Ação subiu 50%: O que fazer? Vender ou segurar? Aprenda de uma vez por todas!

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YouTube URL

https://www.youtube.com/watch?v=Hi2EdQU3lqE

Status

Analyzed

Requested On

February 19, 2026 at 06:00 AM

Overall Performance

+36.44%

Recommendations

COGN3 SELL
"a ação que eu vendi da minha carteira foi a Cogna. Eu vendi R$ 46.000, como eu falei, vendi todas as cotas."
Context: “Bom, a ação que eu vendi da minha carteira foi a Cogna. Eu vendi R$ 46.000, como eu falei, vendi todas as cotas.”
Price on publish date: R$3.54
Last day closing price: R$2.25 (Jul 10, 2026)
Profit/Loss: +R$1.29 (+36.44%)

Full Transcript

Bom, mais um vídeo aqui da série, acabando com as dúvidas dos inscritos do canal. Eu acabei de vender uma ação da minha carteira de investimentos, né? Então, eu tenho várias ações, ten vários fundos imobiliários, tem um pouco de renda fixa recentemente, até coloquei cripto novamente, né? Mas a questão é que eu tirei uma empresa da minha carteira e foi um valor significativo, R$ 46.000. Todas as cotas que eu tinha dessa empresa eu vendi, não porque era uma empresa ruim, pelo contrário, foi uma das empresas que mais trouxe retorno para minha carteira e nos últimos meses. Ela realmente disparou. E aí por isso, exatamente por isso, eu lembrei de uma dúvida que é bastante recorrente aqui no canal, de que quando eu devo vender uma empresa? Muitas pessoas me perguntam isso, quando é que eu devo vender uma empresa que se valorizou 20, 30%, 70%, 80% ou mais? Afinal, qual é o momento que eu devo vender uma empresa da minha carteira e qual o momento que eu devo permanecer com uma empresa na minha carteira, mesmo que ela tenha se valorizado? Bom, pega então papel e caneta aí, anota, porque esse vídeo vai ser bastante didático e nunca mais você vai ter dúvida a respeito disso. Fica nesse vídeo até o final. Mas antes, não esqueça de curtir esse vídeo, assim eu vou saber que você gosta desse tipo de conteúdo didático, te ensinando de fato alguma coisa relevante para você. Não vídeo apenas de notícia, fofoca ou algum assunto alarmante, mas um vídeo didático que vai te ajudar a se desenvolver como investidor. Se você gosta desse tipo de conteúdo, a hora de dar o like é agora. Aproveita também para poder compartilhar com o seu amigo, marcar o sininho para não perder nenhum vídeo e comenta aqui nos comentários qual ação da tua carteira que subiu bastante e você tá com dúvida se deve vender ou não. Eu vou ler todos eles. Quem sabe o teu comentário vira um vídeo. Bom, a ação que eu vendi da minha carteira foi a Cogna. Eu vendi R$ 46.000, como eu falei, vendi todas as cotas. Isso aconteceu agora no começo de fevereiro. Mas a pergunta que eu tenho certeza que você quer saber é: por que que eu vendi? Bom, a Cogna é uma empresa de educação, uma empresa que o preço de uma cota custa R,50, bem baratinho, né? Tá com pele bem baixo ainda, 5.44, PVP de 0,57, dividendi de 5.10. Aí um ponto de atenção. Eu sempre falo aqui, olha, eu não me incomodo de investir em uma empresa que tem um dividendil de baixo, desde que ela tenha potencial de valorização. E foi exatamente o que aconteceu. Olha, ela subiu 123% nos últimos 12 meses. É muito melhor você ter uma empresa na tua carteira que você recebe 5% de dividend y 6 7%, bem pouquinho, né? mas que sobe 100% do que você ter uma empresa que paga um dividend de 20% e sobe 5, sobe seis, sobe sete, porque no total você vai ter menos de 30. Enquanto isso, quem investiu em empresas aí com potencial de valorização, como o exemplo da Cogna aqui, teve uma valorização aí de quase 130% se juntar a valorização mais o dividend y então aquilo que eu falo sempre de focar muito no dividend y pode deixar você de fora de oportunidade de crescimento assim tão impressionante. Mas vamos continuar avaliando aqui. É uma empresa de educação, né, brasileira, atua no setor de consumo cíclico, abrangendo desde a educação básica até o ensino superior no subsetor de diversos. Fundada em 1966. O portfólio de marcas da Cogna inclui Croton, Saber, vasta Educação e Platos. A Croton é responsável pela gestão de instituições de ensino, oferecendo curso de graduação e pós-graduação. Saber atua na educação básica. A outra marca vasta educação oferece soluções integradas a escolas privadas, inclusive material didático e tudo mais. Platos oferece serviço de apoio acadêmico administrativo para instituições de ensino superior. Praticamente atende a toda a cadeia de ensino, né? E como a Cógna ganha dinheiro, né? 100% no Brasil, uma empresa nacional. E o negócio que mais gera receita para Cogna é o segmento da Croton, que é justamente esse aqui, ó, responsável pela gestão de instituições de ensino superior, oferecendo curso de graduação e pós-graduação, tanto presenciais quanto a distância. Lembra que eu falei para vocês recentemente sobre uma empresa que eu tava avaliando que empresas de educação que t sua concentração em ensino a distância ganha vantagem competitiva porque o custo para manter uma unidade de ensino presencial é muito maior, obviamente. Então não é à toa que esse segmento aqui, ó, da Croton é que mais dá dinheiro pra Cogna. É importante considerar que é sim uma empresa bastante volátil e nem sempre ganhou de Bovespa. O fato é que ela realmente estava muito barata e nos últimos meses aí, principalmente aí nos últimos, deixa eu ver aqui, no último ano principalmente, ela teve uma valorização bem expressiva, bem acima do Ibovespa. Por quê? Porque ela tava muito barata, muito descontada e até uma empresa muito volátil que por um período não ganhava do Ibovespa, chega o momento que o investidor olha pro múltiplo e fala: "Bom, essa empresa é volátil, ela tem, ela é sensível, mas ela tá muito barata". E aí cabe, obviamente é um parêntese para o perfil de investidor, né? Tem investidor que consegue acompanhar mês a mês, ano a ano, o desempenho de uma empresa os múltiplos com alguma frequência e consegue capturar essas janelas de grande potencial de ganho. Tem outros investidores que preferem investir em uma empresa que vai colocar na carteira e acredita que não vai precisar mexer nunca mais. Eu discordo bastante dessa tese. Eu não gosto da ideia de comprar uma ação e nunca mais lembrar dela, esquecer. parece bastante confortável, atraente. Imagina comprar uma ação e nunca mais ter o trabalho de olhar para um relatório gerencial, para um demonstrativo de resultados. Mas sinceramente não é, não considero a melhor prática. As empresas são organismos vivos e tem muitas pessoas trabalhando, podem se envolver em problemas. É importante você investidor ficar acompanhando isso. Então essa ideia de comprar uma ação para nunca mais vender, ela pode até fazer sentido, mas vai depender muito do segmento da empresa, da maturidade da empresa, do tamanho da empresa. E qual o problema disso? é de que na grande maioria das vezes essas empresas muito estabelecidas, antigas, com caixa bastante resolvido já essas empresas não tanto potencial de valorização. Traz para você o conforto de não ter muito estresse, não é uma empresa muito volátil. Se você quer isso, ok, ah, vou investir naquela empresa grandona ali, porque desde sempre ela tá sempre positiva, nunca deu prejuízo, tem bons dividendos, OK? Mas você vai perceber também de que essa empresa que você anda paquerando ou mantendo na tua carteira por muitos anos, ela não subiu 100%, 120% no último ano. Então são modelos diferentes de investir. Essas empresas que costumam valorizar bastante, por algum tempo elas ficam subvalorizadas, elas ficam precificadas de forma negativa. O mercado não tá acreditando muito nela. Então tu tem que gastar tempo, analisar e decidir. Bom, essa empresa sim, tem muita gente que não quer e por isso que ela tá barata. Ela caiu no último ano, nos últimos dois anos, mas eu tô vendo nos múltiplos que ela tem potencial e sim pode trazer um bom retorno no curto prazo. Você mantém ela na tua carteira ali por 6 meses, um ano e pode acabar colhendo um ótimo resultado, como eu fiz com a Cógna. Diga-se, de passagem, na minha carteira, não tem só uma empresa nesse modelo em que eu mantenho ela na minha carteira, simplesmente porque tem potencial de valorização. Quando essa valorização ocorre, o que eu faço? Avalio novamente a empresa e verifico se ainda tem potencial para continuar valorizando ou se agora a tendência entrar num platô e não se valorizar tanto mais. Aí faz mais sentido procurar uma outra empresa barata. Nesse caso, eu tô investindo em empresas com potencial de valorização, que pode acontecer no curto prazo, 3 meses, 6 meses, 1 ano. Tenho também empresas pagadoras de dividendo na minha carteira, mais estáveis, empresas maiores, mais maduras, mas não abro mão de colocar algumas empresas com potencial de valorização. E essa realização de lucro periódica, sem dúvida, é responsável por uma valorização, crescimento do meu patrimônio bastante significativo aí nesses anos que eu tô investindo. é a estratégia de investimentos que eu adotei, não é a mais confortável de que você compra uma ação, esquece lá, é aquela que exige que você fique acompanhando a empresa aí por pelo menos três em três meses. Então, mais uma vez, lembrando para deixar bem claro, o objetivo da Cogna na minha carteira era surfar o potencial de valorização e eventual valorização que essa empresa tinha. Não é à toa que ela subiu 140% nos últimos 12 meses, aproximadamente. Então, a gente tá falando de uma empresa que de fato cumpriu o papel dela na minha carteira e por isso eu realizei lucro. Um investidor só realiza lucro e só realiza prejuízo na bolsa. Anota isso aí, porque tem muita gente falando bobagem. Um investidor só realiza lucro quando vende, assim como só realiza perda quando vende. Ah, como assim, Bruno? Eu tenho uma ação aqui que eu tinha R$ 10.000 investidos nela e agora tá em 50.000. Eu tô lucrando tecnicamente não, porque se você investir uma empresa R$ 10.000 nela e ela subir 15, 20, 30, 40, 50.000 e você simplesmente não acompanhar mais, passou tempo, já tem aí 2 anos, 3 anos, você multiplicou o teu patrimônio cinco vezes. Quando você realiza a venda por 50.000 daquilo que você comprou por 10, você teve valorização, OK? Você realizou o lucro, por isso que a gente chama de realizar. Você de fato viu o lucro e realizou. Mas agora vamos imaginar um outro cenário. Você compra uma empresa, acabou de comprar R$ 10.000 novamente dessa nova empresa que você avaliou. E ação ao invés de subir no primeiro mês, no segundo mês, no sexto mês ou no primeiro ano, ao invés de subir esses R$ 10.000, você transformou em 8.000. Se você vender, você vai realizar o prejuízo. Comprou por 10, tá vendendo tudo que você comprou por oito. E se você não vender, você não realiza o prejuízo. Você não toma esse prejuízo, porque essa empresa pode não se valorizar no primeiro ano, mas pode se valorizar no segundo, no terceiro, no quarto. Então ela pode ter um movimento do tipo, você comprou R$ 10.000 de uma empresa, no primeiro semestre se transformou em nove, mas depois foi se recuperando, chegou em 10.500, 11, 12, 13, 15, 17, R$ 25.000. E nesse momento você decidiu realizar venda, note, você realizou venda, você realizou lucro. Então você pode realizar prejuízo ou você pode realizar lucro. Vai depender do momento que você vende. Agora, enquanto você não vende, não acontece nada. Você tá observando teu patrimônio evoluir, tá acompanhando isso, mas não tá realizando. Tá claro isso, né? Bom, pensando nisso, eu vou compartilhar com você os motivos que me levam a vender uma ação. Bom, a primeira lição que você deve anotar aí no teu caderninho aí de que os motivos que me levam a vender uma ação não são exclusivamente a valorização de uma empresa, mas também e principalmente os fundamentos de uma empresa. Quais são os principais critérios que eu utilizo nessa análise para poder fazer uma avaliação? se eu devo continuar sócio daquele negócio ou não. Analisar os fundamentos de uma empresa é muito importante, porque você tomou a decisão de investir naquele negócio. Naquele momento você tá se tornando sócio daquele negócio. Por quê? Porque viu qualidade, a maneira como o negócio ganha dinheiro faz sentido para você? É lucrativo, tem grande possibilidade de continuar se expandindo. Agora, e se isso muda? Se os fundamentos da empresa mudam, a maneira como ela ganha dinheiro ou qualquer outro motivo que fez você investir nela agora mudou? Bom, se mudou e você não concorda com o novo modelo de negócio, você deve vender. Inclusive, sem importar se a nova operação é lucrativa ou não. Se você não analisou, se você não concorda com o novo modelo da empresa, o novo modelo de negócio, a estratégia da empresa, ou se as coisas não estão claras para você, se tudo mudou e você precisa analisar novamente, se não tem clareza, já é motivo suficiente para você vender. Por exemplo, imagina que você comprou uma empresa porque ela sempre foi e se mostrava ser uma boa pagadora de dividendos, uma excelente pagadora de dividendos, uma empresa madura, consolidada, com caixa forte, tinha dinheiro para pagar dividendos e estava realmente num momento de distribuição. Se quando você comprou era uma empresa que tinha pouca dívida e o foco dela era distribuir lucro, esse foi o motivo da tua compra, ok? E aí você comprou e comprou cotas e foi aumentando o número de cotas na sua carteira. Só que passou um tempo e a empresa fez um comunicado ao mercado dizendo que vai mudar a estratégia, não vai mais distribuir lucro. A empresa agora anuncia que vai pegar esse lucro, que foi a motivação para você comprar ela e não vai distribuir para os acionistas, vai utilizar esse recurso financeiro para poder investir em outro negócio e um negócio que inclusive para você parece muito arriscado. Faz sentido continuar investindo nessa empresa? Você focou em uma empresa estável, com fluxo de caixa, previsível, entregando bons dividendos. E agora ela vai mudar completamente. Ela praticamente vai se transformar em uma aventureira, em um novo negócio. Tudo isso com a justificativa de que ela vai ser mais agressiva, é um negócio estratégico, vai expandir para fora do Brasil, grandes aquisições, vai precisar tomar dívida para isso, mas é muito estratégico pra empresa. Note, mudou completamente o perfil da empresa. A avaliação que você tem que fazer é o seguinte: eu quero ser sócio dessa empresa agora que ela vai se transformar. Percebeu o que aconteceu? Você começou a investir numa empresa e manteve o investimento porque o foco dela tava muito claro para você. O perfil da empresa fazia sentido com a tua estratégia de investimentos e para aquilo que você queria pra tua carteira. Quando muda tudo, você é obrigado a mudar de opinião. Você pode até mudar de opinião e continuar com a empresa. Falar assim: "Não, eu mudei de opinião também concordo com essa estratégia. Chega de dividendos. Vamos tentar expandir aí. OK. Então você vai continuar na empresa porque você mudou de opinião também. Agora, se você não mudou de opinião, mas a empresa mudou de estratégia, faz sentido sim avaliar a retirada dela da tua carteira, porque não foi isso que você comprou lá atrás, foi isso, não foi isso. Você comprou estabilidade, segurança previsibilidade bons dividendos. Além desse motivo, tem um motivo que eu considero muito importante e eu utilizo todos os meses, a banda de desbalanceamento. Esse conceito é muito interessante e, sinceramente, poupa muito tempo pro investidor ao olhar a carteira de investimentos dele e identificar claramente o que que ele precisa comprar ou vender. É o tal do rebalanceamento instantâneo da carteira. Esse conceito de banda de desbalanceamento foi criado por um grande investidor, o Markovit, e é utilizado hoje por muitos investidores no mundo todo. É um conceito e estratégia que muito provavelmente você usa você só não sabia o nome. O conceito é muito simples. Quando um ativo na sua carteira, uma determinada ação, sobe bastante e começa a representar na sua carteira um peso maior do que aquele que você planejou, por exemplo, ah, eu quero ter 3% da minha carteira nessa empresa aqui ou 5%. Só que a empresa se valorizou, valorizou, valorizou e hoje ela tá representando 10%, 12% da tua carteira. Então, quando a porcentagem dessa empresa que você comprou, esse valor investido nessa empresa, ela é muito maior daquilo que você imaginou lá no começo da sua estratégia, acontece um desbalanceamento espontâneo provocado por essa valorização. Então, se você definiu que você vai investir em 10, 15, 20 empresas e todas elas vai ter o mesmo valor investido ali, 3, 4% da tua carteira, e uma empresa tá 16, 17, houve um desbalanceamento natural, espontâneo. E o que você precisa fazer agora é corrigir essa distorção. um momento muito oportuno para você realizar lucro. Nesse caso, a venda da empresa nesse momento, né, em que ela valorizou bastante, ela cria oportunidade para você trazer essa empresa para o padrão que você já tinha estabelecido. Ela volta pro limite que você determinou quando você colocou ela na carteira. Bom, eu vou investir nessa empresa aqui 3% do meu patrimônio. Tava 15,16, você vende, realiza o lucro e agora novamente ela vai ter 3 4% 5 no máximo. Vamos lá, eu vou explicar mais uma vez aqui na prática. Imagina o seguinte, você comprou 15 ações pra tua carteira e estabeleceu que nenhuma delas poderia passar de 10% da sua carteira. Essa é uma regra que você estabeleceu para poder não correr o risco de ter uma empresa superdimensionada lá na tua carteira, com muito dinheiro investido e provocar na sua carteira um risco individual de uma única ação. Então você estabeleceu que teria 15 ações e que cada uma delas deveria ter um valor limite ali de investimento. Você dividiu praticamente tudo igual. Aí cada uma ficou ali com 5, 6%, 7 no máximo. Só que aí acontece uma coisa, uma determinada empresa sobe aí que nem a Cogna, 120%, 130, 140%. Tudo isso em um ano. A empresa entrega um resultado forte, o mercado se anima, vê muito potencial, bom preço e se acontece exatamente como aconteceu com a Cogna dessa valorização tão expressiva em um ano, o mercado se anima e o preço dispara. O que vai acontecer na tua carteira, que essa empresa aí que é igual a Cogna, né, que subiu bastante, ela vai representar uma boa parte da tua carteira, mais daquilo que você imaginava no começo. Se enquanto isso outras empresas de tua carteira caem, essa diferença fica maior ainda. E aí pensa comigo, você tinha decidido que você ia ter 14% de uma empresa na tua carteira, 15%. Não, você não tinha decidido isso, você não planejou isso, mas aconteceu. E isso aconteceu de forma deliberada. Não foi você que provocou isso, ela subiu, aconteceu. Isso é um desbalanceamento espontâneo. A empresa pode continuar muito boa, muito interessante, ter potencial de valorização ainda, mas requer um ajuste para você trazer tua carteira para o modelo que você planejou, que você considera estratégico e seguro, que nenhuma empresa passe de 10% na tua carteira. Nesse caso, você não tá vendendo a empresa porque ficou ruim, você tá vendendo para realizar o lucro. você vai poder botar esse lucro no bolso, comprar uma outra ação, comprar cotas de fundos imobiliários, mas também para trazer equilíbrio pra tua carteira. Isso mantém a tua diversificação ao mesmo tempo que controla o risco. Então, portanto, é muito importante. Mais uma vez trazendo o exemplo da minha carteira, vou mostrar para você aqui que nenhuma das ações que eu tenho na minha carteira, mesmo que valorizaram bastante, nenhuma representa uma grande concentração. Vou te mostrar. Então, mais uma vez aqui no site do investidor 10. Essa aqui é minha carteira de ações, ó. Note, nenhuma delas aqui tá o percentual da empresa na minha carteira. Nenhuma delas chega a 3%, 2.18%, 1.94%, 1.71%, 1.81, 1.94 1.64 1.82 1.73 1.94 1.65 1.57 1.48 1.86 1.64 1.60 1.60 de novo, 1.52, 1.48. Todas as empresas estão aqui, todas elas com menos de 3% de participação na minha carteira. Algumas subiram bastante, outras já vendi. Tem várias empresas que eu já vendi, realizei lucro e comprei outras e outras também estão se valorizando aqui, ó, 53%, 46%, 45. Várias dessas empresas aqui eu tenho há poucos meses, algumas eu tenho bastante tempo. De 20 empresas, duas apenas não estão se valorizando. E obviamente faz muito sentido isso porque nem todas as empresas se valorizam no mesmo tempo, né? Agora, lembrando que é importante também pontuar de que dependendo do tipo de empresa que você tá investindo, a venda por valorização também nem faz muito sentido. Vou explicar melhor. Quando você compra ações para oportunidade na empresas com potencial de valorização, algumas inclusive small caps na empresas de menor capitalização, o potencial de valorização é esperado já. Então faz muito sentido você comprar uma empresa que tá sendo negociada barata, abaixo do preço, subvalorizada, esperar a valorização e realizar o lucro. Quando você compra empresas pagadoras de dividendos, como eu falei, empresas mais estáveis, maduras, com bom caixa, a característica dela agora é aproveitar o amadurecimento do negócio, realizar lucro e distribuir para os acionistas. Não faz sentido você vender quando tiver uma valorização de 20, 30, 40%. Por quê? Porque você certamente não vai conseguir comprar depois dessas ações baratas novamente. Você tá vendendo uma empresa que é queridinha do mercado, quem compra quer exatamente esse benefício da estabilidade e previsibilidade, nunca teve grande potencial de valorização, mas se você vender, existe um grande risco de você não conseguir comprar novamente barata, porque ela tem aquele crescimento gradual, lento, constante, não dá aqueles picos de valorização, porque não é esse tipo de empresa que tem esse tipo de comportamento. Então, o ideal é você definir uma estratégia de investimentos, né, sempre lembrando da diversificação e no que diz respeito a ações, entender qual o tipo de ações que você quer ter na tua carteira, valorização ou empresas mais estáveis que entregam bons dividendos. Se tiver empresas com valorização, considere sim acompanhar esse potencial de valorização, porque uma vez acontecendo faz muito sentido realizar. Percebeu que o motivo para vender uma empresa nem sempre é a valorização? Vender uma empresa envolve decisões e motivos mais estratégicos do que apenas valorização. E de fato é bastante importante você entender do negócio da empresa que você tá vendendo, porque muita literatura aponta também de que vender uma empresa só por causa da valorização é como se tivesse cortando as flores do teu jardim. São empresas boas que estão se valorizando e você tá abrindo mão de manter elas na tua carteira. O que você deve fazer é podar as ervas da ninha e não cortar as flores. Agora, é claro que isso não é tão simples quanto se imagina. Requer estudo, dedicação, uma capacidade de avaliação. Talvez você não consiga fazer isso nos primeiros meses ou no primeiro ano. Vai depender do teu empenho em estudar. Você também não pode ficar com uma empresa que só sobe, sobe, sobe e não realizar lucro, senão vai acontecer o que aconteceu com várias outras empresas aí como a Magazine Luía, que você vê R$ 1.000 se transformar em R$ 15.000. R$ 1000 e depois de ver aqueles R$ 15.000, não realizou lucro, se transformar em R$ 500. Então, entender do negócio, entender da empresa e avaliar bem os múltiplos é fundamental para você não vender na hora errada. Percebeu que vender é mais sobre conhecimento e método do que preço? É saber sobre porque você comprou, é respeitar a sua estratégia de investimentos e é também sobre manter a sua carteira equilibrada. No meu caso, ah, esse exemplo que eu dei, cumpriu o seu papel ali, valorizou, eu vi que não tinha muita expectativa de valorização, tinha outras empresas mais baratas que eu podia colocar, vendi. E depois que eu vendi, continuou caindo. Então, realmente outros investidores estavam percebendo a mesma coisa. Vendi a empresa com lucro, muito satisfeito. Realizei o lucro, mas se fosse uma empresa previdenciária, perene, que foi colocada lá com objetivo de gerar dividendo, a decisão poderia ter sido diferente. Eu diria que completamente diferente. Eu simplesmente deixaria lá. Muito provavelmente não teria valorizado tanto assim, cento e poucos por em um ano, mas mesmo que tivesse se valorizado 20, 30, 40%, muito provavelmente estaria na minha carteira ainda. Bom, mas agora eu quero saber, você já vendeu uma ação só porque subiu ou já cometeu erro de vender uma excelente empresa que depois que você vendeu só valorizou, viu ela continuar subindo lá depois que você tinha vendido? Conta para mim. Aproveita, comenta aqui também sobre algum tema que você gostaria de aprender e você ainda não viu um vídeo falando a respeito disso. Coloca aqui porque com certeza pode ser ideia de um novo vídeo. Se esse vídeo te ajudou a entender de uma forma mais racional sobre o momento de venda de uma empresa, não esqueça de deixar o seu like, marcar o sininho para você não perder mais nenhum vídeo. E aproveita, compartilha ali com teu amigo Alimão de Alface, que fica toda hora vendendo a empresa por qualquer motivo. Um grande abraço para você, tudo de bom e até o próximo vídeo.