e vou deixar para daqui a pouco. A pergunta é a seguinte, ele tá falando aqui que realmente o mundo tá gastando mais, tá se endividando. Isso é natural. A trajetória para qualquer país que a gente olha em relação à dívida pública, ela tá aumentando bastante. Eh, isso não é sustentável. Se a gente imaginar daqui a 20, 30, 40 anos ou até um pouco menos, a depender do do pessimismo que a gente olhar, eh isso não é sustentável. A partir daí começam a aparecer algumas teorias e algumas teses corroborando, talvez favorecendo novos modelos de pagamento, novos modelos de dinheiro. Talvez até o Bitcoin ele entra aí como hã satisfazendo uma necessidade. Então guarda essa caixinha que eu quero saber sobre isso daqui a pouquinho. Mas antes, para quem não conhece o Felipe Miranda, conta um pouquinho. Eu te apresentei aqui rapidamente, mas você começou lá em 2009, talvez com a fundação da Empíricos. Uhum. Empírico, se você puder falar um pouquinho sobre ela também. Você falou que foi editor também da Playboy. >> Não, foi, foi colunista. >> Colunista da Playboy. >> Sabe aquelas pessoas compra Playboy pela para ler as entrevistas? As pessoas compravam Playboy [risadas] para ler minhas colunas. Você não sabia? Não, brincadeira. Claro que não. Não. Eu era fui colonista da Playboy por um tempo. Eh, >> mas longo, longo, longo tempo. >> Ah, sim. Faz bastante tempo. >> Tá legal. >> Eh, não, a minha trajetória assim, eu eu meu pai era do mercado, né? Eh, então eu meio convivi com isso desde 5 anos de idade e pô me lembro das referências todas e tal e comecei comprar ação com 13 13 anos e num período ótimo, né? 98 para 99. >> Qual foi a primeira ação que você comprou? >> Globo nabo, né? Que era Globocabo, né? [risadas] E Globo nau óbvio, né? Perdi dinheiro, que que foi ótimo, na verdade, que mostrou que era difícil, né? Jogo é difícil mesmo. >> E aí, eh, Embratel era bolha da internet na cara, né? E tá comprando o quê? Comprar telecom, né? Era o que tava bombando e tal, essa história perdi dinheiro. E aí comecei daí e tal. Aí meu pai quebrou lá em casa. Aí eu falei: "Pô, meu pai era muito intuitivo, mas aí não tinha formação, era classe baixa assim. Aí virou diretor do safra, saiu, depois quebrou. E aí me veio esse pão, meu pai não só quebrou porque não tinha formação acadêmica, não tinha, não tinha educação formal. Então vou, eu era bom aluno, tal, vou fazer a economia e aí eu resolvo, pego a intuição do meu pai junto com a resolver o problema >> e vou trabalhar em banco. Então entrei, fiz economia na USP e fui trabalhar no Dut Bank no primeiro ano e foi um terror assim, foi muito ruim para mim, eh, psicologicamente assim, meio deprimidinho, chorava todo dia e tal. E aí saí e foi uma grande decepção porque construí minha vida achando que ia trabalhar em banco. Meu pai foi, ganhou dinheiro e foi feliz quando tava em banco. Só existia esse mundo para, foi fazer economia para isso. É meio meu mundo caiu, né? Porque assim, caramba, esse sonho não existe mais. E aí, pô, pivotei 180º falando: "Agora eu vou seguir carreira acadêmica, vou estudar lá fora, fazer mestrado lá fora, tenho nota, tenho os professores aqui, me encaminham, gosto de mim, vai dar certo." Só que aí meu pai quebrou muito, >> muito. Aí quebrou assim, e uma coisa que eu aprendi é que assim, quebrar é sempre pior, nunca melhor. A segunda quebrada é pior que a primeira, a terceira pior ainda. Então tava ruim. Aí precisava de ajudar, ajudar em casa. Aí um amigo meu que tava na Infoman falou: "Cara, vem aí que pelo menos você ganha uma grane quando você procura algo melhor". E aí comecei na infância, só que ao contrário do que era no Deut que me tratavam muito mal e eu não sabia nada, não. Eu continuava não sabendo nada, mas eu sabia, o meu nada era um pouco melhor do que o nada das pessoas que estavam na Infoman em 2003. Então eu cheguei na Infomânia e comecei a ir super bem. E aí, rapidamente, eu tava coordenando ali a equipe toda e ganhando uma grana que na época era boa. E aí, pô, ajudava em casa, não, eu não não tinha como. E aí foi muito bom porque eh resolveu aquele incêndio que tava dentro da da casa da minha família, mas muito ruim também porque não tinha mais para onde ir, era o dono da Foman eu. Então, cara, eu preciso sair daqui porque não dá daqui 10 anos vou tá ganhando isso aqui, mais inflação. É legal com 22 anos, com 40 ia ser ruim. Só que como que eu saio desse problema? Porque para eu ser analista da de uma corretora ou seu analista de um fundo naquela época eu tava meio jornalista da, eu era, já tinha tirado o tal do CNPI, que é a que é obrigação regulatória que você tem que ser para analista, mas eu tava como um jornalista, né, fundamentalmente era um jornalista econômico, embora eu fosse econom em finanças, mas eu era um jornalista, cara, quem ia querer me contratar, eu ia ganhar R$ 2.000. Só que minha minha casa dependia disso. Só tinha uma saída, quero empreender, não tinha outra. Então, aí veio a ideia da Empíricos. Aí que foi 2009, o veio a crise de 2008, os bancos ali naquela época super conflitados, tudo que aconteceu nos Estados Unidos, que tá documentado nos filmes e tal. >> E o Research Independente começaram a pegar uma super tração liderando o SS. Desculpa, a gente ter ver, mas acho que é importante um adendo aqui. Eh, talvez antes da da Empíricos você não tinha, você como pessoa física, você não tinha acesso a informação de qualidade. Você tinha eh eh jornais, e-mails de comunicação que te passava uma notícia ali, mas nada com profundidade, né? >> Nada. E e cara, foi um negócio tão louco, porque foi uma ideia espontânea. Parece um negócio, caramba, aqui não, mas foi espontâneo porque todo ano eu meio saía da Infomânia, chegava pro chefe, cara, não, não vai dar, preciso sair, não dá não, não. Fica aí, ganha mais um aumento aí. ficava mais um ano. Aí uma dessas ele falou para mim, falou assim: "Olha, a gente vai começar um contrato com Bradesco para fazer research pro Bradesco, porque eles brigaram com a Lopes Filho e a gente vai fornecer o que a Lopes Filho faz." E aí você toca esse projeto. Falei: "Pô, aqui já tá mais legal". E que que eu fiz? Falei: "Cara, não sei fazer também essa história. Que que eu faço?" tinha Lopes Filho, vou começar porque a Lopes Filho faz, dou aquela copiada, dou uma maquiada na cópia e vou fazer um pouco melhor aqui. Tinha acesso aos outros researchs porque tava na Infom, eu dou uma combinada aqui na coisa toda, faço um Lopes Filho linha, né, um pouquinho melhor e beleza. Só que eu comecei a olhar Lopes Filho e assim e desculpa sinceridade, mas era muito ruim, muito ruim mesmo, assim, era um era um resumo dos fatos relevantes com um comentário final assim de três linhas e os caras dominavam o mercado de fundos de pensão, eh fundações várias corretoras, vários bancos fal assim: "Caramba, tem um mercado aqui, assim, esses caras estão dominando." Então é isso. E aí acontecendo no research independente lá fora, só tinha Lopes Filho no Brasil na época. E aí eu falei: "Tá, então é isso, eu vou montar um research independente". E aí começamos em empíricos, que era focada no começo em corretoras e fundos, depois institucionais. A gente teve 22 corretoras no >> portfólio. >> No portfólio. >> E talvez para quem não conhece a Empíricos, conta um pouquinho do que que vocês criaram lá, que que monstro que virou isso aí, >> cara. Uma maluquice, né? Porque também uma ideia absolutamente a a irresponsabilidade dos ignorantes, né? achando que tinha uma ideia margem maravilhosa e tal, mas foi um baita erro também. A empíricos, deu certo no final, mas quando você toma o risco que a gente assumiu, tinha tudo para dar errado. Tanto que deu errado o modelo original que 2009 a 2012 a gente começou literalmente assim pegando os e-mails, sabe? Entrava nos relatórios dos bancos, pegava os e-mails dos nem sabia, era spam, né? Não sabia que era spam na época, imagina spam 2009, não ideia que eu era o maior spammer do Brasil. Eu fazia um crime digital, agora só tô contando porque prescreveu, né? [risadas] sa daqui preso, né? Eh, mas é isso, lista de e-mail de amigo, investidor que conhecia e tal, e disparamos um relatório com ideias de investimento. E por alguma razão, sei lá qual, o negócio começou, as pessoas começou a se mandar, isso aqui é legal, tal, descolado. E aí, pô, aí teve essa fase inicial de 2009 até 2012 que as corretoras e vários fundos de investimento começaram a assinar. >> E era bom e ruim, porque a corretora ela pagava, pagava um um valor mais alto do que a pessoa física e distribuía. Aí, pô, todo mundo lia, ninguém pagava, porque o cara distribuiu para 30.000. Esse 30.000 cada um manda para três pessoas, 90.000, 90.000 cada um mais trê acabou >> todo mundo lia e ninguém pagava. Então era assim, a gente meio conseguiu sobreviver nesse momento, mas sem crescer também, porque não tinha o o consumidor final, né? E aí aí o mercado muito ruim em 2012 já era Dilma. As corretoras agora que tem esse fenômeno Genial, BTG, XP, mas na época, pô, essas corretoras estavam todas indo muito mal, >> cortando custos, né? >> Cortando custos. Então assim, pô, caras que historicamente naquela época hoje ou foram compradas ou ficaram muito pequenas. Coin, Fator, eh, Planner, Socopa, eh, Intra, pô, todos esses caras foram nossos clientes, nem existem mais, ou então existem muito pequenos, né? Eh, e aí eles começaram a cortar quando o mercado começou a ficar ruim. Então a gente foi muito rápido assim para 22 corretoras em seis meses assim, deve ter partido de 5 para 20 e aí voltou para oito, assim em três meses também. A gente falou: "Cara, ferrou". E o cara que se manteve fiel foi o pessoa física. Esse cara continuou assinando, falou: "Pô, aqui tem um business". E a gente começou a a verter um pouco o negócio para isso. E aí de uma sorte da vida assim daquelas inimagináveis de um americano que tava entrando no Brasil, estava em 20 países, fazendo newsletter financeira paraa pessoa física, tinha entrado na Índia sozinho, quebrado a cara e decidido que assim, eu só entro em novo país com um parceiro local que precisa de expertise local de como é mercado emergente, essa coisa meio doida. E aí eles, o cara conhecia alguém que conhecia uma menina que trabalhava lá que era Bia, e aí conectou a gente, falou: "Ó, vocês não fazem o que a gente faz. A gente faz um negócio pra pessoa física de newsletter, eh, com copywriting, que a gente nem sabia o que era, né? Que esse marketing digital que a gente imagina copywritter e aí vocês adotam o nosso modelo. Aí a gente desesperado, né, >> que vieram? >> É, não ainda uma discussão idiota na época de não, vamos pegar mais caro, vamos duas vezes mais esse valation, duas vezes zero, né? ainda zero, não tá dizendo nada, né, de dinheiro. Mas beleza, aí foi aí adotamos. A gente acho que um mérito que a gente teve foi de ter muita humildade intelectual, de falar, cara, vamos copiar o que esses caras fazem. Esses caras são bons. Tava na, pô, isso 2012 para 13, sabe? Marketing digital, Google Adwords, ninguém fazia. Tinha o Érico Rocha fazendo isso no Brasil, que copiava também um um gringo >> e a gente aí eu me lembro o nosso diretor de marketing chegando assim que era o marketing pastinha que ligava para as corretor, de repente virou o diretor de marketing digital chegando no escritório com Edwards for Dumies. Falei: "Caramba, estamos ferrados. Nosso marketing digital é tocado pelo Edwards for Damis". Só que por algum milagre da vida, o negócio começou a pegar atração. A gente começou a, pô, faz os Google EDR, atrai a pessoa para receber um conteúdo gratuito, impacta com com um marketing bem incisivo e vai convertendo esse cara selling, crosselling infinito, copiando os americanos. Negócio >> isso, isso que ele tá falando, pessoal, é um é um é uma estratégia de marketing digital, né? Você impacta por e-mail, depois por redes sociais, depois a pessoa gostou, ela entra numa outra, num outro funil assim por diante. >> E aí o negócio, pô, começou a crescer. E aí, aí 2014 escrevi lá o fim do Brasil, que era tese que o Brasil estava indo muito mal a que você se referiu e tal e ninguém acreditou num primeiro momento que prédilma, ele pré >> prédilma, julho de 14, aí a Dilma achou que eu tava sendo pago pelo Aécio, aí pô vai votar no TSE, obviamente não tava uma maluquí, só que na verdade você quer que uma informação se dissipe, tente censurá-la, né? É a maior forma de você jogar luz numa coisa e falar que todos os jornais PT Censura Consultoria, PT Censura Consultoria, o negócio explodiu. >> A gente terminou o ano, começou o ano assim com 3.000 assinantes, terminou com 60. >> Uau! >> Com essa tese que o dólar tava 1,90, ia para quatro, ninguém acreditou, foi para 4,20. E aí no final de 15 a gente falou: "Agora tem que comprar Brasil que for barato demais". E aí vem o negócio do impeachment e tal, é uma porrada atômica. E aí o negócio 450.000 assinantes. >> Nossa, 450.000 Hoje é um número absal, colossal naquela época então era maior intenso, né? Aí teve o dia do BT do, desculpa, da XP com Itaú. >> A XP na época tinha o dobro de clientes da gente. >> Nossa. >> E avaliado em 12 B600 na época. >> Caramba. >> Aí eu olhei para eles, falei assim, caramba, na verdade assim é legal essa história aqui de research, é bacana, mas o dinheiro grosso tá na corretora. Vamos botar, >> porque até então vocês só faziam e essas análises de mercado, search informativo pra pessoa física ali. >> Era um business editorial. Formalmente a Empiros era uma editora. Paga imposto de editora. E é isso que, pô, essa historinha aqui é legal, mas essa publicar PDF vai até a página dois, né? Botar uma corretora aqui do lado é que vai comandar múltiplo valuation diferente. E a gente via que o que o que o cliente da corretora muitas vezes era nosso, porque eu dava um cola, compra Banco Pan. >> Aí começava o Banco Pan subir na tela lá e se eu abri o book, genial, XP, as corretoras mais de varejo. >> Uhum. Comprando, >> comprando. Falei, cara. Na verdade, esse cara tá operando lá, mas ele é meu cliente. Ele tá operando porque eu falei para ele quem guia o comportamento. Então, se eu tiver uma corretora aqui, eu vou operar com one click, reduzo o meu turn e, pô, pego essa receita e ainda trabalho com múltiplo mais alto. >> Montamos a Vittrio, o negócio pegou também a Vitrio, 1 ano e meio, 150.000 clientes, 12 BJUC, >> aí vendemos pro BTG. Então essa é a história assim resumida. Mas ficou muito genérico essa. Vendemos pro BTG. Me dá uns números aí paraa gente ter uma ideia [risadas] o que você pode falar. Não, os números são públicos. É, os números são públicos. Assim, eu nem vou lembrar direito assim, mas é um negócio meio 650 milhões deais. Eh, mais um que a gente tinha, >> a gente conseguiu pegar o primeiro. >> Foi um deal de uns R 800 assim, eh, >> R 800 milhões deais entre papel recebido do BTG, mas também um valor ali considerável. Então, eh, toda essa história, ele acabou resumindo ali que ele criou uma empresa que vendia, [limpando a garganta] eh, talvez sugestões de investimentos para depois um um monstro que vendia sugestões de investimentos, mas acoplado a alguma corretora que indicava clientes. Então, poxa, quase um bi de reais eh, bastante louvável, né? É um dinheirinho [risadas] fazer pagar IPVA. >> Aí sim. E eu pedi para você contar essa história justamente porque hoje a gente chega no momento em que você tá ali no substaque também como o Felipe Miranda dando a cara tapa, dando opinião e e dando sugestões. Substar que é uma nova ferramenta, uma nova plataforma ali que as pessoas emitem opinião, cobram por isso. É mais ou menos isso que você tá fazendo? É assim, é o seu primeiro, não é cara, começou como hobby, mas assim as pessoas até falh, o Michael Burray, né, que é o cara até que parece um grande aposta, ele tem lá o Cassandra Unchain, que ele faz um substack e tá um fenômeno, ele faz por brincadeira, cara. Ele tá ganhando 1 milhão e meio de dólares por mês, cara. >> Tipo assim, deixou de ser uma brincadeira. O negócio se você hoje as melhores análises do mundo, se você entrar lá, quer gente saber de semicondutores assinanales esse cara é o melhor cara para cobrir semicondutores no mundo. E a plataforma tem uma coisa maravilhosa, entre outras coisas, que é eh ela traduz automaticamente pro mundo inteiro. Então eu da minha casa escrevendo um texto por mês, tenho cliente japonês, literalmente assim, não é, tô exagando, o cara me escreve, vem os ideogramas, eu peço para traduzir e aí cliente alemão, porque vai pro mundo inteiro. Eu sempre quis fazer research de Brasil para gringo, que agora tem esse desinteresse de Brasil e tal, ninguém quer saber de ativo de ação brasileira, mas uma hora vai voltar. Brasil é grande, o Brasil é relevante, o Brasil tá geograficamente bem posicionado, tem energia, tem energia limpa, tem commodity, eh tem as suas ilhas de excelência, sabe fazer avião, sabe fazer eh petróleo em água profunda, tem minério de ferro, celulose, fazenda. Então tem coisas aqui que são legais. Brasil vai voltar ao interesse. >> Então fazer reset para quem não tinha canal distribuição, agora o substeck tem. Então e era muito natural para mim escrever. Eu eu mesmo na Infomânia eu já escrevi, então eu escrevo há 20 anos sobre >> e pô escrevi um texto por mês e daí pô tinha assim 450.000 clientes na empíricos. Eu não sei se 10 clientes ou 449.000 ainda gostam de mim, mas alguns daqueles gostam. Vamos descobrir quantos. Mas assim, se eu tiver um décimo, é 50.000 caros. >> É um número interessante. >> Pô, R$ 50.000 Meu caros me pagando R$ 30 por mês para escrever um texto por mês. Rh5 para escrever um texto, cara, não é uma ideia. [risadas] Então assim, bem, tô longe disso ainda, assim, mas assim, é, >> mas tá com 5.000, [limpando a garganta] >> é que nem todos estão pagantes ali, é, tem uma proporção de 20% mais ou menos, mas >> você vê que tem uma é fácil fazer e é natural para mim, mas tem outras coisas que eu tô conversando, eu devo fazer também assim, eh, devo fazer um research formal. >> A gente talvez veja a Felipe Miranda voltando paraa Faria Lima. >> É, a Faria Lima ficou cara demais, né? Eu sou um cara humilde, né? Eu só vim, a gente foi só pro escritório da Faria Lima, porque a a foi uma oportunidade assim e eu acho meio meio, sabe, ganhei o primeiro dinheiro da vida, já quer pagar de rico, não é? Eu sou um cara de classe média, assim, minha natureza é essa, meus amigos são os mesmos e e então, mas aqui perto perto da Faria Lima, num escritório barato, provavelmente você vai me ver por aí me esbarrar nos restaurantes típicos daqui, né? >> Conta pra gente novidade. >> Não deve, não deve, não tem muita cara, que você vai fazer? tem que ser alguma coisa ligado a eh aconselhamento ou direcionamento ou ideias de investimento paraa pessoa física, eh, de uma forma independente. Então, parece um bom nome. >> Então, é isso. Então, assim, vai passar necessariamente por um research, >> vai passar necessariamente por uma consultoria, por um health assim, né? Eh, e aí disso, se essas coisas derem certo, tomara que sim, disso derivam outros businesses naturalmente. Mas você tem uma consultoria grande, é natural que você tenha uma gestora que possa oferecer produtos >> para esses caras e não necessariamente produto próprio que é assim, ah, vou empurrar o meu fundo de ação, ainda vou ganhar, não isso, mas assim que até pode ser também, mas é mais numa perspectiva assim pô vou dar um exemplo real, você quer investir no fundo de tecnologia do GU para o Miter, que é um cara ótimo, é Greets Capital, o mínimo é 1 milhão de dólares, cara, eu adoraria, mas não é todo mundo que vai poder fazer isso aí. Você cria um veículo na sua gestora, pô, vamos lá investir no veículo do Gui, oferece para esses clientes e aí você melhora o serviço dos próprios clientes a partir da gestora. E um outro business que também sai meio naturalmente é se você se nessa consultoria, se ela fica grande, os próprios clientes são também empreendedores e geradores de deals flow. Então o cara tem um galpão, ele quer fazer um CRI, ele chega numa genial da vida, chega numa XP, chega num BTG, fala: "Ó, eu tenho um CRI, eu eu vou estruturar, vai ser R$ 35 milhões deais. Talvez a Genial tenha interesse, talvez outros não tenham, porque não vai parar a esteira, pô, para atuar nesse nichozinho, mas eu n mini investment banking pequenininho desse middle market, aí você resolve uma dor do cliente e distribui para esses clientes numa taxa bacana. Então, meio o negócio meio se fecha se você começa a ter esse bolão de liquidez dentro de casa. Mas isso é um segundo momento aqui. Eu já tô, né, supondo que vai dar certo. Então, o que que tá em conversas razoavelmente avançadas? fazer um um research com uma plataforma de a super poderosa, que aí você consegue ter uma análise muito profunda com uma equipe mega inxuta e ter um um wealth, porque as pessoas me procuram e as pessoas meio gostam, algumas delas, então faria sentido. O mercado tá indo muito para essa história de consultoria, né? Se você pega os dados, eh, essa parte de de plataformas assim, eh, fora dos bancos tradicionais cresce e dentro desse B2B, as consultorias roubam o espaço das assessorias dos agentes autônomos. Então, esse é o nicho que tá mais roto. Hoje acho de fato que no geral é o melhor modelo. Não quer dizer que não tenha problemas. Tem também, tem muita gente que é o tal do flat fei, né? Eh, pô, em vez de você ser transacional, pô, vamos para um um um fixo e aí você garante um alinhamento de interesse que eu não vou empurrar uma coisa ruim em você para ganhar maior taxa. O problema é que tem muita gente fazendo assim, pega o cara que não gira a carteira e que não paga fi transacional nenhum, empurra o cara pro fixo e na verdade tá piorando. Mas fora os maldozinhos de plantão que sempre tem, em tese, esse modelo é mais alinhado de fato pro cliente. Então, acho que esse mundo eh eh quero também estar nele, que é mais alinhado com o cliente, só que tem um uma outra nuance que é muitos dos que estão fazendo isso e você vai ver quem tá crescendo, é sobretudo gente com uma presença digital muito forte, que é legal, mas muitos muitos dessas pessoas, um pouco que a gente conversou aqui no nosso batebola quase de brincadeira no começo, mas muitos deles são excepcionais comunicadores, mas não tem profundidade técnica. Então você cai nesse outro problema que é, então tem dois problemas desse mundo de assessoria barra consultoria, né? Essa transição, esse cara que é empurrado pro flat fee que deveria estar no transacional porque ele não gira a carteira, então ele se empurra o cara porque ele na verdade vai te pagar mais. E outro problema é, não dá pra gente confundir o influenciador. Você pode ter o médico que também é influenciador, mas assim o influenciador que fala de medicina, ele precisa ter feito medicina. Então é é uma coisa meio, então a gente tem que ter, eu acho que falta, >> eu acho que eu tenho uma uma pequena vantagem nesse aspecto que assim, cara, eu sou estruturalmente um financista, essa é a minha natureza, que a propósito, estou nas redes sociais, mas não é essa a minha natureza. Eu sou um técnico, eh, então eu espero poder fazer algo, né, se tudo der certo, com muito trabalho, muito empenho, muita sorte, luta infernal, né, eh, fazer um trabalho melhor do que na média tá sendo feito por aí. >> Legal. Curioso sobre isso porque mesmo depois de um dia de quase R$ 800 milhões deais, ele não quer parar, né? [risadas] >> Não, parar é insuportável, né? Parece legal essa história, mas é horrorosa. É loucura você se sentir uma pessoa incapaz de produzir, capaz de fazer. É. Perfeito. >> Eu é acho terrível essa posição, assim. Compreenda. Agora pra gente voltar inclusive naquele tema de talvez sugestões, recomendações e até despertar curiosidade para quem tá em casa, estávamos falando há pouco antes de passar para Tainá aqui, que o mundo tá enfrentando problemas estruturais em relação à dívida e isso tá caminhando numa velocidade talvez maior da história. Nunca houve tanto dinheiro à disposição das pessoas num curto espaço de tempo. Inclusive, acho que depois da pandemia, houve a maior injeção de dinheiro da história da humanidade num curto [limpando a garganta] espaço de tempo. Então, M2 aí bombando, né? tem dinheiro para todo mundo. Eh, só que isso acaba gerando alguns problemas, né, tanto pro governo quanto pra população em relação à inflação e endividamento eh público. H, qual que é a nossa saída? Talvez se a gente olhar para um universo um pouco mais distante, talvez em uma década, daqui a 10 anos, o sistema monetário ele vai ser diferente. O treasur americano ele vai sumir, vai dar lugar para outra coisa. O Bitcoin ele pode ganhar uma ascensão meteórica ou um outro meio de pagamento que não passe eh pelos sistemas convencionais podem pode começar a existir. >> Eu não sei, mas eu não acho que o meu não saber é relevante para a locação das pessoas. Vou vou explicar o que eu quero dizer. >> Você tá tentando e é legítimo porque, pô eh >> nos responder qual que é o end game, onde a gente termina. Sim, >> eu não sei onde a gente termina, mas o que eu talvez ou tenho uma boa convicção é que existe um dinheiro excessivamente alocado no dólar e nesses nessas coisas aí. Então, se a gente vai substituir o Treasure, se vai ser o Bitcoin, se vai ser o ouro de novo, não sei. É, é assim, essa história de fim do império americano, invasões bárbaras, cara, não, terceira guerra mundial, tudo isso pode acontecer, mas eu não sei agora o que dá pra gente saber assim, cara, se a gente tinha 75% da nossa grana em dólar e sobretudo em treasuries, putz, talvez a gente tenha que ter 65, não precisa acabar. >> Uhum. Eu eu na minha última noit lá no substeck, eu falo até isso assim, ó, o dólar tem aquela frase do Churchill, né, que a não vou saber reproduzir exatamente, mas a ideia é a democracia é o pior sistema de todos à frente dos demais. >> Então o dólar é um pouco isso, né? O dólar é a pior moeda de todas >> à frente dos demais. Porque aquela frase do Larry Summers, né? A Europa é um museu, o Japão é um asilo, a China é uma prisão e o Bitcoin é um experimento. Então, cara, para onde você vai? Então assim, o dólar é ruim, mas não tem muita alternativa. Então, mas na alternativa, a falta de alternativa, a incerteza é o não saber. Que que você faz quando você não sabe? Eu eu brinco que tem uma conversa imaginária que eu que eu já falei várias vezes que a conversa do Taleb com o Buffet, né? Se o Buffet, aquela frase clássica do Buffet, né? Que assim, a diversificação é a arma daqueles que não sabem o que estão fazendo e o Taleb responderia: "Que ótimo, então vamos diversificar, porque normalmente a gente não sabe, né? Então assim, como a gente não sabe o que vai acontecer, que que você faz quando você não sabe, você meio atira para todo lado, né? Então você diversifica. Então se a gente tá num momento de tanta incerteza global, a gente vaza pro resto. Então vaza pro Bitcoin um pouco, vaza pro ouro um pouco, vaza para mercados emergentes, vaza para ativos fix eh fixos, físicos e fica menos com o dólar. Se você sai de uma de uma locação de 75% em dólar para 65, o dólar continua dominante ainda. Mas é uma, mas o que importa para formação de preço é a dinâmica, não é o nível. Esse deslocamento de 10%, 10 pontos percentuais da locação global em desfavor do dólar, cara, isso é um lote de grana para ser comprada no ouro. E com outras questões que estão associadas de semana passada, né, você teve país europeu anunciando que o dólar custodiado, desculpa, o ouro custodiado nos Estados Unidos foi transferido paraa custódia em Londres. Quer di assim, cara, entrou um negócio, a gente, né, cresceu ouvindo que e legitimamente, né, que, pô, aunda, as instituições funcionam nos Estados Unidos, né, o risco jurisdicional, manda seu dinheiro para fora, porque o risco jurisdicional brasileiro é muito alto. Então, manda para lá, porque Estados Unidos as coisas, né, o contrato vale, né, o Tokeville quando fez a democracia na América era saiu da França, fal assim, cara, lá não tem a nobreza e a burguesia. É, se o cara desrespeitou o negócio, ele vai preso. A lei funciona. É um negócio surpreendente, né? A a a a não pessoalização da coisa. Não, agora os Estados Unidos não é mais assim. E se, cara, você está ameaçando o Canadá, o que que você não pode fazer com a Noruega, com a >> com o Brasil? Tá brigado com o Lula. Aí o brasileiro tá mandando para Cara, não sei, não tô dizendo de novo o que vai acontecer, mas assim, >> você começa a testar cenários que ficam estranhos. Então se, pô, vou tirar meu ouro daqui, porque de repente se você confiscou a reserva rusta quando ele invadiu a Ucrânia usando arma, o dólar como arma de guerra, por que que ele não pode fazer com o ouro de um país europeu na hora do desespero se ainda entre em guerra com a China? Por que não? >> Sim. >> Então é isso. Eu acho que você sai do dólar e vai um pouco pro resto, espalhar um pouco a sua grana, entendeu? E aí vaza. Então tem que ter um pouco mais de Bitcoin do que você teria, tem que ter um pouco mais de ouro do que você teria, tem que ter mais mercados emergentes do que você teria. e menos de treasury longo, principalmente. Então, acho que esse é ex quebra estrutural do que que funcionou. O tal do 60 40 não funciona mais, >> né? O 60 em ações e 40 em dívida. Porque assim, cara, você quer ter a porque essas coisas se equilibravam, né? >> Uhum. [limpando a garganta] >> Ah, quando a bolsa vai mal, >> compensa, >> aí a renda fixa vai bem, porque o juro tem que cair, porque a bolsa tá indo mal, porque tá em recessão, né? Não, agora não. A renda fixa tá indo mal, porque o juro tem que abrir, né? Então é, eh, você tá complicando a nossa vida aqui, Felipe. Tá difícil fazer uma locação. Mundo é complexo, né? O mundo é meio complexo, >> mas eu queria sua opinião sobre o mercado acionário norte-americano, porque a gente vê os principais índices, especialmente a SEM e NASD que batendo recorde atrás de recorde. A gente tem um juro, um fed fund estruturalmente elevado também para Estados Unidos e mesmo assim o mercado acionário tá indo muito bem. Você acha que essa parte da diversificação que tá saindo do da renda fixa norte-americana talvez esteja migrando pro mercado acionário, mas ainda concentrada em Estados Unidos? >> Acho que sim. Eh, embora tem empresas europeias também espetaculares, você tem um pouco acontecendo em mercado emergente ligado à inteligência artificial, porque aí existe uma diferença daqui, porque essa alta bolsa americana tá acontecendo, mas uma alta super o que a gente tá falando, né? A a é uma metonímia, né? A bolsa para quando a bolsa subiu, na verdade não é a bolsa, é é são os índices de ações que são médias ponderadas de determinadas empresas. E essas empresas de inteligência artificial pesam muito nos índices e estão puxando os índices. Tem um uma vastidão de coisas abaixo da superfície que não estão subindo, né? O S&P equalight, se botar o mesmo peso para todo mundo, sobe muito menos do que ele estaria subindo agora, porque existe, e essa pode ser uma salvação ou pelo menos parte da salvação que estamos vivendo, talvez por sorte. ou sei lá, ser sorte, uma revolução gigantesca de grandes de produtividade que estão associados à inteligência artificial. Então, a economia americana, o consumo privado ainda sobe 7,9%. Então, cara, é muita coisa, né? Eh, eh, o investimento privado, desculpa, esse boom de a que tá acontecendo puxa as coisas de forma na babesca mesmo. Você vai ver o que tá acontecendo com revisão de lucro de empresa de memória, eh, semicondutor. Cara, é realmente um negócio vol, então assim, embora o macro seja super desafiador, o micro dessas grandes empresas ainda é muito vigoroso. E é óbvio, se o micro for tão espetacular assim, essa coisa se disseminar, resolve o macro também. O o macro é a soma dos micros, né? E se você tiver uma coisa que transborda e todo mundo eh se beneficia de ganhas de produtividade enormes, não sem dor, porque você vai gerar desemprego, pelo menos até que sejam gerados em outros setores, mas talvez o boom de A seja tão grande que parte do problema é resolvido. Então eu eu o que tá acontecendo com a bolsa americana e é muito difícil você desafiar o o SNP, né? Stberger fala isso, né? Tem duas formas de ir pro inferno. A primeira forma é você se comportar mal e você vai pro inferno. E a segunda forma é você vender o SNP, >> apostar contra. >> Negócio anda, né? Eh, a economia americana funciona, talvez pare de funcionar também. Os impérios acabaram todos eles, né? Eh, ao longo da história. >> Alguns duraram 2000 anos, né? É um usuário. É difícil você adivinhar quando que o império vai cair. Ele pode demorar muito. Tá sendo testado agora, mas existe um negócio que é uma onda de fato muito revolucionária com que eu acho que tá no começo. Você vai entrar em robótica, cara, o mundo pode ser bem diferente do que é isso. Essa empresa de research que eu tô conversando com um parceiro para montar seria impensável 5 anos atrás com uma boa plataforma, um inputs de uma de uma boa ah equipe. A partir daí você faz o negócio com um analista. O negócio é realmente assustador assim, cara. O que que vai ser? Se você é um analista júnior, felizmente vocês não são mais, embora você seja muito jovem, mas se você fosse um analista júnior de de research, eu acho que você deveria estar bem preocupado. >> Seu emprego tá muito em risco. >> O senior não, porque esse cara, você vai ter que saber fazer as perguntas corretas e a plataforma vai te responder, o a IA vai te responder. Mas se você não souber fazer as perguntas corretas, não vai para muito lugar. Então, eu acho que tem uma dinâmica americana desse capitalismo, do tomador de risco com essa revolução que ela leva a bolsa paraa frente mesmo. E acho que, e sou otimista ainda, a não ser que dê uma ruptura de alguma coisa nos treas e tal, tem um risco também, mas eu acho que eu estaria mais comprado do que vendido em bolsa americana. Agora, além de tudo da economia americana, como vocês como nós estamos conversando, conversando aqui sobre esse modelo de inteligência artificial que tem demandado vários outros produtos, produtos físicos, talvez terras raras, talvez e eh energia. Eh, nós recebemos aqui Mateus Simões, governador de Minas Gerais, ele trouxe um pouco de como tá o cenário em Minas Gerais, que eles estão sentado ali em uma concentração absurda de terras raras, mas que tá sendo muito pouco explorado. >> Então, a gente tá vendo esse bum acontecendo no mundo inteiro. O mundo tá demandando exatamente o que a gente tem, mas a gente não tá conseguindo aproveitar. Você enxerga que existe potencial aqui no Brasil e se você enxerga, por que que a gente não tá aproveitando isso? tá passando um bonde muito carregado de ouro e a gente tá ficando só com com só com os problemas. >> É, o Brasil é meio especialista em perder as oportunidades, país que não perde uma oportunidade de perder oportunidades né? >> Eh, é, infelizmente tem essa mentalidade um pouco contra, né, o empresário, assim, é uma tradição brasileira, né? E e aqui é particularmente complicado porque você tem que até a constituição brasileira, né? Se você pegar por que o que que quando a gente sai de 22 1822 você precisa caracterizar o que que define esse país, né? Diferente. Você vai pegar o hino japonês. O hino japonês fala da da batalha, da guerra, como foi difícil conquistar aquele país. O hino brasileiro é o quê? Eh, deitado eternamente em plan, gigante pela própria natureza. Você começa com a a o Gonçalves Dias e começa com o José de Alencar, a Iracema, coisa do índio que tinha que replicar um pouco do que era o cavaleiro feudal europeu, mas ele era mais bronzeado, porque a natureza que era grande, o Gonçalves Dias com o Canção do Exílio, eh, minha terra tem Palmeiras, onde canto sabiar. Então essa coisa assim, cara, a terra, a terra, a natureza, a gente não tinha guerra, a gente não tinha, não teve conquista nenhuma. Então, o que que a gente exalta? A natureza. >> Então, o Brasil ele é, né? eh, e bonito por natureza, tá no Jorge Benjor até hoje. Então, o o que a gente tinha para se orgulhar e para caracterizar o Brasil, para se diferenciar do do europeu, né? Fala assim, a gente é mais legal, a gente precisa. Então, qual que a gente tem mais? A gente tem mais na natureza. Então, é isso aqui, gigante pela própria natureza. E aí você vai ferir a natureza que a sua, você se constitui a partir daí. A identidade brasileira foi formada a partir daí. Então você tem uma coisa estrutural e você tem também uma coisa conjuntural que é um governo >> avesso, avesso, ao empreendedorismo, a tomada de risco, que também é uma tradição brasileira, tem a ver com a cordialidade. Não, não faz um sistema de bem-estar social, né? Protege todo mundo que tem sua legitimidade também. Mas talvez você precisa dos meios para você dar tanta proteção social. Você vai falar com o chinês, fala assim: "Cara, vocês claramente são um país que querem proteger mais a população do que vocês têm condição de oferecer. Vocês não têm condição de oferecer, vocês são pobres, não dá para proteger todo mundo, assim, vai ter que soltar um pouco e deixar as pessoas correrem risco. a gente é muito aí, talvez a natureza católica, tal, o protestante tem a ética do trabalho, a gente não tem, tem vários fatores na na tradução brasileira, [suspirando] mas tem essa questão também que, pô, não é um governo muito simpático a, pô, vamos fazer uma, vamos atrair o capital privado, faz uma regulação adequada, não quer dizer que vai e destruir o meio ambiente, não é isso, mas vai fazer com regra, vai proteger o meio ambiente, vai, mas vai permitir que seja desenvolvido, que seja feito, que vai gerar emprego, vai ter impacto social, eh, flexibilizar de alguma forma, né? >> De alguma forma. Então você tem uma e é é um governo ruim num país que dif é difícil empreender. No Brasil, não tem uma o empresário é meio vilão aqui, né? Eh, >> esse é esse é um histórico que a gente ouve bastante, de fato. H parece que até as novelas, os filmes brasileiros, eles têm como, eh, papel colocar o o o rico ou o empresário como vilão. Então, todo o empresário que aparece de repente em alguma grande novela de algum grande canal, ele é o vilão, né? que de fato é o carrasco, mas se a gente for pegar o histórico brasileiro de pequenas e microempresas, eh, é um empresário que tem um boteco, tem uma uma banquinha de jornal, tem uma pequena padaria que tá almoçando junto com os funcionários ali, né? Esse é o essencialismo do empreendedor aqui no >> É. E e mas e é o cara que é assim, o cara toma um risco, >> é absurdo, né? >> Levanta um capital, toma um risco, gera empregos a partir desse risco. Se der errado, ele deveria morrer. Deixa o cara morrer se deu errado. E se deu certo, ele colhe os benefícios dessa história, >> mas d condição, né? É essa é essa é a essência do capitalismo e nos Estados Unidos funciona porque é isso aí. Vai lá, tá aqui o seu dinheiro, mas vai lá faz. Se der errado também ninguém vai te salvar. Te varando exceções, tipo crise sistêmica, 2008 que você meio salva todo mundo, mas se quebrar, quebrou. Cara, o fracasso faz parte do processo. Não é vergonha você fracassar, né? Com uma ressalva também. E aqui fazendo que muitos dos empresários brasileiros também fazem parte dessa história, né? o livro do Florest Fernandes, o a revolução burguesa, não houve uma revolução burguesa no Brasil, houve uma oligarquia que se apropria de determinados benefícios do Estado e vai lá e faz coalisões com o STF, ganha um benefício, todo mundo quer o ajuste fiscal, tirando o benefício do outro. O meu você precisa manter. Então também há uma oligarquia brasileira que esse capitalismo de compadril que se formou que todo mundo não permite essa como que que fic como se fosse um negócio de os ricos são muito legais. Não, a elite brasileira também tem muita responsabilidade em não permitir que o ajuste fiscal aconteça para si. >> E aqui eu quero tocar um ponto, desculpa se eu te interrompir, mas acho que um ponto importante falando sobre empresários e essa classe que de repente forma opinião aqui no Brasil. H, talvez seja uma impressão minha, mas gostaria muito que você compartilhasse a Tainá também. Eh, estamos há poucos dias da eleição. Hoje é dia 10, a eleição é dia 4, entendeu? Então, temos menos de um mês paraa eleição, mas eu não consigo ver empresários, formadores de opinião vindo a público, vindo nas redes sociais, declarando apoio para candidato A ou B, explicando, justificando essas teses. H, isso não acontece, você não vê isso acontecendo e será que é por medo ou algum outro motivo? >> Eu acho que existe um medo de retalhação. Existe também os empresários que são simpáticos ao governo, né? >> [limpando a garganta] >> Porque muitos deles recebem o favor mesmo, então não dá para brigar. Você tá num setor regulado, pô, o cara te dar uma canetada, não tem muito, né? Você tem que de alguma forma tá próximo ao governo. Eh, e eu ouvi muito de um de um ex-diretor eh de um órgão público, uma frase que nunca esqueci, né? O funcionário público ele é rancoroso e tem boa memória. Então, assim, se você faz alguma crítica e tal, aquilo de algum tem um risco grande de aquilo se voltar. Então, para que que você vai nesse nível de exposição? E o Brasil não é um país com uma tradição muito grande de liberdade de expressão também. E nesse momento ainda mais, né? Então eh acho que as pessoas têm medo mesmo, né? Eh e sejamos justos também. Muitos a não, assim, boa parte das de das pessoas estão a que vão votar em determinado candidato, elas não estão voltando votando empolgadas nesse determinado candidato, elas estão simplesmente evitando a eleição do menos pior, né? faz meio, né? Põe o pregador no nariz e vai lá e vota, porque assim, o outro não dá, né? Eh, então você vai declarar apoio a um cara que no fundo você também não >> Uhum. >> Não empolga, né? Então acho que também tem um pouco disso, sabe? Assim, pô, se tivesse um cara capaz de unir o o Brasil, falar: "Cara, vamos superar um pouquinho essa história e estamos governando para todo mundo". Eh, talvez, e é só um, talvez, embora você tem exemplos, né? Hoje você tem um artigo lá do do Walter Maciel que é de uma gestora grande, tá lá no no Brasil Journal. Claramente é claramente. Você tem alguns exemplos né? >> Eh, você teve, pô, quem foi semana passada também >> até viralizou um pouco. Agora vai, vai me fugir que também ah, o da Pets, né, o CEO da Pets também deu deu um discurso super entusiasmado. Então, acho que tem alguns caras, porque assim, um sentimento meio cara, >> já chega, né? Deu esse ajuste fiscal. Aí a gente chegou para todo mundo, [risadas] né? Eu achei maravilhoso aquela outra matéria do Brasil de Ornal, do o jantar do PIB, né? >> Que o [limpando a garganta] o Joesley Batista cobrando o ajuste fiscal do L. Cara, virou realmente [risadas] assim, é um o lúcido Joesley Batista sem nenhuma relação com o governo, eh, cobrando o ajuste fiscal brasileiro, entendeu? Então é meio isso, assim, essa é o oímoro brasileiro, assim, >> é, chegamos num ponto importante. [risadas] >> Eu queria fazer um paralelo. A gente falou um pouco antes de entrar ao vivo aqui, que você lá atrás falou muito que o Brasil ia quebrar, escreveu, deu deu a cara tapa, né, literalmente. E olhando pro Brasil de hoje e olhando o Brasil lá de 2014, 2015, hoje eu já li alguns artigos, já vejo alguns nomes fortes no mercado falando, será que tá cheirando para uma crise de 2015 novamente? Será que a gente tá caminhando para tal? Olhando lá atrás e olhando para agora, você identifica alguma semelhança? Qual que é a sua análise pr pra economia atual? E se algo te remete ao passado, o que seria? >> Ah, os vetores são parecidos, né? Mas eu acho que o módulo, o tamanho da coisa importa, né? Precisa definir um pouco. Então eu acho que assim, a direção é aquela, mas eu acho que algumas coisas são um pouco diferentes. E também que por que que eu acho assim, se nada for feito e não é aí não é opinião, questão assim aritmética. Coloca esse nível de de taxa de juro, com quanto o Brasil cresce, com o quanto que a dívida tá, você vai ver que você não paga essa história. Temos um problema. né? Então, se nada for feito, nós vamos quebrar mesmo. Agora, o Lula, primeiro, o Lula é sábio num determinado, nesse sentido que ele é cínico, ele é menos ideológico. Naquela frase que ele falou lá, não é feminina, não sou o cara da esquerda. O Lula fala o que que o que a conveniência lhe pedir. Então é isso. Se precisar fazer um um ajuste fiscal, ele faz. Ele fez em 2003. A própria Dilma tentou com o Levi, mas ela já tinha perdido as condições, né? que foi tão agressiva aquela campanha também, que fizeram ali, que agora ficou, cara, você não tem condição moral, intelectual, eh, de fazer um ajuste fiscal. E ela brigou com o Eduardo Cunha, é um negócio meio azedou mesmo. >> Eh, mas ela tentou, ela colocou o Levi lá, né? Porque ele solta o preço da gasolina, ele solta o preço da energia e a gente vai ter aquela inflação eh de 30% em determinados produtos, tal. Eh, então eu acho que o por que que se se nada for feito é 2015, 2016, a gente tá indo naquela direção. O lado que é pior agora é que o nível de dívida é muito mais alto. Então lá você tinha um certo espaço. Uma coisa é você ter de você vai de 60 para para 70, é diferente você de 90 para 100. >> Uhum. [limpando a garganta] >> Né? Eh, então, então essa é a coisa pior. Agora, agora o que eu acho que é melhor, acho que o Lula ele é um pouco mais, ele é ele é mais macunímico e, né, a Dilma assim, o precipício é lá, eu vou, eu me jogo e é isso aí. O Lula, ele vai até a beirada e volta. Ele é macunímico, né, Fernando Henrique definiu o Lula como macunímico, que é o herói sem nenhum caráter. Nada caracteriza o Lula, ele pode ser qualquer coisa >> a depender, >> a depender do que precisar e e ele faz e beleza. >> Eh, então tem esse essa história e eu acho que assim, pô, o Durigan tem falado assim, a gente entendeu que temos um problema fiscal, né? Vai ser suficiente ou não, pô? Provavelmente não, mas assim, talvez a gente consiga meio empurrar com a barriga até 2030. O mundo meio tá meio nessa, uma certa complacência com isso. Ah, vai, faz um ajustezinho no começo do ano que vem, a expectativa tá tão baixa que a coisa já melhora um pouco, né? A economia ainda vai mais ou menos e e a coisa não seja tão ruim. Agora, se nada for feito, de fato, eu acho que vai explodir igual. E você tem hoje, né, uma chance também de ser diferente, de você tá diante de uma eleição que hoje de novo, enquanto estamos falando, eu acho que o candidato da direita, nesse momento, enquanto estamos gravando aqui quinta-feira, dia 10 de de setembro, tudo pode acontecer nesse país, é uma confusão danada, mas nesse momento o Flávio me parece favorito. E aí você tem uma com todas as ressalvas ao Flávio que não precisamos falar, acho que, né, quando eu falei do pregador do de no nariz, acho que todo mundo entendeu, né? Então assim, com todas as ressalvas ao Flávio, a mudança de expectativas é tão grande que a coisa talvez já melhore e aí você tem o câmbio se apreciando, a inflação melhora, você pode cortar mais o juro, a curva longa já fecha 300 bases, a bolsa já dá uma melhorada, já dá follow on, já permite que as empresas refinanciem. no mercado de capitais começa a rodar de novo, dá para liberar um pouquinho de crédito que os bancos estão segurando para caramba na ponta agora. Então, e aí você passa e obviamente os economistas ao lado do Flávio, que pelo menos os os anunciados ategó também não são brilhantes, mas são muito melhores e sabem muito mais do tamanho do problema do que do outro lado. Eh, então eu acho que as coisas podem caminhar também, não é um não é um determinismo de que vai quebrar. O que dá para falar é que se não, se nada for feito, vai dar com a cara no muro. >> De fato, pelo simples acontecimento de uma transição de poder, as coisas já caminham com uma sensação melhor e o mercado ele precifica essa sensação de certa forma, né? E aí depois, obviamente, o próximo passo é cobrar ação prática, né? >> É, eu eu acho, concordo plenamente. Talvez a gente vai dar um ralizão e depois vai devolver metade. Pode ser, porque é isso também, o Flávio é uma ilusão, né? Se você achar que trocou o presidente no Brasil, o nosso problema tá 526 anos de um determinado jeito, não vai resolver, mas que pode ser muito melhor na questão fiscal especificamente, que é o grande problema brasileiro hoje. Então você fal, ah, vou votar nesse cara, tal. Ah, mas você não tá vendo tal coisa, você não tá vendo tal coisa, tal. Cara, eu tô vendo tal coisa, eu leio o jornal, mas o problema é que assim, o tem um grande problema, um elefante voando aqui brasileiro, que é a questão fiscal, que este cara, com todos os problemas que ele tem, me parece melhor para resolver este problema específico do que o outro, que diz que não tem problema nenhum. Então, como você vai resolver um problema que você acha que você não que não tem? [risadas] Importante trazer o pessoal de casa também que apesar de termos uma eleição presencial absolutamente veiculada nas grandes mídias, tem o Congresso também que você precisa votar para um deputado federal que eh apesar de darmos uma pequena importância, é tão importante quanto, né? São eles que vão compor ali o poder legislativo e podem atrapalhar ou ajudar a vida de quem tiver lá no poder. Enfim. Ã, Felipe, infelizmente passamos aqui muito mais o tempo que eu que eu havia pedido para você que eu falei demais. Não, pelo contrário, tô adorando aqui. Poderemos ficar muito mais tempo. H, agora de repente, para finalizar, você disse que tá com esses projetos novos aqui, ã, aparentemente muito bem informado, tá lendo bastante de diversas fontes, né, bebendo diversas fontes, desde na Cintaleb até outras fontes mais contemporâneas. [limpando a garganta] Mas se eu pegar seu celular agora, onde que o Felipe se informa? De onde você [limpando a garganta] se alimenta aí em relação ao mercado? >> Ah, é um pouco de tudo, cara. Não tem muito assim, eh, tem os veículos tradicionais, >> Brasil Journal, inclusive Brasil Journal, Blloomber, Financial Times, W Journal Folha Estadão Valor assim Fomando e passa por tudo isso. >> Eh, tem amigos de mercado também que, pô, sempre dividem eh ideias, eh questionamentos, teses e tal, então chega muita coisa. Não é porque eu tô lá, ao contrário, eu tô lá por isso. Assim, o Substeck tá uma fonte maravilhosa, maravilhosa. Assim, se você assinar as pessoas corretas do Substack, você tem, pô, >> dá aí uns uns nomes. >> Domberg e o próprio Cassandra Unchain, que é o Michael Burry e o Citrini Research. Bom, >> eh, pô, o Citrini mandou um cara lá no pro estreito de Ormus no meio da confusão lá. Ó que os caras fizeram, o cara entrou infiltrado lá, foi maluquí. profundidade disso e esse semianalis que é muito bom, Curios Mind, eh, muito bom também no subst. Então, tem Felipe Miranda [risadas] >> tem uns caras que tem que ler aí, cara. >> Legal, né? Excelente. Para finalizar, acho que é legal uma literatura também. Deixa alguma coisa para quem de repente quer se aventurar no conhecimento de mercado, mas quer levar isso pra vida também. Cara, eu assim, o o Taleb, você você citou, mas assim, a grande referência, né, [roncando] desse mundo assim pra gente, eh, acho que tem que ler tudo. É um livro só, né, que ele mesmo chama de incerto, mas para mim o melhor é o é o iludidos pelo acaso. Até a minha newsletter no chama de desiludidos pelo acaso. É uma referência ao iludidos pelo acaso eh do Taleb. Tem uma biografia do Jorge Soros que eu gosto demais também, que é do Robert Slater. Eh, e alguma coisa do Buffet assim que ficou um pouco clichê e é clichê mesmo e tal, mas se você souber um pouco do Buffet, um pouco do Soros e um pouco do Taleb, cara, você meio se vira nesse mundo assim, sabe? Eh, então eu acho que com essas três coisas você meio e pode, né, tu a Bola de Neve, cara, dificilmente as pessoas vão ler o Bola de Neve, que é um gigantesco livro, tem que ter muito saco e se você não é financista, dificilmente você vai chegar até o final. Mas o o The War and Buffet Way, né, o jeito Warren Buffett de investir, que é um livrinho de 240 páginas, você vai ler super rápido e e já passa 8020, assim, com 20% do esforço você vai ter 80% do conhecimento. Tá ótimo. >> Legal. Ele falou do Jorge Soros e também citou Scott Bessent, inclusive Scott Besset estava junto com Soros em vários momentos importantes ali da libre esterlina e outros momentos que o Soros talvez tenha dado nos maiores traditos da história da humanidade, né? Scott Bend, que era dos soros, agora tá como secretário do tesouro americano. Olha como o mundo eh gira, né? >> É, mas é um bom sinal, né? Um cara que sabe como essa como a engrenagem funciona assim essência né? >> É, pô, Drunken Miller e George Soros talvez tenha sido a maior dupla de head funds >> da história. >> Exatamente. Legal. Bom, e diante dessa palestra aqui sobre mercado financeiro, tem muito mais inclusive no nas redes sociais do Felipe Miranda. Ele compartilha bastante no Instagram que a gente acompanha e agora também no substaque ali, opinião de verdade com uma assinatura super eh, enfim, acessível para quem quiser e tá super interessante. Tainá, muito obrigado pela participação também. Obrigada, Felipe. Isso, prazerzaço. Obrigado. >> Primeira participação do Felipe aqui, talvez a público nesse momento. Imagino que agora e ele vá ficar muito mais acessível aí pra gente e super acessível nas redes sociais sociais também. Chamos ele por lá, ele respondeu: "Super, solisto, >> não foi? Foi ótimo. Obrigado pela oportunidade, pô, super papo rico." Obrigado. Espero que tenha sido útil para quem nos ouviu também. >> Com certeza. Ã, Instagram, o Felipe Miranda. >> Substaque >> Felipe.Mmiranda, 1985. Embora pareça ter nascido em 95, nasci em 85. [risadas] >> É um jovem. Tá certo? Bom, excelente. Espero que você tenha gostado. Se você gostou da opinião aqui que o Felipe deixou também se inscreve no canal, deixa aqui a sua ativação para você ser avisado de tudo que a gente compartilhar. E vou fazer aqui o meio de campo. Se teve alguma pergunta que nós não fizemos, deixa ela aqui embaixo que eu me encarrego de encaminhar pro Felipe e assim que ele responder a gente encaminhar para vocês também, certo? Obrigado e até o próximo. Analisa. Obrigado Felipe. >> Valeu. Obrigado. C [música]

Comentários 0

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a compartilhar sua opinião!