SE PREPARE, TUDO VAI FICAR MAIS CARO
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Status
Analyzed
Requested On
April 03, 2026 at 06:00 AM
Overall Performance
-17.94%
Recommendations
PRIO3
BUY
""recomendando a compra de Pri""
Context: "Algumas semanas antes da guerra começar, os analistas da FCLS já tinham publicado um relatório recomendando a compra de Pri a maior produtora independente de petróleo do Brasil."
Price on publish date: R$67.77
Last day closing price: R$55.61
(Jul 10, 2026)
Profit/Loss:
R$-12.16
(-17.94%)
PRIO3
BUY
""a Pri ainda é uma recomendação da Finclass""
Context: "E sim, a Pri ainda é uma recomendação da Finclass. Ela ainda faz parte da carteira de recomendações dos nossos analistas..."
Price on publish date: R$67.77
Last day closing price: R$55.61
(Jul 10, 2026)
Profit/Loss:
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(-17.94%)
Full Transcript
A partir de agora tudo vai ficar mais caro. O diesel no Brasil passou de R$ 7. Em algumas cidades já tá custando quase 10. O frete rodoviário que move 65% de tudo que você consome subiu mais de 10% num mês. Em alguns estados o aumento no frete pode chegar a 50%. Se você foi pro supermercado nas últimas semanas e você sentiu que a conta ficou mais pesada, não a impressão. A prévia da inflação de março mostrou que o preço dos alimentos dentro de casa subiu mais de 1% no único mês. E esse número foi medido até o dia 17 de março, ou seja, ele ainda não capturou o final de março. Isso pode ser só o começo de algo muito pior. O Banco Central se reuniu no dia 19 de março e tomou a decisão importante. Depois de quase 2 anos, com a Silica 15% ao ano, o COPOM finalmente ia começar a cortar os juros, né? A expectativa era clara, um corte de 5% percentual e depois viriam mais cortes nas reuniões seguintes. Então era o início de um novo ciclo. As empresas voltariam a investir, o crédito ficaria mais barato, as famílias que estavam sufocando, né, com as parcelas da dívida veriam um pouco de ar. Aí o COPOM se reuniu e cortou 0,25, metade do que o mercado esperava. E o pior não foi o tamanho do corte, foi o comunicado. O Banco Central ele não deu nenhuma sinalização sobre os próximos passos. zero. O texto estava cheio de ressalvas sobre acirramento de conflitos geopolíticos, elevação da volatilidade preços, falta de clareza sobre a duração dos conflitos. Isso daqui em português, claro, é basicamente eles admitindo que não sabem o que vem por aí e por isso eles não podem se comprometer com mais nenhum corte. E essa pisada no freio não foi uma falta de coragem deles, né? Na verdade, o corte da SIC não veio como esperado, porque algumas semanas antes dessa reunião, algo aconteceu do outro lado do mundo e que mudou completamente o cenário econômico, não só do Brasil, só que do planeta inteiro. No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos declararam guerra ao Irã, mas o que os mercados sentiram de imediato não foi alopom, estardalhaço e porradaria e bombas, foi na verdade o silêncio dos navios. Então, existe um trecho de água com 50 km de largura entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, que carrega nas águas algo que o mundo moderno não consegue viver sem. E esse lugar se chama Estreito de Ormus. Por ali passa mais ou menos 20% de todo o petróleo consumido no mundo. São aproximadamente 20 milhões de barris por dia. E ao contrário do que você tem visto nos jornais, não foi só petróleo. 1/3 de todos os fertilizantes globais passam por ali. Gás natural licfeito, produtos petroquímicos, matériaspras para agricultura de boa parte do planeta. Até é como se fosse uma artéria, só que a artéria mais importante da economia global. Quando a guerra começou, essa artéria ela parou de funcionar. Você tem uma dimensão do tamanho desse problema. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, o mundo inteiro entrou em pânico por causa das exportações russas de petróleo. A Rússia exporta 7 milhões de barris por dia e pelo estreito de Ormous passam 20 milhões. Essa crise é quase três vezes maior do que a guerra da Ucrânia em termos de impacto nos mercados de energia. E o preço do petróleo já mostra isso pra gente. O Brand subiu 60% desde o início do conflito. Na Ucrânia, no mesmo período, tinha subido 20. E é exatamente sobre isso que eu quero falar no vídeo de hoje, porque o que tá acontecendo no Oriente Médio, ele não fica por lá, ele viaja pela cadeia produtiva do mundo inteiro e aí ele chega inevitavelmente no preço do seu feijão, da sua gasolina, no diesel, na sua conta de luz. E eu vou te explicar detalhadamente como isso vai impactar o seu bolso e o que você pode fazer para se preparar e se proteger também. Antes de continuar, é dois recados rápidos. Primeiro é o de sempre, turma, deixa o like, se inscreve no canal. Isso aqui é mega importante pra gente continuar trazendo conteúdo de qualidade. E segundo, dia 23 de abril, a Finclass vai fazer o aniversário de 5 anos e por 24 horas você vai poder assinar a plataforma com 50% de desconto. Então clica no link da descrição e preenche os dados para garantir o seu acesso. Como eu disse, o estreito de Ormous, ele foi fechado logo no começo do conflito. Então você tinha míssel e drone voando pela região. Isso é que tornava o estreito impossível de cruzar. qualquer navio seria alvo disso daqui. Aí as seguradoras cancelaram as apólices. Claro, sem seguro nenhum armador arriscaria mandar um navio de centenas de milhões de dólares por aquela rota. E mesmo com a pressão americana, para reabrir o canal, o Iran começou a atingir as embarcações que estavam tentando passar. E o Irã ele não precisou de uma marinha poderosa ou perigosa para fazer isso. Um drone iraniano, ele custa mais ou menos 20 a 50.000. Um míssil defesa americano para derrubar esse drone custa pelo menos 1 milhão de dólares. E com um único drone o Iran pode destruir um petroleiro de 200 milhões. Cara, ou seja, com $50.000 o Iran causa um prejuízo de 200 milhões. E ele obriga os americanos a gastarem milhões só para tentar evitar isso. É uma guerra onde o atacante ele gasta centavos e o defensor gasta centenas de dólares. É tipo war ao contrário, né? Eu lembro que no war quando você era o defensor, se empatasse o número do dado, você ganhava. Aqui é o contrário. O defensor tá lascado. E enquanto essa matemática existir, nenhuma marinha do mundo, nem a maior de todas, consegue garantir que o estreito fique aberto. Os lançadores, eles são móveis, eles ficam escondidos nas montanhas iranianas. Cara, olha, isso daqui é filme, né? Terreno acidentado, é difícil de monitorar, não dá para neutralizar completamente. Eles podem ser disparados a centenas de quilómetros de distância. O resultado apareceu nos dados. Antes da guerra, passavam em média 20 milhões de barris por dia pelo estreito. E aí quando os ataques começaram, esse número despencou. Ele continua despencando. Até que na segunda semana de março o fluxo estava praticamente zerado. E mesmo assim, nas três primeiras semanas parece que o mundo não entendeu o que tava acontecendo. O preço do petróleo subiu, claro, mas não teve pânico generalizado, não teve fila nos postos, por exemplo, não teve racionamento na Europa. E muita gente olhou para isso e pensou que, ah, talvez não seja tão grave, vai passar. E o motivo era muito simples, é que existia um colchão para tudo isso. Quando o estreito fechou, tinha petróleo já em trânsito, tinham navios que já tinham passado por Orm dias antes e eles ainda estavam navegando. Tinha petróleo em armazenamento flutuante, navios parados no mar servindo de depósito, tinha barril russo e iraniano que tava sua absensão e que foram liberados emergencialmente. E aí teve uma liberação coordenada de reservas estratégicas no meio de tudo isso aí. Os colchões então absorveram o impacto inicial, foram eles que seguraram e o mundo nas primeiras semanas. O problema é que eles acabaram. Olha esse gráfico aparecendo na sua tela. Ele mostra os estoques globais de petróleo, tudo que o mundo tem disponível, somando o que tá armazenado em terra e o que tá em navios no mar. Cada linha é um ano diferente. Então, olha a linha vermelha. Essa aqui é 2026. 2026 foi o segundo melhor ano desde 2017 em tamanho do estoque global de petróleo. Isso é exatamente o colchão que eu acabei de explicar. E era por isso que o barril tava em 60. Era por isso que todo mundo esperava que o petróleo ficasse barato por muito tempo. Aí agora olha o que aconteceu com essa linha vermelha depois que a guerra começou. Ela despencou e ela continua despencando. Toda aquela gordura de estoque que o mundo tinha tá desaparecendo semana após semana e cada dia que passa a situação fica pior. A Ristad Energy, que é uma das consultorias de energia mais respeitadas do mundo, publicou um relatório que deveria estar na capa de todos os jornais do mundo. Quase 500 milhões de barris já foram perdidos nessa crise. Os governos responderam liberando reservas estratégicas de petróleo e suspendendo sanções contra barris russos iranianos. E tudo isso junto repõe mais ou menos o mesmo volume e parece que resolve. Só que na real não resolve porque o estreito tá perdendo 17.8 milhões de barris por dia. E as liberações de reserva historicamente nunca passaram de 2 milhões de barris por dia de fluxo sustentado. É como você tentar encher a piscina com um copo de água enquanto alguém deixa o ralo aberto. Antes da guerra, o mundo esperava um excedente de 3 milhões de barris por dia em 2026. Os estoques estavam cheios, tinha capacidade ociosa de produção, era exatamente esse colchão que permitiu, inclusive, ao mercado absorver o choque inicial sem entrar em pânico. Só que esse colchão não existe mais. O piso do preço subiu, o teto do preço subiu e o que é mais perigoso, a distância entre um evento rotineiro de oferta e uma alta desproporcional no preço colapsou. qualquer problema novo, um óleo adulto que, sei lá, para uma refinaria tem um acidente, uma temporada de furacões, bate num mercado que não tem mais absolutamente nada sobrando para absorver o impacto, tá ruim. Então não é um mercado apertado só por algumas semanas, é um mercado que vai ficar frágil por muito tempo. E segundo a própria Ristade, essa fragilidade é o que o preço do petróleo ainda não reflete por completo. Para colocar essa crise em perspectiva, as projeções apontam que o mundo vai perder 900 milhões de barris de produção do Oriente Médio só em 2026. E a última vez que o mercado de petróleo enfrentou um número parecido foi durante o COVID, quando o mundo inteiro parou, as fábricas fecharam, aviões ficaram no chão, os carros ficaram nas garagens, a queda da demanda durante o Covid, então foi ali na casa de 870, 880 milhões de barris. E o que a gente tá perdendo agora do lado da oferta é equivalente ao que o mundo perdeu quando o planeta inteiro parou de funcionar. Só que dessa vez a demanda não caiu. As fábricas estão rodando, os aviões estão voando, o mundo continua consumindo o petróleo no mesmo ritmo, só que tem 11 milhões de barris a menos disponíveis por dia. E o mais preocupante é que o Ocidente ainda não sentiu o impacto real. O ocidente é ao nosso lado. Enquanto na Europa, nos Estados Unidos o efeito ele meio que parece controlado. Na Índia já estão literalmente matando donos de postos de gasolina porque ficaram sem combustível. Vocês tm noção disso? barcos de pesca no sudeste asiático, por exemplo, pararam de sair porque não compensa mais abastecer. A gente enxergou essa crise por uma lente ocidental, mas ela já é devastadora paraa metade do mundo. E o mercado financeiro tá gritando isso de uma forma que a maioria das pessoas não sabe ler. Tem um indicador no mercado de petróleo que mede a diferença entre o preço do barril físico, que é o petróleo real carregado nos navios, e o preço do mercado futuro negociado em contratos de papel. Quando o preço do físico ficar muito acima do papel, significa que os compradores estão desesperados para comprar e para conseguir barris agora. E esse indicador acabou de bater o maior nível da história. Ele superou até o pico de 2022. E o barril de petróleo de Dubai no mercado físico chegou a ser negociado acima de 160, enquanto o brand no futuro tá em 114. Quando o papel e o produto real diverge assim, a escassez tá mais grave do que qualquer índice oficial consegue mostrar. E essa escassez, ela não se resolve rapidamente, mesmo que a guerra acabe amanhã. Os ataques, eles danificaram a infraestrutura de energia de toda a região. A área de south pars no Irã, uma das maiores reservas de gás natural do planeta, foi atingida. As instalações da Qatar Energy foram afetadas. As refinarias na Arábia Saudita e no Quit sofreram danos. As refinarias que sobraram estão operando no limite e fora da Ásia, o sistema de refino inteiro tá tentando rodar no máximo e adiando manutenções programadas para compensar o que foi perdido. Na semana passada, uma refinaria da Valero, nos Estados Unidos, teve uma explosão no hidrotratador de diesel. Esse daqui é o tipo de acidente que acontece quando o sistema inteiro opera sem folga. O Qu declarou que vai levar de três a 4 meses para retomar a produção total. No Iraque, mais de 1 milhão de barris por dia pode ter sofrido danos nos reservatórios abaixo da superfície. danos que podem ser permanentes. O Eric Notal, que é um grande e respeitadíssimo especialista do mercado de energia, disse numa entrevista que o mercado tá cometendo um erro grave, que é achar que quando o estreito reabrir, o petróleo volta para 60 e tudo normaliza. In the next weeks, we will take global inventories down to multiyear low levels because we've lost so much production. And I think that is resetting the floor for >> Segundo ele, isso não vai acontecer. A capacidade ociosa da UPEP, aquela produção que poderia ser ligada rapidamente para compensar a crise, ela tava em grande parte atrás do estreito. E no futuro o estreito pode ser fechado de novo com um drone de 30.000. O mundo do petróleo depois dessa guerra não vai ser o mesmo mundo de antes. A gente pode ver um prêmio de risco permanente de 10 a 20 por barril embutido no preço, simplesmente porque o mercado agora sabe que o estreito pode ser fechado. E se o estreito continuar fechado por mais tempo, o preço pode ir muito além de $. Historicamente, quando o gasto global com petróleo chega a 5.5% do PIB mundial, a demanda começa a ser destruída. E na conta de hoje, isso equivale a um barril de 177. E no dia 31 de março, Wall Street Journal publicou que o presidente Trump disse pros assessores que tá disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo com estreito ainda fechado. Ou seja, é um cenário real em que a guerra acaba e o estreito continua sob controle do Irã. E se isso acontecer, a gente não vai estar falando de semanas de petróleo caro, a gente vai estar falando de meses, talvez anos. E foi exatamente isso que o COPOM viu. E agora você entende porque que o Banco Central cortou só 0,25 em vez de 0.5 na última reunião da CELIC. Não foi uma falta de vontade, sabe? O problema é que essa inflação que tá chegando não é inflação que o Banco Central consegue combater. Quando a inflação sobe, porque as pessoas estão consumindo demais, o BC sobe os juros, aí esfria o consumo e resolve. Só que quando a inflação sobe porque o produto sumiu do mercado, porque o estreito fechou, porque as refinaras foram destruídas, porque o diesel tá escasso, subjuros não resolve, o produto continua faltando. Subjuros num choque de oferta é como você tomar um remédio para dor de cabeça quando você tá com o braço quebrado. Não é que o remédio tá errado, é que o diagnóstico tá errado. E o Banco Central sabe disso, mas ele também sabe que se baixar os juros no momento desse, o mercado interpreta como um descuido. câmbio piora, a inflação de expectativa sobe e a situação fica ainda mais difícil de controlar. Acaba que é uma armadilha e o Brasil tá preso nela. O problema é que não é só o Brasil. Nas semanas seguintes, ao começo do conflito, os bancos centrais do mundo inteiro começaram a travar. O Banco Central Europeu suspendeu o ciclo de cortes. O Federal Reserve americano manteve os juros paraa segunda reunião consecutiva e o Jerome Powell disse publicamente que a guerra no Irã é o principal complicador. O que antes parecia certo, que era uma era de juros caindo no mundo todo, já não é mais tão certo assim. O BTG Pactual simulou o que acontece com a economia brasileira, dependendo de onde o preço do barril de petróleo se estabilizar. E os números são esses daí com branch $80, o IPSCA de 2026, que é a inflação, vai para 4.7. Com o branch $90, o IPCA vai para 5. E com o branch $, que é mais ou menos o que a gente tá vendo hoje, o IPCA vai para 5.4. Você entender o que esses números significam? A meta de inflação do Banco Central é de 3%. O teto, que é o máximo que o BC aceita antes de considerar que perdeu o controle, é 4.5. e com o barril a $, a inflação brasileira vai estourar o teto e não estoura por pouco não. O Boletim Focus, que é a pesquisa semanal do Banco Central, com mais de 100 economistas do mercado, já tá mostrando isso. A projeção de inflação pro fim de 2026 subiu pelo terceiro mês seguido e já tá em 4,31%. Faltam 19 centés para estourar o teto e o barril de petróleo continua acima de $. E os juros longos, que são aqueles que refletem o que o mercado espera para taxa de juros dos próximos anos, eles dispararam. O dei futuro para janeiro 2029 saiu de 12.73 para 14.09 no mês. São 136 pontos base de aumento. A curva inteira de juros futuros passou a negociar acima de 14%. E quando essa taxa sobe desse jeito, significa que quem tinha títulos pré-fixados na carteira viu o valor derreter. Significa que o governo vai pagar mais caro para se financiar. Significa que o crédito paraa empresa e paraa família fica ainda mais caro. O financiamento do carro, a parcela do apartamento, o limite do cartão. Os juros vão ficar mais altos por muito mais tempo do que qualquer pessoa imaginava em janeiro. A guerra não chegou no Brasil com bombas, então chegou com os preços. E aí ela chegou através de uma cadeia que a maioria das pessoas não tá enxergando, mas que conecta o state ormo diretamente ao que você come, ao que tá na sua mesa ali da refeição. O primeiro elo dessa cadeia é o diesel. O Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e um dos maiores exportadores. Mas por mais contraditório que pareça, o Brasil importa entre 25 e 30% de todo o diesel que a gente consome. A gente não é completamente soberano, a gente não tem capacidade de refino suficiente para abastecer o país sozinho. Essa importação, ela é feita por empresas privadas e elas só importam diesel se elas conseguirem revender no mercado interno com margem. Se o preço interno for menor do que o custo de trazer o diesel de fora, eles param. E é exatamente isso que tá acontecendo. Quando a guerra começou e o barril foi para mais de $, a Petrobras deu uma seguradinha no preço. Enquanto o diesel no mercado internacional só de R$ 5 o litro, a Petrobras continuava vendendo para as distribuidoras a R$ 3,27. Essa defasagem chegou então a 85%. A Petrobras estava vendendo diesel quase pela metade do que custaria para importar. E aí, em março, a Petrobras reajustou, mas só 38 centavos. Foi o primeiro aumento em mais de 400 dias. E mesmo depois desse reajuste, a defasagem ainda estava em 74%. O governo tentou ajudar, ele zerou os impostos federais sobre o diesel, criou um subsídio direto de 32 centavos por litro pros importadores. Então, no total teve uma intervenção de 64 por litro. Só que a indústria calcula que a defasagem real exige pelo menos R$ 1,20 de alívio. O pacote do governo ele cobre metade disso. E aí os importadores fizeram a conta e eles pararam de importar. Não tem como comprar diesel a R$ 5,36 lá fora e vender por menos aqui dentro. A NP, que é a agência que regula o setor, emitiu um alerta de risco excepcional de abastecimento. Em algumas regiões do Brasil começou a faltar diesel. E aqui tá o dilema que o Brasil tá enfrentando agora e que não tem resposta fácil. Se a Petrobras repassar o preço internacional pro consumidor, o diesel vai para R 8 a R$ 9. O frete vai disparar, os alimentos disparam, a inflação vai explodir e quem vai pagar conta é o trabalhador, é você. Mas se a Petrobras segura o preço, o importador para de importar e o diesel simplesmente some dos postos. Em qualquer cenário o brasileiro vai pagar. Num cenário ele paga mais caro, no outro ele não encontra o produto e o diesel seria problema suficiente sozinho, mas ele é só o primeiro elo da cadeia, porque o mesmo estreito que carrega petróleo também carrega outra coisa que o Brasil não consegue viver sem. Adivinha só? São os fertilizantes. Você provavelmente já sabe que o agronegócio é um dos maiores orgulhos do Brasil. A gente é uma das maiores potências agrícolas do mundo. A gente exporta soja, milho, carne, café, suco de laranja. Só que o agronegócio brasileiro tem um calcanhar de Aquiles que ninguém conhece. O Brasil importa 85% de todos os fertilizantes que a gente usa. A gente é o maior importador de fertilizante do planeta. E em nitrogênio, que é o nutriente mais importante para quase todas as culturas, a gente importa 95%. Boa parte desses fertilizantes, especialmente os nitrogenados, derivados de gás natural, ou é produzida no Golfo Pérsico, ou passa pela estreito de ormoço. E quando o estreito fechou, essa cadeia foi cortada. O preço da ureia, que é o principal fertilizante nitrogenado usado no Brasil, ele é presente em quase tudo, soja, milho, cana, arroz, trigo e ele disparou. O preço futuro da ureia subiu quase 65% só em março. E aí entregue no Brasil, a tonelada já passou de 700, alta de quase 90% no ano. O milho é onde esse impacto é um dos mais violentos. Por exemplo, o milho, ele é a cultura que mais consome nitrogênio do mundo. Ele precisa de 150 a 180 libras por acre contra 60 a 100 do trigo. E com aureia nesse patamar, o custo de plantar milho disparou e ao mesmo tempo o petróleo caro puxa o preço do milho para cima pelo lado da demanda. Nos Estados Unidos, 40% de todo o milho produzido vai pro etanol e quando o petróleo sobe, o etanol fica mais competitivo. A demanda por milho sobe junto e o teto de preço do milho sobe também. O barril a 120, o milho pode ir a quase $ o bichel antes que a demanda por etanol cair. E com o barril a 150 o teto sobe para mais de 10.50. Isso é mais que dobrar em relação ao preço antes da guerra. E o mesmo evento que causa o choque no fertilizante, que é o estreito fechado, é o evento que puxa o teto de preço para cima. Então os dois vão meio que se reforçando e é por isso que essa cascata é tão perigosa. E como se não bastasse o estreito fechado, a Rússia, que é o maior fornecedor de fertilizante do Brasil, responsável por quase 26% de tudo que a gente importa, anunciou no fim de março a suspensão das exportações de nitrato de amônio por um mês. O principal fornecedor fechou a torneira. O estreito de Ormúcio tá fechado de um lado, a Rússia tá fechando as exportações do outro. O agricultor brasileiro tá espremido. A gente vê vários negócios passando por problema. A gente vê Banco do Brasil sofrendo balanço porque agricultor já tá com problema de pagamento. A gente tem dívidas crescendo. A gente tem RJs no Brasil, a gente tem a taxa de uros alta por mais tempo, fazendo com que quem tem dinheiro e emprestado tenha mais problemas. A relação de troca no campo já piorou de forma brutal. Então, antes da guerra, um produtor de soja precisava de 28 a 32 sacas para comprar uma tonelada de ureia. Agora preciso de 35 a 40. Para quem planta em terra arrendada, a conta já não fecha. Por exemplo, a margem ficou negativa, né? Não em todos os casos, mas em muitos casos. Esse custo ele não fica na fazenda. Pensa assim, o agricultor ele compra ureia para plantar. Se a ureia quase dobrou de preço, o custo de plantar subiu junto, especialmente para quem não fez red. Esse custo vai pro preço do produto na saída da fazenda, que vai pro atacado, que vai pra indústria, que vai pro supermercado, que vai pro seu bolso. E então você não vai ver escrito na prateleira que essa saca de arroz ficou mais cara por causa do stature mouso. Mas é exatamente isso que tá acontecendo. E a cascata não para nos grãos, ela chega num produto que pouquíssimas pessoas estão conectando com a guerra, que é o açúcar. O Brasil é responsável por 40% de todas as exportações de açúcar do mundo. E a nossa produção de açúcar tá diretamente ligada ao preço do petróleo. Por quê? Porque as usinas brasileiras escolhem a cada safra quanto da cana vai virar açúcar e quanto vai virar etanol. Essa decisão depende de uma conta simples. O que paga mais. Com o petróleo a $0 o etanol não era tão atrativo. As usinas mandavam mais cana pro açúcar. Mas com o petróleo acima de $ a gasolina fica cara, o etanol fica competitivo e as usinas fazem o oposto. Elas desviam a cana pro etanol. E se o barril for a $50, a economia muda completamente. As usinas brasileiras desviariam entre 55 e 60% da cana pro etanol, tirando entre 10 e 15 milhões de toneladas de açúcar do mercado global de exportação. E isso numa commodity onde o Brasil é 40% do fornecimento mundial. Ou seja, o petróleo caro não só encarece o diesel e o fertilizante, ele muda a equação do açúcar no Brasil e aí o mundo inteiro sente. Tem um dado que mostra o tamanho do que ainda tá por vir. Uma empresa de inteligência artificial chamada Hios publicou uma projeção dizendo que se o estreito continuar fechado, os preços globais de alimentos podem subir entre 12 e 18% até o final de 2026. E a correlação histórica confirma isso daqui. Não é a primeira vez que um choque de petróleo puxa os alimentos junto. Olha esse gráfico. Ele mostra o preço do petróleo e o índice global de alimentos lado a lado. Em 2022, quando o petróleo disparou por causa da guerra da Ucrânia, o índice de alimentos foi junto, ele bateu o maior nível da história. Agora o petróleo disparou de novo e o índice de alimentos ainda não reagiu com tudo que pode. Só que historicamente ele sempre reage. Diesel mais caro, fertilizante mais caro, frete mais caro, alimento mais caro. Cada elo vai puxando próximo e a conta final chega no mesmo lugar de sempre, no bolso de quem vai no mercado. Agora, isso significa que a gente tá ferrado? Em parte, depende da forma como você vai agir daqui pra frente. Esse gráfico mostra o que acontece com a inflação e com o PIB de cada país quando o petróleo sobe 10%. A maioria dos países tá no lado esquerdo, que é o lado negativo. Isso significa que quando o petróleo sobe, a economia deles encolhe e a inflação dispara ao mesmo tempo. Reino Unido, zona do euro, Estados Unidos, Turquia, todos no pior cenário possível, né, que os economistas chamam de estag inflação. Agora, olha onde tá o Brasil. Ele tá no lado direito, positivo no eixo do PIB. O Brasil é exportador líquido de energia. Quando o petróleo sobe, o país como um todo se beneficia. mais receita de exportação, balança comercial melhor, mais royalties entrando no governo. E aí o BTG calculou que com o branch a $ o superavit comercial brasileiro aumenta em 20 bilhões de dólares e o resultado fiscal do governo melhora em quase R bilhões deais. Só que isso não protege você, não protege o caminhoneiro do preço do diesel, não protege quem vai no supermercado, não protege quem tem um financiamento atrelado da Selic. E o Brasil como país ganha com o petróleo mais caro. Só que o brasileiro como consumidor paga a conta do mesmo jeito. Produzir petróleo não imuniza a gente da inflação do próprio petróleo. E a história mostra pra gente que quando o petróleo fica acima de $ por tempo suficiente, uma coisa sempre acontece, que é a reção. Olha esse gráfico. Cada área cinza é uma reção americana e os picos no preço do petróleo estão marcados. 1973, embargo árabe, recessão. 1979, revolução iraniana, recessão. 1990, Iraque invade o Kuwait, recessão. 2008, crise financeira global, recessão. Toda vez que o petróleo disparou de forma abrupta, uma recessão veio em seguida e agora o petróleo disparou mais uma vez. E a pergunta é: será que dessa vez vai ser diferente? Talvez. Ninguém sabe, mas a história não tá do lado de quem acredita nisso. E se a recessão vier e a história diz que ela provavelmente vem, ela vai dividir as pessoas em dois grupos. O primeiro grupo é o das pessoas que não fizeram nada, que assistiram os preços subirem, que viram o dinheiro encolher mês após mês, que sentiram o crédito mais caro, a parcela mais pesada, o supermercado mais difícil e quando a reção chegar elas vão ser pegas no pior momento possível, sem proteção, sem posição, sem entender o que aconteceu. O segundo grupo é o das pessoas que entenderam o que estava acontecendo e se posicionaram do lado certo. Tem toda a crise da história sem exceção, enquanto a maioria sofre com os efeitos. Tem um grupo de pessoas que não só se protege, mas multiplica o patrimônio. Não porque tiveram sorte, mas porque entenderam antes da maioria para onde o dinheiro tava indo. Agora, para entender onde tá a oportunidade, você precisa entender uma coisa sobre como as crises se espalham nos mercados. Quando uma crise como essa acontece, o mercado não precifica tudo de uma vez, ele precifica em cascata. Do mesmo jeito que os preços sobem em cascata na economia real. O petróleo foi o primeiro a se mover. Aí o barril saiu de 60 para mais de 100$ em semanas. Esse preço já andou. Os combustíveis refinados vieram logo depois. Querosene de aviação dobrou de preço, diesel subiu quase 100%, esse preço também já andou. Os fertilizantes eles estão se movendo agora. A ureia subiu 65% em março. Esse preço tá andando. Só que os alimentos, que são o destino final de toda essa cadeia, ainda não se moveram com tudo que podem. O índice global de alimentos ainda tá abaixo do pico de 2022. A cascata tá em andamento e cada elo precifica num tempo diferente. Isso daqui vai criar oportunidades muito claras para quem entende o que tá acontecendo. E a mais óbvia delas e a que já tá dando dinheiro são as petrolíferas brasileiras. Petrobras, BRI, Brava Energia, Petro Recôncavo, empresas que produzem petróleo aqui no Brasil e vendem dólares no mercado internacional. Quando o barril sobe, a receita delas explode em dólares, enquanto os custos continuam em reais. A XP fez um estudo calculando o que é chamado no mercado de FCFE IT, que é basicamente quanto de caixa livre essas empresas geram em relação ao valor delas na bolsa, ou seja, quanto dinheiro sobra no bolso da empresa depois de pagar tudo por cada real que você investiu. E com barril a $0, que era o patamar antes da guerra, ail gerava um retorno de caixa de 14% ao ano. A brava 6.6%, a Recôncavo 7.3 e a Petrobras 3.8. Agora coloca o barril a $ que é onde a gente tá hoje. A vai para 34.6. A Brava 35.4, Recôncavo 32.3 e a Petro 20.9. E para você ter noção do que isso significa, com barril a $1, a Brava e a Prixa num ano do que 1/3 do próprio valor de mercado delas. É como se uma empresa que vale R$ 100 tivesse gerando R$ 35 de caixa por ano. E é por isso que essas empresas já tiveram retornos absurdos desde o começo do ano. A Brava Energia subiu 20, Petro Recôncavo subiu 25, a Petrobras 62 e a Pri. E tudo isso em menos de 3 meses. Agora tem um ponto importante aqui. Esse benefício é real, os números são reais. As empresas estão de fato gerando caixa numa velocidade absurda, mas ele depende do preço do barril. Se a guerra der sinais de que vai acabar, se o estreito começar a reabrir, o barril não vai ficar em $. Ele vai ficar abaixo disso. E quando isso acontecer, esses números mudam. A oportunidade existe, mas exige que você saiba exatamente o que você tá comprando, por você tá comprando e quando vai ser a hora de vender. E não só as petrolíferas que se beneficiam desse cenário. Para quem tem dinheiro em renda fixa, tesouro direto, CDB de banco sólido, LC, LCA, esse cenário é extremamente favorável. Antes da guerra, com a expectativa de queda forte da Selic, a renda fixa ia perder atratividade muito rápido. Agora, com juros ficando altos por mais tempo, você consegue travar taxas que pareciam impossíveis alguns anos atrás. As taxas do Tesouro Direto bateram um recorde em março de 26, tem título e PC a mais, tá pagando juro real acima de 7%, prefixado longo acima de 14. Então para quem sabe o que tá fazendo, isso aqui é uma janela muito rara, mas esse é exatamente o ponto, saber o que tá fazendo, porque o cenário é complexo. As petrolíferas são uma oportunidade, mas são pontuais e dependem da guerra. Renda fixa é uma proteção, mas exige entender quais títulos, quais prazos fazem sentido para cada cenário. E existem outros ativos que a maioria das pessoas nem tá olhando, mas que podem se beneficiar dessa crise de formas que ainda não foram precificadas pelo mercado. E de nada adianta ter o mapa certo, você não sabe executar. Exatamente aí que entra a F Class. Então eu quero falar sobre ela rapidinho antes de eu trazer o complemento aqui do vídeo. Algumas semanas antes da guerra começar, os analistas da FCLS já tinham publicado um relatório recomendando a compra de Pri a maior produtora independente de petróleo do Brasil. Quando a recomendação saiu, a ação estava na casa dos R$ 40 e desde essa recomendação, o Pribiu mais de 70%. Enquanto todo mundo ainda tava tentando entender o que estava acontecendo com a guerra, os assinantes da Fincl já estavam posicionados. E a PR, ela é só um exemplo. A carteira da Fclass tem posições em renda fixa, em ações e outros ativos que estão calibrados para esse exato cenário. Por exemplo, o ouro. Olha o que aconteceu com o preço do ouro. E olha quando a Finclass colocou ouro na nossa carteira recomendada. Também era um ativo anticrise num timing ideal. Então, juros altos por mais tempo, inflação pressionando e oportunidades específicas em setores que se beneficiam do petróleo caro são eh cruciais de você identificar para que você possa ganhar dinheiro. Desde que a carteira foi aberta ao público em 2022, de 123 recomendações feitas, 100 foram positivas com retorno médio de 29.7 e as negativas tiveram perda média de 17.5. Então foi uma taxa de acerto de 81%. E o histórico mostra exatamente o tipo de assimetria que você quer ter num momento como esse. Quando acerta, ganha mais do que perde quando erra. E sim, a Pri ainda é uma recomendação da Finclass. Ela ainda faz parte da carteira de recomendações dos nossos analistas, mas a qualquer momento, dependendo do que acontecer com o preço do barril de petróleo ou com a guerra, ela pode sair da carteira. E é por isso que você precisa ter acesso às nossas recomendações, porque de nada adianta você comprar ações de empresas petrolíferas esperando ganhar dinheiro com toda essa guerra, se você não sabe absolutamente nada sobre empresa e mal entende sobre o segmento de petróleo na nossa bolsa. Você não vai saber o preço teto de compra dessas ações, não vai saber a hora certa de vender, não vai saber quais outras empresas podem se beneficiar na nossa taxa de juros alta por mais tempo. E é por isso que você deveria fazer parte da Finclass. Além da carteira, você tem acesso a mais de 80 cursos, desde o básico até a análise macroeconômica avançada e a lives semanais com time e analistas, onde o cenário é atualizado e as posições são revisadas em tempo real. E pra sua sorte, o timing não poderia ser melhor também. No dia 23 de abril, a Finclass completa 5 anos e para comemorar durante 24 horas. E só 24 horas, você vai poder assinar o plano anual com 50% de desconto. E quem aproveitou o aniversário ainda recebe alguns bônus exclusivos, incluindo a versão digital do meu livro Arca antes de chegar em qualquer livraria em três meses de duo gourmet, que é um aplicativo que te ajuda a economizar em restaurantes para você investir mais. Essa condição só existe uma vez por ano, dia 23 de abril, 24 horas e depois disso o preço volta ao normal. clica no link da descrição ou escane o QR code que tá aparecendo na tela para entrar na lista de espera e garantir o desconto quando ele abrir. Eu disse no começo desse vídeo que o Banco Central cortou juros pela metade do que o mercado esperava e que o comunicado tava cheio de incertezas. E agora você sabe o porquê. O estreito fechou, petróleo subiu, o diesel subiu, fertilizante subiu, a comida vai subir, os juros vão ficar altos por mais tempo e a inflação já tá a caminho. Você não escolheu essa guerra, o Brasil não escolheu essa guerra, mas ela chegou até aqui do mesmo jeito. E agora a pergunta que fica é simples. Você vai assistir os preços subirem e sentir o dinheiro encolhendo seu bolso mês após mês, sem entender muito bem o porquê, ou você vai fazer o que os melhores investidores fazem quando o cenário muda, entendeu o que tá acontecendo e se posicionar do lado certo, que enquanto o mundo paga mais caro pelo petróleo, existe quem lucra com cada barril que sobe. Enquanto a inflação corrói o dinheiro parado, existem ativos que crescem exatamente com que fez os preços subirem. O mundo mudou no dia 28 de fevereiro e a pergunta é: a sua carteira já sabe disso?