Bruno Perini - Você MAIS Rico Video Analysis

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YouTube URL

https://www.youtube.com/watch?v=qUMKAf0FXYk

Status

Analyzed

Requested On

December 30, 2025 at 11:27 AM

Overall Performance

+9.81%

Recommendations

BBAS3 SELL
"é sinal de pânico, que é hora de vender."
Context: “E aí para alguns, é sinal de pânico, que é hora de vender.”
Price on publish date: R$21.98
Last day closing price: R$20.58 (Jul 11, 2026)
Profit/Loss: +R$1.40 (+6.37%)
ITUB4 BUY
"Para quem é mais conservador, a escolha mais óbvia seria o Itaú"
Context: “De modo que a gente pode pensar da seguinte forma, né? Para quem é mais conservador, a escolha mais óbvia seria o Itaú, por exemplo...”
Price on publish date: R$35.76
Last day closing price: R$42.59 (Jul 10, 2026)
Profit/Loss: +R$6.83 (+19.10%)
BBAS3 BUY
"para esse pessoal que tolera mais risco pode vir a ser uma oportunidade"
Context: “Já para quem tolera mais risco, mais volatilidade... para esse pessoal que tolera mais risco pode vir a ser uma oportunidade...”
Price on publish date: R$21.98
Last day closing price: R$20.58 (Jul 11, 2026)
Profit/Loss: R$-1.40 (-6.37%)

Full Transcript

As ações do Banco do Brasil entraram em queda livre desde a divulgação do último resultado. Elas já caíram, mais de 27%, como você pode ver aqui nesse gráfico. E aí para alguns, é sinal de pânico, que é hora de vender. Para outros uma possível oportunidade, talvez oportunidade até de ouro. E é sobre isso que eu vou falar nesse vídeo, né? Vou te contar o que aconteceu com esse banco, pegando os três principais motivos que levaram essa queda e no final da minha opinião, se há uma oportunidade ou não. E para entender o motivo dessa queda, o principal é primeiro olhar pro resultado que o banco entregou. E o número que mais chamou atenção foi o lucro líquido, que veio bem abaixo do esperado. Como você pode ver nessa manchete, o balanço trouxe 7.37 bilhões de resultado no primeiro trimestre, mas a expectativa era de 9.32. E aí vem a pergunta que todo investidor deve estar se fazendo, né? Mas o que aconteceu com o banco para derrubar tanto assim o lucro? Na verdade não foi uma única coisa, foram três que juntos acabaram criando essa tempestade perfeita que derrubou as ações de Banco do Brasil. O principal motivo foi uma mudança contábil com a entrada em vigor da resolução do Banco Central número 4966. Basicamente o que essa norma traz é uma forma mais próxima do padrão internacional, o IFRS9, que obriga os bancos a mudarem, pelo menos no caso do Banco do Brasil, que não tinha feito esse trabalho ainda, as contas do que a gente chama de PDD, as provisões para devedores duvidosos, que é basicamente um dinheiro que o banco separa esperando que parte daquilo que ele emprestou não volte, ou seja, que ele tome calotes. Antes da nova regra, a perda só começava a ser contabilizada a partir do momento que o cliente de fato atrasava o pagamento. Era o chamado modelo da perda incorrida. Com essa resolução do Banco Central, a gente muda pro modelo da perda esperada, onde o banco já tem que começar a aprovisionar recursos a partir do momento que ele concede o crédito, ainda que o tomador do crédito, aquela pessoa que tomou o empréstimo, esteja em dia. E se antes o risco nesse PDD era classificado como aa até H, agora nós temos a classificação em três estágios. No estágio um, o cliente tá em dia sem sinais de risco. Mesmo assim, o banco ele tem que provisionar a perda esperada para os próximos 12 meses. No estágio dois, o cliente tá em dia, mas com o aumento do risco do calote, o banco vê, por exemplo, que a renda do cliente diminuiu ou atrasa em outras dívidas que ele tem. Nesse caso, o banco precisa provisionar todo o estoque daquele crédito. E o estágio três é quando o cliente tá de fato inadimplente ou com alta probabilidade de calote. E aí, nesse caso, a provisão é praticamente total, com o banco assumindo que provavelmente não vai receber o dinheiro de volta. E aí, como você pode ver nesse gráfico, essa mudança afetou bastante o Banco do Brasil, que teve que aumentar muito o seu volume de provisões. E aí pode vir a pergunta: "Pô, mas o Itaú, o Bradesco, né, outros grandes bancos não foram afetados por isso?" Foram, mas a questão é que esses bancos já estavam no modelo de transição, sendo menos afetados em comparação ao Banco do Brasil, que deixou para fazer isso basicamente nesse trimestre. E com isso o efeito no Banco do Brasil foi duplo, né? Porque além de derrubar o lucro, esse aumento nas provisões também diminuiu o valor dos ativos do banco e o patrimônio líquido, implicando diretamente numa redução do índice de basileia, que mede o quanto do dinheiro que o banco empresta, é de fato dele. E aí, com esse índice reduzido, como é o mínimo definido pelo Banco Central, o banco passa a ter menos espaço para aumentar sua carteira de crédito pra frente, o que, por sua vez, pode vir a afetar o resultado no futuro. Esse dos três motivos foi o BAC mais relevante. Agora vamos para os outros dois. O segundo é a questão da inadimplência no setor do agro, vista anteriormente como uma grande força pro Banco do Brasil, porque ele domina o crédito nessa área. Porém, por conta inadimplência no setor, o banco teve que aumentar o seu PDD. Vejam que ele saiu de 3 bilhões para casa de 5.2 bilhões no trimestre, que é quase metade da perda esperada de 10.9 bilhões da carteira inteira. O índice de NPL, que mede a quantidade de empréstimo em atraso, ele também subiu, foi de 3.3 para 3.9. E o maior responsável por isso foi a nadimplência do agro, que saiu de 2.45 para 3.04, como você pode ver aqui na tela. E aí com isso, o PDD do Banco do Brasil ele aumentou quase 20%, alcançando é a cifra de 10.2 bilhões. E aqui vale a pena abrir um parêntese importante, porque o Banco do Brasil historicamente é um grande financiador do agronegócio no Brasil e como eu disse anteriormente, isso representou uma força pro banco, uma vez que o agro ele tem puxado o PIB do Brasil nas costas já há algum tempo. Se você vai e decompõe o PIB, você vê que o que puxa para cima é basicamente o agro. O restante tá todo mundo meio travado. No entanto, isso que historicamente é uma vantagem competitiva acabou sendo demérito pro resultado. Se a gente pega o ano de 2024, em que o Brasil enfrentou condições climáticas adversas, teve o fenômeno do Elninho, né, que é aquele aquecimento das águas do Pacífico, mas por isso você teve mais chuva em certas áreas, seca nas outras. E o resultado na safra é que a nossa produção caiu 7.2% em 2024. Se você pega o PIB da cadeia de soja, ele caiu cerca de 5%, mas já tem gente colocando estimativas de melhora para 2025. E por conta disso, vários produtores rurais, principalmente os pequenos, acabaram enfrentando problemas para pagar suas dívidas. Quem investe em Fiagro talvez já tenha visto um pouco disso na prática, né, doendo no bolso, mas se a gente pega número de recuperações judiciais, como você pode ver na tela, ela subiram 138% no ano passado. E vale dizer, como a gente viu eventos climáticos adversos também num passado recente, né, pega lá chuvas no sul do Brasil, em coisa de 2 anos, teve cidade que alagou duas vezes, algumas até três vezes. Então, em 2024, a nadimplência já tinha subido, ela saiu de 1.19 para 2.45. Só que aí o banco ele usou o chamado índice de cobertura, que é uma espécie de reserva financeira para esse tipo de coisa. Mas essa reserva também caiu, saindo de 198, como você vê aqui em junho de 2024 para 134,5 em dezembro de 24. E aí veio 2025, a nadimplace ainda subindo, de modo que o banco, que já tinha feito aquelas provisões por mudança contábel teve que provisionar mais dinheiro de uma vez para amortecer impacto nessa deimplência. E aí você pode perguntar novamente: "Pô, mas o Itaú, o Bradesco, o Santander não foram afetados por isso?" Aí eu lembro que eu já disse, né? O banco que tem maior exposição ao agro é justamente o Banco do Brasil. Então, assim como na mudança contábil, todos foram afetados, mas o Banco do Brasil foi mais. Na inadimplência do agro, muita gente foi afetada, mas o Banco do Brasil acabou sendo mais afetado. E para chegar no terceiro motivo da tempestade perfeita, a gente tem a alta da CELIC, que acabou comprimindo a margem financeira do banco. E talvez isso aqui cause surpresa a certas pessoas, né? Porque pensa, cara, mas banco ganha dinheiro com juro caindo ou subindo? E é verdade, né? Mas depende de como ele capta esse dinheiro e como ele empresta esse dinheiro. A gente pode falar que basicamente o banco ele fica tomando o dinheiro de quem tem dos investidores através, por exemplo, da poupança. Aí são investidores entre aspas, né? Mas quando oferece um CDB, quando você deixa simplesmente em conta bancária e ele pega esse dinheiro e empresta a taxas mais altas do que ele remunera o capital daquele pessoal que deixou dinheiro no banco. Então isso é o coração da margem financeira, né? A gente pode falar que o banco ele é um atravessadora, ele pega por um preço e se empresta mais alto. Logicamente um banco como o Banco do Brasil, que é gigantesco, ele tem muito mais fonte de receita, mas o principal negócio de um banco costuma estar ligado a essa área de concessão de crédito. E dentro dessa questão da margem financeira, um conceito fundamental que você provavelmente ouviu falar é do spread bancário, né? Muita gente comenta que o spread bancário aqui no Brasil é muito alto. O banco ele toma por uma taxa, empresta por uma taxa bem maior. E esse spread é basicamente o ganho bruto do banco nessa operação. Quanto maior o spread, mais dinheiro o banco ganha. Contudo, quando você tem um aumento da CELIC, isso acaba influenciando o banco, porque para aqueles clientes que deixam dinheiro até na poupança, como a CELIC é acima de 8,5%, a poupança passa a render mais, pega lá aquele 05,5% ao ano, mais até R. No CDB, se você deixa lá 100% do CDI, quando a CELIC sai de 10 para 14.75, então o banco tá pagando mais também no dinheiro que ele está pegando, emprestado de você. E na hora de emprestar esse dinheiro, ele tem que ser bem-sucedido e emprestar juros mais altos. No entanto, se o banco tiver muitas operações feitas a juros pré-fixados, perceba que ele está gastando mais para captar enquanto travou a rentabilidade que ele tem sobre os empréstimos concedidos. E por conta disso que nós vimos no Banco do Brasil foi o efeito de uma margem financeira bruta que caiu 7.2% da comparação anual, fechando o trimestre em 23.9 bilhões, como você pode ver aqui na tela nessa última barra do primeiro trimestre de 25. E aí pode vir a pergunta, né, pô Bruno, e o governo, que é um governo que tem mais ingerência sobre empresas estatais, ele teve algum papel nessa queda do lucro do Banco do Brasil agora? E surpreendentemente para muita gente que esperava que o governo tivesse envolvido com isso, não. Até agora a gente não pode falar que o governo teve participação direta nesse resultado. A mudança contábel não depende dele. Alta da SELIC até depende, né? Mas a medida ortodoxa para se combater uma inflação mais alta é subir realmente os juros. E quanto a questão do agronegócio, o banco é historicamente um grande financiador do agro, porém a gente tem que ficar ainda com alerta ligado, porque o Banco do Brasil tem sido dos maiores emissores daquela nova modalidade de crédito chamada de consignado privado. Então, antigamente quem podia pregar crédito consignado era o funcionário público, que já teria descontado no seu contra-cheque diretamente a parcela com uma chance menor de inadimplência. Agora, o governo Lula criou esse consignado privado porque ele quer mais crédito na economia, planejando uma atuação muito forte dos bancos públicos. Se a gente pega os bancos públicos, né, que vão estar à frente disso, principalmente Caixa Econômica e Banco do Brasil, sendo que a Caixa não é listada, o Banco do Brasil é, de modo que a gente pode ver efeitos de inadimplência maior no futuro, dependendo de como vai funcionar esse consignado privado, o que não tá muito claro ainda, né? Uma coisa nova. E aí fica a grande pergunta antes de chegar no final desse vídeo, que é: "Tá, mas diante de tudo que foi exposto, Banco do Brasil é uma value trap?" ou seja, tá barato, mas é armadilha ou é uma oportunidade? Já vou responder isso, mas antes eu vou lembrar do seguinte, pessoal. No final de julho, nós lançaremos mais uma turma do Viv de Renda Crypto, um curso 100% focado em criptomoedas, ministrado pelo Felipe Santanda, Paradigma Education. Vários de vocês conhecem ele por aparecer aqui no canal ou no podcast, os sócios. Então, para você quer entender profundamente esse mundo crirypto, que como eu já disse várias vezes, né? Quem me acompanha no Instagram sabe que eu tenho uma boa exposição nesse mundo. Ele deve ser o responsável pelas maiores fortunas dos próximos anos, mas também alguns dos maiores prejuízos. Depende como a pessoa se posiciona. Fica o convite para que você possa conhecer esse curso. Ele ótimo, tá indo paraa sua oitava turma com o professor que, na minha opinião, dos caras que mais entende criptomoedas no Brasil. Então, para quem tiver interesse em se aprofundar nesse mundo, link aqui na descrição. Agora, indo para essa questão se é oportunidade ou não. Bom, como tudo na vida, você tem lados positivos e negativos, né? Do lado positivo, eu destaco que a provisão já foi feita. Então essa regra contábil veio toda de uma vez, mas agora já não vai tá aparecendo não nessa magnitude nos próximos trimestres. Se a gente pega o agro, a previsão para esse ano é que 2025 seja melhor do que foi 2024. Pegando inclusive o primeiro trimestre, ele foi bem positivo, né? Com avanço de 12.2%. E aí pegando o último fator que eu comentei aqui, que é a margem financeira, esse desafio continua existindo de certa forma, porque se a gente pega previsão para ser no final do ano, ela deve se manter alta em 14.75. Nessa terminal para esse ano segundo boletim Focus. Então, parece que o aumento já veio e dependendo, talvez a gente veja até a CELIC cair, diminuindo o custo da captação do Banco do Brasil. Por outro lado, tem que ver se o banco vai conseguir ser mais eficiente na hora de emprestar esse crédito, tanto para controlar inadimplência quanto para conseguir retornos e margens maiores. E como você não tem só a opção de comprar Banco no Brasil na bolsa, né? Você tem vários bancos aqui no país. Vamos pegar os principais números aqui e colocar na tela comparando o Banco do Brasil com alguns pares, Itaú, Bradesco e coloquei também o Santander. Você pode ver que em termos de preço é inegavelmente o banco mais barato. Então preço lucro lá embaixo de 5.68. Sendo que vamos lembrar que esse lucro ele caiu 20%. Então quando você pega preço o lucro e você torna um denominador menor, né, o resultado da divisão fica mais alto. Além disso, ele é negociado por uma fração do seu valor patrimonial 0.68. você estaria comprando uma nota de 100 por R$ 68, de modo que é muito mais barato você comprar um Banco do Brasil na bolsa do que tentar fazer um do zero, com toda a estrutura que ele tem, os canais, as agências, os profissionais, os produtos já rodando. E aqui em destaque também você pode ver o dividend y build yeld, que é o maior dos grandes bancos. No entanto, vamos lembrar que esse dividend y build y ele tá olhando os últimos 12 meses. Talvez pra frente o pagamento venha a diminuir, justamente porque o lucro foi menor, né? Então pode ser que só afete o payout quanto vai parar na sua conta ou mesmo que ele mantenha o payout, como o valor do lucro é menor, você vai acabar recebendo menos no final. Porém, cabe lembrar também que essa diferença de múltiplos que existe do Banco do Brasil para, por exemplo, Bradesco, Itaú, ela é uma diferença que ela se apresenta em termos históricos. O banco sempre avaliado a múltiplos mais baixos devido à sombra de uma possível ingerência estatal. Bom, mas esse governo tá terminando, mas não sabemos qual será o próximo governo. A gente pode ter reeleição desse governo, essa sombra continua pairando de uma forma mais presente ou ter uma troca de governo, a gente veja que quem tá no poder executivo é menos intervencionista, teria poder até para destravar valor do banco. De modo que a gente pode pensar da seguinte forma, né? Para quem é mais conservador, a escolha mais óbvia seria o Itaú, por exemplo, que é um banco que entrega consistentemente crescimento de lucros, não vai ter essa ingerenência estatal e apesar de ser um banco mais caro, a gente pode ver que ele tem ótimas métricas quanto a crescimento, retorno sobre o capital investido e sobre o seu patrimônio líquido. Já para quem tolera mais risco, mais volatilidade, porque não é porque já caiu 27% que não pode cair mais e não é porque teve um trimestre ruim que o próximo já será um trimestre bom. Quem me acompanha aqui lembra que eu comprei Bradesco lá atrás, sabe que demorou desde que eu comprei para que o banco ele começasse realmente a andar melhor. Então, para esse pessoal que tolera mais risco pode vir a ser uma oportunidade, já que o banco enfrenta sim um cenário negativo, mas boa parte disso já está no preço. E nessas quedas o mercado costuma exagerar, não só nas quedas, né? Exagera tanto no pânico quanto depois uma possível euforia. Mas eu quero saber também a sua opinião. Deixa aqui nos comentários. Banco do Brasil é compra ou você prefere deixar passar? Eu fico por aqui, espero ter te ajudado. Um grande abraço e até a próxima.