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Micron, que tá na carteira de BDRs também subiu muito no mês. ... Então tem alguns nomes que ainda têm espaço, apesar desse ambiente macro ainda problemático, mas não impeditivo para essas altas, né? Basta ter uma boa seletividade.
AI-extracted context "Micron, que tá na carteira de BDRs também subiu muito no mês... então tem alguns nomes que ainda têm espaço, apesar desse ambiente macro ainda problemático, mas não impeditivo para essas altas, né? Basta ter uma boa seletividade. Eu não sei se você quer complementar de alguma forma. É, eu acho que essa questão de juros lá fora..."
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quer comentar um pouquinho, sobre o que que é o seu principal ponto de destaque para agosto >> tem um fio condutor que acaba juntando os pontos e eu acredito que talvez seja válido a gente se valer dele para tentar ilustrar pro pessoal o que aconteceu. Eh, se a gente observar, por exemplo, o melhor desempenho da carteira de BDRs desse mês, foi uma companhia que não está necessariamente ligada à indústria de petróleo eh diretamente, mas indiretamente está. Portanto, a gente considera ela como uma tese de energia, porque ela oferece produtos e serviços paraas instalações de exploração de petróleo. SB foi subiu mais de 20% em dólares só em um mês. Parte disso porque a gente voltou a ter uma dinâmica de problemática geopolítica no Oriente Médio. A gente já vive há seis meses nesse vai e vem de retórica entre as duas partes, sem perspectiva de melhora de ambientação. E como consequência disso, o preço do barril de petróleo fechou o mês de agosto, mais uma vez acima de 90 por barril. Qual o problema disso? Não estamos mais falando daquele patamar acima de 100, 110 até 120 que a gente viu no início do conflito, mas 90 é um pouco incômodo do ponto de vista de preços de energia e por consequência você acaba prejudicando as expectativas de inflação e prejudicando os juros ao redor do mundo. Uma [roncando] um dos grandes debates dessa semana, inclusive, é o patamar de juros, em especial os vértices mais longos das economias desenvolvidas. Não falo só de um ou outro país, mas estou falando de maneira geral. Se a gente olhar Japão, maior patamar de juros de 10 anos desde a década de 90. Se a gente olhar Reino Unido, Estados Unidos, patamares de juros elevadíssimos pros vértices mais longos, porque não eram vistos há muito tempo. Nos Estados Unidos, o vértice de 30 anos, né, o vencimento do de 30 anos, você tá tá mais de 50 dias negociando no patamar mais alto desde 2006. Ou seja, é paradigmático que a gente tem vivido. Parte disso, claro, vem do problema de expectativas de inflação relacionado com a questão geopolítica. Do outro lado tem a questão fiscal que eu relai no início. A gente tem um problema fiscal brasileiro, mas ele dialoga com os problemas fiscais que a gente vê ao redor do mundo inteiro. Tanto é verdade que a dívida soberana americana já ultrapassa 40 trilhões de dólares. Isso é muita dívida, né? E daí você vem para essa dinâmica mais eh duvidosa, né? Questionadora sobre a capacidade de honrar essas dívidas mesmo nos países envolvidos. Isso já foi visto no Reino Unido, naquela questão da List Rus, a primeira ministra mais breve da história do Reino Unido, quando ela apresentou um orçamento é pouco crível, né? Isso tudo também acaba fazendo com que haja pressão sobre os investidores, uma certa versão a risco. Isso, claro, também tem a ver com o que tem acontecido com a dinâmica de política monetária desse país. A gente já viu alta de juros dos países centrais e a gente deve ver, a la até pode falar melhor do que eu sobre sobre esse tema, deve ver em setembro agora uma alta de juros por parte dos Estados Unidos. O mês de agosto fechou com uma fala importante do Kevin Wash, que é o atual presidente do Feder Reserve. a sua primeira fala no simpósio de Jackson Hall, né? Uma é um evento, né? Um fórum super importante ah do Banco Central Americano, que acontece em Wyoming, nos Estados Unidos, reúne os principais líderes eh econômicos do mundo inteiro, as principais autoridades monetárias do planeta. E e é um um fórum super importante para debater não só a o que há de mais de fronteira, né, na condução de política monetária, mas também eh eventos recentes, né? E e parte dessa fala dele, a participação, a sua primeira participação enquanto presidente do Fed de simpósio, foi lida como dura, o que aumentou muito a chance de uma alta de juros nos Estados Unidos. [roncando] Isso fez com que aquele desenho que vocês pintaram no começo sobre o mês de agosto ser várias ser uma combinação de várias histórias ganhasse ainda mais um novo capítulo. É porque acontece, a gente começa o mês de agosto com alguns dados mais fracos de atividade de preço nos Estados Unidos. Isso fez com que parte do mercado começasse a entender que, ó, se houver uma alta de juros, não vai ser agora em setembro, vai ser mais paraa frente. E olhe lá, né? E olhe lá, algumas pessoas falando que não haveria auto de juro já por conta desses dados. Isso fez com que acontecesse o quê? Retomássemos aquele debate que a gente viu em 25, no início de 26, de basement rate, né, que é basicamente a tese da desvalorização das moedas fiduciárias, do papel moeda, em especial do dólar. Pro dólar especificamente, ele ganha um novo nome que é desdolarização, né? Por isso que a gente viu, por exemplo, tem até um slide, se puder, né, mostrar pra gente, né, do Bitcoin e do ouro, né, mostrar o Bitcoin teve um excelente mês, parte do motivo macro veio justamente e de uma de um resgate desse basement trade e que é até curioso, né, no ouro é até mais e efetiva essa verificação. Pode passar um pra frente só pro pessoal ver, né? A gente teve uma grande valorização do Bitcoin. Eh, tem mais um do ouro. Isso, exatamente. Então, se a gente pegar numa janela de um ano, é claro que o ouro se valoriza muito, mas no começo de 2026 a gente teve um grande movimento de valorização do metal precioso. Eh, e ele ganhou alguns contornos especulativos aos modos que o mercado de tecnologia também ganhou, né? e em parte relacionado com essa inundação de produtos alavancados também, produtos eh com quantitativos, né, de algoritmos, enfim, e que daí e fez com que quando houver houve, né, o início do conflito e o aumento dos juros por conta de uma expectativa de inflação mais alta, o ouro perdesse competitividade frente a esses títulos e ele realizasse. Então, os investidores que já estavam procurando motivo para realizar lucro, ajustar posição, encontraram esse motivo perfeito. Ele vai até metade de julho, flertando ali, rompendo até 4.000 e da segunda metade de julho para cá, ele recupera e ao longo de agosto ele sobe bastante, o ouro volta a subir. Por qu parte disso, disso que eu comentei, né? O mercado começou a entender que, ó, talvez nem suba juros. Quando tem, e daí o ouro vai para $600 por ons, quando tem a fala do Kevin Warsh, de lá para cá, o ouro já devolve parte desses ganhos, já volta para 4400. Você vê que é uma história que conversa um pouquinho com o que tem acontecido com os mercados ao redor do mundo. Quando o dólar se enfraquece, os ativos globais eles eh eh prosperam e isso serve para Brasil, né? ajuda a explicar também, porque os ativos brasileiros também tiveram espaço para se valorizar no ambiente que eu já comentei, né, da questão eleitoral e assim por diante, mas faz parte de uma só história eh de política monetária lá fora. Eh, e que tá claro, agora a gente tá numa cama semana muito importante, talvez um divisor de águas, porque tem dados de emprego nessa semana, eh, assim como a gente teve eh dados econômicos [roncando] importantes aqui no Brasil. Então, eh, ainda assim a gente entende que vai haverá essa alta de juros. Eh, creio que só haverá uma alta de juros, né, Laí? Não sei se se haverá mais uma necessariamente. Depende um pouco do que acontecer lá fora. Se aconteceu uma catong também não dá para ancipar esse tipo de coisa. Mas eh se isso for algo controlado, né, talvez não seja tão ruim para os mercados. E tanto é verdade que a gente começa a ver que eh foi possível que houvesse um bom humor por parte dos investidores com alguns resultados que foram divulgados, né? Ou seja, o ambiente macro não foi impeditivo de certa forma para uma boa digestão de alguns resultados corporativos. caso ilustrativo de Nvidia, né, a gigante de tecnologia, uma das campeães desse rally de inteligência artificial que reportou belíssimos resultados para uma gigante, ainda assim entregando uma grande valorização. Se a gente pegar o histórico recente trimestral, é a reação da ação no dia de divulgação do resultado, não é dos melhores no caso da dinvidia. Por quê? porque a barra é muito alta para ela. Nesse caso foi diferente. A ação conseguiu entregar um bom desempenho, mesmo havendo uma expectativa muito elevada pro resultado. Ou seja, a gente conseguiu ter uma absorção desse resultado de maneira positiva. Isso ilustra porque a gente teve um bom desempenho também de alguns nomes de tecnologia. Micron, que tá na carteira de BDRs também subiu muito no mês. Ela tinha realizado no segundo trimestre, em especial no final do segundo trimestre com aquela questionamento. Aliás, segundo trimestre foi muito bom. quando começa o terceiro trimestre, ela começa a realizar, né, o mês de julho, daí ela recupera em agosto, né, o bom mês de agosto e a gente continua construtivo e com a tese. Então tem alguns nomes que ainda têm espaço, apesar desse ambiente macro ainda problemático, mas não impeditivo para essas altas, né? Basta ter uma boa seletividade. Eu não sei se você quer complementar de alguma forma. É, eu acho que essa questão de juros lá fora, ela ela engloba duas coisas, principalmente. Primeiro, a parte dos dados em si, até porque eh com essa troca, né, do presidente do Federal Reserve, a gente teve essa essa forma de comunicação também muito diferente, né? Então, o Kevin Wash, ele tá levando o mercado a ficar cada vez mais dependente dos dados. Então, obviamente a volatilidade aos dados toda vez que eles são divulgados e tem sido maior, né? Então o mercado tem treidado de fato esses resultados, como a gente teve dados de inflação recentemente e de atividade mais fortes, eh principalmente quando você olha algumas métricas ali de famílias, até aumento do nível de poupança, enfim, vários dados da da economia americana mais fortes, o mercado começou a migrar mais para essa alta de juros já em setembro, agora, no dia 16. Eh, mas não era ainda cenário base, a gente ficava ali entre 35 e 40% de chance precificada na curva para essa alta. A fala do Kevin Washington não muda muda mesmo essa essa balança, né? Então acho que duas coisas importantes aqui, a forma com que o Kevin tá lidando ali no no Banco Central e tendo que comprar uma confiança, uma credibilidade que ele precisa construir, né? É natural a esse início e e dado também essa transição que foi conturbada, né? Foi uma transição eh eh atípica pro governo americano ali de presidência. Eh, a gente teve diversos eh eh vai e vem ali de nomes possíveis, enfim, e e você tinha alguns algum histórico ali também que mostrava o Kevin Washington sendo um cara mais dove. Então, eh, para ele trazer essa credibilidade, eu acho que é um ponto que que também dialoga a favor da alta de juros já agora em setembro, né? Então, pensando na matemática econômica aqui, parece que é muito é é muito mais favorável à alta de juro agora em setembro. Vai depender do que a gente vir de payroll agora em na sexta-feira. Claro, payroll foi o que de fato fez com que a gente teve três cortes de juros no final do ano passado. Acho que é importante a gente lembrar isso. Foi foi literalmente o dado, né? foi o mercado de trabalho que fez com que tivéssemos esses três cortes no ano passado. Então, é importante a gente olhar agora não só o dado, mas se não vai ter revisão novamente, né, dos dados anteriores, que foi o que aconteceu no ano passado. E aí quando quando a gente olha pro Kevin Wash, eu acho que tem um ponto assim, eh, o mercado tem uma alta precificada para esse ano, ela não era ainda para setembro, agora virou o cenário base depois do de Jackson Hall, a gente tá por volta de 70% precificado, ou seja, mais 50% já é cenário base agora, mas a gente ainda tem só um. Eu acho que se a gente tiver caminhando para um cenário em que o Kevin Was precisa de fato cumprir a confiança dele, eu começo a entender que você vai precisar subjuros mais uma vez >> para de fato você provar, olha, não, eu tô aqui realmente sentei nessa cadeira e quando eu falo que meu compromisso é com inflação, de fato com inflação e eu vou cumprir isso. Mas a priori a gente tem o cenário de de uma alta de 25 agora no dia 16. Yeah.
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