KLABIN VS SUZANO | Qual é a MELHOR AÇÃO do SETOR DE CELULOSE para o INVESTIDOR DE LONGO PRAZO?
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https://www.youtube.com/watch?v=zQDlj-Kaiuc
Status
Analyzed
Requested On
May 05, 2026 at 06:00 AM
Overall Performance
-1.47%
Recommendations
SUZB3
BUY
"Até poucas semanas, os outros 15 bancos e corretoras que cobram papel tinham recomendação de compra."
Context: O Bank of America foi na contramão de todo o mercado... Até poucas semanas, os outros 15 bancos e corretoras que cobram papel tinham recomendação de compra.
Price on publish date: R$42.58
Last day closing price: R$41.03
(Jul 10, 2026)
Profit/Loss:
R$-1.55
(-3.64%)
KLBN11
BUY
"Se você tem clabim e o preço caiu para próximo, abaixo do preço teto, aí começa a aparecer a margem de segurança para um aporte dentro da tua estratégia de longo prazo."
Context: Orientação final do vídeo sobre o que fazer: se o preço cair para próximo/abaixo do preço teto, começa a aparecer margem de segurança para aporte.
Price on publish date: R$17.28
Last day closing price: R$17.40
(Jul 10, 2026)
Profit/Loss:
+R$0.12
(+0.69%)
Full Transcript
Nas últimas semanas, a Suzano entrou em leilão na bolsa. As ações caíram 6,4%. O volume negociado foi de R$ 4 bilhões deais, ou seja, quase 15 vezes o normal para um único dia. E o motivo aqui foi um único relatório de um único banco. Agora, a pergunta que todo investidor que tem Suzano na carteira tá se fazendo ou que tava de olho nela é entender se isso foi um exagero de mercado ou se é sinal de algo muito maior. E aqui eu queria trazer por que a gente acredita que a Clabin tem um perfil mais interessante pro investidor que busca a rede. Eu vou te mostrar o que que os números realmente estão dizendo aqui. Vamos lá. Fala pessoal, tudo bem? Felipe Ruiz aqui. Bom, antes da gente entrar na análise, eu preciso contextualizar um pouco o que que aconteceu, porque eu acho que tem muita gente que tá reagindo a esse movimento sem entender a tese por trás dele. Bom, o Bank of America, um dos maiores bancos de investimento do mundo, rebaixou a Suzano de compra para neutro. E nesse movimento, ela também cortou o preço alvo de R$ 82 para R$ 57, uma redução de Rais de uma atacada só. E o mercado reagiu com leilão, volume absurdo de negociação e uma queda de 6%. O que chama atenção, e esse é o ponto central do vídeo de hoje, é que o Bank of America foi na contramão de todo o mercado. Até poucas semanas, os outros 15 bancos e corretoras que cobram papel tinham recomendação de compra. O consenso médio de preço alvo ainda tava na casa dos R$ 70, mais ou menos. Então, o que que o Bank of America enxergou que os outros ainda não viram? Ou será que eles que estão errados e o mercado tem razão? Bom, antes de entrar no rebaixamento, vale olhar pro que que a Suzano entregou no quarto tri de 2025. Isso porque o resultado em si não foi ruim, foi, eu diria que dentro do esperado, com pontos positivos relevantes. A receita caiu um pouco em relação ao mesmo período do ano anterior, mas cresceu bem em comparação ao trimestre anterior. E o que explica essa queda anual? Não foi uma fraqueza operacional, foi uma combinação de preços pressionados da commodity e um efeito cambial. Os volumes colocados, na verdade, foram superiores. A Suzano vendeu mais celulose, mais papel e mais embalagem. A margem ebítida ficou ali em torno de 42%, o que é um número bastante sólido para uma empresa de capital intensivo do setor de commodities. E o grande destaque aqui foi a linha final do balanço. A Suzano saiu de um prejuízo bilionário no ano anterior para um lucro expressivo em 2025, puxado em boa parte pela variação cambial favorável que acabou aliviando o resultado financeiro. Então assim, dá para ver que a operação entrega, o problema não tá no que aconteceu de fato, ele tá no que o Bank of America tá enxergando que pode acontecer daqui paraa frente. E o principal argumento do banco diz o seguinte, que isso é algo estrutural e não cíclico. Esse é o ponto que mais me chamou atenção nesse relatório do Bank of America. A tese não é sobre a Suzano em si, é sobre uma mudança estrutural no mercado global de celulose. O mercado de commodities, como vocês sabem, ele tem ciclos. Alta, baixa, depois vem alta de novo. Isso é normal e qualquer analista que cobre o setor sabe disso. Mas o argumento do banco é mais pesado. [roncando] Eles estão acreditando que o ciclo atual tá caminhando para um patamar estruturalmente mais baixo de preços. Isso não é só uma simples correção, é uma mudança de patamar de fato. E eles estão elencando alguns fatores concretos para trazer essa visão. O primeiro fator é a China. E esse é, no meu ponto de vista, o mais importante de todos. Só para vocês terem uma ideia, há 5 anos a China produzia cerca de 12,6 milhões de toneladas de celulose por ano. Hoje esse número ele tá em torno de 26 milhões de toneladas, muito impulsionado pela maior disponibilidade de madeira no país. Quer dizer, em termos práticos, a China deixou de ser quase que exclusivamente um comprador para se tornar também um produtor relevante de celulose. E isso, é claro, tem implicação direta na formação de preços globais. Isso porque a demanda chinesa sempre foi o motor do mercado. O segundo fator é a expansão de capacidade na América Latina. O Brasil permanece no centro dessa onda e todo mundo já sabe disso. Alguns projetos em andamento no país estão somando quase 13 milhões de toneladas adicionais de capacidade de fibra curta pros próximos anos. O projeto Sucuriu da ARCO, ele começa a operar no quarto trimestre de 2027. O projeto Natureza da CMPC tá previsto para 2029. Ainda tem a nova planta da Bracel com 2,8 milhões de toneladas de capacidade e todo esse volume vai chegar num contexto de crescimento de demanda mais fraco. Além disso, o Bank of America também aponta sinais mais imediatos de pressão, como, por exemplo, estoques acima da média nos portos chineses, uma baixa rentabilidade dos fabricantes de papel, preços futuros sendo negociados abaixo dos benchmarks e uma retomada de capacidade de grandes players do setor. O próprio banco reduziu a sua projeção pro preço de longo prazo da celulose de 600 por tonelada para 550 por tonelada, com uma possibilidade de ser ainda menor em cenários de estress. Se essa leitura tiver correta, o impacto para Suzano é direto. A empresa tem 75% da sua receita vinda da celulose, sendo uma grande parte dela pra exportação. Ou seja, numa commodity sob pressão de oferta, essa concentração tem um peso gigantesco. Vamos lá. A gente vai entrar um pouco mais nos indicadores, porque aqui é onde a análise do Pedro Gud, do nosso time de research, tem batido muito bem com essa tese que o Bank of America levantou. As ações da Suzano, a SUSB 3, tão sendo negociadas ao múltiplo preço lucro de 5,28 vezes. A relação preço valor patrimonial atual tá em 1,61 vez. A ação registrava uma alta de 11% no ano até meados de fevereiro, mas acumulou uma queda de 15% no ano passado em 2025. O preço teto projetivo calculado no nosso aplicativo tava entre R$ 21 R$ 22, o que não é muito relevante porque a Susano não é uma empresa boa pagadora de dividendos. O preço de consenso de mercado antes da queda tava em torno ali de R$ 70,50 e o preço de negociação na B3 em torno de R$ 57. Isso significa que pelo critério do preço teto, a Suzano tá longe de ser uma compra interessante pro investidor previdenciário. E aqui que tá o ponto mais importante dessa análise. A Suzano, pelo perfil que ela tem, não atende os princípios e os critérios do best. não tem uma uniformidade de resultados ao longo do tempo e a política de remuneração pro acionista não é tão atrativa. Só para vocês terem uma ideia, o dividendo por ação projetivo para 2026 é de 1,27 mais ou menos. Oi de projetivo fica em 2,68% mais ou menos. Ou seja, para uma carteira que busca renda, isso é insuficiente, aliás, muito baixo. A Suzano é, antes de tudo, uma empresa de crescimento. O investidor que tá nela precisa esticado com foco em ganho de capital e não em dividendos. E para ganho de capital, você precisa de um valuation bastante atrativo que justifique a entrada. Eh, você precisa também de um setor com vento favorável e eu diria que uma empresa com previsibilidade de resultado. Hoje, eh, pelo menos [limpando a garganta] dois desses três elementos tão sob pressão na Susana. E aqui eu queria trazer por que a gente acredita que a Clabin tem um perfil mais interessante pro investidor que busca a renda. A Clamin também divulgou o seu resultado recentemente e a comparação entre as duas empresas deixa bem claro qual delas tem um perfil mais próximo do que o investidor de longo prazo com foco em dividendos deveria ter no seu radar. O resultado da Clabin no quarto trimestre do ano passado, ele veio dentro das expectativas do mercado. Receita, ebítida, lucro, todos eles apresentaram uma queda em relação ao ano anterior, assim como aconteceu com a Suzan. Mas aqui tem uma diferença estrutural muito importante entre as duas. A Clabin tem a receita distribuída entre celulose, papéis e embalagens e mais da metade vende papéis ondulados, especialmente embalagens, que tem uma demanda muito mais previsível e são bem menos expostos às oscilações de preço da celulose no mercado internacional. Isso funciona como um amortecedor. Enquanto a Suzano leva o impacto cheio de uma queda no preço da celulose, a Clabin sente bem menos. Essa diversificação de receita dela acaba sendo uma proteção real e não cosmética, supérflua. A estrutura de capital da Clabin também melhorou bastante no último balanço. A dívida líquida caiu de uma forma relevante em relação ao ano anterior e a meta atual da companhia é justamente reduzir o seu endividamento e os investimentos que estão bem mais controlados hoje em dia, sinalizando que a operação tá no momento de maturidade, sem uma necessidade de grandes expansões no curto prazo para suprir a demanda. Isso acaba trazendo uma previsibilidade muito maior paraa geração de caixa. E aí vem o ponto decisivo pro perfil barciano, a política de dividendos. A Clabin tem mantido pagamentos trimestrais com de projetivo bem mais interessante que o da Suzano ali na casa de quase 5 6%. Ela tem um próximo pagamento já marcado e ela tem um histórico de grande consistência. Para quem monta uma carteira pensando em renda mensal, esse tipo de previsibilidade tem um valor enorme. E aqui vale deixar claro, a Clabin também é uma empresa de commodity, então ela não tem uma uniformidade de resultado que as empresas Best costumam entregar, mas entre as duas, o perfil de negócio dela é claramente mais equilibrado e muito mais próximo do que a nossa metodologia valoriza. Pelo preço teto do nosso time, a Unity ainda tá um pouco acima do nível ideal de entrada, mas o perfil de empresa é muito mais interessante para quem pensa no longo prazo com foco em renda. E aí você pode estar se perguntando, né, bom, mas o que que eu devo fazer agora? Eu diria o seguinte, racionalidade vem antes da reação. Deixa eu fechar com que eu acho que é o mais importante pro investidor de longo prazo, quando ele se depara com movimento desses. Uma queda de 6% num único dia com leilão e volume 15 vezes acima do normal acaba obviamente gerando uma reação emocional que é natural. A tentação aqui é entrar correndo, achando que é uma oportunidade ou de sair correndo, achando que é o começo de algo pior. E para falar a verdade, nenhuma das duas reações tá correta se você não fizer uma análise aprofundada. O que o Bank of America fez eh foi levantar uma tese séria e bastante fundamentada. A expansão de capacidade na China e na América Latina é real. Os estoques nos portos chineses são reais. A pressão de preço já tem aparecido nos resultados, isso é fato. E a Suzano tem 75% da receita em celulose exportada. Se os preços caírem de uma forma estrutural e não cíclica somente, né, o impacto nos resultados futuros vai ser relevante. Agora, o Bank of America pode est certo ou ele pode est antecipando demais um cenário que pode demorar ainda muito para se materializar. Outros 15 analistas ainda tão com recomendação de compra. O consenso do preço alvo ainda tá ali na casa dos R$ 70. Mas uma coisa é fato, quando um primeiro banco dá o passo, os outros tendem a seguir. Esse é o comportamento histórico do mercado. Pro investidor que segue o método do AGF, a análise é muito mais simples. A Suzano não é uma empresa best. Ela não tem uniformidade no seu resultado, que costuma ser muito cíclico. O yeld dela projetivo é muito baixo, o que não atende o critério mínimo de renda que a gente busca. O preço teto projetivo atual, ele tá muito abaixo do preço de mercado, da cotação, o que não traz margem de segurança. Então, pelo critério que a gente usa, ela não tá no radar de compra agora, independentemente da queda de 6%. Já a Clabin é um pouco diferente. Ela tem um perfil de negócio mais diversificado, tem um yeld um pouco mais interessante e uma política de pagamento bem definida e mais consistente. Ela também não tá barata pelo nosso critério de preço teto, mas o perfil de empresa é muito mais alinhado com quem pensa em renda no longo prazo. Então o que fazer? Eu diria o seguinte, nada de decisão precipitada. Se você não tem nenhuma das duas, não entra no calor do momento. Se você tem Suzano e entrou com uma tese de crescimento e ganho de capital, vale reavaliar se essa tese ainda permanece, se ela se sustenta diante do que o Bank of America levantou. Se você tem clabim e o preço caiu para próximo, abaixo do preço teto, aí começa a aparecer a margem de segurança para um aporte dentro da tua estratégia de longo prazo. Bom, pessoal, momentos como esse, né, em que o mercado reage com força a um único relatório e todo mundo começa a tomar decisão no impulso, são exatamente os momentos em que você precisa ter uma análise sólida do teu lado. Isso que vai fazer diferença.